Avalanche Tricolor: meu WhatsApp com o Diego Souza tá bombando!

Caxias 1×2 Grêmio

Gaúcho — Centenário, Caxias/RS

Diego Souza comemora em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Devo ser figura rara entre usuários do WhatsApp. O número de grupos no meu mensageiro é restrito. Aquele famoso da família, jamais foi construído. De amigos, nunca tive — refiro-me ao grupo, lógico, porque amigos consegui manter alguns na minha lista. Bem poucos para ser sincero. Mas isso resolvo no divã. O grupo do Jornal da CBN só se formou há um ano e por causa da pandemia. O outro que tenho são das duas turmas de aula que frequento. Têm data para expirar. O da Igreja preservo porque é apenas para receber recados. Ninguém pode escrever nele, além do administrador. 

Quem entra no meu WhatsApp, vê de cara a mensagem: “vale a pena?”. Pode parecer antipático, mas tem o objetivo de alertar as pessoas para que reflitam antes de escrever. Hoje, desperdiçamos muito tempo gerenciando a quantidade gigantesca de mensagens que navegam pelas mais diversas ferramentas de comunicação. Assim, sugiro: vamos escrever o estritamente necessário e ajudarmos a combater um fenômeno que tem causado sérios problemas de saúde mental: a infoxicação —- resultado do volume de informação que intoxica nosso cérebro, dificulta o entendimento dos fatos, e causa estresse e ansiedade.

Falo desses fatos em uma coluna destinada a comemorar (ou lamentar) resultados em campo porque graças a uma missão que assumi desde que Diego Souza foi contratado — por indicação de Renato, lembra?!? — meu WhatsApp está movimentado.

contei em Avalanches passadas que, ao saber que o filho querido do meu amigo Luiz Gustavo Medina é fã do atacante gremista —- vista qual camiseta estiver vestindo —-, decidi enviar uma foto de Diego comemorando cada gol marcado pelo Grêmio. Confesso que começou como uma tentativa, sem sucesso, de cooptar o menino, são paulino por influência do pai, para o nosso Imortal e hoje virou um ritual. 

Diego marca, saco o celular, registro a comemoração na tela da TV e envio para o WhatsApp do Teco. Pra ter ideia, só neste domingo, foram duas imagens transmitidas. Uma ainda no primeiro tempo, quando nosso goleador aproveitou uma bola desviada pelo zagueiro adversário e em um chute cruzado colocou o Grêmio à frente no placar. A outra foi na cobrança de pênalti no segundo tempo, quando parecia que não encontraríamos mais espaço na defesa que se postava diante da área para segurar o empate alcançado ainda antes do intervalo — a propósito, uma curiosidade: sabia que o Grêmio não desperdiçou nenhum pênalti neste ano?

Com os dois gols que deixaram o Grêmio em vantagem na semifinal e — se confirmarmos a classificação — levarão a decisão do Campeonato Gaúcho para a Arena, Diego Souza chegou a melhor marca dele em um início de temporada —- e duvido que outros tenham conseguido algo semelhante, neste ano: em nove partidas disputadas marcou 11 gols. Sim, mais de um gol por partida. Aos 36 anos, o artilheiro combina força, precisão e experiência para estar bem colocado, saber vencer a disputa pesada dentro da área e encontrar o momento certo para o chute. 

Graças a Diego Souza, meu WhatsApp tá bombando! 

É preciso humildade no jornalismo (no futebol, também)

 

Coritiba 4 x 0 Grêmio
Brasileiro – Curitiba (PR)

 

 

Foi muito divertido, sem contar que fiquei honrado, a oportunidade de dividir o palco com a turma do Fim de Expediente, no Teatro Eva Herz, no Conjunto Nacional, em São Paulo, na sexta-feira. Como sempre conseguem fazer, Dan Stulbach, Zé Godoy e Teco levaram a conversa entre o bom humor e o papo sério, entretendo o público que não coube nas dependências do teatro. Foram colocadas cadeiras extras e muitos ainda tiveram de assistir ao programa no telão do lado de fora do teatro. Havia uma ocasião especial para o convite: venci a aposta que fiz com Dan nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Aproveitaríamos o programa para entregar a camisa do tricolor gaúcho que prometi caso passássemos pelo Corinthians, o que aconteceu na quarta-feira, em Porto Alegre. Para a aposta ficar completa, Dan, corintiano, como deve saber o caro e raro leitor desta coluna, teria de vestir a camisa diante do público, o que foi cumprido, apesar da resistência dele.

 

Nosso ator chegou a preparar uma estratégia para não vesti-la. Levou a conversa por quase uma hora e somente permitiu que a camisa lhe fosse entregue nos minutos finais do programa. A número 10, de Zé Roberto (que saudade dele), estava em uma caixa que imitava a Arena do Grêmio e assim que aberta tocava o hino composto por Lupicínio Rodrigues. Dan abriu e pegou a camisa, mas no momento de vesti-la, encerrou o programa, a luz do teatro apagou e as cortinas fecharam. Só pagou a aposta porque o público bateu pé e não saiu do Eva Herz enquanto ele não voltou ao palco devidamente fardado. Perdeu mas levou no bom humor (e teve humildade).

 

Falamos muito de jornalismo durante todo o programa. Dan pediu minha opinião sobre merchandising, prática comercial usada por empresas que pagam para jornalistas fazerem publicidade de produtos, marcas e serviços. Repeti o que digo há muito tempo: sou contra, não é papel do jornalista fazer propaganda. Zé me deu a chance de falar sobre o rádio dos tempos modernos: lembrei que das cinco características exigidas, atualmente, dos meios de comunicação – mobilidade, velocidade, interação, multiplataforma e personalização – o rádio já tem três delas desde seus primeiros anos de vida. É móvel, ágil e aberto à intervenção do ouvinte desde sempre. Teco quis saber como foi migrar do CBN SP para o Jornal da CBN, há pouco mais de dois anos e meio. Expliquei, entre outras coisas, que uma das intenções foi levar os temas urbanos para o cenário nacional.

 

Já não lembro mais se foi o Dan, o Teco ou o Zé quem levantou a bola sobre a exposição pública que o rádio e o jornalismo de uma maneira geral nos proporcionam. Disse a eles que, sem dúvida, ganhamos destaque. As pessoas se aproximam. Passam a nos conhecer melhor. Dizem que gostam ou odeiam. Não ficam indiferentes. Tudo isso nos envaidece. E diante de tudo isso passa a ser fundamental o exercício da humildade. É grande o risco de nos considerarmos mais importantes do que os fatos e nos imaginarmos donos da verdade. Quando isso acontece o tombo é grande, machuca e faz vítimas.

 

Tivemos um bom exemplo disso no início da noite desse domingo. E você, acostumado a ler essa Avalanche, sabe bem do que estou falando.

Hora de Expediente estreia hoje no Jornal da CBN

 

Dan StulbachLuiz Gustavo MedinaJosé GodoyMilton Jung

 

O trio do Fim de Expediente vai acordar mais cedo e, a partir de hoje, participa do Jornal da CBN, em uma conversa descontraída sobre os assuntos mais importantes e irreverentes do dia. Dan Stulbach, Luis Gustavo Media – o Teco e José Godoy estarão comigo no quadro Hora de Expediente que vai ao ar às 8h45 da manhã. Para comemorar a estreia, fomos presenteados com estes cartuns de Bruno Drumond, de O Globo. Olheiras minhas à parte, agradecemos a lembrança e esperamos atender a expectativa do nosso ouvinte-internauta.

 

O Liberdade de Expressão segue na programação com Viviane Mose, Arthur Xexeo e Carlos Heitor Cony, agora com novo horário: às 9h10 da manhã.