A quem interessa nossa “neutralidade”?


Diego Felix Miguel

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Certa vez, em um grupo de WhatsApp, compartilharam uma notícia sensacionalista e enganosa, o que gerou desconforto entre os integrantes. Após dezenas de mensagens questionando o conteúdo, a remetente avisou: “por favor, sem política no grupo!”, e alertou que qualquer um que continuasse a discutir a matéria será excluído da rede social.

O que me chamou a atenção foi a superficialidade com que o conceito de “política” foi tratado. Política não se resume ao partidarismo, nem acontece apenas em períodos eleitorais. Ela está presente em todos os dias e em todos os lugares.

Gosto de pensar que, como seres políticos, cumprimos um papel social importante desde o momento da fecundação, que garantiu nossa existência, e até mesmo após a morte, por meio do legado que deixamos. Somos seres políticos porque temos a capacidade de intervir, positiva ou negativamente, na sociedade. Em micro ou macro realidades, atuamos como agentes de transformação diariamente, muitas vezes sem termos consciência de como nossas ações, ideias e palavras podem impactar outras pessoas e a sociedade como um todo.

A segunda reflexão que essa experiência no grupo de WhatsApp me proporcionou foi sobre o silenciamento imposto e a suposta neutralidade diante do assunto discutido. Tanto aqueles que questionaram a veracidade da notícia e foram silenciados, quanto os que preferiram ignorar o conteúdo para evitar discussões, representam formas de recuo em nome de uma falsa neutralidade.

Como disse Paulo Freire: “Que é mesmo a minha neutralidade, senão a maneira cômoda, talvez, mas hipócrita, de esconder minha opção ou meu medo de acusar a injustiça?” Será que, como seres políticos e racionais, devemos nos abster de expressar nossa opinião sobre os acontecimentos atuais? Ou, pela idade, devemos delegar essa responsabilidade aos mais jovens?

Compartilho essa reflexão com você, leitora e leitor, para que possamos nos unir neste momento político crucial: as eleições. Precisamos fazer valer nossas vozes e defender o que acreditamos ser fundamental para garantir um envelhecimento saudável e ativo.

Considerando a importância do nosso papel político e do legado que queremos deixar, é essencial estarmos aliados a candidatos que se comprometam com o fortalecimento do SUS, a ampliação e consolidação dos serviços de atenção e cuidado às pessoas idosas (como NCIs, Centros Dia e ILPIs), além do fomento à arte, cultura e esportes.

Neste momento, é fundamental analisar propostas, questionar os candidatos e avaliar se eles merecem nossa confiança. E, independentemente de quem for democraticamente eleito, é essencial acompanhá-los e exercer nossa participação social, para moldar a política que queremos e precisamos, tornando-a representativa.

Diego Felix Miguel é doutorando em Saúde Pública (FSP USP), Especialista em Gerontologia pela SBGG, Presidente do departamento de Gerontologia da SBGG-SP e Gerente do Convita – Patronato Assistencial Imigrantes Italianos.

Até onde ir?

Dra. Nina Ferreira

@psiquiatrialeve

Encruzilhadas. Existem situações na vida que nos colocam em uma dúvida angustiante: fazer ou não fazer?

Existem situações na vida que testam nossas certezas. Para conseguir mais destaque, mais elogios, mais dinheiro, mais poder… até onde ir?

A pergunta é difícil porque a resposta certa não foi pré-definida por ninguém até hoje.

Quando limites são colocados, consequentemente existem perdas. Perda do contato de alguém importante para a carreira; perda do afeto de um amigo ou familiar; perda de uma chance de ganhar mais dinheiro ou fazer mais sucesso.

E o que você está disposto a perder para manter sua fidelidade a você mesmo?

Viver para agradar aos outros ou para ser bem visto e elogiado pela sociedade costuma ser um buraco sem fim. Queremos entrar nesse buraco? Queremos viver nesse buraco?

As sensações que temos no dia a dia – alegria, angústia, saudade, tristeza, raiva, serenidade, cansaço, bem-estar – dependem dessa decisão: escolher que vida quer viver e ter coragem de fazer acontecer.

Até onde ir? Até onde fizer sentido pra você. Até onde você entender que vale a pena, que te ajuda a construir uma vida boa de viver.

Ultrapassar esses limites cobra um preço pesado, destruidor, caro. Ultrapassar esses limites nos joga no tal buraco sem fim – escuro e cada vez mais profundo e difícil de sair.

Cuide por onde anda. Ande até onde for saudável para você.

A Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia.

Fernando Haddad no Jornal da CBN: do controle de gastos nas BETs ao controle das contas do Governo

O ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou o bloqueio de até 600 plataformas de apostas e jogos eletrônicos que funcionam no Brasil e não pediram a regulamentação ao Governo Federal. “Se você tem dinheiro em casa de aposta (ilegal), peça restituição já”, disse o ministro na entrevista que fizemos na edição desta segunda-feira, no Jornal da CBN.

Tirar do ar esses sites é apenas parte do problema. Os números divulgados pelo Banco Central na semana passada mostram o tamanho do desafio: entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões foram transferidos via Pix de pessoas físicas para a jogatina eletrônica, neste ano. O que mais causou espanto: em agosto, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família destinaram R$ 3 bilhões para esses jogos online. 

Proibir aposta com uso do cartão dos programas sociais e com cartão de crédito, acompanhamento do CPF dos apostadores com alertas para gastos excessivos e limite no uso do Pix são algumas das medidas que o Governo vai anunciar nesta semana, segundo o ministro.

Ao mesmo tempo que tenta controlar os gastos abusivos de jogadores endividados e viciados, Haddad tem a tarefa de controlar as contas públicas do Governo. O ministro reforçou a necessidade de respeitar o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso para controlar os gastos públicos e, assim, criar condições para a redução das taxas de juros e incentivar o investimento. Ele alertou que o descontrole das despesas pode levar ao aumento da dívida pública, comprometendo o crescimento econômico sustentável do Brasil.

A entrevista completa você assiste no vídeo acima.

Avalanche Tricolor: empate para se comemorar!

Botafogo 0x0 Grêmio

Brasileiro – Mané Garrincha, Brasília/DF

Aravena ensaia um ataque em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

O Grêmio estava irreconhecível na noite deste sábado. 

A marcação precisa, quase infalível, surpreendeu tanto o torcedor gremista quanto o líder do campeonato. Essa foi apenas a décima vez em 27 jogos disputados na competição que o time não tomou gols. O feito se torna ainda maior se considerarmos que o adversário tem o melhor ataque da competição, ao lado do Palmeiras. 

A mudança no meio de campo, especialmente no posicionamento e na atitude dos jogadores, e a maneira com que o time escolheu ficar mais tempo com a bola no pé, diminuiu a pressão sobre a defesa. Corremos riscos, lógico. E chegamos a levar um gol. Mas até isso esteve a nosso favor, em Brasília. O VAR identificou posição irregular do atacante e anulou o que seria uma injustiça para com a equipe que soube ser resiliente e já causou sofrimento suficiente a nós torcedores.

Especialmente no primeiro tempo e em alguns poucos momentos no segundo, chegamos a impor perigo ao adversário. Estivemos prestes a assistir a um gol que entraria para a história, no minuto final do jogo, quando Walter Kannemann fez o desarme lá atrás e disparou com a bola para o ataque, atropelando os marcadores e concluindo para fora. Seria pedir muito!

O time foi guerreiro para impedir as investidas na sua área e aparentou tranquilidade para trocar passes. Villasanti e Pepê souberam tocar a bola colocando Cristaldo em jogo. Edmilson apareceu bem lá atrás, fechando o meio de campo, e na frente, entrando na área e arriscando a gol. O time, de uma maneira geral, superou a expectativa de um torcedor que tem bons motivos (ou seriam maus?) para estar desconfiado. 

Por mais que a posição na tabela de classificação exigisse três pontos, principalmente depois da derrota em casa no meio da semana, ter saído  de Brasília com um 0 a 0 é  motivo de comemoração. Ou, ao menos, de alívio. 

Em memória de minha querida cunhada Helena Zang

Por Christian Müller Jung

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A vida me ensinou a ter casa cheia!

Se há algo que guardo na memória do tempo de adolescente, é a quantidade de pães, presuntos e queijos que minha mãe trazia do supermercado. A geladeira sempre cheia, porque nunca se sabia quem mais poderia chegar. E assim eram os cafés da tarde, os jantares. A mesa rodeada de amigos que se misturavam aos meus irmãos. Família completa que habitava aqui mesmo, onde moro. Ao todo, éramos seis integrantes, mas houve tempos em que éramos mais. Na ordem de precedência, pai, mãe, irmã, irmão e uma prima.

Por duas vezes, as avós também vieram morar aqui. A mãe da minha mãe, que ficou por muitos anos, e depois a mãe do meu pai, que veio para receber os cuidados de saúde necessários para não precisar ir para uma clínica. Minha mãe sempre acolhia a todos. E assim, a mesa sempre repleta de pessoas. Parentes e amigos que se misturavam a toda hora. Os colegas do basquete do meu irmão, os meus colegas do Rosário, da banda de jazz, gente que entrava e saía e já sabia até onde ficava a chave da porta. E por isso aquela pilha de queijo sempre presente na geladeira.

E assim, eram as festas de final de ano. Faltava espaço e sobrava alegria. Por uma infelicidade, dessas tantas que se abatem sobre nós, ainda mais quando já somamos alguns anos de vida, minha mãe também se foi, muito antes do que o previsto na tabela do tempo, e eu me vi perdido, tentando juntar as pessoas como peças que caíam da caixa do jogo de xadrez. E a casa foi se esvaziando, cada um saindo aos poucos, tomando seu rumo, desenhando suas histórias. Para mim, um tanto de sofrimento de ver os cômodos vazios, precisando naquele momento, não de pão, presunto e queijo abarrotando a geladeira, mas de vozes se cruzando ao redor da mesa.

Mas essa vida é uma roda. Casei e a família da Lúcia passou a ser também a minha família. Ali, onde eu me agregava a uma turma nova, também trazia os meus a se somarem. E aos poucos fomos ocupando os espaços. Os filhos, cunhados, tios, avós, uma enorme corrente que novamente se unia formando um grande grupo. Recebi por herança essa vontade de reunir. Talvez por isso a casa tenha três churrasqueiras e quatro fogões. De fato, estar com as pessoas é o que mais nos enriquece, afinal precisamos uns dos outros. E ainda assim, a vida insiste em escorregar por nossas mãos.

Nessa roda que já citei anteriormente, muita gente que aparece nas fotos que se misturam entre álbuns, gavetas e paredes vai se indo. E não depende de nós esse controle. É um jogo que devemos aproveitar, não pra ganhar, mas por saber que teremos pessoas à volta dispostas a estarem contigo o tempo que lhes for dado. Que, à medida que tombamos no caminho, saibamos repor e dar espaço a novas vidas que se agregam. Os amigos do filho. Da filha. O genro, a nora, afilhados, sobrinhos, gente querida que dá prazer de novamente abarrotar a geladeira de queijo e presunto só pra ter a mesa novamente repleta de felicidade e toalha suja de comida. Pratos que se acumulam na pia e uma casa que no final do dia temos que colocar em ordem.

Sempre gostei de casa cheia. E pra cada um desses que se foram e que passaram por aqui, saibam que a casa sempre será de vocês, porque onde se soma alegria, mesmo na memória, o certo é que nos veremos um dia.

Christian Müller Jung é publicitário de formação, mestre de cerimônia por profissão. Colabora com o blog do Mílton Jung — o irmão dele, com muito orgulho.

Avalanche Tricolor: um sofrimento por vez

Grêmio 1×2 Criciúma

Brasileiro – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Cristaldo aparece no ataque em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

O Grêmio reforçou o grupo no meio da temporada. Trouxe jogadores de talento ascendente ao perceber suas carências. Apostou em um centroavante gringo experiente, diante da falta de gols. Encheu seu elenco de estrangeiros, considerando o risco de rebaixamento que se desenhava na primeira parte da competição. Mais recentemente, até para a Arena retornou, o que parece não ter sido suficiente para conquistar o torcedor, incapaz de lotar os poucos lugares disponíveis.

Mesmo que tenha enfrentado todos os elementos para percorrer aquilo que os mais românticos — e confesso que assim fui até há algum tempo — exaltariam como sendo parte da  jornada do herói, em que viajamos do mundo dos comuns, aceitamos o chamado e encaramos a provação suprema, o Grêmio segue sendo um time propenso a oferecer sofrimento ao seu torcedor, uma partida após a outra.  

Às vezes, esboça boas jogadas no ataque, sem, porém, transformá-las em risco de gol. Ao mesmo tempo, não resiste à mínima pressão do adversário na defesa. Nos últimos quatro jogos, levou nove gols. Nas 26 partidas disputadas no campeonato, foram 34 gols sofridos. Essa equação é insustentável. 

Rodada após rodada a batalha que nos aflige é a proximidade com aquela-zona-que-você-sabe-qual-é.  Não há um dia de sossego. Quando pensamos que o olhar se voltará para o alto, que poderemos sonhar com alguma conquista, por mais medíocre que seja, a realidade se impõe. Pode ser com os melhores do elenco em campo, pode ser na sua casa ou pode ser contra adversários de menor expressão. O Grêmio só tem a oferecer sofrimento. E assim será para todo e sempre, nesta temporada.

Do rádio à liderança corporativa: conheça Mílton Jung, jornalista, escritor e especialista em comunicação

Texto produzido por Rovella & Schultz Boutique Press

Na CBN, Mílton Jung apresenta o Jornal da CBN e o Mundo Corporativo (foto)

Natural de Porto Alegre, Mílton Jung começou sua trajetória na área da comunicação desde cedo, seguindo os passos de sua família de radialistas e jornalistas. Ainda criança, já frequentava redações e estúdios em sua cidade, onde desenvolveu sua paixão pelo jornalismo. Esse interesse o levou a se formar em Jornalismo pela PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e, posteriormente, a complementar sua formação com uma especialização em Marketing Digital pela Digital House Brasil.

Jung iniciou sua profissão nas rádios Guaíba e Gaúcha passando pelo jornal Correio do Povo. Na televisão, foi repórter da Rede Globo em 1992, logo depois apresentou o Jornal da Cultura e o programa 60 Minutos pela TV Cultura até 1999 e, em seguida, comandou o Leitura Dinâmica na Rede TV. Com uma carreira sólida, Milton é um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro. Habilidades como ouvir, aprender e ter empatia, além, claro, da sua competência, o levaram a ser atualmente âncora nos programas Jornal da CBN e Mundo Corporativo, da rádio CBN e também a atuar como Associate Professor da WCES.

Mesmo com todo o seu sucesso na rádio, Mílton Jung também tem muito êxito como autor de cinco livros. Seu primeiro lançamento foi “Jornalismo de Rádio” (2004), pela editora Contexto, seguido de “Conte Sua História de São Paulo” (2008), pela editora Globo, e “Comunicar para liderar” (2015), em coautoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, também pela Contexto. Logo depois vieram “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com os nossos filhos” (2018), pela Best Seller do Grupo Editoral Record, e sua mais recente coautoria “Escute, expresse e fale!” (2023), pela editora Rocco, onde explora a comunicação eficaz e a expressão pessoal.

Os atributos do Milton não param por aqui, como especialista em comunicação e liderança, ele também é palestrante, frequentemente convidado por empresas e instituições para compartilhar seus conhecimentos sobre como melhorar habilidades de influência e comunicação no ambiente corporativo. Sua expertise foi construída por meio da governança de equipes e da moderação de discussões sobre temas relevantes no rádio.

Ao longo de sua carreira recebeu prêmios importantes como o Comunique-se 2014, que o reconheceu como o melhor âncora de rádio do Brasil e o prêmio especial do júri da APCA, também em 2014, na categoria rádio.

Para saber mais sobre Mílton Jung visite seu site  https://miltonjung.com.br/ e acompanhe suas reflexões e entrevistas no programa Mundo Corporativo, que vai ao ar todos os sábados às 8h15 na rádio CBN. Fique também por dentro de suas atualizações e conteúdos nas redes sociais pelo perfil @miltonjung.

Informações para a imprensa:

Rovella & Schultz Boutique Press

Marta Rovella Schultz – Roberta Rovella Radichi

Fones: (11) 3039.0777 e (11) 96459.1070

www.rovellaschultz.com.br / @rovellaschultz

Mílton Jung lança curso de comunicação on-line em parceria com a startup WCES, em São Paulo

(Texto produzido por Rovella & Schultz Boutique Press)

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Evento contará com a participação de Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina e África

 O jornalista Mílton Jung em parceria com a WCES, startup americana especializada em educação e consultoria para empresas, realiza o workshop Comunicação Profissional – Técnicas e práticas para o sucesso no trabalho no dia 26 de setembro, quinta-feira, das 19h às 21h30, no Espaço Olos, em São Paulo. O evento, comandado pelo âncora do Jornal da CBN, ao lado do fundador da WCES, Thiago Quintino, será gratuito, aberto ao público e contará com a participação especial de Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina e África.

Com o tema Comunicação Profissional, Milton abordará técnicas e práticas para o sucesso no trabalho com foco na carreira, na produtividade e na boa relação. “A comunicação é estratégica na vida! Torna nossas relações mais saudáveis e sustentáveis”, afirma Jung. “No cenário corporativo é uma competência que precisa ser desenvolvida para o crescimento profissional, facilitando a relação com colaboradores, parceiros de negócios e clientes”, complementa.

Esse encontro marcará o lançamento do curso online de Comunicação Estratégica para o Desenvolvimento Profissional, criado por Jung e Quintino, que tem a participação de renomados professores convidados como o filósofo Mário Sérgio Cortella, a futurista Martha Gabriel, a fonoaudióloga Leny Kyrillos e o especialista em escutatória Thomas Brieu.

Presente em 15 países e com escritórios em Utah e São Paulo, a WCES se destaca como uma das principais startups do segmento educacional. A parceria com Jung visa aprimorar a comunicação estratégica em ambientes corporativos, abrangendo mercados no Brasil, Europa e Ásia.

Workshop estratégico:

Comunicação Profissional – técnicas e práticas para o sucesso no trabalho

Convidado especial: Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn 

Vagas Esgotadas

Dia: 26 de setembro, quinta-feira 

Horário: das 19h às 21h30 

Local: Edifício Milano | Espaço Olos 

Avenida Mário de Andrade, 1.400, 14º andar, Água Branca/SP 

Informações para a imprensa:

Rovella & Schultz Boutique Press

Marta Rovella Schultz – Roberta Rovella Radichi

Fones: (11) 3039.0777 e (11) 96459.1070

www.rovellaschultz.com.br / @rovellaschultz

Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje

Diego Felix Miguel

Foto de Jorge Acre

Prezada leitora e prezado leitor,

O título deste texto é um ditado Iorubá que escolhi para iniciar uma reflexão sobre envelhecimento, velhice e política. Utilizá-lo valoriza a sabedoria ancestral, fundamental para os temas que proponho discutir neste momento.

Confesso que, de início, tive dificuldade em entender completamente o significado desse ditado. Conversei com pessoas amigas para esclarecer melhor sua profundidade. Não pretendo ser didático em relação à Exu, já que não tenho o conhecimento necessário. Contudo, o pouco que li sobre essa entidade, despertou em mim grande curiosidade e fascínio.

Voltando ao título, este ditado nos convida a pensar sobre o tempo de maneira diferente, sugerindo que o presente pode afetar não apenas o futuro, mas também o passado. Não se trata de ficção científica, mas de honrar a história daquelas pessoas que vieram antes de nós. O compromisso com o passado e o futuro deve sempre buscar o desenvolvimento social, científico e humano.

Todas as pessoas que vieram antes de nós, seja pelos bons ou maus exemplos, moldaram o presente em que vivemos. Como reagimos a este momento é o que faz a diferença. É a pedra que podemos ou não atirar.

Envelhecimento, velhice e política: pedra ou cadeira?

As decisões que tomamos hoje influenciam diretamente como viveremos no futuro e revelam o quanto aprendemos com o passado. Que histórias honramos e qual futuro queremos construir?  Nossas escolhas afetam questões como violência, desigualdade social e a privação de direitos básicos, que agravam a vulnerabilidade de muitos.

Quando falo de decisões, não me refiro apenas ao voto ou à política eleitoral, mas ao nosso compromisso político-social diário, nas relações pessoais, profissionais e até nas redes sociais. O envelhecimento, assim como gênero, raça, classe social e tantos outros aspectos que nos diferenciam, formam nossa identidade, e, em uma sociedade machista, racista e idadista, essas condições nos tornam mais vulneráveis.

Estamos na “Década do Envelhecimento Saudável nas Américas – 2021-2030”, e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) nos alerta sobre os desafios do envelhecimento populacional para uma sociedade que não se preparou para vivenciar essa transição. A proposta não desmerece a velhice, mas valoriza a longevidade, afinal, viver mais é uma grande conquista.

A OPAS apresenta que é possível acolher as velhices em sua diversidade, com a participação social de todas as pessoas, em suas diferentes identidades, realidades e contextos, de forma representativa, para a construção de políticas públicas voltadas às demandas sociais reais. Mas, para isso, é preciso empenho, solidariedade e empatia.

Devemos refletir: estamos prontos para atirar a pedra certeira, que trará mudanças, ou preferimos repousar na cadeira da hipocrisia, ignorando as lições que o passado nos ofereceu?

Diego Felix Miguel é especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e presidente do Depto. de Gerontologia da SBGG-SP, mestre em Filosofia e doutorando em Saúde Pública pela USP. Escreve este artigo a convite do Blog do Mílton Jung.

Após 40 anos de jornalismo, começa uma nova jornada que une educação e comunicação

Quarenta anos se passaram desde o meu primeiro dia em uma redação. Eram 10 de agosto quando sentei em frente a máquina de datilografia  e os cheiros da lauda, do carbono e da tinta que imprimia as letras no papel me faziam sentir pronto para desbravar o mundo com palavras —  uma ilusão, pois, não estava tão pronto assim; de verdade, ainda era um estagiário, um jovem aprendiz.  

Essa trajetória que se iniciou há quatro décadas me levou às mais diversas redações e forjou minha experiência no campo da comunicação. Aprendi na lide e com os leads, entrevistando, com os entrevistados e com os colegas. Da profissão que escolhi, surgiram as oportunidades para desenvolver novos conhecimentos. E de tanto aprender peguei o gosto por ensinar. Comecei pelo microfone, depois passei aos palcos, nas palestras, e, mais tarde, às páginas dos livros. Já escrevi cinco até agora.

Começar uma nova etapa profissional, em paralelo a todas as demais que seguirei exercendo, é como folhear um livro cujas páginas ainda não revelam o que está por vir. Mas sabemos que a história será rica. Talvez seja a oportunidade de retomar alguns fatos já contados, com um novo olhar e de um novo jeito. Talvez, a chance de acessar outros conhecimentos e se espantar com o mundo de sabedoria que temos para explorar. A comunicação é uma criatura viva, inquieta. Sempre em busca de novas maneiras de se expressar, de se conectar. Não há um fim; há sempre um novo começo. 

A decisão de ensinar me pareceu natural. É como compartilhar um segredo, só que sem mistério.  Agora, sinto que estou entrando em uma nova fase com a produção de um curso de comunicação, que se inicia on-line e pode se expandir nos mais diversos formatos, ampliando essa conversa. Um livro em branco, pronto para ser preenchido com histórias e descobertas, mas com a vantagem de que, dessa vez, a jornada não será solitária — será acompanhada de parceiros, mestres e de cada aluno que decidir fazer parte desse percurso.

A nova aventura, que se soma a maior delas que realizo diariamente na rádio CBN, surge a partir da parceria proposta pela WCES — empresa americana de educação e consultoria. Desde os primeiros contatos, Thiago Quintino, o fundador da startup e especialista em experiência do cliente, me dizia: “Comunicação é coisa séria.” E isso me fez lembrar de uma lição que aprendi ainda criança.

Lá no início, quando eu era pequeno e andava de mãos dadas com meu pai, ele me levava ao estúdio da rádio onde apresentava o principal noticiário do Rio Grande do Sul. Enquanto ele transmitia as notícias, eu ficava quieto, sentado num canto, quase sem me mexer, consciente da seriedade daquela missão. Foi ali, naquele estúdio silencioso, que aprendi a respeitar o microfone — aquele equipamento mágico que amplificava a voz do meu pai e fazia suas palavras chegarem longe. O microfone me ensinou que comunicação é coisa séria.

A decisão de participar de um curso, nos moldes do proposto pela WCES, não é apenas um passo a mais; é um salto. É reconhecer que o mundo mudou, que a comunicação não conhece mais barreiras físicas, e o ensino também precisa se adaptar a essa nova realidade. Assim como na rádio, onde a voz precisa alcançar o ouvinte onde quer que ele esteja, o nosso curso tem essa mesma missão: chegar ao público, onde quer que ele esteja, com a mesma paixão e compromisso de quem acredita no poder da comunicação para transformar.

Nessa caminhada, tive o privilégio de contar com mestres generosos que aceitaram o convite de ampliar o conhecimento. O filósofo Mário Sérgio Cortella vai falar de ética na comunicação; a futurista Martha Gabriel compartilhará sua visão sobre a importância do pensamento crítico em tempos de transformação digital; Leny Kyrillos, fonoaudióloga e colega de diversos projetos, trará sua expertise sobre a comunicação efetiva e afetiva; e meu companheiro de livro, Thomas Brieu, vai nos mostrar como o exercício da escuta pode ser transformador para as relações humanas. Novas vozes se juntarão a nós em breve, pessoas que têm muito a ensinar e que, assim como eu, acreditam que, por meio da educação, podemos nos tornar melhores.

Este é o momento de pegar a experiência acumulada, os aprendizados ao longo da carreira, as lições de nossos parceiros e transformá-los em algo acessível, prático e, principalmente, transformador. Afinal, a comunicação é isso: uma jornada constante de troca, de aprendizado e de evolução. E agora, esse caminho se faz na tela, na conexão entre professor e aluno, num espaço virtual que promete ser tão envolvente quanto uma boa crônica.

Participe do lançamento de “Comunicação Profissional – técnicas e práticas para o sucesso no trabalho”

Convidado especial: Milton Beck, Diretor-geral do LinkedIn 

Vagas limitadas 

Inscrição gratuita 

Dia: 26 de setembro, quinta-feira 

Hora: das 19h às 21h30 

Local: Edifício Milano | Espaço Olos 

Avenida Mário de Andrade, 1.400, 14º andar, Água Branca/SP 

Inscreva-se aqui:

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