Canto da Cátia: Fui de metrô

Não dava para tirar o celular do bolso quando a Cátia Toffoletto embarcou em um vagão na estação Bresser do Metrô, na linha vermelha, em São Paulo, nesta manhã. Eram tantas as pessoas que ela somente embarcou na quinta oportunidade, pois os vagões estavam lotados e não havia espaço para entrar. A viagem foi curta, até o Brás, mas suficiente para ouvir um monte de bronca dos passageiros, acostumados a passar por esta situação todos os dias. O Metrô alega que o problema foi maior porque às seis da manhã, a operação teve de ser paralisada para atender ocorrência na linha vermelha entre as estações Dom Pedro II e Praça da Sé

Ouça a reportagem da Cátia Toffoletto

Veja o Desafio Intermodal pela internet

 

Bicicleta na pistaDa praça General Falcão, no Brooklin, até a prefeitura de São Paulo, no centro, todos os participantes do Desafio Intermodal serão monitorados pela internet, além de terem suas ações gravadas em vídeo. As informações serão atualizadas na página do Ciclo BR que está no comando desta quarta edição. Tempo de viagem, custo e emissão de CO2 serão os dados registrados na chegada para que se possa comparar as modalidades de transporte que estarão no desafio.

Uma das avaliações que se pode fazer em relação ao Desafio Intermodal é quanto ao serviço prestado pelo sistema de ônibus da capital. Há três edições, o trajeto a ser percorrido é o mesmo. Enquanto em 2006, da Berrini até a prefeitura, a viagem durou 66 minutos, em 2007 foram gastos 76 minutos, no ano passado foram necessários 111 minutos. Ou seja, perde-se cada vez mais tempo para andar de ônibus.

Para conferir o desempenho de cada modal nos anos anteriores e as informações atualizadas do desafio deste ano, acesse a página do Clico BR.

Ouça a entrevista com o cicloativista Andre Pasqualini

Desafio intermodal terá transmissão “ao vivo”

 

Transmissão em tempo real, participação ao vivo na rádio e atualização no portal da CBN com notícias pelo Twitter e imagens, também. O desafio intermodal, primeira atividade em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro, estará em destaque na programação da rádio, nesta quinta-feira, em São Paulo. Esta é a quarta edição do evento que tem como meta mostrar à cidade que existem alternativas para os carros.

Estarei ao lado dos participantes deste desafio, a partir das cinco da tarde, na praça General Falcão, no Brooklin, pertinho da Luis Caros Berrini. De lá partiremos em direção a prefeitura de São Paulo, às seis em ponto.

O tempo que cada um levará depende do tipo de transporte que estará usando. Nos anos anteriores, a motocicleta (2006) e a bicicleta (2007 e 2008) foram os meios mais rápidos, completando o percurso em menos de 45 minutos. Desta vez, a presença de um helicóptero deverá quebrar esta hegemonia dos veículos de duas rodas. No entanto, mesmo que chegue antes, o transporte aéreo perde fácil nos ítens custo da viagem e prejuízo ao meio ambiente, que também serão medidos.

Os resultados do desafio intermodal serão atualizados pelos organizadores na página CicloBr.com. Além da participação durante o Jornal da CBN 2a edição, você poderá acompanhar a cobertura pela página da CBN na internet. Ou seguindo meu Twitter www.twitter.com/miltonjung.

As modalidades participantes:

1.    Pedestre caminhando
2.    Pedestre correndo
3.    Bike Courrier – Ciclista de entregas rápidas –
4.    Ciclista iniciante por vias alternativas
5.    Ciclista experiente por vias alternativas
6.    Ciclista experiente por avenidas
7.    Ciclista bici dobrável integrando com Ônibus
8.    Ciclista de fixa
9.    Motoboy
10.    Motociclista comum
11.    Motorista
12.    Ônibus
13.    Trem + Metrô
14.    Trem + Ônibus
15.    Ônibus + Metrô
16.    Trem + Ponte orca + Metrô
17.    Cadeirante de transporte público + ônibus
18.    Helicóptero
Participe da rede social do Dia Mundial Sem Carro

Veja mais informações e a programação completa do Dia Mundial Sem Carro

Prefeitura de SP no Dia Mundial Sem Carro

 

Abrir espaço para a reflexão sobre o uso do automóvel na cidade é o objetivo da prefeitura de São Paulo nas ações que serão promovidas, a partir de amanhã, na capital paulista. De acordo com o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, a agenda oficial do Dia Mundial Sem Carro terá mostra de cinema, debates, e passeio de bicicleta. Semana que vem, também, será assinada a criação do comitê de acompanhamento da Lei Municipal de Mudanças Climáticas, aprovada este ano.

Na conversa que tivemos com o secretário, ele chamou atenção para o fato de a atual administração municipal ter sido uma das primeiras no país a aderir ao movimento internacional.

Ouça a entrevista com o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge

Veja a programação completa, no material de divulgação enviado pela prefeitura de São Paulo:

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Desafio terá cadeira de roda e helicóptero

 

Um cadeirante e um passageiro de helicóptero estarão entre os participantes de um desafio que pretende mostrar que existem diferentes formas de as pessoas se deslocarem na cidade. Em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro, cicloativistas promoverão a quarta edição do Desafio Intermodal na cidade de São Paulo, no dia 17 de setembro, quinta-feira.

A competição está mais difícil do que em anos anteriores. Desta vez, haverá 18 modalidades de transporte competindo no percurso entre a praça General Falcão, no bairro do Brooklin, e a sede da prefeitura de São Paulo, no Viaduto Chá, região central da cidade. Todos os participantes iniciam o percurso às seis da tarde, horário de pico no trânsito da capital. A intenção é ver qual o tipo de transporte que se desloca com maior rapidez.

O desafio terá participantes utilizando os seguintes meio de transporte: pedestre caminhando, pedestre correndo, bike courrier (ciclista que trabalha com entregas rápidas), ciclista iniciante (vias alternativas), ciclista experiente (vias alternativas), ciclista experiente (avenidas de trânsito mais rápido); ciclista em bicicleta dobrável (integração com ônibus), ciclista de fixa, motoboy, motociclista, motorista, ônibus, trem e metrô, trem e ônibus, ônibus e metrô, trem mais ponte Orca e metrô, cadeirante de transporte público e helicóptero.

No deslocamento todas as regras de trânsito terão de ser respeitadas. Além do tempo de cada modal, o custo para o deslocamento, bem como o impacto no meio ambiente, serão divulgados imediatamente após o fim do percurso no site oficial do Dia Sem Carro (http://diamundialsemcarro.ning.com/)

Serviço do Desafio Intermodal

Data: 17 de setembro, quinta-feira
Local de saída: praça General Gentil Falcão – Brooklin (próximo do número 1.000 da avenida Eng. Luis Carlos Berrini.
Concentração: 17 horas
Saída: 18 horas

Comentário de André Pasqualini que destaco no post (14.09, 17h28)

Só reforçando, o desafio não é bem uma competição e sim uma avaliação dos modais que os paulistanos tem a disposição para se deslocar pela cidade.

Avaliaremos, além do tempo, o custo e a quantidade de poluentes emitidos pelos modais, além de comparar os resultados com os anos anteriores.

No link abaixo tem os resultados dos anos anteriores.

http://www.ciclobr.com.br/diasemcarro/noticias52.asp

São Bernardo fala em revolução no transporte, mas faz corte drástico no dinheiro do setor

 

Por Adamo Bazani

Onibus em São Bernardo

Ao mesmo tempo em que a Prefeitura de São Bernardo do Campo anuncia que até dezembro deste ano terá um Projeto de Transportes Urbanos, que trará novos terminais de ônibus à população e a criação de um bilhete único, o prefeito Luiz Marinho (PT) encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de remanejamento de verbas do orçamento previsto para 2009, aprovado no ano passado.

O remanejamento faz com que o orçamento extrapole os gastos previstos para diversas áreas em cinco por cento. A previsão orçamentária é de R$ 2,3 bilhões de reais. Serão abertos créditos especiais de R$ 169 mi, a maior parte, para a Fundação do ABC, instituição de ensino superior.

Pelo novo remanejamento, o setor de transportes públicos perde R$ 22 mi, previstos para este ano, e recebe R$ 5,4 mi. Apesar desta diferença drástica dos recursos, a secretaria de Transportes e Vias Públicas prevê uma revolução nos transportes para o ano que vem. Mas para isso, os investimentos deveriam começar com  o orçamento deste ano.

A pasta fala na criação do Bilhete Único Municipal, nos mesmos moldes da Capital Paulista, mas com validade de tempo e limite de viagens ainda para se definir. Para a implantação do Bilhete Único em São Bernardo do Campo, os ônibus terão de adotar a bilhetagem eletrônica com a substituição dos passes de papel, abolidos já em muitas cidades. A Prefeitura promete ainda contato com a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – para integração tarifária também entre ônibus municipais e intermunicipais.

A construção de terminais de integração e estações de transferências está incluída para a fase final dos projetos para os transportes a ser realizado a partir de 2010. O objetivo do plano é dar uma nova logística ao sistema e mais racionalidade às linhas, ou seja, alguns itinerários devem desaparecer e outros criados. A pasta anunciou também que o transporte público será priorizado em detrimento ao particular, mas não falou ainda sobre criação de corredores.

Pessoas atuantes no transporte público da região afirmaram que aguardam a conclusão dos projetos, mas estão ainda em dúvida, tanto pela falta de propostas mais concretas – onde serão os terminais, haverá corredores, quantos e onde? Como será o sistema de bilhetagem eletrônica ? Quais os prazos ? – e pela redução dos investimentos na área.

“Do dinheiro das tarifas é que não dá pra fazer milagre nos transportes de SBC e se o orçamento cai, aí é que não dá pra ter uma certeza do que sairá do papel” – disse um funcionário de empresa de ônibus, que pediu para não ser identificado, mas que alertou a coluna sobre as propostas e o corte no orçamento.

Vamos cobrar e esperar se o plano vai trazer propostas viáveis dentro do orçamento e das condições técnicas que o sistema requer.


Adamo Bazani é repórter da CBN e busólogo. Costuma escrever às terças no Blog do Milton Jung, mas adora fazer viagens extras como nesta sexta-feira.

Cidades não sabem quanto pode render obra pública

 

Obra cara é obra parada. O jargão na política ganhou forma a partir de estudos que demonstram o retorno financeiro – através da geração de impostos – que o poder público pode ter em investimentos planejados em infra-estrutura.

Em palestra realizada na Conferência das Cidades, promovida pela Câmara dos Deputados, o economista Joaquim Aragão, usou como exemplo a construção do metrô de Brasília que proporcionou o desenvolvimento de dois núcleos urbanos : “o ganho fiscal supera o valor aplicado na obra”.

Para o vice-diretor científico do Centro de Estudos Avançados em Transporte da Universidade Federal de Minas Gerais, as cidades brasileiras não tem necessidade de novas fontes de investimento, precisam é aprender a fazer conta. Muitas obras acabam tendo seus investimentos paralisados devido a necessidade de cortes no Orçamento que não levam em consideração o quanto esta poderá render aos cofres públicos.

Ouça a entrevista do economista João Aragão ao CBN SP

Ovo, água e moeda arremessados contra vereadores

 

Do site Taboão em Foco, do ativo Allan dos Reis, que aderiu a campanha Adote um Vereador e virou padrinho de todos os parlamentares da cidade de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo:


A Câmara Municipal de Taboão da Serra se transformou em campo de batalha nesta terça-feira, dia 01 de Setembro, depois que o prefeito Dr. Evilásio Farias encaminhou para votação, em regime de urgência, um projeto de lei complementar, que vai transformar a licitação do transporte alternativo de pessoa física para pessoa jurídica. A categoria teme que grandes empresas, inclusive de outros municípios, entrem e ganhem a licitação.

Leia a reportagem completa aqui

Do Rio 40 graus à São Paulo 10 graus

 

Por Adamo Bazani

Para continuar o sonho de permanecer ao volante, motorista deixa tudo no Rio de Janeiro e vem para São Paulo. O maior choque? O choque térmico

Admir, motorista de ônibus

Que São Paulo, devido a mudança climática provocada pela poluição, construção desordenada e aumento da população deixou de ser Terra da Garoa, isso é um fato. E que se deu muito rapidamente. Esta transformação também pode ser contada através da história do motorista de ônibus, Admir dos Reis Oliveira, 50 anos.

Natural do Rio de Janeiro, Admir sempre foi fã de ônibus e admirava a diversidade de cores das empresas que andavam na cidade, uma das únicas a não aderir a padronização e a permitir que as empresas mantivessem sua identidade.

De família humilde, ele perdeu o pai aos 4 anos de idade.  A mãe não dava conta de manter a família e Admir teve de morar com a avó-madrinha e um tio. Trabalha desde a infância. Fazia de tudo: entregas, vendas e serviços gerais, quando aproveitava para apreciar os ônibus na rua.

“Coloquei na cabeça que iria dirigir ônibus. Ia em garagens, começava a me inteirar de como eram as manhas para guiar um possante. Mas tudo ainda ficava na base do namoro”.

Em 1977, apareceu uma chance para Admir. A empresa Rio-Ita, que opera na região Metropolitana do Rio de Janeiro, abriu vaga para ajudante geral. “Depois de estar dentro de uma empresa, seria mais fácil conseguir virar motorista”.

O pensamento de Admir estava certo. Passou por auxiliar geral, auxiliar de mecânica, mecânico até que, em 1979, aparece oportunidade de operar em linhas intermunicipais no Rio de Janeiro. “Foi uma maravilha. O serviço era interurbano, mas com ônibus Ciferal e Marcopolo rodoviários. Me senti o Rei do Asfalto”.

O calor no Rio era um dos principais problemas para motoristas no fim dos anos 70. Apesar de já existirem veículos com ar condicionado, eram muitos caros. “Mas como um bom carioca da gema, batia fácil o calor”.

A primeira lição que Admir teve no volante é que por mais especializado que o motorista seja, é no dia a dia que se aprende a profissão. “Lidar com pessoas é uma arte e dirigir ônibus é interagir com o ser humano. É muito mais que controlar um carrão grande”.

Ele garante: “era um aluno aplicado na escola da estrada”.

E foi no ônibus que encontro equilíbrio financeiro para a família. “Não ganhava muito, o salário no Rio de um motorista na época, era 3 vezes menor que o salário no ABC ou em São Paulo. Mas consegui viver feliz”.

Em 1984, o que parecia ser uma vida estável, sofre um grande baque. O então proprietário da Rio–Ita vende a empresa e transfere a maior parte dos recursos para empresas da Capital e do ABC Paulista. Ele teve de tomar uma decisão importante. Correr o risco do desemprego ou acompanhar o patrão em São Paulo.

“Todo mundo na minha família foi contra, mas o dono da empresa me ofereceria o emprego em São Paulo. E tinha outro dilema, eu teria de ir a São Paulo, mas começar do zero, como auxiliar geral, igualzinho eu tinha começado, em 1977. É que o proprietário da Rio-Ita, que acabara de entrar nos negócios em São Paulo e no ABC precisava reestruturar as viações que acabara de comprar”.

Depois de muito pensar e discutir com a família, Admir teve de tomar coragem, e veio sozinho para Mauá, no ABC Paulista, deixando no Rio de Janeiro uma filha de um ano e dois meses e a mulher.

“Pelo menos era um emprego, eu mandaria o dinheiro para minha família.. Antes poder sustentá-la longe a passar fome, perto. Além disso, minha paixão é dirigir, não me via fazendo outra coisa”.

Grande São Paulo, o choque térmico

Em setembro, Admir foi para Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Ele começou do zero mesmo. Auxiliar geral e morava num quartinho cedido pelo dono da empresa na garagem.

“O que mais me chamou a atenção quando cheguei a Mauá (Grande São Paulo) foi o frio. Sem brincadeira, parece ridículo, mas isso quase me fez desistir”. Era setembro e mesmo assim a temperatura estava próximo dos 10 graus.

“Sofri muito. Gripe, direto. Usava casacos enquanto os outros motoristas trabalhavam de camisa normal, era até caçoado”.

Na época, o ABC e parte de São Paulo, mesmo se expandindo ainda podiam ser consideradas Terra da Garoa. E da neblina. A garagem da empresa ficava em um lugar alto de Mauá.

“Enquanto em 1984, muitas cidades da Grande São Paulo tinham crescido bastante, parte de Mauá, quase chegando em Ribeirão Pires, tinha pouca construção, os morros não eram habitados como agora e o ar era fresco, geladinho, por natureza”.

A garoa típica que já deixava aos poucos a cidade de São Paulo, enquanto ela crescia, ainda podia ser notada em Mauá. “No fim da tarde, tinha de colocar a blusa e ligar o limpador do ônibus. Quando pegava a linha que ia para Paranapiacaba (vila considerada patrimônio histórico da humanidade, marcada por construções inglesas, devido à construção da linha Santos Jundiaí, por Barão de Mauá, no final do século XIX) era outro mundo pra mim. A neblina da Serra do Mar, o ar frio, bem diferente do Rio de Janeiro”.

Dois meses depois de ter virado motorista na Viação Barão de Mauá, a filha e a mulher de Admir se mudam para a garagem. O patrão havia arrumado um lugar maior. “Mas meu objetivo, que hoje conquistei, era comprar uma casa para minha família. Não dava pra ver minha filha ser acordada as três da manhã pelo barulho dos motores dos ônibus que se preparavam para as primeiras viagens. Na garagem não pagava aluguel e graças a isso, consegui economizar pra comprar uma casinha”.

Pelas janelas dos ônibus, inicialmente os Bela Vista, Gabriela, Amélia, passando pelos modelos Padron Vitória, Admir viu o clima da região mudar. As construções, em São Paulo e no ABC, se tornavam mais altas. Os morros com eucaliptos que perfumavam a garagem foram ocupados por barracos. O número de carros nas ruas cresceu assustadoramente.

“Depois de 20 anos, dirigindo entre a cidade de São Paulo e Ribeirão Pires, comecei a sentir o mesmo calor que no Rio de Janeiro. Mas um calor mais abafado, com ar pesado. Pensei que é porque eu tinha me adaptado, mas os termômetros não mentiam: a temperatura tinha aumentado mesmo”

Hoje em dia, por conta do calor na cidade de São Paulo e nas cidades do ABC, e das lotações nos ônibus, a presença do ar condicionado dos veículos é quase obrigatória.

“Estranhei o frio quando cheguei na Grande São Paulo. Me chamaram a atenção a brisa e o friozinho da tarde na periferia de Mauá. Hoje, mesmo adorando calor, como bom carioca, sinto saudade desse tempo. Hoje, temos um calor poluído e pela minha história no ônibus, presenciei a mudança do clima em São Paulo. Motoristas mais antigos que trabalharam na região nos anos 40 e 50 me contaram que sentiram mais ainda a mudança. Infelizmente, o trânsito, a poluição e o “calor pesado” chegaram bem pertinho da Serra do Mar, em Mauá. Quem trabalha na rua, como eu, vê que é verdade que o Planeta está ficando mais quente”.

Ádamo Bazano é repórter da CBN, busólogo e sabe que a coisa está esquentando.