Clientes do varejo veem menos vitrine e mais internet

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O e-commerce além de competir com o mundo físico do varejo está tornando as compras realizadas em suas lojas mais racionais. Os consumidores dos mercados mais desenvolvidos estão indo menos aos shoppings para “ver vitrines”, devido a facilidade de informações disponíveis nos meios eletrônicos. Ou seja, para uma determinada quantia de vendas o tráfego relativo tem diminuído, pois os clientes veem menos vitrines e mais internet.

 

Esta instigante observação foi publicada no Mercado & Consumo, segunda-feira, em artigo do consultor Marcos Gouvêa de Souza. Ele partiu do grande número de lojas fechadas recentemente nos Estados Unidos.

 

A RadioShak está fechando 1.000, a Toy R Us fechou todas, a Ann Taylor e Loft fecharam 250. Na Europa até a Zara está fechando unidades, assim como a C&A e a HM.

 

O motivo evidente é o reflexo do comércio eletrônico. Embora os números atuais mostrem ainda uma incipiente participação do eletrônico no varejo total. Na China 24%, na Coreia do Sul 18%, na Inglaterra 15% e nos Estados Unidos 10,5%. Entretanto o impressionante crescimento comparativo entre o virtual e o físico justifica a forte influencia no varejo total. No mínimo, o virtual apresenta o dobro de aumento em relação ao físico.

 

Agregando a este cenário os recentes números de queda de tráfego nos centros de compra chega-se a causa da redução de pontos de venda físicos. Cuja causa vai além do comércio eletrônico como vendedor, mas também como fornecedor de informações. Até mesmo para a compra presencial.

 

Neste contexto, o Brasil se diferencia. Pela crise econômica, que se estima fechou 200 mil lojas. Pelo pequeno 4% de participação nas vendas totais do varejo. E pelo atrativo que os Shopping Centers exercem sobre os consumidores brasileiros. Portanto, esta nova tendência deverá chegar mais tarde. Tempo ideal para um melhor preparativo para o futuro.

 

Para tanto será conveniente considerar que do lado da tecnologia dos dados deverá chegar recursos que incluirão os atributos sensoriais tornando a experiência digital mais real.

 

Do lado físico, os atributos humanos de atendimento acoplados a novas tecnologias deverão permear a relação entre comprador e vendedor.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Para reduzir tapumes em shopping, aplique a lição do Nobel de Economia

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Quando Feola, em 1958, instruía os jogadores do Brasil antes da partida com a Rússia estabelecendo a estratégia do jogo, Garrincha perguntou se ele havia combinado com os russos.

 

Garrincha, gênio reconhecido pelo futebol e ingênuo pelo comportamento, demonstrou racionalidade e estrutura cartesiana.

 

É fundamental ao elaborar uma estratégia reconhecer a importância do outro lado. E é complexo porque envolve pessoas e emoções em processo de negociação, mas é familiar a todos nós. Afinal, desde criança negociamos.

 

Durante muito tempo, a negociação foi considerada como um sistema de ganho e perda. Entretanto, John Nash, matemático e economista, através de experimento científico, que lhe deu o Nobel de Economia, provou que há técnicas de negociação que podem resultar naquilo que chamou de Equilíbrio de Nash.

 

O exemplo que balizou sua tese da Teoria dos Jogos foi o “Dilema do Prisioneiro”.

 

Dois criminosos são pegos em um delito pequeno embora tivessem cometidos crimes mais graves anteriormente. Foram colocados em salas separadas e submetidos a três escolhas:

 

– Se ambos não confessarem os crimes passados a condenação será de um ano pelos crimes pequenos;

 

– Se um acusar o outro dos crimes passados ele sai livre e o outro é condenado a 10 anos;

 

– Se ambos acusarem o outro dos crimes passados a condenação será de 5 anos para cada um

 

A incerteza da posição do outro leva à decisão de acusar o outro, e cada um levar cinco anos de condenação.

 

Entretanto, no conceito da Teoria dos Jogos, o que acontece na vida real é a repetição do jogo.

 

Quantificando a situação dos comparsas e considerando que se repita 10 vezes, teríamos 10×5 anos = 50 anos presos, mas se não confessassem 10×1 ¬= 10 anos de condenação.

 

Porém, o primeiro resultado irá identificar as posições, e as decisões seguintes estarão baseadas na confiança ou desconfiança sinalizadas. A repetição trará a melhoria das negociações tendendo para o “ganha – ganha”, que é o propósito da Teoria dos Jogos quando as opções e ofertas introduzidas ao processo são legítimas.

 

Trazendo as negociações baseadas na Teoria dos Jogos às locações em Shopping, onde temos três agentes – shopping, corretor e lojista – é preciso considerar que nenhuma ação unilateral irá melhorar o resultado.

 

O sucesso da negociação será dado pela cooperação das partes. Aliás, um bom tema para nossas abordagens futuras.

 

O insucesso será espelhado na quantidade de tapumes existentes nos shoppings.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

A Ku Klux Klan e a compra de Ponto*

 

 

 
Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Stentson Kennedy, emérito defensor dos direitos humanos, descobriu em meados da década de 40, como espião, que a Ku Klux Klan era uma fraternidade regida a juramentos, senhas, hinos de louvação própria, ao lado de incentivos altamente amedrontadores. Com códigos para identificar seguidores, como o da mão esquerda movimentando-se como um peixe, ou da procura do “Sr. Ayak” (Are you a Klansman?). Tudo sob o manto do ultrassecreto.

 

 

Esta criptografia apoiada na crença da supremacia branca, com eficiente arrecadação, e comunicando medo como atributo, compunha o alicerce da Ku Klux Klan, que crescia em todo o país. E, curiosamente as ações violentas nem eram mais tão necessárias. O medo, com o tempo, inibiu seus alvos, os negros e outras minorias.

 

 

Stentson Kennedy resolveu lutar contra, e depois de não obter sucesso por meios legais, resolveu ir à imprensa. Foi ao programa de rádio “As aventuras de Superman”, que depois de atacar Hitler, Mussolini e Hirohito elegeu a Ku Klux Klan como o vilão da vez.

 

 

Após alguns programas a KKK estava desmoralizada. As crianças brincavam procurando o Sr. Ayak, e toda a hierarquia veio a público.

 

 

A informação do sistema Ku Klux Klan, ao torná-lo público, desmontou o esquema de atração e sustentação. Fato previsto quando Kennedy percebeu o poder da informação em si. A força da Ku Klux Klan vinha em boa parte da sonegação de informação.

 

 

Cenário padrão na compra e venda de imóveis.

 

 

Hoje, com a evolução dos meios de comunicação, e a evidência da internet, o comprador tem mais chances de se aproximar da informação crucial do produto a ser comprado. Ainda assim o corretor detém a informação final do preço e condição definitiva. A não ser que haja transgressão por parte do corretor, e vaze a informação ao comprador.

 

 

No caso, por exemplo, de negociação para compra de um ponto comercial em Shopping Center, é importante observar os seguintes fatores:

 

 

1. Na relação comprador – vendedor o especialista é o vendedor. É o mesmo que paciente médico. Como paciente cabe a você saber os sintomas, e cerificar-se que a receita esteja correta.

 

 

2. Respeite a hierarquia comercial do Shopping. Ela é determinada pelo nível da sua marca. Marcas Satélites devem começar com os corretores.

 

 

3. O interesse do corretor pode não ser o mesmo que o seu, nem o do Shopping. Vai depender do sistema de remuneração. E ele é o especialista.

 

 

4. No caso de franquia é melhor que o franqueador participe ativamente na negociação.

 

 

5. Procure negociar com exclusividade. Os shoppings preferem negociações individuais a grupos. Se a sua marca for a mais importante será a mais beneficiada, mas ainda assim é preferível atuar exclusivamente. Se não for, pior ainda.

 

 

6. Levante o maior numero possível de informações sobre as condições comerciais similares dentro do Shopping e em outros. É importante a precisão na proposta. Sem valores fora do padrão, mas no contexto da atualidade. Ainda é época de crise e de transformação, o que ajuda na negociação para lidar com valores abaixo da realidade anterior.

 

 

7. Na compra do ponto leve em consideração, além da CDU Cessão de Direito de Uso, o CTO Custo Total de Ocupação, que inclui AMM Aluguel Mínimo Mensal, Aluguel percentual, Condomínio e Fundo de Promoção. A CDU é um investimento único, mas o custo de ocupação é mensal por cinco anos.

 

 

8. Cuidado com pacotes de compra de Pontos comerciais. Nos pacotes poderá haver troca de gentilezas, e incluir Ponto duvidoso.

 

 

9. Esteja atento com Shoppings novos e também com oportunidades. Não descarte estas opções, mas saiba que em geral levam a maus resultados.

 

 

10.Depois de tanto trabalho e dinheiro investido na aquisição de um Ponto, não descuide. Controle. Não é rara a perda do Ponto por falta de acompanhamento.

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 

*Extraído e adaptado do livro “FREAKONOMICS o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”. Capítulo 2. ​Em que a Ku Klux Klan se parece com um grupo de corretores de imóveis? Do economista Steven Levitt e do jornalista Stephen Dubner.

De volta aos shoppings antes que morram

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Há uma semana, Mílton Jung comentava a pesquisa do Serasa sobre o crescimento das vendas on line. Simultaneamente a revista Exame explicava como a morte dos shoppings vai mudar o visual dos Estados Unidos, em reportagem de João Pedro Caleiro.

 

O estudo do Credit Suisse, que embasou a matéria de Exame, prevê um fechamento de 20 a 25% dos shoppings existentes, o que significa que dos 1.200 poderão restar apenas 900. A paisagem urbana americana mudará. As operações de sucesso de hoje deverão permanecer, enquanto as demais desaparecerão ou se transformarão em centros comerciais, privilegiando o varejo local, sem marcas nacionais.

 

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Da mesma forma que o Credit Suisse, o Goldman Sachs aponta o comércio eletrônico e a mudança nos modelos de consumo como os responsáveis pelas transformações.
Entretanto, se considerarmos que apenas 9% do varejo global de US$ 23 trilhões, é eletrônico, e as vendas nas lojas físicas crescem no máximo a 2% ao ano contra 15% no e-commerce, estas previsões podem ser modestas. E aqui, sem nenhuma modéstia, aparece o celular, o grande destaque com 30% de aumento anual.

 

Provavelmente a solução para os Shoppings será focar nas operações de cinemas, restaurantes e entretenimento de forma geral, além de lojas com experiências de compras.

 

Curiosamente, as grandes marcas on line começam a abrir lojas físicas.

 

Todo este processo comercial, que ocorre globalmente, inclusive aqui, onde temos 559 shoppings, tem a lógica das mudanças. Hábitos e avanços tecnológicos, ou vice-versa.

 

O que não tem explicação é o fato de aqui e lá os shoppings não estarem on line. Pessoalmente tenho tido a oportunidade de oferecer meios técnicos e operacionais para tal, mas sem sucesso. Há os que se interessam, mas não aprovam. Outros, nem querem ouvir falar de replicar no on line a operação física.

 

É intrigante, mas é global.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O Ponto Comercial é estratégico no novo caminho das empresas de varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Ponto Comercial como estratégia de distribuição tem sido fundamental para determinação dos novos caminhos das empresas de varejo. Lojas físicas, lojas virtuais, licenciamentos, franquias, revendedores autônomos, máquinas de vendas, e omnichannel, que é a conexão entre todos, são as opções atuais.

 

A importância do Ponto Comercial, desde os primeiros estudos dos 4 Ps – Produto, Ponto, Preço, Promoção – até os 7Ps atuais, com a inclusão de Pessoas, Processos, Atendimento (Physical Evidence), é observada e acentuada em momentos de mudanças mais profundas e velozes.

 

Foi assim na década de 60 quando o varejo impulsionado pelo prêt-a-porter (pronto para vestir) e depois pela introdução dos shopping centers, inovou nas lojas, tornando os pontos comerciais mais atraentes e condizentes com os desejos dos consumidores.

 

Da mesma forma, hoje, diante de transformações geradas pela inclusão de novos canais de vendas, pelo aumento da oferta de áreas de vendas em canais já existentes, pela redução da demanda em função da economia recessiva, a análise dos pontos comerciais e sua definição de ocupação tende a ser prioritária.Ainda mais, que os primeiros sintomas de melhoras da Economia começam a aparecer.

 

É essencial determinar quais pontos deverão continuar, quais serão eliminados e quais precisarão ser acrescentados. Uma modernização da estratégia de distribuição deverá passar pelas três alternativas.

 

Ao que tudo indica, pela movimentação de lojas físicas abrindo lojas virtuais, marcas virtuais inaugurando lojas físicas, cadeias de lojas reduzindo pontos ou mudando, marcas ampliando linhas ou reduzindo, o Planejamento dos Pontos Comerciais está sendo realizado.

 

E nesta circunstância, cabe ressaltar que além do Planejamento é necessário que se faça o Controle. Na área virtual, os domínios precisam ser renovados, mas os proprietários são avisados pelos prestadores do serviço. No ponto comercial físico, há necessidade de comunicação com o locador para a renovação, além da obrigatoriedade do seguro em dia, mas o locador não avisa.

 

O controle do Contrato de Locação passa então a ser primordial. Se não houver comunicação dentro do prazo de lei, o locatário perde o ponto comercial. Por falta de comunicação.

 

Será o fantasma do “velho guerreiro”?*

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

*Chacrinha: “Quem não se comunica, se trumbica”

Mudança de comportamento no comércio é desafio para estatísticas, no BR e EUA

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Informações sobre lojas, publicadas há pouco, simultaneamente no New York Times e no Relatório Anual da ABRASCE Associação Brasileira de Shoppings Center, dão a impressão que estamos em mundos diferentes.

 

A manchete dos americanos é contundente:

 

“Lojas temem virar peça de museu concorrendo com a internet”.

 

Enquanto os brasileiros, menos enfático mas otimistas, apontam o crescimento do número de shoppings de 538 para 558 no último ano. Perfazendo acréscimo de 3,7%. Registram também aumento de 3,8% na ABL área bruta locável. Que é uma medida da quantidade dos espaços disponíveis para as lojas se instalarem.

 

Não obstante os dados positivos relativos ao desempenho do último ano, registram o potencial de desenvolvimento comparativamente ao atingido em outros países.

 

Tomando a ABL disponibilizada para cada 100 habitantes registram que nos EUA há 219ABLm2 /100hab, no Chile 20ABLm2/100hab, enquanto no Brasil temos 7,4ABLm2/100hab.

 

Esses dados da ABRASCE, embora reais são inócuos, pois considerar o crescimento de ABL é distorcer o resultado. Em virtude do grande espaço ocupado pelas âncoras este índice fica sem significado. É só percorrer a maiorias dos Shoppings brasileiros para atestar os espaços locáveis sem ocupação.

 

Da mesma forma, apostar no potencial de disponibilidade futura da ABL por habitante, é crer no mesmo cenário do varejo, quando há clara sinalização que devido a novos canais e novas conexões, além de específicos lifestyles, haverá uma nova estruturação do comércio.

 

É o que diz o New York Times, apontando que nos últimos três anos o comércio eletrônico que vinha crescendo 30 bilhões ao ano, passou para 40 bilhões de dólares:

 

“A transformação vem esvaziando os shoppings center, levando marcas tradicionais do varejo à falência e causando perdas de emprego em volume espantoso: 89 mil vagas foram perdidas de outubro do ano passado para cá.”

 

Ao mesmo tempo, operações de sucesso digital como a Amazon abrirão lojas físicas.

 

Lojas físicas deverão comissionar vendedores que encaminharem compradores para a web, e lojas físicas abrirão lojas virtuais.

 

Aqui, haverá mudanças no mix, com preferência ao entretenimento. Cinemas, teatros, restaurantes, games, etc. deverão ampliar em muito sua presença.
Lá e cá, quem comandará será o consumidor. As estatísticas que se cuidem.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Comércio eletrônico pode transformar shoppings em elefantes brancos?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Vendas de 157 bilhões de reais, 100 mil lojas, 152 milhões de metros quadrados de área locável, um milhão de empregos diretos, 558 empreendimentos. Esta é a fotografia numérica que a ABRASCE, entidade representativa dos Shoppings Centers recentemente apresentou.

 

Enfatizou ainda que em relação a 2015 houve um crescimento de 4,2% nas vendas, um aumento de 2,7% no emprego, um acréscimo de 3,7% nos empreendimentos, uma diminuição no fluxo de pessoas de 1,2%, e uma redução na ocupação das lojas, gerando uma subida de 4,6% na vacância.

 

Para 2017, a ABRASCE previu um crescimento de 5% nas vendas, de 5% nos empreendimentos, e de 5% nos empregos diretos. Observou que a atuação dos Outlets, que já correspondem a 17% do setor, tende a crescer, e comemorou a comparação com as vendas do Varejo total que caíram 6,5% enquanto os Shoppings cresceram.

 

Demasiado otimismo, pois a subida dos Outlets reflete o mercado em baixa, enquanto que na análise com o Varejo geral é necessário considerar que o aumento das vendas nos Shoppings foi em função dos novos empreendimentos.

 

A boa notícia poderia estar no setor virtual, que não foi enfatizado. A internet que continua crescendo em ritmo acima de todos os outros formatos comerciais tem uma conexão natural com as estruturas dos Shoppings, na construção dos “omni-channel” para fornecer aos consumidores os serviços e produtos desejados nos momentos em que ele vier a desejar. E, não está sendo aproveitada.

 

Indagamos ao CEO da SOKS, uma das empresas fornecedoras de tecnologia para a construção de Market Places, Antonio Mesquita, qual o resultado obtido com os Shoppings no processo de aceitação da replica virtual:

 

“O comércio eletrônico corresponde a 12% do varejo no Reino Unido, a 8% nos Estados Unidos e a 3% no Brasil. Apenas 14 das 50 maiores empresas de varejo no Brasil figuram entre os 50 maiores operadores de comércio eletrônico. Os shopping centers acabarão se tornando “Elefantes Brancos” confirmando que os empreendedores de shoppings no Brasil não se tratam de empresários e sim de construtores buscando remuneração exclusiva através da locação de seus espaços.”

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

É real: shopping virtual cresceu 100%

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Shoppings que dobraram as vendas em 2016 são fatos reais, mas no mercado virtual.

 

A ponta de uma grande transformação no e-commerce começa a se tornar visível, pois esta nova realidade já representa 20% de todo o mercado on-line.

 

Trata-se de um formato chamado de marketplace, que é constituído de agências de afiliação ou grupos de grandes marcas aglutinadas.

 

As agências de afiliação agregam marcas “afiliadas” que recebem comissões sobre as vendas, e marcas “anunciantes” que pagam comissões sobre as vendas, formando marketplaces.

 

Os grupos de grandes marcas também formam Marketplaces que começam a ter vendas através de marcas oriundas de outros marketplaces.

 

Filipe Oliveira, na FOLHA de domingo, deu uma ideia da grandeza deste fenômeno, quando enumerou que a Via Varejo que congrega as Casas Bahia, Extra e Ponto Frio, oferta 200 mil produtos próprios e completa com 1,8 milhões de terceiros. A B2W das Americanas, Submarino e Shoptime agregam às suas ofertas 1,5 milhão de produtos de outros sites.

 

A conexão com marcas e produtos de terceiros é exponencial e infinita, como tivemos oportunidade de prever neste blog em artigo de novembro de 2015.

 

Os dados de 2016 conferem um crescimento de 100% em relação às vendas de 2015 neste formato de terceirização. Os aproximadamente 11% passaram a 22% em 2016.

 

Se já estamos falando de marketplaces com milhões de marcas e produtos, não será de espantar se em breve estaremos tratando de bilhões em um mesmo shopping virtual.

 

Que tal visitar ou participar de um marketplace dimensionado em escalas inimagináveis até então? Ou, pelo menos acreditar que existem.

 

É só clicar.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Objetos curiosos são esquecidos em shopping; ou seria o milagre da cura?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os objetos que aparecem na foto acima foram encontrados no Shopping Piratas, em Angra dos Reis RJ. Deixados por clientes nas áreas de alimentação e no estacionamento.

 

É uma situação similar ao Metrô de São Paulo que exibe  grande quantidade de produtos esquecidos nos trens e estações.

 

No Metrô ainda dá para considerar alguma lógica, devido a correria e pressa no embarque e desembarque. Mas em se tratando de shopping? No mínimo, estranho.

 

Na tentativa de encontrar alguma pista que explicasse este fenômeno, procurei um médico ortopedista, no caso, Dr. Marcelo Alves Moreira. Pedi para que descrevesse os produtos da foto e opinasse sobre a origem do exótico cenário.

 

“Vemos várias órteses, que é tudo aquilo que você usa para ajudar o sistema músculo esquelético, mas não é uma substituição deste. É diferente de prótese que é uma substituição, e que é usada dentro do corpo”.

 

“Localizamos então: par de muletas, coletes posturais (muito usados em pós-operatório de coluna), vários tutores ante-equino para tornozelo, um tutor articulado para joelho”.

 

“Pela quantidade de órteses, algumas me parecem novas pela foto, deve ter havido uma oficina ortopédica”.

 

O fenômeno continua sem esclarecimento. Não há nada na região que possa assemelhar a função ortopédica, tanto de produção quanto de serviço.

 

Sabe-se menos ainda de algum milagre de cura provocado em quem circula pelos corredores comerciais.

 

O Shopping como entidade comercial poderia instigar a imaginação e enveredar pelo educacional e promocional.

 

Obs. Os produtos da foto foram doados a uma Instituição local.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O melhor caminho para franqueadores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Brasil com 2.942 marcas franqueadoras é o quarto mercado de franquias do mundo. Atrás apenas da China (4.000), Estados Unidos (3.828) e Coreia do Sul (3691).

 

Ao lado do respeitável tamanho, empregando diretamente 1,2 milhão de pessoas, faturando R$139 bilhões ano, o caso brasileiro tende à maturidade, pois as redes têm crescido 4,5% enquanto as unidades franqueadas aumentaram 10%.

 

Nesse contexto, encontramos franqueados experientes que estão sabendo usar o conhecimento adquirido na ampliação das respectivas operações. O fazem de forma horizontal e, para tanto, escolhendo outras marcas e segmentos, preservando a região de atuação e usando seus pontos fortes.

 

Entretanto, segundo Carla Bruno da “Be Creative Consultoria”, o crescimento do franchising ao lado do sucesso inegável trouxe também uma burocracia que envelhece e encarece os seus agentes como as grandes consultorias, os departamentos de expansão das marcas, as entidades representativas e os meios de comunicação tradicionais.

 

Propõe, então, buscar os franqueados de sucesso diretamente. Um trabalho de “procurar agulha no palheiro” utilizando os shoppings, os corretores de shoppings, os consultores de campo e um portfólio de comunicação com as mídias sociais, Google, e assessorias de imprensa.

 

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Valter Matheus, de São Paulo, é um franqueado típico deste formato. Há seis anos, começou com uma franquia da Chilli Beans. Hoje, possui cinco lojas e três quiosques da marca. Agregou ao negócio, três unidades da Kings Sneakers, franquia de moda jovem. Posteriormente, com a experiência adquirida lançou a Âmbito, marca própria de moda feminina, com vendas também pela internet. Com o irmão e dois filhos, toca atentamente suas lojas, que, segundo ele, devem o sucesso à administração e finanças bem cuidadas e a expertise de estar sempre no ponto de venda na dose certa. Visitas frequentes e assíduas.

 

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Roberto Natan, de Angra dos Reis, toca uma rede de 22 farmácias Drogatur da família, fundada há 22 anos, e duas franquias da Mr. Cat. no sul-fluminense. Procura ainda outra franquia para diversificar seu mix de negócio, ganhando escala na administração das operações.

 

A multimarcas no franchising sempre foi uma opção que agora, com a evolução do mercado, é uma solução para a melhoria do negócio dos empreendedores mais agressivos.

 

A Folha de SP escreveu sobre o tema nesta semana em reportagem com o título “Cresce procura por empreendedores multimarcas no país”

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.