Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a síndrome do lateral esquerdo e outras reflexões

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“When I get older losing my hair, 

Many years from now” 

John Lennon e Paul McCartney 

Das lições que a longevidade de algumas marcas nos oferecem a necessidade de darmos um propósito para o trabalho que realizamos. Da escolha do nome da sua marca a importância de estar bem posicionado no mercado. Jaime Troiano e Cecília Russo reuniram em livro 22 temas que ajudarão você a pensar sobre estratégias de gestão de marca.  Um conhecimento compartilhado, de graça, e no formato de e-book que você acessa no site da TroianoBranding

Uma das histórias publicadas em “Brandpedia Feliz Marca Nova, 22 reflexões sobre marcas e sociedade” faz do futebol analogia para se entender a necessidade de a marca ter identidade própria, bem definida, Jaime lembra dos garotos que chegam atrasados para jogar bola e a eles é reservada a lateral esquerda. Posição que, dizem por aí, é pouco querida pelos meninos.

“No mercado é exatamente assim. Se você não escolhe o seu melhor, mais adequado posicionamento, as outras marcas vão te empurrando pra um cantinho mental na cabeça dos consumidores. E você acaba sendo visto como a marca da “lateral esquerda”. Perde sua melhor identidade”. 

Jaime Troiano

O que diriam dessa tese Nilton Santos, Marcelo, Roberto Carlos, Júnior e Everaldo, dos maiores laterais esquerdos que o futebol já assistiu jogar? Deixa pra lá. Aqui, o importante é que você entenda a analogia e não permita que os outros decidam por você em que posição sua marca vai jogar.

Na conversa que tivemos sábado, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, falamos de futebol; e de música, também. Nesse último caso, foi Cecília quem arriscou cantarolar parte da letra “When I’m Sixty-Four”, de 1967, um dos tantos sucessos dos Beatles. Lennon e McCartney levam para a música o tema do envelhecimento em uma época na qual pessoas com 64 anos eram consideradas velhas. Hoje, nessa idade, estamos em plena atividade. Somos 30 milhões no Brasil com mais de 60 anos. Assim como a população é longeva, seja pela ciência seja por mudanças no estilo de vida, as marcas também podem ter vida longa”

“O mesmo acontece com as marcas, ou melhor, com aquelas marcas que, assim como nós seres humanos, fizeram boas escolhas para terem vidas longevas”

Cecília Russo

Ouça o comentário completo do Jaime e da Cecília, a seguir. E baixe o livro para conhecer as demais reflexões que eles propõem para que a sua marcas seja um sucesso:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as lições que aprendemos do caso Djokovic

O tenista Novak Djokovic. (Foto: OSCAR DEL POZO / AFP), no site CBN

“A marca está associada diretamente ao atleta, e não se pronunciar é usar tapumes e esconder o problema”

Cecília Russo

Rafael Nadal transformou-se recordista de títulos de simples em Grand Slams, que reúne as quatro maiores competições do tênis mundial, nesse domingo, ao conquistar o Aberto da Austrália. Além da marca de 21 títulos e dois mil pontos no ranking da ATP, a conquista em Melbourne rendeu ao espanhol pouco mais de R$ 10,8 milhões.  No uniforme do super campeão estavam estampadas as marcas Nike e Babolat, que nada têm a reclamar sobre o valor que o espanhol agrega a história de cada uma delas.

O mesmo não pode dizer a francesa Lacoste que, apesar de estar em destaque no uniforme do russo Daniil Medvedev, que perdeu a final para Nadal, se viu envolvida na polêmica provocada por seu principal patrocinado, o número 1 do mundo do tênis, Novak Djokovic – com quem mantém contrato em torno de U$ 9 milhões ou R$ 49,7 milhões. O sérvio foi impedido de entrar na Austrália por não ter se vacinado contra a Covid, além de ter apresentado documentação falsa na tentativa de burlar a regra do país. 

A encrenca causada por Djokovic é tema de reflexão entre os profissionais do branding, e foi assunto no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, desse sábado, no Jornal da CBN. Jaime Troiano e Cecília Russo já alertaram, em comentários anteriores, sobre os cuidados e riscos de marcas se associarem a figuras públicas – estratégia bastante comum, especialmente no esporte.  

“A primeira coisa a se pensar, e já demos essa dica aqui no programa, é sempre escolher muito bem as parcerias e as pessoas as quais sua marca vai estar junto”

Jaime Troiano

O caso Djokovic mostra o quão complexa é a tarefa de definir essas parcerias. Ele é dos maiores tenistas que o mundo já assistiu a jogar; lidera o ranking atual; tem o maior número de títulos individuais da ATP; e soube como poucos aproveitar o aumento das premiações por vitórias no esporte: com 34 anos, faturou US$ 154,76 milhões em prêmios.

Por outro lado, além de se negar a tomar vacina contra a Covid, doença que matou mais de 5,6 milhões de pessoas no mundo, já se envolveu em outras polêmicas ao defender teses no mínimo questionáveis, para não dizer absurdas: acredita, por exemplo, que com o pensamento positivo pode limpar a água contaminada; e apoio sua mulher quando ela usou o Instagram para divulgar uma teoria de conspiração envolvendo a tecnologia 5G e a pandemia. 

“É primordial que exista sintonia entre marca e parceiro, assim, o consumidor não vê com estranheza a parceria” 

Jaime Troiano

A despeito das polêmicas, Djokovic está muito bem servido de patrocinadores: além da Lacoste, tem contratos milionários com Hublot, Peugeot, Asics e Head, marcas com enorme exposição entre quem acompanha o tênis. De todas, apenas a marca francesa de roupas se pronunciou, mesmo assim para dizer que iria sentar e conversar com o tenista. Até hoje, não divulgou o resultado desta conversa – se é que ocorreu. 

“A marca está associada diretamente ao atleta, e não se pronunciar é usar tapumes e esconder o problema, e já repetimos aqui a frase famosa: marca não é tapume”. 

Cecília Russo

A exposição que as marcas têm e a pressão que sofrem, especialmente nas redes sociais, tornam necessárias respostas precisas e transparentes em relação aos fatos que podem afetar sua imagem. Nem que seja para fazer uma avaliação ou até mesmo para assumir que errou, porque o público tende a ser mais condescendente diante de um posicionamento honesto da marca. 

“É importante que a marca tenha um conhecimento profundo da sua própria identidade, assim, fica mais fácil escolher parcerias com pessoas que compartilhem das mesmas crenças”

Jaime Troiano

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo lembram de outros casos envolvendo atletas de renome como o do ciclista Lance Armstrong, envolvido em um escândalo de doping, e o jogador de futebol Robinho, condenado por estupro, na Itália.

Ouça o comentário completo, com sonorização de Paschoal Junior:

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h55 da manhã.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: “eu trabalho com …” 

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“Os líderes que representam a empresa e a marca, os Brand Leaders, cristalizam a percepção e os sentimentos que ela projeta” 

Jaime Troiano

Sempre que você ouvir a frase que dá título a este texto, é bem provável que você esteja diante de alguém que trabalhe com um ‘brand leader’ – um profissional que se destaca de tal forma dentro da empresa que personifica a marca. Pode ser o dono, o fundador, o CEO, e pode ser outro executivo que por seu trabalho se projeta na mente do público consumidor de tal forma que, além de influenciar e engajar os colaboradores da empresa, tem significado relevante no imaginário do público 

“Nós sempre dizemos que branding é aquilo que constrói as histórias das marcas; os Brand Leaders ajudam a tornar essas historias verdadeiras”

Cecília Russo

Ao falar desses líderes de marcas, Jaime Troiano retomou tema que havíamos tratado no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: os embaixadores da marca. São aqueles profissionais que pela forma como se comportam levam a imagem da marca para os diversos públicos com que atuam. Que estão identificados com os propósitos e valores da marca e entendem sua importância na sociedade.  Jaime diz que esses formam o exército de apoiadores e colaboradores. São necessários e importantes. Nem todos, porém, são iguais e têm o mais papel na tropa. Há aqueles que estão à frente do grupo: são os Brand Leaders. 

“Quem já viu Henrique V, o filme baseado na peça do Shakespeare, lembra do discurso do rei que é capaz de mudar o resultado da guerra pela energia que ele inocula na sua tropa. Pois bem, em Branding é igualzinho”

Jaime Troiano

Rolim Amaro, o Comandante Rolim, com sua personalidade e hábito de se fazer presente no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde recebia passageiros que estavam embarcando nos aviões da TAM, diante de um tapete vermelho, é um ótimo exemplo de líder de marca. Talvez dos mais relevantes no Brasil. 

Antônio Ermírio de Moraes, que comandou o Grupo Votorantim, por 40 anos, e administrou o Hospital da Beneficência Portuguesa por três décadas é outra referência. Era o típico empresário que tinha trabalhadores que gostavam de dizer: “eu trabalho com o Dr. Ermírio”.

Atualmente, temos a figura de Luiza Trajano, do Magazine Luiza; Rony Meisler, do Grupo Reserva; e Eduardo Lima, da Gerando Falcões.  Todos nomes que têm essa simbiose com as marcas que representam. 

“Não há um curso ou um livro para ser um Brand Leader, é uma missão que ele ou ela agarra como sendo sua suprema vocação”

Cecília Russo

Você já trabalhou com alguém com quem se orgulhasse de dizer aos amigos? Alguém para completar a frase: “eu trabalhei com ….”?

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

O Sua Marca vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o papel estratégico do RH

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“Marcas sem um propósito são marcas sem alma” 

Jaime Troiano

“Você está sendo chamado no RH!”. Eita frase que ainda deixa muita gente de cabelo em pé na firma, não?!? Vem de um tempo que ao setor de recursos humanos só cabia contratar e demitir — também fazia folha de pagamento, cuidava do cartão de ponto e, em alguns casos, da festa de fim de ano. Isso é passado. Ainda bem. Até porque muitos dos profissionais da área têm formação de ciências humanas e dispõem de uma sensibilidade que não se limita mais as “quatro linhas”.  Foi desta disposição e conhecimento que surgiu o conceito do RH estratégico que, se estratégico o é, tem responsabilidade, também, sobre a marca da empresa. 

“Eles (o pessoal do RH) sabem melhor do que ninguém, dentro da organização, como a cultura e os significados da marca são como se fosse um ‘cola’ que mantém os colaboradores integrados e engajados”

Cecília Russo

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo chamaram atenção para o papel estratégico do Recursos Humanos que, ao fazer gestão de pessoas, também assume protagonismo na gestão da cultura da empresa. Jaime identificou três origens para que este movimento surgisse no cenário corporativo:

  1. A evolução técnica e profissional dos profissionais e do setor de RH dentro das empresas, com consequente empoderamento que ocorre a partir dos níveis mais altos de gestão.
  2. Os profissionais entenderam que a marca é algo que preenche o pensamento cultural da organização 
  3. A emergência do valor do Propósito na vida das empresas

“Os setores de marketing sempre viram o Propósito com um viés ou uma importância mercadológica, o que não deixa de ser muito relevante também. A turma de RH pensa no Propósito como uma argamassa que organiza a empresa do lado de dentro, que une as  pessoas”

Jaime Troiano

Na próxima vez que você for chamado no RH, vai pensando em como seu conhecimento e inteligência podem colaborar na construção de uma marca relevante: sim, assim como a turma da comunicação, do marketing e do recursos humanos, você também tem papel estratégico nessa área. A marca é uma construção coletiva. E quanto maior a participação, mais consistente fica.

Ouça o comentário completo de Jaime Troiano e Cecília sobre o papel estratégico do RH na gestão da marca: 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h55 da manhã.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: é preciso criar conexões poderosas para mover pessoas em direção a seus sonhos, também no metaverso

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“Metaverso é esse ambiente digital que duplica ou multiplica nossa existência; a existência das nossas relações pessoais e com o mercado” 

Cecília Russo

O ‘Datatroiano’ informa: a cada três textos que você lê hoje em dia, em dois encontrará a palavra ‘metaverso’. Pode até ter algum exagero nessa estatística, a gente sabe, mas você haverá de concordar que o ano que se foi impôs essa palavra. Até o onipresente Mark Zuckerberg mudou sua marca, virou Meta, para tirar proveito dessa que já é uma realidade, especialmente nos espaços e diálogos dedicados à inovação. 

Recentemente, Walter Longo, sócio-diretor na Unimark Comunicação e especialista em inovação e transformação digital, disse, em palestra que você pode assistir aqui (claro, depois de ler esse texto e ouvir o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso), que o metaverso é onde você vai viver e trabalhar em breve. Como quem pensa em marcas precisa pensar em movimentos e realidades que estão entre nós, Jaime Troiano e Cecília Russo estão alertas diante do que o metaverso pode trazer de transformação nas relações pessoais, comerciais e entre empresas.

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília lembrou que há muitos anos se usa uma equação aparentemente simples, readaptada de conceitos da psicologia, que revela o papel que as marcas têm na vida das pessoas.

Eu atual + Espaço de idealização = Eu ideal

Ou seja: temos um “eu atual” e queremos alcançar o “eu ideal”. Entre um e outro, existe o ‘espaço de idealização’.

“As marcas que ocuparem melhor o espaço entre quem eu sou e quem eu quero ser serão aquelas que vão ter maior valor, permanecerão nas minhas escolhas e significarão alguma coisa na minha vida” 

Cecília Russo

Jaime explica que alcançar o ‘eu ideal’ é ser mais do que somos ou diferente do que somos; e apesar desse desejo estar armazenado em algum canto da nossa mente nem sempre é algo muito consciente. Para estar mais próximos do ‘eu ideal’ podemos ocupar esse ‘espaço de idealização’ com uma viagem, um curso, um projeto pelo qual somos apaixonados, um trabalho na empresa que admiramos, um relacionamento com pessoas ou com marcas pelas quais temos grande estima. Sim, as marcas também são veículos que podem nos transportar em direção ao nosso ideal. 

“Criar conexões poderosas, autênticas e mais duradouras com marcas para mover pessoas em direção a seus sonhos: esse é o supremo objetivo do Branding” 

Jaime Troiano

É evidente que — como Cecília já havia chamado atenção e Jaime reforçou em sua fala, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso — essa equação que explica como o ser humano se move é tema que surge muito antes do metaverso. Desde Platão, passando pelos estóicos, o cristianismo, Hegel e a psicologia — com Freud expressando isso em seu conhecimento —, o desejo é visto como um mover-se em direção a alguma coisa, o meio do caminho do que somos e do que queremos ser.

A proposta do metaverso surge neste espaço de idealização. Por meio de avatares, podemos criar personagens, ser aquilo para onde nosso ideal aponta. Jaime ressalta que não seremos outra pessoa, apenas estaremos exercitando aquilo que queremos ser. E testando se essa ‘duplicata digital’ de nós mesmos nos aproxima, de verdade dos nossos mais recônditos sonhos. 

O que as marcas tem a ver com isso? 

“Os consumidores vão conviver com o metaverso. E a marcas têm de estar onde os desejos estão …”

Cecília Russo

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso que vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN:

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: lições de 2021, aprendizados para 2022

‘“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente”

Sorem Kierkegaard, O desespero humano 20021
A cultura suéca FIKA é uma tendência Foto de cottonbro no Pexels

Orientados pela frase do filósofo dinamarquês, que abre este texto, olhamos para o que aconteceu e miramos naquilo que somos capazes de entender para oferecer a você, que nos acompanhou ao longo de 2021 e está disposto a seguir esta jornada ao nosso lado, em 2022, um caminho de equilíbrio, esperança e conhecimento. No programa de Natal, o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso aproveitou-se da ‘bola de cristal’ de Jaime Troiano e Cecília Russo para entender o que nos espera logo ali na frente.

Que fique claro: a ‘bola de cristal, de Jaime e Cecília, é apenas metáfora para a sabedoria que eles acumularam nas carreiras dedicadas ao branding e ao relacionamento humano. Cientes do desafio que a pandemia segue nos impondo e das dificuldades econômicas que o país enfrenta, eles listaram três verdades reveladas na pandemia e três verdades que precisão ser consideradas pelas marcas.

Verdades reveladas

  1. Capacidade de adaptação – o ano passado e este que está se encerrando fizeram as marcas repensarem suas estratégias para preservar vínculos, para reforçar suas proposta de valor, mantendo-se relevantes. As que conseguiram saíram fortalecidas, a despeito de todos os problemas que enfrentamos juntos. E isso influencirá na longevidade delas, em 2022.
  2. Fazer diferença – destacaram-se no cenário as marcas que fizeram diferença na vida das pessoas, ajudando na travessia deste período de restrições. E o reconhecimento foi imediato: no estudo Marcas Mais, da Troianobranding e Estadão, por exemplo, os consumidores identificaram Nubank, iFood e Nestlé, com marcas parceiras.
  3. O desejo de consumir – os períodos de promoção, como a Black Friday, mostram que o desejo de consumir segue preservado; as pessoas querem comprar, quando o acesso é possível. E isso nos aponta para um espaço que as marcas relevantes devem ocupar.

“Essas três razões me permitem ter um certo otimismo para 2022”

Jaime Troiano

Verdades a serem consideradas

  1. A necessidade de acelerar – A pressão pela agilidade e economia do tempo, que já era uma demanda, se tornará ainda mais relevante. Tudo mais acelerado, entregas mais rápidas, respostas imediatas. 
  2. O espaço para desacelerar – não é uma contradição ao anterior; é uma complementação. Com tudo em alta velocidade, haverá espaço para as marcas promoverem ou venderem desaceleração. Para oferecerem o FIKA, um ritual da cultura sueca que tem origem na inversão da palavra ‘kaffe’. É muito mais do que uma pausa para o café. É um estilo de vida, em que você aproveita as pausas para socializar.
  3. Marcas para mim – eis aqui uma tendência que já existia e se expressou com a pandemia: a ideia de que não há mais uma marca que possa ser generalista, que sirva a todos. As marcas que ganham valor são fortes para algumas pessoas e não para todas.  

“Então, posicionar, focar é uma tendência”.

Cecília Russo

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso completo com outras dicas e referências de marcas: 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as preferidas dos cariocas

Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo

“Pedra que rola não cria limo. Precisa ter consistência, paciência e tempo: três ingredientes das marcas líderes”

Cecília Russo

Qualidade e respeito são dois dos aspectos mais valorizados pelos consumidores do Rio de Janeiro quando constróem um relacionamento de afinidade com suas marcas, especialmente neste segundo ano de pandemia. De cinco dimensões medidas no projeto “Marcas dos Cariocas” foram as duas que ganharam espaço na análise de pouco mais de 2 mil pessoas entrevistadas por meio de questionário online. O estudo que chegou a sua 12a edição tem a participação de Jaime Troiano e Cecília Russo, nossos comentaristas e sócios na TroianoBranding, e do jornal O Globo.

Em uma primeira etapa, foram identificadas as marcas dentro de cada uma das 41 categorias a partir de menção espontânea dos consumidores. Em seguida, os participantes foram exposto a cinco categorias  e apontaram qual marca está mais associada as dimensões do consumo:

  1. Qualidade – oferece produtos e serviços de qualidade
  2. Respeito – respeita o consumidor
  3. Preço – valo que o que custa
  4. Identidade – combina comigo
  5. Evolução – está sempre se renovando

Considerando os 12 anos de pesquisa, têm sete marcas que permanecem no topo de suas categorias:

  • Bancos – Itau
  • Hospitais – Rede D’Or
  • Escola de Inglês – Cultura Inglesa
  • Farmácias – Drogaria Pacheco
  • Operadora de celular – Vivo
  • Protetor solar – Sundown
  • Shopping center – Barra Shopping

“Ao olhar nessa lista de marcas chama a atenção que cinco são marcas nacionais. Isso mostra a força das nossas marcas e o quanto elas criam laços poderosos, se fazem um trabalho bem feito.Afasta aquele fantasma de que nós seríamos engolidos pelas marcas globais”. 

Jaime Troiano

Uma categoria que foi incluída no estudo desde o início da pandemia foi a que identificou quais as marcas que mais ajudaram os cariocas neste momento de dificuldade:

  • iFood
  • Americanas
  • Magazine Luiza
  • Natura
  • Uber

A lista completa dos vencedores do “Marcas dos Cariocas”  você encontra no jornal O Globo.

Ouça aqui o comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com sonorização de Paschoal Júnior

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN

Sua Marca: três lições de branding que encontramos na Casa de Gucci

“Não há marca forte que resista a produto ruim e essa é a crença que faz com que a Gucci tenha toda essa história maravilhosa”

Jaime Troiano

Um assassinato sob encomenda é o centro de uma história de amor, traição, decadência, vingança, luxo … e de algumas lições de branding. Na tela do cinema, essa casa ainda pouco frequentada, desde que a pandemia se iniciou, o diretor Ridley Scott traduziu o que já havia sido bem escrito em livro de Sara Gay Forben, lançado em 2008, e relançado agora, no Brasil, com o nome Casa Gucci. Uma obra que parte de um crime bárbaro, encomendado por Patrizia Reggiani Martinelli, que culminou na morte de Maurizio Gucci, seu ex-marido. Na pesquisa de Sara e na transformação de seu livro em filme, se tem acesso a conceitos que fizeram da Gucci uma das maiores marcas de luxo do mundo.

Jaime Troiano e Cecília Russo foram ao cinema para assistir  à Casa Gucci e de lá saíram entusiasmados não apenas com a trama, mas com o que se pode aprender sobre branding. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, eles apontaram três lições que devem ser consideradas por todos que estejam diante do desafio de administrar uma marca, mesmo que esta não seja de luxo como a Gucci:

  1. Alma de fundador: a Gucci foi criada em 1922 por Guccio Gucci e foi pelas mãos dos seus filhos, Rodolfo e Vasco, que a marca se tornou um ícone. Eles eram homens do negócio e não homens de negócio, ou seja, eram apaixonados pela arte da moda, eram encantados pelo que faziam e levavam esse encantamento para a marca. Faziam uma gestão de marca com alma e não uma gestão burocrática, fria e calculista. Podiam pecar como gestores, mas compensavam essa falha pela paixão que nutriam pela marca. 

“Alma e paixão pelo negócio movem marcas de sucesso”

Cecília Russo

2. Autenticidade preservada:  O logo GG e as cores verde e vermelha, cores da Itália, em forma de listras, são as representações visuais históricas da marca. E foi exatamente pela insistência e repetição desses ativos que a Gucci favoreceu seu reconhecimento. Não cedeu à tentação de mudança. Porque nem sempre mudar é a melhor estratégia. É preciso coragem para preservar, até bem mais do que para mudar, diz Jaime Troiano. Isso é autenticidade de verdade. 

3. Qualidade não tem preço: uma das melhores falas do filme ocorre quando um dos irmãos diz que o preço alto é aquilo que é esquecido enquanto a qualidade superior permanece

“Garanto a vocês que o filme vale o ingresso que vocês vão pagar.  A aula de branding vem de bônus”.

Cecília Russo

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um sucesso, com sonorização de Paschoal Júnior

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: escutar é essencial no branding

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar.Ninguém quer aprender a ouvir”

Rubem Alves, em Escutatória

Entre o psicólogo, poeta e cronista, nascido em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais – autor da frase que precede este texto -, e o Seu Zé, dono da padaria na rua Piauí, na zona oeste de São Paulo, havia muitas diferenças.  Do local de nascença às artes que dominavam. Das carreiras que seguiram ao impacto de seus trabalhos. 

Uma característica, porém, os aproximava: o prazer em escutar. Rubem Alves expôs isso em texto, o Zé da padaria repetia a todo momento no balcão – um exercício que o fazia saber, antecipadamente, o que cada freguês gostava.

Quem conta essa história é Jaime Troiano que, aliás, conheceu de perto os dois. O Seu Zé quando era criança e frequentava a padaria do bairro de Higienópolis. Rubem Alves, profissionalmente, na realização de trabalhos em conjunto e pelos textos do escritor. Na conversa que tivemos no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso,Jaime e Cecília Russo destacaram a importância da escuta para quem pretende ser profissional de branding:

“Escutar é abrir o coração para um contato que, acima de tudo é revestido de empatia. Se você não fizer isso, qualquer que seja a empresa, pequena média ou grande, nunca vai entender qual é a expectativa verdadeira do seu cliente”

Jaime Troiano 

Ouvir o outro também exige humildade – não apenas no branding. Mas é essencial, sob o risco de o profissional que administra a marca ver o mundo apenas como um reflexo de si mesmo, dos seus próprios desejos.

Para Cecília, escuta-se pouco porque se tem pressa, ansiedade e falta de humildade. Reproduz-se nas relações do cotidiano, o que Henry Kissinger, diplomata americano, teria dito certa vez aos jornalistas: “quais são as perguntas que vocês têm para as minhas respostas”. Quando agimos assim, estamos em um caminho muito errado em branding:

“A gente tem de praticar exatamente o oposto. A gente precisa praticar esse exercício da humildade porque escuta acima de tudo é humildade e projetos de branding bem resolvidos estão enraizados nessa escuta” 

Cecília Russo

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com a participação especial de Rubem Alves, em edição de Paschoal Júnior:

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN.

Sua Marca: não seja refém da inovação

Jodie Comer em ‘O Último Duelo’Imagem: 20th Century Studios

“Houve alguma época na  História que não ocorreram inovações?”

Jaime Troinao

A história é real. Se passou no século XIV. Foi descrita em romance do escritor americano Eric Jagger. E popularizada na tela do cinema por Ridley Scott. The Last Duel ou o Último Duelo, a despeito de valorizar o combate entre dois homens e torná-los protagonistas em um duelo mortal, nos interessa mesmo pela coragem de Marguerite de Carrouges, uma nobre francesa, que desafiou os costumes medievais e denunciou o homem que a estuprou. Marguerite foi corajosa tanto quanto inovadora.

É isso! E já respondendo a pergunta feita pelo Jaime Troiano na abertura deste texto… mesmo na Idade Média, considerado um período obscuro, os inovadores eram capazes de se expressar.  O Renascimento, que surge logo em seguida, por sua vez, foi uma orgia de inovações, nas artes, nas ciências, na cultura em geral. E estamos falando do século XV e XVI. Ou seja, apesar de hoje nos surpreendermos com o nível de inovação que existe nas mais diversas áreas, a história tem vários capítulos e momentos em que a genialidade humana se apresentou. 

“A febre de inovação atual de que tanto falamos é apenas fruto do enorme impulso  da engenharia digital em nossas vidas. Mas é apenas mais uma de milhares de  ondas inovadoras na história de nossa espécie”

Jaime Troiano

Jaime e Cecília Russo trouxeram essa reflexão para o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso para alertar gestores de marcas de que, apesar do entusiasmo e da própria pressão que existe sobre o tema, é preciso cuidado para não serem reféns dessa onda:

“Esta nova era tecnológica criou muitas armadilhas para marcas que começaram a inovar de forma precipitada e acabaram pondo em risco o que de essencial elas têm. Ou seja, aquilo que fica escondido sob a “poeira digital” 

Cecília Russo

Muitas vezes, a inovação precipitada rompe os laços com a história da marca, na percepção do consumidor. E quando essas mudanças atropelam o consumidor, “joga-se fora o bebê junto com a água de banho” — ditado que não tem nada de novo, e segue sendo essencial para se planejar as mudanças necessárias.

“O melhor conselho de branding para o empresário, o empreendedor, pequeno, médio, é o seguinte: preserve o essencial na busca do novo. É um caminho mais  difícil, mas obrigatório”. 

Jaime Troiano

Um exemplo de renovação que respeitou as regras do branding foi a realizada, recentemente, pelo jornal O Estado de São Paulo, que deixou seu tamanho original para ser impresso em modelo ‘berliner’, bem menor do que aquele que seus leitores estavam acostumados. Foram feitas mudanças internamente, também: no tamanho da letra, na divisão das editoriais …mas a essência, essa não mudou.  

“Em momento algum cederam à tentação de trocar suas características essenciais de linha editorial, por aventura moderninha que escondesse seu pensamento, que tem uma história de mais de 100 anos: 146 anos, para ser mais precisa”.

Cecília Russo

Outra boa referência foi a inovação feita pelo grupo de varejo Magazine Luiza. Para Jaime e Cecília, segue sendo uma empresa atenta às relações pessoais com o mercado, a começar pela própria líder Luiza Trajano. Nos últimos anos, a empresa ganhou uma dimensão digital, muito mais intensa, estendeu seus ‘tentáculos, para novas áreas, mas sua alma humana continua muito presente. 

“Sim, as marcas têm coisas que são definitivas, inegociáveis. O quê? Sua alma, seu propósito, sua razão de ser. Não troque sua alma por alguns gimmicks ou algumas brincadeiras digitais”

Jaime Troiano

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com sonorização de Paschoal Júnior;