Mundo Corporativo: Rogério Boeira fala de aprendizado contínuo e desenvolvimento profissional

 

 

O aprendizado contínuo é a chave para o desenvolvimento profissional mas é preciso ter disponibilidade para aprender, não só de tempo; emocional e moral, também. Quem ensina é o professor Rogério Lodero Boeira, da Escola de Aprendizagem Contínua Cultman, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para se criar estas condições, explica Lodero, é necessário “saber que você não sabe tudo e partir do princípio de que eu tenho de aprender sempre”.

 

O programa Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br Os ouvintes participam enviando e-mails para mundocorporativo@cbn.com.br ou para os Twitters @jornaldacbn e @miltonjung. O Mundo Corporativo é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Reminiscências – De minha mãe

 

Por Julio Tannus

 

… Aos 94 anos de idade:

 

Comecei a vida estudando e acabei estudando para viver.
Aquele que não sabe que não sabe: é um tolo, evita-o. Aquele que não sabe e sabe que não sabe é simples: ensina-lhe. Aquele que sabe e não sabe que sabe: está dormindo, acorda-o. Aquele que sabe e sabe que sabe: é sóbrio, segue-o.

 

Somos todos estudantes na escola da vida.

 

O sorriso custa menos que a eletricidade e dá mais luz.

 

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas deve ser vivida olhando-se para frente.

 

A vida é como uma bicicleta, você cai se parar de pedalar.

 

Se você quiser algum lugar ao sol, precisa saber enfrentar algumas queimaduras.

 

Quem sabe muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe.

 

Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fossemos de ferro.

 

Quem viaja na garupa não dirige a rédea.

 

Agir sem pensar é como atirar sem fazer pontaria.

 

Colha a alegria de agora para a saudade futura.

 

Hino à Paraty:
Paraty quanta saudade.
Paraíso a beira-mar.
Permita Deus que eu não morra, sem para lá eu voltar.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

De ignorância e inconsciência

 

Por Maria Lucia Solla
(revisitando texto de 26 de maio de 2007)

Estava aqui pensando sobre a relação entre ignorância e inconsciência. Teria Sócrates dito “só sei que nada sei” quando se deu conta de que não há começo e nem há fim?

há que reformular a certeza
há que manter acesa a disposição
de mudar de posição
de ver a vida de ângulo diferente
para descobrir a verdade surpreendente

sobre a mesma-e-velha coisa
a gente alicerça tanta certeza
que perde do entorno a beleza
tropeça nos tocos que constrói
e chora e diz ai dói

permitimos que mania e certeza
nos tomem de assalto
feito erva-daninha
e vivemos em continua ladainha

cercados de pura chatice
vivemos patinando
entra idade sai idade
morrendo de medo da felicidade

afinal o modelo é senho franzido
critico de tudo
insatisfeito o tempo todo
vivendo preocupado
sem tempo de viver

a humanidade já teve de aceitar que estava errada
quando achava que a Terra era quadrada

Achamos que o sol girava em torno de Nossa Santa Grandiosidade, lembra? Até que Nicolau e Galileu, um pisciano polonês e um aquariano italiano, que gostavam de olhar para o céu, e olhavam, perceberam que a terra dava uma volta em torno de seu eixo, uma vez por dia, e em volta do sol, uma vez por ano. Acordamos para as evidências em relação ao planeta, mas ainda não, em relação a nós, pobres seres humanos. Ainda nos acreditamos sóis. Matamos por verdades. Morremos por elas.

Hoje sei que se ignorância é não saber o que existe à volta, inconsciência é não saber o que existe dentro. Se ignorância nos faz perder a dignidade como ser terreno, inconsciência nos faz perder a dignidade como ser cósmico.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza cursode comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

De grito de amor

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça De grito de amor na voz da autora

De grito de amor foto

te amava e odiava na mesma medida
um estica e empurra sem fim
te amava
o ardor me arrancava o sono
te odiava
o tino te arrancava de mim

te amava porque me sabias
odiava por me saberes demais
te amava porque me dizias tanto
odiava por não me dizeres mais

te amava porque era bom pensar em ti
odiava por te pensar demais

te amava porque sabias o que eu pensava de ti
odiava por não saber o que pensavas de mim

te amava porque me inspiravas
sobressaltava cada vez que respiravas
na esperança de que na minha saudade
suspirasses por mim de verdade

te amava quando me olhavas
odiava ao afastares de mim teu olhar
te amava ora bolas
será que é preciso explicar

amava e odiava confesso
te sonhava e orava amém
gritava e me calava no vazio da entrega
será que me sonhavas também

hoje vou levando dia a dia
tecendo minuto a minuto a vida
me atirando me fazendo atrevida
um estica e empurra sem fim
ai de mim!

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e promove curso de comunicação e expressão. Aos domingos, no Blog do Mílton Jung fala de amor e desamor

Saber esperar é uma virtude

Por Abigail Costa

São frequentes as conversas sobre o descontentamento na vida profissional. Gente com dez, quinze anos de casa.  Gente que se sente desmotivada na função. Às vezes, devido as promessas feitas pelos chefes e não cumpridas. Outras, por causa da promoção do colega que entrou bem depois de você.

Esse blá-blá-blá todo, é para resumir a ansiedade que vem tomando conta da vida de alguns. Claro, todos queremos ser notados profissionalmente, ter reconhecimento financeiro, mas em determinados momentos é preciso saber esperar. Em paz.

Tirar o pé do acelerador não significa ligar o botão do “não tô nem aí”. Essa folga é para respirar melhor. Falar menos e observar mais a nossa volta. O lado pessimista parece sempre bem mais espaçoso do que o outro, mas um olhar cuidadoso e profundo pode mudar a situação.

O que escrevo, soa como papo de auto-ajuda ? Se você pensar assim e isto lhe fizer bem, por que não?

A bagunça do não-sei-direito-o-que-pensam-ao-meu-respeito, só fere um lado: o seu. Nessas horas, melhor mesmo é procurar o colo de um amigo.  Não aquele de mal com a  vida que vai lhe aconselhar a jogar tudo para o alto. Mas o apaziguador, que vai lhe ajudar a esperar.

Você se lembra  quantas crises dessas já foram deixadas no passado? Pois é:  essa é só mais uma.

Paga pra ver!

Abigail Costa é jornalista e toda quinta escreve aqui no blog com a experiência de quem soube esperar.