Sua Marca: o efeito Ratatouille das promoções que fidelizam clientes

 

“Fidelizar é sempre mais relevante do que sair atrás de novos consumidores” —- Jaime Troiano

Uma das estratégias do comércio para reter seus clientes é a criação de campanhas que incentivam os consumidores a colecionarem selos, conforme o valor da compra, e preencherem cartelas em troca de prêmios —- que podem ser panelas, taças, travessas e facas, por exemplo. A ouvinte Ana Cecília Americano escreveu para o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso interessada em saber por que essas promoções costumam se transformar em febre.

 

Para Cecília Russo, uma das razões é o fator lúdico que envolve essas campanhas, aumentando o engajamento do cliente. Jaime Troiano dá um outro nome para isso. Ele chama de “efeito Ratatouille”:

“É aquele momento mágico que se vê no filme Ratatouille quando o crítico de cozinha experimenta o prato e aquele sabor o remete à infância. Colecionar selos nos leva para os tempos de criança, quando colecionávamos figurinhas ou outros objetos”.

Para Jaime e Cecília, ao mesmo tempo que o consumidor é estimulado a continuar comprando na mesma loja, essas ações revelam como o varejista preserva as relações de valores ao longo do tempo.

 

De acordo com dados apresentados no quadro, o grupo Pão de Açúcar distribuiu mais de 800 mil panelas para consumidores que colecionaram cerca de 30 milhões de selos; enquanto o grupo Extra distribuiu mais de 2 milhões de facas e movimentou em torno de 260 milhões de selos.

 

O quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: as oportunidades que as startups têm nas parcerias com grandes empresas

 

“Uma dica que eu gostaria de reforçar muito grande é que os empreendedores que tenham ideias mirabolantes pensem no seguinte: a minha ideia soluciona qual problema?” — Paulo Quirino, Samsung Brasil

A busca pela inovação tem levado grandes corporações a criar projetos de incentivo ao desenvolvimento de startups e isso tem se transformado em excelente oportunidade para esses novos empreendedores. Para identificar como essa parceria pode ser benéfica para ambos os lados, o Mundo Corporativo da CBN entrevistou Paulo Quirino, coordenador de startups da Samsung Brasil:

“Muitas vezes a empresa, dado que ela tem um conjunto de regras, normas, ela acaba matando o processo de inovação quando ela adquire necessariamente uma startup para vir trabalhar dentro dessa empresa. Então, o que as empresa tem feito são programas de aceleração corporativa ou programas de investimentos corporativos em startups que dentro do seu ambiente conseguem inovar muito mais rápido para o mercado”.

O Mundo Corporativo é apresentado pelo jornalista Mílton Jung e pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e no Twitter (@CBNOficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo às 10 da noite em horário alternativo. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Vasconcellos e Débora Gonçalves.

Sua Marca: prometeu tem de ajoelhar

 

 

“Confiança na entrega é uma regra de ouro das marcas mais amadas”— Cecília Russo.

Investimentos em branding são desperdiçados se a marca não entregar o que promete ao seu consumidor. Esse é um assunto tão delicado quanto fundamental. Foi assim no passado e ganha nova dimensão nos tempos atuais em que os canais de reclamação estão mais acessíveis às pessoas. A reclamação do cliente é imediata pelas redes sociais, em organismos como o Procon e o Conar ou instituições como Reclame Aqui! e Proteste. 

 

No quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, Jaime Troiano e Cecília Russo falaram da necessidade de as empresas avaliarem as promessas que fazem aos clientes e as expectativas que criam no público na apresentação de seus produtos e serviços. 

 

Eles lembram do filme O Náufrago, protagonizado por Tom Hanks, em que um funcionário da FedEx sofre um acidente aéreo e após quatro anos perdido em uma ilha volta aos Estados Unidos e faz questão de entregar uma das encomendas que ele havia preservado durante o período de isolamento. Essa é a essência da ideia de cumprir o compromisso assumido. 

 

Troiano entende que empresas que tenham construído uma história de sucesso e  sejam detentoras de boa reputação possam cometer erros em processos e algumas vezes não entregar o que prometem. Mas é preciso estar sempre atento. Grandes investimentos em branding são resistem à quebra de promessas. Por isso, um conselho obrigatório e simples:

“Use sempre a regra de três palavrinhas: Be, Do, Say —- seja, faça e fale —- ou como ensino Gandhi: felicidade é quando o que você pensa, o que você fala e o que você faz estão em harmonia”  —- Jaime Troiano 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é apresentado por Mílton Jung, aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.

 

Este comentário foi ao ar no dia 20 de julho, na CBN.

Sua Marca: cuidado com a criatividade da sobrinha do presidente

“A inovação não é apenas a formulação de um novo produto ou serviços. É também a forma de apresentá-los visualmente” —- Jaime Troiano

Ao criar um produto ou serviço o empreendedor foca sua preocupação no desenvolvimento, na operação, no preço e na forma de distribuí-lo —- que são preocupações legítimas —-, mas deixa de lado o design da marca. Com isso abre mão do seu futuro, pois com o passar do tempo, uma identidade gráfica bem resolvida cria uma forma muito mais direta, simples e rápida de se comunicar com o consumidor. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo, em conversa com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN.

Mesmo que se recomende olhar para as marcas célebres como forma de inspiração, é preciso evitar algumas armadilhas comuns quando se pensa na identidade gráfica, diz Cecília Russo:

“Quando você só copia alguma referência, tipografia e cores, a sensação que fica é que você não pensou no projeto e na identidade da sua marca”

Troiano, por sua vez, lembra de outra armadilha bastante comum: a “sobrinha do dono”.

Por comodismo ou por desconhecimento, transfere-se a criação da marca para alguém que tem “bom gosto” e alguma habilidade com computadores, geralmente que viva no entorno do núcleo familiar ou pessoal do presidente da empresa —- a sobrinha, o filho, um amigo próximo. O desastre é certo.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: André Santos, do Mercado Livre, fala de como vender mais no comércio eletrônico

 

“A palavra na verdade é democratização. O comércio eletrônico é para todos” — André Santos, Mercado Livre

Políticas públicas que tornem a internet mais acessível, logística apropriada e a confiança do consumidor são alguns aspectos que precisam melhorar para que o comércio eletrônico alcance seu potencial, no Brasil. Porém, apesar de representar apenas 5% do mercado de varejo, hoje é possível identificar ações de empresas e pessoas que usam o ambiente digital para vender seus produtos. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o supervisor de vendas do Mercado Livre, André Santos, falou de estratégias que devem ser adotadas para que se obtenha os melhores resultados no comércio eletrônico:

“Primeira coisa: entender o que é o seu produto, quem é o seu cliente; depois, usar uma regra que eu utilizo que é ‘como eu faço um título’. Parece uma coisa simples, mas tem pessoas que não sabem como anunciar um produto”

Um bom título tem de atender a regra PMME —- produto, marca, modelo e especificações técnicas —, sugere Santos. Depois, faça uma fotografia de qualidade com atenção aos detalhes do produto, oferecendo ao consumidor uma experiência agradável. Ele recomenda também que se produza um vídeo aplicando o modelo AIDA, comum em estratégias de marketing, no qual se busca despertar a atenção, o interesse, o desejo e a ação do cliente:

“Como é que esse produto vai ser entregue e em quantos dias; quanto mais rápido, maior será a possibilidade de compra. O preço perde peso na escolha dele”

André Santos é autor do livro “Super vendedores do Mercado Livre e outros marketplaces” (ComSchool).

 

O Mundo Corporativo é apresentado por Mílton Jung e tem a colaboração de Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Adriano Bernardino e Bianca Vendramini.

Conte Sua História de São Paulo: os trólebus pioneiros da CMTC

 

Por Rubens Cano de Medeiros
Ouvinte da CBN

 

 

Quando o primeiro trólebus paulistano rodou – por sinal, pioneiro no Brasil – eu nem houvera sido convidado para a inauguração. Se tivesse sido, nada teria compreendido: tinha só um aninho e meio, quase. Inauguração que acompanhei atentamente, muitos anos depois, folheando antigos jornais, daquele 22/4/1949. De quando o então governador Adhemar de Barros, ele – ahn… – dirigiu por um trechinho o ônibus elétrico BUT — o motorista da CMTC estava bem ao lado

 

Moleque, anos 1950, lembro quase confiavelmente. Vezinha ou outra – manhãs de domingo ou feriado – meu pai me levava à cidade, o Centro Velho de hoje, admirar arranha-céus como o Martinelli, o Banco do Estado; logradouros; vitrines de trenzinhos elétricos (bem longe de nossos bolsos). Eu? Adorava!

 

Aquela primeira linha, de ônibus elétrico? Era a 16 – Praça João Mendes /Aclimação – até a redonda Praça General Polidoro – depois, esticada até a Machado de Assis, onde ficava a exclusiva garagem dos elétricos. Linha embrião da Cardoso de Almeida.

 

Quem sabe se nalgum dos passeiozinhos não tenhamos viajado num daqueles – lépidos quão silenciosos – belos ônibus importados que, por alavancas de contato, captavam eletricidade – não de um fio, caso dos bondes – mas de dois, sibilando, zzziiimmm… Eu? Adorei!

 

Pois foram jornais antigos, do Arquivo do Estado, isto nos anos 1990, no preto-e-branco de notícias e ilustrações, dos anos 1940, que me contaram sobre os trinta pioneiros trólebus importados para a CMTC, em 1947 – ano em que nasci.

 

Aqueles trinta protagonistas de 22 de abril? Ah… que peninha! Deles, não se guardou unzinho, de como vieram originalmente –- pobre memória do nosso transporte.

 

Coube ao jornal A Gazeta mostrar-me os quatro trólebus BUT, ingleses, já desembarcados no cais de Santos – no vermelhão da CMTC, zerinhos, prontinhos para rodar! O que fariam, como os demais, dois anos depois. Não obstante inglês da gema, os quatro BUT, montados para São Paulo, já traziam, claro, o volante do motorista do “nosso” lado – e não à direita,. E, curioso, janelas que alternavam: uma abria, outra não…

 

Um exemplar do Correio Paulistano foi muito legal para com minha pessoa! E mostrou-me os seis igualmente zerinhos e belos Pullman-Standard alinhadinhos no convés do naviozão — emblema da CMTC na lataria, Trólebus muito comuns de cidades americanas.

 

E algum outro noticioso antigo, da mesma hemeroteca, trouxe mais.

 

Inteiravam a frota de trinta, vinte outros elétricos – americanos, como os Pullman: tratava-se agora dos robustos Westram W 40. Curioso: em vez do comum dos ônibus – um letreiro – o Westram trazia DOIS, um ao lado do outro! Que indicavam, simultaneamente, os pontos extremos: Praça João Mendes e Aclimação. E na traseira – lembro de ter visto nas ruas, bem acima do protuberante parachoque, um alerta inscrito para motoristas distraídos: “Mantenha distância – Freios de ação rápida”… Não bastassem as luzes de freio, grandonas: STOP!

 

Lembro mais! Quando Prestes Maia substituiu Adhemar, na prefeitura, comecinho dos anos 1960, os briosos Westram (cuja pequena produção foi repartida por Cidade do México, Buenos Aires e…a CMTC) foram reaproveitados. Pois os Westram que, nos meus sete, oito anos, eu os via na Martins Fontes na segunda linha da CMTC – 51 – Jardim Europa – nos anos 1960 tinham os chassis revestidos de novas carrocerias, nas oficinas da Rua Santa Rita! E iriam rodar mais duas décadas…

 

Dos jornais antigos, nada, nenhum me mostrava, nem mesmo as Folhas da Manhã, da Tarde ou a da Noite, ninguém… Eu não encontrava uminha foto de um Westram, no porto de Santos — como os outros. Até que algum outro jornal elucidou. Eles tinham vindo completamente desmontados para ganhar vida nas mãos de operários brasileiros, nas oficinas da Companhia Studebaker de Automóveis – depois VEMAG – na então “Rua da Grota Funda”.

 

Um êxito! Trólebus americanos ineditamente montados na Vila Carioca! Portanto, agora, tão paulistanos quanto a própria CMTC!

 

E assim, com a ajuda dos velhos jornais, estava completado o time dos trolebus pioneiros no transporte de São Paulo.

 

Rubens Cano de Medeiros é personagem do Conte Sua História de São Paulo. Para conhecer esta história completa, visite agora o meu blog miltonjung.com.br A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie seu texto também para contesuahistoria@cbn.com.br

Sua Marca: as vantagens de o Brasil aderir ao Protocolo de Madrid

 

“A adesão ao protocolo de Madrid será importante não apenas para o branding mas para a economia brasileira com tantos exportadores e empreendedores bons que nós temos no Brasil” — Jaime Troiano

O Protocolo de Madrid habilita as empresas e pessoas físicas a solicitarem, através da Organização Mundial da Propriedade Intelectual — OMPI, ligada à Organização das Nações Unidas, o registro de uma marca nacional em outros países. Esse foi o assunto do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo e participação de Mílton Jung.

 

No Brasil, o depósito de um pedido de registro de marca é realizado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial — INPI. Por enquanto, após esse registro, o empresário interessado em levar sua marca para o exterior precisa fazer o pedido em cada um dos países em que tiver interesse em comercializar o produto. Com a adesão do Brasil ao protocolo, que deve ocorrer até dezembro deste ano, basta fazer a solicitação ao INPI que o órgão enviará a comunicação às demais regiões. O protocolo determina que o prazo máximo de processamento do pedido deve ser de 18 meses —- o que é, também, um avanço para o modelo brasileiro que costuma ser muito mais demorado.

“Esse processo é interessante, pois a gente sempre exportou commodities, mas somos fracos na exportação de marcas. E esse protocolo vai estimular os empresários a internacionalizarem as marcas nacionais, bem como investimentos nacionais no exterior, uma vez que a proteção dos registros no exterior já estará garantida” —- Cecília Russo

Independentemente do interesse de levar sua marca para o exterior ou não, Jaime Troiano e Cecília Russo ressaltam a importância de se registras as marcas criadas aqui no Brasil. Segundo Troiano, por mais de uma oportunidade ao realizarem o cálculo do valor de marca, descobre-se que o empreendedor não a registrou no INPI: “marca sem registro não tem valor”.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: tocando o meu berrante no trânsito da cidade

 

Por Samuel de Leonardo

 

 

O trânsito caótico das grandes cidades é capaz de proporcionar fatos inusitados e porque não dizer surrealistas. Em São Paulo já não é mais possível fugir dos engarrafamentos, não tem como optar por trajetos para amenizar a situação, quer seja pela manhã quer seja à tarde.

 

Sofre aquele que usa o seu automóvel para se locomover, sofre quem se utiliza do transporte público. Padece o motociclista, padece o pedestre, se ferra o ciclista. Todos acabam punidos, todos. São muitos veículos para poucas vias de acesso.

 

No começo da noite, seguia pela Avenida Paulista na faixa central sentido Paraíso. Seguia é força de expressão: estava parado no trânsito e sem perspectiva de melhora. O semáforo abria, fechava, abria. Nada de sair do lugar.

 

Após minutos de espera conseguimos cruzar a Rua Augusta, eu e mais alguns carros apenas. Aí tudo se repete: anda um pouco, para, anda.

 

Confesso que eu não me estresso, aproveito o tempo e vou observando o comportamento de cada vizinho.

 

À minha frente dois veículos, nas faixas à minha esquerda e à minha direita também dois. Percebo que a que vai à minha frente, pelo balançar da cabeça, curtia um som. Pelo retrovisor observo um motorista com duas cabeças, indicando tratar-se de um casal apaixonado. O da minha esquerda cutuca o nariz, tira algo e faz bolinhas. Com um peteleco atira-a pela janela. O da direita acende um cigarro, dá uma longa tragada e com a cabeça para fora lança uma baforada que atinge o motoboy que teima em passar pelo estreito corredor. Uma motorista ao lado apresenta um espetáculo de malabarismo: na mesma mão, cigarro, celular e o dedo indicador apontado para o motoqueiro que acabara de esbarrar em seu retrovisor.

 

Abre-se o farol, não havia como prosseguir, mas o condutor do veículo à minha direita toca a buzina sem cessar insistindo para que os demais invadissem a faixa de pedestre. Ninguém se abalou. Verde, amarelo, vermelho, verde novamente e a situação permanece inalterada.

 

Uma vez mais o motorista do carro ao lado mostrando toda sua impaciência volta a acionar a bendita buzina insistentemente. Como da vez anterior, nenhum condutor dá a mínima.

 

Com um pouco de sorte conseguimos progresso. Cruzamos a Rua Peixoto Gomide — mais um quarteirão vencido. Outra rua está por vir e assim atingimos mais uma quadra.

 

A história já é sabida: espera, paciência e perseverança. Quando já nem lembrava mais das buzinadas, aquele sujeito regressa à cena, desta vez com mais vigor, dispara o som a toda, põem a cabeça para fora e grita feito um louco:

 

— Seus motoristas de merda, tartarugas, molengas.

 

Ao instante a porta do passageiro do automóvel à sua frente se abre, desce um sujeito de estatura alta, chapéu de caubói à cabeça, todo desengonçado, carregando em suas mãos um instrumento enorme feito de chifre de boi, se aproxima da janela do nervosinho e grita:

 

Neste trânsito errante, só mesmo tocando o meu berrante.

 

Com habilidade, assopra o instrumento emitindo um som alto que a todos contagia. Uma vez, outra vez mais. Como um boiadeiro que acalenta toda a manada.

 

O trânsito continuou na mesma toada, mas as pessoas o aplaudem e entre assobios e gritos, o nervosinho da buzina disfarça um sorriso cessando a sua fúria, tal e qual um animal xucro quando domado.

 

Samuel de Leonardo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva o seu capítulo da nossa cidade e envie para contesuahistoria@cbn.com.br

Mundo Corporativo: o coach é o co-piloto da jornada do profissional, diz Iaci Rios

 

 

“Eu faço uma comparação do coach como uma pessoa que pega uma carona na jornada de desenvolvimento do indivíduo, vai com ele de co-piloto por um pedaço desta jornada e em um determinando ponto desta trajetória ele desce e a pessoa segue sozinha” — Iaci Rios, IMR Coach e Desenvolvimento

A profissão de coach não é regulamentada na maior parte do mundo, o que não significa que qualquer pessoas esteja habilitada a exercer essa função. O ideal é que o profissional tenha recebido formação específica e seja capaz de entender que, apesar de seu papel ser de apoio ao desenvolvimento individual, não pode interferir nas escolhas do cliente. Esse foi um dos alertas feitos por Iaci Rios, da IMR Coach e Desenvolvimento, representante da Erickson International, no Brasil, entrevistada por Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Perguntada sobre cuidados que um profissional deve ter para fazer coaching, Rios recomendou:

“Que procure uma boa formação, uma formação sólida, e para escolher uma formação solida, a escola tem de ter um conjunto de princípios e valores, uma filosofia por trás de seu modelo de ensino, uma boa base conceitual e uma boa metodologia. Essas escolas são provavelmente escolas certificadas pela ICF — International Coach Federation… esse é o caminho”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Vendramini e Débora Gonçalves.

A responsabilidade de ter na mesa um troféu com o nome da Ir. Dorothy Stang

 

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“Quando enterramos o corpo da Irmã Dorothy,
em fevereiro de 2005, repetimos
muitas vezes que ‘não estamos
enterrando Irmã Dorothy,
mas sim, estamos plantando’.
Ela é uma semente que vai dar muitos frutos.
Queremos celebrar estes frutos
e as novas sementes que
estes frutos estão lançando”
Dom Erwim Krautles, Bispo Emérito do Xingu (PA)

 

Sexta-feira passada, em Goiânia, fui um dos homenageados no Prêmio de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com a Menção Honrosa Ir. Dorothy Stang. De acordo com o informe da comissão de comunicação da CNBB, a escolha levou em consideração o trabalho que realizo no rádio:

 

“Sua competência profissional aliada a uma sensibilidade cidadã tem um impacto positivo na audiência e colaborado com a formação de valores humanos, critério definido pelos bispos para a escolha de comunicadores”.

 

Dedico-me ao jornalismo há 35 anos e ter o nome selecionado para esse prêmio me deixa, é claro, lisonjeado, mesmo que nunca consiga enxergar de forma evidente os resultados desse trabalho na transformação da sociedade —- e talvez seja melhor assim, caso contrário corre-se o risco de a soberba se sobrepor a causa.

 

Os outros profissionais que receberam a menção honrosa foram Wagner Moura, ator e diretor de Cinema; Sandra Annenberg, jornalista da TV Globo; Vinicius Sassini, jornalista de O Globo; os digital influencers Iara e Eduardo, “caçadores de bons exemplos” e, em homenagem póstuma, o jornalista Ricardo Boechat.

 

Havia sido informado do prêmio dias antes quando, então, a pedido dos organizadores gravei vídeo para agradecer a escolha do meu nome ao lado de outros colegas da mídia e do cinema —- que foi reproduzido durante a cerimônia.

 

Fiz questão de gravar a saudação no Pateo do Collegio, onde surgiu a cidade de São Paulo, no século 16. Foi lá que os jesuítas iniciaram o povoado que se transformaria nesta megalópole. Sempre considerei simbólico que, ao contrário da maior parte das cidades, São Paulo surgiu no entorno de uma escola e não de uma fortaleza.

 

Escolher como cenário o local da primeira escola de São Paulo foi a forma de expressar minha gratidão por ter em mãos um troféu com o nome da Irmã Dorothy que encontrou na defesa dos homens e das mulheres mais simples deste país a maneira de revelar sua missão cristã. Deu a vida por essa causa.

 

Na sua caminhada, Irmã Dorothy foi uma das fundadoras da primeira escola de formação de professores na Transamazônica, a Brasil Grande —- nome que por si só demonstrava o quanto ela e seus companheiros acreditavam que através da educação poderíamos nos desenvolver como nação.

 

Assim, fui ao Pateo do Collegio para lembrar que todos que trabalhamos com comunicação social não podemos jamais perder a noção de que temos também uma missão educadora quando buscamos a verdade, apuramos os fatos, ouvimos o contraditório e questionamos a autoridade estabelecida.

 

Além de agradecer pela gentileza da CNBB, fiz questão de, em vídeo, registrar minha crença que pela educação e com trabalho podemos ajudar a construir um Brasil mais justo, mais ético e mais generoso. Um Brasil grande, como sonhou Irmã Dorothy Stang.