Um beijo contra o preconceito

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Cerca de 1.200 pessoas reuniram-se no dia 20 de setembro de 2009 para lutar contra o preconceito e o estigma de quem tem aids. O fotógrafo e artista plástico de renome internacional Vik Muniz fotografou seis mosaicos formados cada um por cerca de 600 soropositivos e solidários à causa. Uma nova imagem surgiu a partir de várias outras pequenas. Essa é a maior característica do trabalho do paulista radicado em Nova York. A ação faz parte da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2009, organizada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, pelo Centro de Referência e Treinamento de São Paulo e pelo Programa Municipal de DST e Aids de Guarulhos e com o apoio de várias organizações locais.

Os voluntários seguraram cartões coloridos para formar imagens de beijos, símbolo universal do amor e da solidariedade. Essa será a primeira obra de Vik Muniz sobre o tema HIV/Aids. O resultado ficará exposto no MASP, Museu de arte de São Paulo. As fotos dos mosaicos foram tiradas no Ginásio Pascoal Thomeu (Guarulhos/SP).

Do site Dia Mundial de Luta Contra a Aids 2009

Baixe o som para ouvir melhor e não ficar surdo

 

Bastam cinco minutos com o Ipod a todo volume para o seu ouvido dar os primeiros sinais de doença. Mas não se desespere, pois é bem possível ouvir Ipod por cerca de 4 horas com apenas 70% do volume sem deixar nenhuma sequela. Como a maioria dos adolescentes não presta atenção nesta regra, uma nova geração de surdos ou com problemas de audição surge no mundo modeno. Pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos mostrou que 13% dos jovens de 6 a 19 anos apresentam alguma restrição pelo uso excessivo dos aparelhos de som.

Uma caminhada pelas escolas e faculdades da região central de São Paulo marcou o Dia Nacional do Combate e Prevenção a Surdez com a intenção de conscientizar os jovens para este enorme problema que eles próprios geram pelo mau hábito de ouvir música a todo volume. E com fones que estão enterrados no ouvido, como lembrou a fonoaudióloga Alessandra Spada Durante, em entrevista ao CBN São Paulo.

Ouça aqui as orientações da fonoaudióloga Alessandra Spada Durante, mas não precisa aumentar muito o volume

Busca de lucro ameaça saúde dos brasileiros

 

Por Carlos Magno Gibrail

A ANS, Agência Nacional de Saúde, criada para fiscalizar, normatizar e controlar as atividades da Saúde Suplementar poderá ter dois novos diretores vindos da Medial e da Amil. É um progresso e tanto para as prestadoras de serviço e um reforço poderosíssimo nas atividades de lobby. Tão forte, que se a moda pega poderá dispensar os próprios lobistas.

Entidade e cargos são muito importantes: “Parágrafo único. A natureza de autarquia especial conferida à ANS é caracterizada por autonomia administrativa, financeira, patrimonial e de gestão de recursos humanos, autonomia nas suas decisões técnicas e mandato fixo de seus dirigentes”. É o que determina no seu artigo primeiro a LEI No 9.961 DE 28 DE JANEIRO DE 2000, que cria a Agência Nacional de Saúde Suplementar.

A Presidência da República enviou os nomes de Maurício Ceschin e Leandro Reis Tavares para a diretoria da ANS, ao Senado, mas a sabatina ainda não tem data marcada.

Mauricio Ceschin foi presidente da Qualicorp, que oferece serviços de saúde, e superintendente da Medial uma das maiores operadoras na área de saúde. A diretoria proposta é de Desenvolvimento setorial, que cuida do ressarcimento ao SUS quando o cliente dos planos são atendidos na rede pública.
Leandro Reis Tavares foi dirigente da Amil e o cargo indicado é de diretor de fiscalização, cuja função básica é verificar se as operadoras estão cumprindo as normas.

Se aprovados, vão se juntar ao diretor de normas e habilitação Alfredo Cardoso ex Amil.

O jornalista Ricardo Westin da Folha, alerta que os planos de saúde podem ser maioria na ANS e registra que cerca de 70 entidades das áreas de saúde e defesa do consumidor protestam contra os dois nomes que irão completar os cinco da diretoria da ANS.

“É um escândalo” diz Mário Scheffer, presidente do Grupo Pela Vida.

“Com as novas indicações do governo Lula, as empresas do mercado terão maioria e ditarão os caminhos da saúde suplementar” ressalta o presidente do Sinagências, o sindicato dos funcionários das agências reguladoras.

A declaração do presidente da ANS é assustadora para quem tem plano de saúde: “A presença de visões diferentes até enriquecem a questão regulatória”. Enquanto que a do ministro da saúde é desalentadora.

Segundo Westin, o Ministério da Saúde que indicou o nome de ambos, disse que a escolha foi técnica. O que também não ilustra nada e só confirma a insensatez ou a hipocrisia das explicações. Equivalente a tudo que tem ocorrido na Casa que irá arguií-los, o Senado de Sarney, rei dos Mares, do Maranhão e, indiscutivelmente, a cara de pau do ano.

Às 70 entidades que protestam, há que se juntar a mídia e toda a população esclarecida, para tomar partido veementemente contra esta indicação, que coloca o lobby na esfera da decisão para a qual dirigia sua função. Agora, se aprovados, com 3 a 2 na ANS, os planos de saúde podem configurar uma nova tipologia de mercado. Oligopólio controlado como monopólio, cuja agência reguladora é da casa.Ou como diriam os publicitários, uma “House”.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, às quartas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung e sabe que prevenir é o melhor remédio

Visite a galeria de fotos de Cristiano de Jesus no Flickr

Site e cartilha ajudam a combater câncer de mama

 

Enquanto se recuperava do câncer de mama, Valéria Baraccat encontrou na atividade física uma das formas de enfrentar as barreiras que costumam surgir desde que se descobre a doença. Auto-estima mantida, combater o câncer nos últimos cinco anos tornou-se uma tarefa menos complicada do que para a maioria das mulheres.

É para compartilhar histórias e conhecimento adquiridos durante este período, que foi criado o Instituto Arte de Viver Bem que lança, hoje, a primeira de quatro cartilhas que serão distribuídas pela Secretaria Estadual de Saúde. Nesta primeira, o tema vai desde prevenção até fisioterapia, para as mulheres que contraem a doença.

Ouça a entrevista de Valeria Baraccat, ao CBN SP

As informações também estão disponíveis no site do Instituto Arte de Viver Bem

Voluntários tornam hospitais mais humanos

 

Mais da metade dos voluntários (57%) que trabalham em hospitais estão há mais de dois anos desenvolvendo o serviço, e a maior parte desses (27%) já está por lá de cinco a 10 anos. Apesar de a maioria ser pessoas em boas condições financeiras, há um número considerado de voluntários de baixa renda que se dedicam à função, também. Estes são apenas alguns dos resultados da pesquisa “Humanização e voluntariado: um estudo em hospitais públicos estaduais da Grande São Paulo”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, Maria Cezira Nogueira Martins.

Na entrevista ao CBN SP, ela traçou o perfil dos voluntários que colaboram para a humanização dos hospitais:

Ouça a entrevisa da professora Maria Cezira Nogueira Martins

A repórter Michelle Trombelli – autora da foto que você vê neste post – realizou, recentemente, uma série de reportagens sobre a humanização nos hospitais (ouça aqui).

Ministério da Saúde vai rever remédio para hepatite B

 

Após sete anos, o Ministério da Saúde vai rever a lista de remédios para tratamento de hepatite B disponível na rede pública, incluindo drogas mais avançadas já vendidas no Brasil. A portaria será assinada no mês que vem, outubro, pelo ministro José Gomes Temporão. A informação é do coordenador do Programa Nacional para Prevenção e Controle de Hepatites Virais do ministério, Ricardo Gadelha, entrevistado pelo CBN São Paulo.

Nesta semana, a ONG Otimismo reclamou da demora do Ministério que estaria motivando a piora no estado de saúde de pacientes que contraíram a doença. A estimativa da Organização Mundial de Saúde é de que 2 milhões de pessoas tenham o vírus da hepatite B e 95% destes não sabem que são portadores. Ricardo Gadelha disse que o governo brasileiro não leva em consideração estes números, mas também não tem nenhuma estimativa oficial porque os estudos não teriam sido concluídos.

Ouça a entrevista com Ricardo Gadelha, do Ministério da Saúde

Leia e ouça a reportagem com Carlos Varaldo, da ONG Otimismo

Hepatite B: mande um e-mail para o Ministro

 

Dois milhões de brasileiros tem o vírus da hepatite B e 95% desses não sabem disso. O pior é que se souberem talvez não encontrem remédios para combater a doença, pois as drogas mais eficientes não são distribuídas na rede pública, apesar da insistência de organizações sociais. Para forçar o Ministério da Saúde a renovar a lista de remédios oferecidos aos pacientes, gratuitamente, a ONG Otimismo está convocado o cidadão a enviar e-mail ao gabinete do ministro José Gomes Temporão e pedir que ele autorize a compra das drogas mais avançadas e já autorizadas pela Anvisa que podem salvar a vida de pacientes com hepatite B. Além disso, que invista em campanha nacionais com informações sobre a doença.

Ouça entrevista com o presidente do Grupo Otimismo Carlos Varaldo

O e-mail do ministro da Saúde é gavim@saude.gov.br.

Parteiro por um dia

 

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

São Paulo, segunda-feira, 31 de Agosto de 2009 – 17:33 – Hospital M’Boi Mirim, Quarto 313 – 3º Andar, Zona Sul. “Enfermeira, enfermeira, tá nascendo”… cadê a enfermeira? E nada da enfermeira! O pai, em estado de desespero, decidiu fazer o parto por conta própria.

Depois de muitos gritos, suor e lágrimas, finalmente o abraço e o carinho da mãe. Isabele Mosquetto da Conceição veio ao mundo-, por obra completa do seu pai. Enfim, chegou a enfermeira, meio sem graça. – “Que horas que nasceu?” “Ainda bem que tinha um relógio na parede do quarto”.

Ricardo Rafael da Conceição, o pai, achou tudo muito estranho. “E se ela estivesse sozinha?” Na hora fiquei com medo de destroncar a ‘bichinha’. Sou marinheiro de primeira viagem”!

Giliane Vieira Mosquetto, 18, primeiro filho, já está em casa, andando. Isabele nasceu com 45 centímetros, 2 quilos e 145 gramas, foi registrada, passa bem e já sorri.

Conte Sua História: Pó, graxa e infância

Por Cesar Cruz
Ouvinte-internauta do CBN SP

Ouça o texto Pó, graxa e infância com sonorização de Cláudio Antonio

Fui provocado assim que pisei na calçada:

– Esse pisante aí ta dando medo, hein tio?

O menino, de uns oito anos, sotaquezinho e jeitão cariocas, surgiu sabe-se lá de onde. Era como se ele estivesse à minha espera atrás do tapume daquela obra e, agora, enquanto eu descia a rua em direção ao meu carro, ele seguia colado em mim, lado a lado, me olhando e esperando uma resposta àquela sua provocação.

“Mas o que foi mesmo que ele disse?” Só então atinei com as idéias: “Pisante, é claro!” Ele se referira ao meu sapato. Estanquei o passo e olhei para baixo. O garoto tinha razão, estavam mesmo de dar medo. Nojentos e asquerosos, para dizer a verdade. É que eu havia acabado de sair de uma visita do tipo mais imundo que conheço: visita a canteiro de obras; e aquela era mesmo uma obra sujíssima! Isso aconteceu ali na zona sul, no bairro da Saúde, travessinha calma da Av. Jabaquara.

– O que tem meu sapato? – indaguei para testar o menino.

– Pô, brother! Tá nojento!

Não dava mesmo pra negar…

– É… você tem razão, amiguinho – concordei -… é que saí da obra e…

– Vamos engraxar, então, tio? – interrompeu-me, prático e determinado.

A densa poeira parecia ter oxidado o meu cérebro, pois só então reparei que o menino carregava uma caixa de engraxates pendurada em um dos ombros. Estava tudo explicado. Era um engraxate mirim. Coisa raríssima de se ver, assim, solitário, numa rua qualquer, já que hoje eles trabalham em grupos, bolsões organizados, muitas vezes com o amparo de adultos. Mas esse era independente e autônomo! E muito perspicaz! Eu tinha que admitir que a jogada de marketing do guri era de fato muito boa, ele merecia crédito! Seria uma desonra da minha parte resistir a ele… Além do mais, meus
pisantes estavam mesmo de dar medo.

Eu topo. – disse. E quem é o artista da graxa, você? – desafiei-o, com um falso ar de desdém.
– Opa, tio! – admirou-se ele – Você vai ver só a minha sshcova nerrvosa
– Vamos ver então!

O problema é que eu não tinha onde me sentar. E eu não estava disposto a me
postar em pé, recostado no muro duma casa, em plena calçada, como ele tinha
me sugerido. Não, isso não.
.
A única possibilidade seria usarmos o meu carro. Então abri a porta do
passageiro e sentei-me virado para o meio-fio, com os pés apoiados, um no
chão, outro sobre a caixa de madeira do guri.

Nos minutos que se seguiram, fiquei ali, na incômoda posição de um rei com
um súdito prostrado aos seus pés.

O delgado e ágil Elton (era esse o seu nome) esmerou-se em velozes e lépidas estaladas de flanela e ritmados giros de escova. Obediente às eventuais batidas secas que soavam na caixa, fui alternando o pisante esquerdo e o direito sobre o apoio. Elton usava uma garrafinha plástica para borrifar sobre o couro, vez por outra, uma aguinha misteriosa, mas logo voltava a “flanelar” o calçado, extraindo dele um brilho quase metálico.

Enquanto o menino trabalhava, me contava sua vida. Contou-me que morava com a mãe e dois irmãos na periferia, todos mais velhos. Vieram do Rio, havia dois anos, tentar a sorte em São Paulo. Um dos irmãos era ladrão e estava preso. A mãe sentia um grande desgosto por isso.

Os outros dois irmãos, uma menina de onze anos e um rapaz de dezoito, moravam com eles. Também trabalhavam e entregavam religiosamente todo o dinheiro recebido à mãe. Fiquei curioso para saber em que uma menina de onze anos poderia trabalhar, mas achei melhor não perguntar, já que o próprio Elton, bem mais novo, vivia pelas ruas, curvado aos pés de adultos desconhecidos, como eu.

Ele me contou ainda que guardava parte do que ganhava para comprar uma moto quando fizesse dezesseis anos. Tentei lhe explicar que moto só se pode pilotar depois dos dezoito, mas ele me disse que no seu bairro, com quinze, dezesseis anos, todos já pilotam uma.

Terminado o serviço, fiquei surpreso ao saber que aquele belo trabalho me custaria apenas três reais. Dei-lhe dez, não por que sou muito generoso, não! Foi por puro merecimento! Sugeri ao Elton que guardasse o troco para a compra da moto, mas o fiz prometer que só o faria aos dezoito anos e que compraria também um bom capacete. Ele concordou com um sorriso maroto… Fiquei na dúvida se cumpriria mesmo a promessa…

Enquanto eu tirava o carro da vaga, fiquei olhando-o pelo retrovisor. Voltou para a frente da obra e se encostou no tapume. Dali a pouco, certamente outro incauto deixaria a obra e seria provocado pelo menino engraxate: “Esse pisante aí ta dando medo, hein tio?”.



Participe do Conte Sua História de São Paulo. Envie um texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br. O programa vai ao ar aos sábados, às 10 e meia da manhã, no CBN SP

Canto da Cátia: Gripe suína vai a escola

 

alunos voltam às aulas

Lavar as mãos foi a primeira lição na volta as aulas no fim das férias prolongadas devido a gripe suína. Nesta segunda-feira, o que deveria fazer parte dos nossos hábitos diários se transformou em atração com os equipamentos com sabão e álcool-gel distribuídos nas escolas. Nesta manhã, a Cátia Toffoletto esteve na Escola Municipal de Educação Infantil João de Deus Cardoso de Mello, na Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo e, além da curiosidade das crianças, encontrou cartazes espalhados nas salas e áreas comuns para lembrá-las da necessidade de manter hábitos de higiene.