O desafio que a união do rádio com a internet impõe aos estudantes de jornalismo

 

 

O interesse de estudantes de jornalismo pelas novas tecnologias não me surpreende, mas chama atenção como tenho sido procurado para relacioná-las ao rádio, o que me entusiasma pois sempre acreditei na internet e nas demais ferramentas que surgiram, dentro dela ou a partir dela, como caminho para propagar o trabalho que realizamos. O que me deixa ainda mais satisfeito é que a CBN é a grande referência que esses jovens têm quando tratam do tema, resultado do investimento que se tem feito em inovação, desde o seu surgimento, em 1991.

 

Nesta semana, o estudante de jornalismo David Paulo e seu grupo, do 4º ano de jornalismo, da Uninorte, em Manaus (AM), que estão realizando trabalho sobre o livro “Jornalismo de Rádio”, que escrevi em 2004 e foi editado pela Contexto, me convidaram para, em vídeo, falar sobre a ideia de que a internet é o novo oxigênio do rádio, defendida por mim desde aquele tempo.

 

No vídeo que será apresentado pela turma e compartilho com você agora, falo do desafio que rádio, redes sociais, podcast e internet impõem aos jovens jornalistas que se preparam para atuar neste mercado da comunicação.

Varejo que sai da crise

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Dois perdidos na floresta avistam um leão. Um deles amarra rapidamente o tênis. Seu companheiro pergunta por quê? Ele responde porque para se salvar precisa apenas correr mais do que ele.

 

Essa velha história reflete de alguma maneira o que os mercados exigem dos competidores, principalmente em momentos de crise. É preciso encontrar caminhos para sair da dificuldade momentânea na frente do concorrente.

 


Antonio Saramago, da On The Spot da Telefonica, em entrevista a Mílton Jung no Mundo Corporativo, apresentou alguns caminhos. Por exemplo, através de tecnologias que possibilitam humanizar e diferenciar a essencial questão do atendimento no varejo. Além de armazenar subsídios para o suporte da loja voltados a eficácia da operação, registrando números essenciais como frequência, taxas de conversão, peças por cliente, e captando emoções através de câmeras.

 

PODER

 

Sebastião Bomfim Filho, da Centauro, mostra outra solução e sai na frente de novo. Após montar o maior varejo esportivo do país, sem traumas, o que lhe valeu o título de “Um herói nada trágico” em matéria da revista Poder, assinada por Paulo Vieira, aposta no canal de vendas total. “A meta do momento é tornar a Centauro omni-channel (em que os canais de vendas off-line e on-line e seus processos são harmoniosamente integrados)”.

 

SOKS

 

Ricardo Abdo e Antonio Mesquita da SOKS tecnologia abrem um novo caminho através da internet. Estão assinando contrato com Mario Mello do Shopping Piratas de Angra dos Reis para a construção do primeiro Shopping Virtual 3D, a ser lançado em outubro deste ano. Os 100 lojistas poderão vender pela internet para Angra e todo o mundo, além de ter aplicativos de relacionamento com os clientes que chegam ao Shopping real.

 

Sem dúvida, soluções mais seguras para quem não precisa enfrentar um leão, mas poderá dar conta da recessão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: Antonio Saramago, da On The Spot, mostra como a tecnologia muda a experiência do consumidor na loja

 

 

Equipamentos digitais já são capazes de perceber o humor do consumidor e oferecer produtos e serviços apropriados para cada situação. Nas gôndolas, câmeras captam a reação das pessoas e ajudam o gerente a adaptar seus negócios para atender às necessidades do público. Esses são alguns dos exemplos de como a tecnologia e a inovação estão transformando a experiência do consumidor no ponto de vendas. Para Antonio Saramago, diretor executivo da On The Spot no Brasil, empresa do grupo Telefonica, esse investimento beneficia o consumidor e o varejo: “o consumidor quer uma compra rápida, quer uma compra eficiente, quer ser bem atendido. No caso do varejista, quer dar o melhor serviço e conhecer o perfil dos condumidores, cada vez mais!”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Saramago apresenta o avanço que a tecnologia tem proporcionado na relação entre clientes e lojistas.

 

O Mundo Corporativo é transmitido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN e o programa é reproduzido aos sábados, 8h10, no Jornal da CBN. Colaboram na realização do Mundo Corporativo: Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

O hoje e o amanhã do varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Na posse do novo Conselho da ABRASCE os empreendedores e executivos de Shopping Centers ouviram na quarta-feira valiosas informações.

 

Alberto Serrentino, palestrante da NRF 2015 e titular da VARESE Retail & Strategy, apontou o bom momento das grandes organizações de varejo, que mesmo com as incertezas econômicas estão em expansão. O tempo em que os maiores varejistas desapareciam diante das crises está longe.

 

O número de lojas que abrirão este ano é significativo. Lojas Renner 45, Riachuelo 40, Magazine Luíza 40, C&A 29, Forever 21 21, Lojas Americanas 140, Óticas Carol 170, etc.

 

O varejo em geral teve alta de 1,8% nos últimos doze meses, embora tivesse queda de 6,4% no fluxo de pessoas nas lojas de rua e Shopping na comparação do primeiro trimestre com 2014. Apenas o setor de moda teve queda, mantendo o mesmo -1% do ano passado.

 

A incerteza gerada pelo mau humor atual do consumidor brasileiro pode ser uma ameaça ao desempenho futuro, mas há atalhos positivos. O setor de moda lidera o e-commerce com 17% do numero de pedidos num universo de 61 milhões de consumidores. E, o OMNICHANNEL, se acentua mostrando um caminho obrigatório para o varejo.

 

O OMNICHANNEL são todos os canais servindo ao consumidor, num relacionamento pleno, em que não se sabe a origem da decisão de compra. Se do e-commerce, Mobile Commerce, TV commerce, Social Commerce,loja física,catálogo,visita porta a porta, e também de quantas idas e vindas dentro destes canais.

 

A loja física precisa ser tecnológica, a loja virtual tem que apresentar customização e relacionamento, ou seja, o “editor” deve levar em conta o aproveitamento extremo das características de cada canal, para diferenciá-los.

 

É um desafio de percepção que já está sendo entendido pelas lojas. Pelos Shoppings ainda não se sabe. Na reunião não houve uma esperada manifestação, pois as lojas de Shopping vendem pela internet e não pagam por isso.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: David Laloum, da Y&R, reclama por um novo mercado publicitário

 

 

“Acredito que a velocidade de entrada das novas tecnologias nunca foi tão exponencial nesses últimos anos e, até hoje, não acredito que tenha um modelo de sucesso. Então, precisamos aceitar um termo que a gente usa bastante: viver e trabalhar em beta, – no sentido de aceitar que as coisas vêm mudando e precisamos testar as coisas para aprender”. O alerta é do publicitário Davi Laloum, COO da Y&R (antiga Young & Rubicam), em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Com olhar crítico sobre o que é feito no mercado publicitário, Laloum fala de novos projetos e provoca os protagonistas deste segmento a repensarem seu comportamento.

 

O Mundo Corporativo é transmitido, ao vivo, pela internet, toda quarta-feira, 11 horas da manhã, no site http://www.cbn.com.br. Os ouvintes-internautas participam com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem as participações de Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Fosci.

Entrevista: o rádio, o jornalismo e o jornalista na era da internet

 

O rádio e o jornalismo na era da internet foi tema da entrevista que concedi para a agência de comunicação Printer Press, na qual realizei palestra destacando as novidades neste veículo e os novos caminhos da notícia.

 

Na primeira parte da conversa com a jornalista Daniella De Caprio, falamos sobre a forma como o veículo se adaptou às novas tecnologias e a relação dos profissionais de rádio com as assessorias de comunicação:

 

 

Na segunda parte da entrevista, tratamos de demandas do novo jornalismo e como estudantes que estão querendo investir neste mercado e profissionais que se iniciam na carreira podem se preparar melhor para encarar os desafios da profissão:

 

Excessos e faltas nas comunicações

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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“Não vá com tanta sede ao pote” ou “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Excelentes e oportunos alertas da cultura popular aos excessos. E se aplicam muito bem aos usos e abusos que estão impregnando as atuais comunicações. Pessoais e empresariais.

 

Diante de tantas facilidades de comunicação com o advento de meios eletrônicos, mais e mais alternativos e dinâmicos, estamos exagerando.

 

Como pessoas físicas, os recursos dos equipamentos móveis e seus aplicativos têm facilitado em muito o nosso dia a dia. Casa, filhos, trânsito, compras, diversões, etc. Ao mesmo tempo o conforto e o prazer dos modernos aplicativos têm sido interrompidos ou corrompidos pela mesma facilitação. O celular no clube, no carro, no restaurante, no cinema, no teatro, no aeroporto, no avião é, algumas vezes, cômodo e incômodo para nós e, sempre, desagradável para os vizinhos. E, definitivamente, para os acompanhantes. Cenas em restaurantes em que se veem todos conversando ao telefone estão se tornando comuns. Colocando os ausentes como presentes e os presentes como ausentes.

 

Entretanto, o fato é mais grave no âmbito empresarial. Além da dificuldade há muito existente quando se procura os serviços de atendimento ao cliente e se fala apenas com gravações, surge hoje uma tendência nos sites corporativos em omitir o telefone para contato. Se você quiser um contato comercial, é obrigado a seguir o canal único do e-mail. Falar com o gravador é para o SAC; sobre negócios, apenas o e-mail. Único. Para o bem dos burocratas e a infelicidade geral da nação que apanha em produtividade. Sem emoção.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Políticos e ladrões de olho no Google Glass, nos Estados Unidos

 

 

No início desta semana, Ethevaldo Siqueira, comentarista de tecnologia do Jornal da CBN, mostrou que as tecnologias vestíveis já são alvo de cobiça dos ladrões ao contar o caso de uma jovem americana que ao ser assaltada, na saída de um bar em São Francisco, alertou os bandidos de que o óculos dela, um Google Glass, estava gravando as cenas. Temendo serem descobertos, arrancaram o equipamento e a bolsa dela, provocando reação imediata da vítima que conseguiu salvar seu gadget. A bolsa ficou com os larápios. Por coincidência, no mesmo dia, leio em material divulgado no site da NPR, rede de rádios públicas dos Estados Unidos, reportagem do editor de política em Washington, Don Gonyea, impressionado com o interesse dos coordenadores de campanhas políticas e partidos em conhecer esta tecnologia.

 

Ouça as duas reportagens nos links publicados ao fim deste texto

 

Gonyea descreve que em conferência de políticos conservadores encontrou ativistas fazendo experiências para identificar como os voluntários podem explorar o Google Glass em benefício das campanhas eleitorais. O republicano Peter Idelfonso disse ao jornalista que dois membros de sua equipe relataram que os óculos têm mais capacidade para gravar vídeos e de forma menos intrusiva do que os celulares, vantagens significativas especialmente em eventos e comícios públicos dos adversários políticos.

 

A tecnologia vestível também chama atenção dos estrategistas digitais do presidente Barack Obama que enxergam no Google Glass a possibilidade de enviar informações com mais agilidade aos seus voluntários, por exemplo, quando estes estiverem prestes a abordar um eleitor. Poderiam até mesmo ter suas visitas assistidas instantaneamente pelos escritórios políticos, permitindo análises de comportamento. Betsy Hoover, do 270Strategies, lembra que o Twitter e o Facebook foram importantes na campanha de Obama porque as pessoas podiam acessar as informações e compartilhar através de seus smartphones. O Google Glass coloca esta relação em um outro nível, pois as pessoas serão acessadas enquanto estiverem caminhando na rua, lendo placas de rua ou esperando ônibus.

 

Daniel Kreiss, professor da Universidade da Carolina do Norte, que estuda o impacto das tecnologias nas campanhas políticas, entende que a popularização da tecnologia vestível tem potencial para engajar pessoas que estejam desmotivadas ou afastadas da política. Assim como o Twitter surgido antes das eleições de 2008 somente foi absorvido pelas campanhas presidenciais em 2012, ele acredita que a tecnologia vestível não impactará as eleições deste ano, mas pode se transformar em protagonista na disputa seguinte.

 

Aqui no Brasil, não se conhece nenhum experimento dos óculos do Google para fins eleitorais. Confesso que já ficaria bem feliz se alguns políticos passassem a usar os óculos certos para enxergar as reais necessidades dos eleitores.

 

 

Não é assim que costumamos fazer, ainda bem!

 

 

A minha admiração pelos produtos da Apple já foi declarada dezenas de vezes como podem testemunhar os raros e caros leitores deste blog. Estou, porém, distante de ser um xiita incapaz de ver quando os concorrentes apresentam equipamentos de qualidade ou desenvolvem ações inovadoras. Ainda neste domingo, li na revista MacMais, em editorial assinado pelo jornalista Sérgio Miranda, que, pela primeira vez depois de cinco anos visitando a International CES 2014, ele percebeu que o Iphone não era o gadget mais usado por quem foi à feira de tecnologia em Las Vegas. O Galaxy apareceu com destaque nas mãos dos que lá estiveram mostrando que a Samsung encontrou seu espaço entre os aficcionados por novidades. Eu – e tenho certeza que o Sérgio, também – ainda mantenho-me fiel ao celular da Apple, mesmo reconhecendo os avanços da sul coreana.

 

Nesse fim de semana, também, fui fisgado pela opinião de Satya Nadella, novo diretor executivo da Microsoft, eterna concorrente da Apple. Fiquei bastante satisfeito com a visão estratégica apresentada por ele em entrevista para o The New York Times reproduzida no Brasil pelo Estadão (edição de sábado). Nela, esse indiano, que assumiu recentemente o cargo mais importante da empresa para qual trabalha há 22 anos, descreve seu estilo de gestão e destaca algumas lições aprendidas com seus antecessores. Você pode ler a entrevista original neste link, mas trago aqui dois pontos que considero interessantes:

 

Diz que em conversa com Steve Ballmer, a quem agora substitui, quis saber como estava se saindo em relação àqueles que exerceram o cargo que ocupava antes dele. Steve disse: “Quem se importa com isso? O contexto é muito diferente. Para mim, a única coisa que importa é sua maneira de jogar com as cartas que você tem nas mãos agora. Quero que mantenha seu foco nisso, em vez de se preocupar com as comparações”.

 

Perguntado sobre os comentários que o irritam nas reuniões, Satya diz ficar louco quando alguém chega para ele e fala que “costumávamos fazer assim” ou “é assim que fazemos”.

 

Satya tem razão no que aprendeu e no que tenta evitar. Boa parte das vezes queremos usar o passado como referência sem perceber que aquelas soluções se encaixavam em outro cenário. As circunstâncias mudaram completamente. Não podemos mais medir a performance das pessoas pela mesma régua de cinco, dez anos atrás. Aliás as empresas de tecnologia, como a Microsoft e a Apple, são responsáveis por isso. Com o conhecimento circulando mais rapidamente, a troca constante de informação e a velocidade imposta à criação, a chave do sucesso de agora não abrirá mais portas daqui a pouco. A todo instante, as corporações terão de buscar a nova fórmula sob o risco de ficarem ultrapassadas e os gestores terão de fomentar a inovação. Para Satya, a questão é “como fazemos para usar o capital intelectual de 130 mil pessoas e inovar de maneira que nenhuma das definições das categorias do passado continue relevante?”

 

Na próxima reunião, quando você der uma ideia e alguém disser que não é assim que costumamos fazer, lembre-se de Satya e não se acanhe em responder: ainda bem.

De cartas

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

E a senha serve para quê?

 

Senha era coisa de pós-guerra, quando cada família recebia uma, para comprar mantimentos básicos a preço de tabela. Mas não foi aí, o começo do seu reinado. Os egípcios já usavam senhas. Ah, os egípcios!

 

A senha para fins eletrônicos nasceu no início dos anos 1960, no Massachusetts Institute of Technology, e está dominando o mundo. é a mais nova pandemia. Seu reinado engorda como a dona Redonda, e por mim, poderia explodir. Tem senha que não acaba mais, e eu realmente não me dou bem com elas. Perco tanto tempo e energia tentando administrar senhas e nomes de usuário quanto os hackers tentando quebrá-las. Porque não inventam um leitor de digital acoplado ao computador? Onde estão os inventores deste Brasil?

 

Agora a App Store cismou comigo. Mudei meu e-mail, fui lá, bonitinho, como manda o figurino e mudei os dois campos: usuário e senha. No lugar no endereço antigo, o novo. A senha, no entanto, imaginada às pressas, é mais fácil de ser decifrada do que palavras cruzadas para criança. Prometo inventar uma bem cabeluda! Recebi a confirmação, tudo certo, dona Maria Lucia, sua senha já foi trocada. E lá fui eu, toda faceira, fazer o upgrade de programas que são essenciais para o meu trabalho.

 

Qual foi a retribuição da App Store? Há dias não reconhece meu novo endereço de e-mail. Entro na sala de gerenciamento da minha conta, e lá está, tudo certinho, com tique verde pra dizer que está tudo ok. Mas eu digo primeiro: não está tudo ok. Grrrrrrr!

 

Estou prestes a jogar a toalha, me livrar das máquinas e voltar a escrever em lindos cadernos. Vou comprar verduras na quitanda da esquina, o jornal na banca, na rua de trás, ler lindos livros de papel e escrever cartas. Muitas cartas.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung