Selvaço

 Por Vinícius Leyser da Rosa

bicicleta estaciona

Um dia prometeram mudar a forma de se ver o mundo. Uma gaiola protege contra o vento e a chuva, uma série de alavancas garante o controle, um motor ligado às rodas impulsionam o conjunto. Com um pouco de trabalho, qualquer que fosse, todos poderiam juntar dinheiro o suficiente para ter condições de comprar aquela carroça sem cavalos, de 100 cavalos. Poderia se ir mais longe, mais rápido, com mais conforto, com menos esforço. Era uma idéia tentadora, digna do desejo de trabalhadores que precisavam carregar quilos e quilos de materiais por longas distâncias todos os dias, cansando exaustivamente a si próprios e a seus animais. Digna também, porém, da futilidade do sedentarismo antinatural que tomou conta da civilização. Não se cansa mais, não se sua mais, não existe mais esforço senão aquele cujo único objetivo é justamente não mais se esforçar.

Era uma manhã como outra qualquer, acordei cedo. Peguei meu veículo e logo parei para abastecer numa padaria que serve um ótimo combustível. De tanque cheio, tomei meu rumo. Nessa hora, as ruas parecem currais de rinocerontes, búfalos, hipopótamos, elefantes e até dinossauros. São todos grandes, brutos, pesados, fedidos e esfomeados. Comportam-se como seres irracionais que são, apesar de adestrados por seres teoricamente racionais. Ineficiência temperada a aço e óleo que um dia acabarão. Nas mais variadas formas e tamanhos, essas bestas preenchem cada centímetro dos vastos labirintos que uma vez foram criados para os animais humanos, estes que agora mais parecem presentes troianos. Nessa realidade animalesca, sinto-me um leopardo: leve, esguio, rápido, prático. Eficiência abastecida a arroz e feijão, renovados a cada estação. E um pouco mais racional.

Leia aqui o texto completo que foi sugerido ao Blog pelo ouvinte-internauta Alexandre Afonso

Ônibus é solução urgente para a Copa do Mundo

Por Adamo Bazani

Ônibus para corredor segregado

A FIFA já fez o alerta: os investimentos no setor de transportes estão a passos muito lentos, no Brasil. O Ministro das Cidades, Márcio Fortes, salientou que o Programa de Aceleração do Crescimento prevê, aproximadamente, R$ 4 bilhões para o transporte público nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Apesar de o dinheiro parecer muito e 2014, distante, a verdade é que o recurso e o prazo são apertadíssimos quando o assunto é transporte. Algumas cidades não dão conta nem de oferecer serviço digno aos passageiros habituais, quanto mais aos turistas. A imagem do Brasil, projetada pelo Mundial, depende de soluções nas áreas de segurança pública e transporte.

Essa foi a tônica dos debates da 3a. edição da Transpúblico e do 22º Seminário da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), que se realizaram no Transamérica Expo, zona sul de São Paulo.

O “Ponto de ônibus” esteve lá e acompanhou propostas de especialistas no setor, empresários e fabricantes.

BRT, solução rápida e mais barata

Um consenso foi de que o transporte ferroviário, com malha maior de metrô de “dignificação” da malha de trens já existente, seria a solução mais próxima do ideal, porém, a mais cara e difícil de ser aplicada, principalmente em o menos de 5 anos. Com base nos investimentos que foram realizados na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, e em outras cidades que precisaram de soluções rápidas, o exemplo vem do BRT (Bus Rapid Transit), o ônibus de trânsito rápido, que oferece em corredores segregados um sistema de média e alta capacidades, com rapidez e conforto. De acordo com o diretor-superintendente da NTU, Marcos Bicalho, em palestra, cada quilômetro de um BRT, um corredor exclusivo, custa aproximadamente US$ 10 milhões contra US$ 50 bilhões do sistema VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) e US$ 90 milhões de metrô. Bicalho garante que se as linhas forem bem projetadas e os ônibus usados nestes corredores forem do modelo ideal, os benefícios serão os mesmos que os oferecidos pelo sistema de trilhos, com a vantagem de o custo de operação e instalação ser menor, além de mexer menos com a paisagem urbana, havendo menos escavações, obras de risco e desapropriações.

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O Brasil da diversidade exige transporte para diversidade

Por Adamo Bazani

Esta foi uma visão que se destacou, além do próprio debate sobre a Copa 2014, na Transpúblico que teve a participação de mais de 70 empresas, entre montadoras, encarroçadoras, auto-peças e acessórios, revendedoras e viações. Apesar da necessidade de uma política nacional para o setor, o Brasil é um país de grande diversidade econômica, cultural e territorial, e os transportes também devem ser pensados localmente, para atender cada demanda.
Se, antigamente, um modelo de ônibus tinha de servir para o País todo, hoje os fabricantes são unânimes de que deve haver um atendimento específico para cada região e passageiro. E a gama de modelos apresentados na feira mostrou isso.

Para as cidades que necessitem de corredores exclusivos e possuem grande número de passageiros, foram apresentados veículos e chassis articulados, bi-articulados e trucados (três eixos) urbanos.

Para aquelas que exigem respeito às pessoas com deficiência, além do tamanho dos chassis, os ônibus tem desenhos mais variados. Uma opção interessante, apresentada pela Volvo, é o chassi B9 SALF. Com carroceria Caio Mondego LA, o ônibus inteiro é de piso baixo, evitando os degraus internos, em carrocerias cuja frente e meio têm piso baixo, mas da metade para trás, o piso é convencional, havendo a necessidade de degraus no meio do corredor do ônibus.

Preferência do empresariado

Ônibus Midi

Apesar de os ônibus de média e alta capacidade serem apontados como soluções para as grandes cidades, o evento foi nacional e contemplou empresas de várias regiões do Brasil, que possuem condições de asfalto precárias, ruas e avenidas estreitas e linhas em bairros com muitos desníveis e curvas. Por isso, os chassis e carrocerias midi, os micrões, intermediários entre micro-ônibus e ônibus convencionais, eram os mais procurados sempre que os empresários ouviam a pergunta: “Qual seu modelo de interesse?”. Os custos de manutenção destes veículos são menores e, uma triste realidade social, dispensam cobradores, mão de obra a menos para pagar salário. Alguns micrões, como Sênior Midi, Spectrum, Foz Super, oferecem capacidade de passageiro igual a alguns ônibus antigos, como Vitória, Amélia e Gabriela, mas sem o cobrador e com consumo e manutenção menores. Em algumas cidades, empresas inteiras já operam com micrões. Solução que ainda é alvo de contestações, já que o motorista tem de dirigir e cobrar ao mesmo tempo, num veículo cujas dimensões são um pouco inferiores aos convencionais.

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Kassab contra Fretados & Kassab contra Moto-táxis

Por Carlos Magno Gibrail

Alô, tem Moto-Táxi ? Tem, mas não pode !

Kassab administra uma cidade com mais de 12 milhões de habitantes, 11 milhões de turistas anuais, 50 milhões de passageiros nos aeroportos e terminais rodoviários em 2008 e seis milhões de usuários de transporte  por dia. Para circular tal contingente dispõe de 55 estações de metrô, 83 km de linha, 200 heliportos, 32 mil táxis e 15 mil ônibus.

Não estão nesta conta 650 + 650 ônibus fretados e X + Y motos. Ou seja, transporte rodoviário particular que se origina de bairros distantes ou cidades próximas do centro expandido. 650 de manhã + 650 de tarde. E “X” motos clandestinas como táxis + “Y” motos a espera da regulamentação das motos-táxis, em tramitação no Senado.

A partir de 27 de julho, os 1.300 fretados estarão proibidos de circular no centro expandido e, segundo Kassab, apenas 50 mil pessoas deverão ser afetadas.

Nos próximos dias, o Senado deverá regulamentar os motoboys com permissão para as motos-táxis. Sucesso em Paris e uma série de outras capitais. Em São Paulo ainda em regime clandestino como no resto do país, alcançando a estimativa de 500 mil motos-táxis.

Kassab é contra e seu Secretário de Transportes antevê uma carnificina.

Numa cidade em que pedágio urbano é palavrão, fretado é congestionamento, moto-táxi é carnificina, qual a solução?

E se a solução for o pedágio urbano, o fretado e a moto-táxi?

Estaremos, portanto, diante de uma possível inversão. E, certamente, já contamos com uma visível incongruência.

É o que analisa Luiz Nassif:

“Enquanto se ataca a União pelo que se considera aumento da estatização, a prefeitura de São Paulo estende a mão regulatória sobre os ônibus fretados – elementos essenciais na redução da circulação de veículos na capital. Por seu custo, o ônibus fretado é específico para substituir automóveis. Qual o seu problema? Não é regulado pela Prefeitura, não precisa de concessão, não precisa beijar a mão do prefeito”.

Mais perguntas e respostas:

“O que propõe Kassab, então? Primeiro, tirar os fretados do centro e colocá-los nas imediações, sob a falsa alegação de que a medida melhorará o congestionamento do trânsito. Depois, criar sete novas linhas expressas e semi-expressas. Quem vai criar as linhas e selecionar os concessionários? Obviamente, a prefeitura. É a pesada mão do Estado avançando sobre um setor que funciona corretamente, de acordo com as leis de mercado”. Complementa Nassif.

Outra incoerência é evitar a “punição” ao usuário com o pedágio urbano e aplicá-la aos consumidores do transporte fretado.   Kassab não concorda: “As pessoas vão se adaptar e acabarão avaliando o custo”.
E acrescenta: “Não estamos tomando medidas contra o transporte fretado, estamos tentando organizar os fretados”.

Da seguinte forma (leia se estiver a fim ou pule para o parágrafo seguinte):

A proibição vale de segunda a sexta-feira, das 5h às 21h, e deve incluir 650 fretados de manhã e outros 650 no fim do dia. Os usuários desses ônibus terão que desembarcar em pontos específicos fora da zona de restrição para fazerem integração com outros meios de transporte – ônibus públicos, metrô, trens e linhas especiais. No total, 17 vias, que somam cerca de 70 km, compõem a zona de restrição: Marginal Pinheiros, as avenidas Bandeirantes, Ricardo Jafet, Professor Abraão de Moraes, Afonso d’Escragnolle Taunay, Vereador José Diniz, Roque Petroni Júnior, Professor Frederico Hermman Júnior, Sumaré, Auro Soares de Moura Andrade, Marquês de São Vicente, Do Estado, Tereza Cristina e Pedroso de Morais, e as ruas Cardeal Arcoverde, Norma Gianotti e Sérgio Tomás.Para receber os passageiros, a Prefeitura criou 13 pontos de embarque e desembarque. Nas linhas do metrô, eles ficam nas estações Imigrantes e Sumaré (linha verde); Nas linhas de trem da CPTM foram reservados espaços nas estações Morumbi, Berrini, Cidade Jardim, Hebraica/Rebouças, Pinheiros e Cidade Universitária – todas na linha que percorre a Marginal Pinheiros. Haverá também uma conexão no terminal Sacomã (zona sul da cidade) do Expresso Tiradentes. A Prefeitura criou sete linhas de ônibus para atender regiões em que não há conexão direta com os destinos mais procurados pelos usuários dos fretados. São elas: Gasômetro-Paulista (via Alameda Santos), Paulista Gasômetro (via São Carlos do Pinhal), metrô Belém-Berrini, metrô Imigrantes-Chácara Santo Antônio, metro Imigrantes-Faria Lima, metrô Jabaquara-Berrini e metrô Vila Madalena-Berrini. Todas estarão em funcionamento entre 5h e 9h e entre 16h30 e 21h. Para estabelecer os limites para os fretados, a prefeitura utilizou como referência a zona de restrição à circulação de caminhões, que abriga aproximadamente 100 km de vias. Haverá exceções para transporte escolar, ônibus de turismo e que realizam transporte para seminários (feiras, simpósios, exposições, entre outros), hotéis e eventos religiosos e culturais. As empresas que prestam esse serviço terão que fazer credenciamento especial junto à prefeitura.

Como se vê, o mercado natural de fretados regido por oferta e procura foi substituído por um ordenamento estatal, que complexo visa ainda revitalizar o sistema de transportes, comandado por Kassab, sem reajuste de tarifa para que o prefeito cumpra sua promessa de campanha.

Quanto as motos-táxis, próximo inimigo das empresas de ônibus, será melhor tirá-las da clandestinidade  em vez de ignorá-las.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Milton Jung.

Veja mais imagens na galeria de Papa Goiaba no Flickr

IRBEM: Paulistano fala de mobilidade urbana

Passageiros se espremem para pegar ônibus (Foto: Marcos Paulo Dias)

Uma das questões propostas aos paulistanos para construir os Indicadores de Referência de Bem-Estar relaciona-se à mobilidade urbana.O tema influencia diretamente na qualidade de vida de quem mora, estuda ou trabalha na capital paulista. A repórter Cátia Toffoletto ouviu algumas pessoas para entender quais são as prioridades em relação ao transporte.

Redução no tempo de espera nos pontos de ônibus ou no deslocamento na cidade, ampliação da rede de metrô, soluções para diminuir o trânsito, investimento no sistema de trólebus e ciclovias por toda São Paulo são algumas das opções apresentadas no questionário desenvolvido pelo Movimento Nossa São Paulo. Algumas delas apareceram nesta enquete promovida pelo CBN SP.

Ouça aqui a reportagem de Cátia Toffoletto e aproveite para refletir sobre os indicadores que podem fazer São Paulo uma cidade maior. O questionário pode ser respondido no site do Movimento Nossa São Paulo.

O trólebus tem futuro no Brasil

Por Adamo Bazani

Trólebus

O passado do trólebus remonta a histórias de desenvolvimento econômico, época em que a presença deste veículo era sinal de cidade moderna, como ocorreu na capital paulista, há 60 anos.. Nos capítulos anteriores mostramos o romantismo de motoristas e passageiros, a forma como a cidade se relacionava com este meio de transporte. Mas houve mudanças significativas seja pelo crescimento desordenado do ambiente urbano, seja pela falta de cuidado com os trólebus.

Hoje, para boa parte da sociedade, os trólebus são vistos como meios de transportes antigos que atravancam o trânsito, devido as constantes quedas de energia e das alavancas que ligam o veículo à rede aérea (os pantógrafos)

Apesar disso, há um cenário positivo para o trólebus no Brasil, com o desenvolvimento de sistemas mais modernos ao mesmo que tempo que há preocupação com o custo de implementação e a vontade política de autoridades públicas

Em maio, num evento promovido em conjunto pelo Movimento Respira São Paulo, Eletra (fabricante nacional de ônibus com tecnologia limpa), Metra e Viação Himalaia (empresas operadoras), entre outras entidades, além de apaixonados por ônibus, foi possível reunir especialistas e técnicos envolvidos diretamente com o desenvolvimento de pesquisas e fabricação de veículos com tração limpa.

Jorge Françozo, Respira São PauloO presidente do Movimento Respira São Paulo, Jorge Françozo, aponta a forma pela qual foi feita privatização do sistema de trólebus na cidade de São Paulo, que deixou pendências contratuais dos anos 80, como uma das causas do sucateamento de parte do sistema e da redução drástica do número de linhas na cidade. Uma destas pendências, segundo ele, é a forma de tributação da energia elétrica, que traz um ônus muito grande para os operadores do sistema.

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As melhores empresas de ônibus intermunicipais

A melhor empresa no ranking é de Ribeirão Pires (SP)

Medir a qualidade do serviço prestados pelas empresas de ônibus que fazem as linhas intermunicipais é o objetivo de pesquisa desenvolvida, anualmente, pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. O IQT – Índice de Qualidade de Transportes –  leva em conta fatores técnicos, como manutenção de frota, operacionais,como intervalos entre partidas e cumprimento de horários, e de satisfação, com pesquisas diretas de usuários, leva em conta somente os serviços intermunicipais. Foram pesquisadas 40 empresas, consórcios e permissionárias das Regiões Metropolitana de São Paulo, de Campinas e da Baixada Santista.

De acordo com as informações levantadas pelo repórter da CBN e busólogo do Blog do Milton Jung Adamo Bazani esta é a lista que revela como os passageiros do sistema de transporte público intermunicial são tratados.

1)      RIGRAS /ABC PAULISTA / 8,07
2)      ANHANGUERA/RMSP/ 7,76
3)      TUCUVI /ABC PAULISTA/ 7,65
4)      BREDA/SANTISTA/ 7,58
5)      AUTO VIAÇÃO ABC / ABC / 7,54

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O motorista que assumiu o lugar do governador de São Paulo

No Ponto de ônibus desta semana, vamos acompanhar a segunda parte da história de Manoel Vieira Filho que se transformou em um dos personagens dos 60 anos do trólebus no Brasil. Ele e o pai tiveram suas vidas dedicadas ao transporte de passageiros como vimos no texto de Adamo Bazani publicado em 02.06. Hoje, vamos conhecer curiosidades que marcaram a carreira de Manoel e a família.

Manoel Vieira

A inauguração da primeira linha de trólebus em São Paulo, ligando o bairro da Aclimação à Praça João Mendes foi um momento de glamour na cidade. Autoridades, imprensa, fanfarra e uma multidão admirada com os ônibus importados e modernos, apesar de usados, bem diferentes dos veículos conhecidos até então no Brasil.

A viagem inaugural tinha ao volante do trólebus, um British United Transit Co. (BUT) Inglês, número 3000, o governador do Estado de São Paulo, Adhemar de Barros. Durante três dias que antecederam a inauguração, em 24 de abril de 1969, os funcionários da CMTC tiveram treinamento especial para guiar os trólebus. Obviamente, o governador não passou por este treino. Ao chegar na Conselheiro Furtado, sentido João Mendes, o veículo parou em um semáforo, era ponto neutro de energia e o trólebus parou de funcionar. Explosivo, Adhemar perdeu a pose e gritou: –“Pra mim chega, já foi o bastante, daqui pra frente, você assume e leva a comitiva”.

Ao lado dele estava Manoel Vieira – o pai – que havia se destacado nos treinos para conduzir o veículo: “Lembrar disso me emociona muito, pois meu pai, foi personagem ativo nessa página tão importante da história de São Paulo. Os pés dele foram os primeiros de um profissional dos transportes a acelerar a história desse meio de transporte tão fascinante, limpo e importante que é o trolebus”.

Operar estes carros não era tão simples assim, principalmente nos anos 50 e 60: “Os importados eram bons de dirigir, principalmente os americanos; outros, inclusive os que a CMTC começou a fabricar, eram bons, mas bem mais duros e exigiam esforço maior do motorista. Meu pai e eu sentimos isso na pele, ou melhor, nos braços”

Além disso, a cidade estava crescendo. Algumas ruas eram tímidas frente às dimensões dos trólebus, que eram bem maiores que as jardineiras e ônibus convencionais. Vieira Filho lembra da dificuldade, por exemplo, de entrar com o trolebus da Avenida Nova Cantareira para a Leôncio Guimarães. “Era um terror”.

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Vereadores discutem verba congelada para transporte

O congelamento de parte da verba que a prefeitura havia destinado ao setor de transportes para a capital provocou bate-boca entre os líderes do Governo e da oposição, na Câmara Municipal. Os vereadores José Police Neto (PSDB-SP), que representa o prefeito Gilberto Kassab (DEM) no legislativo, e João Antônio (PT-SP), que comanda a bancada de seu partido, participaram de debate no CBN São Paulo e se estranharam devido a divergência dos números que integram o Orçamento da prefeitura.

Ouça o debate sobre o Orçamento do transporte de São Paulo, no CBN SP