Masp promete reformar edifício, sem megalomania

Prédio abandonado é do Masp

No início, havia proposta megalomaníaca de criar um mirante do qual seria possível enxergar o litoral do alto do prédio que está ao lado da sede do Masp, na avenida Paulista. Passaram-se alguns anos, reclamações de promotores e manifestação de urbanistas, e a proposta para o local ficou mais próxima da realidade.

A ideia de aumentar o prédio permanece, mas apenas até 70 metros, evitando assim que o edifício se transforme em uma aberração urbanística na mais importante avenida da capital paulista. O custo da obra também é alto, R$ 14 milhões, mas o dinheiro estaria garantido.

O prédio foi comprado pelo Masp há alguns anos e a aparência é de que enfrenta um processo de degradação pelo abandono (veja as fotos no álbum digital do CBN SP no Flickr). Feio, sim, abandonado, não – disse o secretário-geral do Museu de Artes de São Paulo Luis Pereira Barreto que explicou, em entrevista, o que o Masp pretende fazer no local:

Ouça a entrevista do secretário geral do Masp Luis Pereira Barreto no CBN SP

Um capítulo da história do alagado Jardim Pantanal

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Recorte do Jornal da Tarde 14.06.2007

Foi a ouvinte-internauta Eloiza Silveira quem me chamou atenção e enviou por e-mail trecho da reportagem que denuncia parte da ocupação do Jardim Pantanal, extremo leste de São Paulo, que está em baixo d’água desde a enchente da semana passada. O texto foi publicado no Jornal da Tarde de 14 de junho de 2007, portanto há mais de dois anos e meio:

Moradores ganham R$ 20 dos caçambeiros que despejam toneladas de entulho, depois espalham os resíduos e demarcam lotes de 120 m2 para vender

NAIANA OSCAR, naiana.oscar@grupoestado.com.br

Enquanto o Estado calcula ter de investir mais R$ 3 milhões em obras para melhorias no Rio Tietê, um crime ambiental, às margens do rio, pode causar danos irreversíveis à Cidade. Diariamente, caçambas despejam entulho na várzea do Tietê, desde o Jardim Romano até o limite com Itaquaquecetuba, Zona Leste.

Segundo moradores, por dia, cerca de 50 caminhões , com capacidade média de 4 toneladas, despejam entulho na região, que em 1998 foi decretada Área de Proteção Ambiental (APA). E não é de agora que isso acontece. Duas lagoas já foram completamente aterradas e sobre elas hoje há uma ocupação irregular.

Três homens se disseram responsáveis pelo aterramento do local. Eles ganham R$ 20 dos caçambeiros para receber o entulho, depois espalham os resíduos e demarcam lotes de 120 m² para vender. Cada um custa R$ 1 mil. “Alguém tem de organizar os lotes”, disse o líder do grupo, Izaías Xavier, 46 anos. A expectativa deles é de que até o final do ano toda a lagoa esteja aterrada.

Para os moradores da área invadida, as caçambas são um benefício para a comunidade. “As enchentes acabaram, os pernilongos e as cobras também. Do jeito que o terreno era antigamente, a gente não podia construir”, disse Cícero, 41 anos, morador do local há 20.

A reportagem do JT flagrou, ontem pela manhã, a chegada de uma caçamba onde antes era a Lagoa do Porto. O motorista descarregou a terra e deixou o local em menos de 10 minutos. Questionado sobre a legalidade do seu ato, disse que era autorizado pelos moradores.

Uma região entre o Jardim Helena e o Jardim Pantanal, em São Miguel Paulista, também está sendo aterrada. Na área, que também pertence ao Estado, seria construído um parque ecológico. Mas os moradores falam até em abrir estradas depois que o aterro for concluído.

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Passarelli e a tecnologia no transporte de passageiros

 

Por Adamo Bazani

No terceiro e último capítulo da história do empresário Sebastião Passarelli, fundador de grande parte das empresas de ônibus do ABC Paulista, você acompanhará a evolução tecnológica dos ônibus e os caminhos que levaram o setor a investir em corredores exclusivos.

Importação de ônibus

O investimento em tecnologia e inovação transformou o setor de transportes de passageiros e obrigou os empresários a mudar a forma de gerenciar seu negócio. Houve evolução dos sistemas operacionais como a alimentação elétrica (trólebus) e o desenvolvimento de corredores para atender a maior demanda que exigiam veículos articulados e biarticulados.

Para Sebastião Passarelli, 81 anos, “o desenvolvimento tecnológico trouxe benefícios e ônus para os empresários”. Um serviço de maior qualidade, veículos mais seguros, econômicos, com maior capacidade, diversidade de encarroçadoras e montadoras estão na lista dos benefícios. Na dos ônus:

“Quem não investiu nas novas tecnologias e não abriu a mente no sentido de que não dava mais para operar ônibus de forma artesanal por causa da grande demanda de passageiros e exigências legais, ficou para trás”

Uma das marcas desta nova etapa foi o desenvolvimento de novas carrocerias. Quando a família Passarelli, nos anos 1930 e 1940, começou a trabalhar no setor os ônibus “jardineiras” tinham carroceria de madeira sobre chassis de caminhão, fabricados pela Ford e General Motors.

O Brasil teve sua primeira encarroçadora de ônibus profissional em 1920, a Grassi dos  irmãos Luiz e Fortunato Grassi. A empresa foi fundada em 1904, na Rua Barão de Itapetininga, 37. Em 1910, fez para a Hospedaria dos Imigrantes, em São Paulo, sobre um chassi de Dion Bouton, de fabricação francesa, o primeiro ônibus com capacidade para 45 passageiros. Em 1920, se dedicou exclusivamente à construção de carrocerias para ônibus. Até então, todas de madeira.

Os avanços tecnológicos no exterior, como os modelo Coach dos Estados Unidos, e a maior exigência dos consumidores internos, fizeram esta indústria evoluir. Em 1945, Mário Sterka, ex-diretor da Volvo, fundou a Carbrasa (Carrocerias Brasileiras S.A.) e fez o primeiro ônibus de aço coberto de alumínio. A Carbrasa foi inaugurada no Rio de Janeiro, ao lado da Volvo, fabricante de chassi e motores.

Em 1948, a General Motors produziu a primeira carroceria metálica 100% brasileira. No mesmo ano, a Carroceria Metropolitana do Rio de Janeiro, fundada por João Silva, Waldemar Moreira, e Fritz Weissman, começou a empregar alumínio nas carrocerias.

Já em 1960, a Companhia Industrial Americana de ônibus, a Caio, fundada em 19 de dezembro de 1945 por José Massa, apresenta a primeira carroceria de ônibus tubular, a Caio Bossa Nova.

A Ciferal, fundada em 11 de outubro de 1955 foi uma das primeiras empresas a usar o duralumínio, material muito mais leve e flexível e se transformou em fornecedora exclusiva da Viação Cometa, com o tradicional modelo Dino, inspirado nos ônibus americanos da Greyhound.

Mas as inovações não paravam aí.

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“Queremos corrigir um erro” no Pacaembu, diz Fundação

 

Desde 1974, a lei de zoneamento determina que um terreno de 48 mil m2 na rua Itaete, no bairro do Pacaembu, fosse usado para residência familiar, mas a área sempre teve outra utilidade: foi sede da Febem, da Casa Cor, de uma creche e agora está pronta para se transformar em centro de capacitação da Fundação Faculdade de Medicina, da USP. Para o diretor geral da instituição, professor Fávio Fava de Moraes, a Câmara Municipal de São Paulo errou no início da década de 70 ao impor tal regra, por isso “o que queremos é corrigir um erro” explicou em entrevista ao CBN São Paulo.

O centro receberia no máximo 900 alunos divididos em três turnos e a Fundação ainda prevê restringir a circulação de carros pelas ruas locais do bairro para reduzir o impacto na vizinhança, permitindo o acesso apenas pela rua Desembargador Paulo Passalaqua, explicou Fava.

Ouça a entrevista de Flávio Fava de Moraes, da Fundação Faculdade de Medicina, ao CBN SP

Você encontra aqui mais informações sobre o assunto e a entrevista com a representante do Viva Pacaembu Iênedes Benfatti.

Pacaembu acusa Câmara de atender interesse particular

 

Moradores do Pacaembu, zona oeste, se mobilizam contra a Fundação da Faculdade de Medicina que pretende construir um centro educacional para cerca de 12 mil alunos em um terreno no bairro. Por ali, somente seriam possíveis construções residenciais, mas um grupo de vereadores apoia projeto de lei que muda o zoneamento no local. A área onde está o terreno com 48 mil m2 se transformaria em uma Zona de Ocupação Especial e a faculdade poderia tocar o projeto em frente.

Iênidis Benfatti, líder do Viva Pacaembu, chama atenção para um fato que deve preocupar os moradores de toda capital e não apenas do bairro. Na entrevista que deu na sexta-feira ao CBN SP, ela lembrou que a mudança proposta é para atender os interesses de um proprietário privado quando deveriam levar em consideração o interesse da coletividade. Benfatti avalia a possibilidade de os moradores recorrerem à Justiça caso a Câmara aprove o projeto de lei.

Ouça a entrevista de Iênidis Benfatti, do Viva Pacaembu, ao CBN SP

Neste sábado, o jornal O Estado de São Paulo também entrou na história com a manchete “Câmara manobra para Pacembu ter escola”, e falou com o diretor da Fundação, Flávio Fava, que defendeu o projeto alegando que seria uma correção na lei pois o local nunca foi uma residência. Na entrevista ao Estadão, Fava disse que o centro educacional não receberá mais de 100 alunos por turno.

Os vereadores que se uniram para aprovar o projeto de lei são Juscelino Gadelha (PSDB), Antonio Carlos Rodrigues (PR), Sandra Tadeu (DEM), Gilberto Natalini (PSDB), Jooji Hato (PMDB), Milton Ferreira (PPS) e Jamil Murad (PC do B).

O caso não pode ser visto apenas como uma discussão entre a Fundação interessada em ampliar seu negócio ou moradores preocupados com o movimento que o centro educacional pode provocar na região.

A cidade tem regras para ser ocupada – ou deveria tê-las. E estas são definidas no Plano Diretor Estratégico, que está sendo revisto neste momento na Câmara Municipal, e na Lei de Zoneamento. Quando os vereadores mudam estas regras isoladamente apenas para atender o pedido de um proprietário – e não interessa quem seja ele – transformam a cidade em uma “colcha de retalhos” urbanística. Sem contar que colocam sob suspeita seu comportamento.

Entenda o IPTU progressivo discutido em São Paulo

 

A Câmara Municipal de São Paulo discute a implantação da cobrança do IPTU progressivo no tempo que tem como função impedir que áreas importantes para a cidade sejam mantidas improdutivas enquanto há escassez de imóveis para moradia. O projeto deveria ter sido votado na sessão de quarta-feira pelos vereadores, mas desentendimentos políticos entre o líder do governo José Police Neto (PSDB), aquele que representa o prefeito Gilberto Kassab no parlamento, e veredores do DEM, partido do prefeito, provocou o adiamento da decisão.

O embate político partidário, de motivos escusos para o cidadão, encobriu o debate em torno da importância deste mecanismo para o desenvolvimento da cidade. O CBN São Paulo convidou o urbanista Kazuo Nakano para explicar o que o IPTU progressivo discutido na cidade de São Paulo.

Ouça aqui a entrevista, entenda o que o IPTU progressivo e deixe sua opinião

Centenário: Faria Lima sonhou com 600 km de metrô

 

José Vicente Faria Lima completaria, hoje, 100 anos. Ele foi prefeito da cidade de São Paulo entre 1965 e 1969 tendo como marcas de sua administração a execução de uma centena de obras que influenciaram no desenvolvimento da cidade e a criação de um plano urbanístico metropolitano. No governo dele, foram criadas as marginais Pinheiro e Tietê, dentre tantas avenidas que surgiram no traçado urbano. Para o urbanista Cândido Malta mais importante, porém, foi a visão que ele trouxe para a capital de ações que atendessem não apenas a cidade, mas a região metropolitana de São Paulo.

Para lembrar a data, o CBN SP convidou Cândido Malta para descrever o modelo de administração que o prefeito Faria Lima trouxe a São Paulo. Entre avanços e erros de planejamento, Faria Lima deixou sua “pegada” na capital paulista. Foi nele, por exemplo, que se iniciou o programa de construção do metrô que teria em seu plano cerca de 600 quilômetros de extensão até 1988. Atualmente, temos pouco mais de 61 quilômetros e se concluído o plano de expansão alardeado pelo Governo do Estado teremos no máximo 240 quilômetros.

Ouça a entrevista do urbanista Cândido Malta sobre o trabalho do prefeito Faria Lima

Embolou o meio de campo: rua fechada, pedestre e carro

 

Por Carlos Magno Gibrail

A Câmara Municipal de São Paulo aprova projeto que regulariza o fechamento de ruas, consolidando projetos anteriores e possivelmente contribuindo para resolver os mais de 200 casos que o Ministério Público interpôs questionamentos. Entretanto acrescenta o “traffic calm” que é uma proposta para impedir que volume pesado de trânsito adentre a áreas residenciais não preparadas para absorver tal impacto.

Assunto indigesto, pois adiciona à questão do fechamento de ruas, que por si só aglutina aspecto urbanístico, social e comportamental, o tema do trânsito onde mais uma vez o destaque é o automóvel. Tirano absoluto diante da demagogia escancarada de Prefeito e Governador, submissos à seu reinado com medo de perder votos, de uma população refém da própria desinformação. Desconhecem que para uma população de 11 milhões de pessoas, há 6 milhões de carros, além de terem esquecido a lei de Lavoisier, que previne: “Dois corpos não ocupam simultaneamente o mesmo lugar no espaço”

Do caos de hoje vamos ao que a história da cidade conta há 107 anos , quando uma empresa inglesa decidiu efetuar uma experiência pioneira no mundo e simultaneamente em duas cidades, Londres e São Paulo :


“Em 1912, instalava-se na capital paulista com o nome de City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Ltda. A “Cia. City”, como a empresa ficou conhecida, iniciou suas operações comprando milhares de metros quadrados de terras que hoje estão entre os melhores bairros da cidade, tais como Jardim América, Pacaembu, Alto de Pinheiros e Alto da Lapa.

A visão de futuro da empresa não se revelou apenas na escolha dos terrenos. Desde o início, sua atividade comercial foi associada ao desenvolvimento urbano de São Paulo. Nas áreas que urbanizava a Cia. City implantava todas as benfeitorias indispensáveis à qualidade de vida do morador: pavimentação das ruas, arborização das áreas comuns, implantação de sistema de água e esgoto, gás encanado, bem como fartos espaços públicos, praças e parques para promover a convivência entre os moradores. Assim a Cia City abraçava responsabilidades muito além de seus projetos privados.  Além dessas ações, como parte de sua estratégia de urbanização, a empresa promovia junto ao poder público o fornecimento de serviços complementares essenciais: iluminação e transporte.  Quem não ouviu falar na “Light” dos velhos tempos e dos bondes circulando pela elegante Rua Colômbia?

Com isto, a empresa estabeleceu critérios urbanísticos que influenciaram não só a ocupação de seus terrenos como também os padrões que no futuro vieram reger as Leis de Zoneamento Urbano.
Além disso, a Cia. City contratou os arquitetos ingleses Barry Parker e Raymond Unwin. O objetivo era construir em São Paulo o Jardim América, primeiro bairro a seguir os moldes da cidade-jardim, conceito urbanístico que se opunha à cidade caótica e desregrada e que começava a ser implementado na Inglaterra.

Em sub-centros, harmonizando os diversos usos, trabalhando de maneira suave a transição entre o urbano e o rural. Desta forma, a cidade-jardim rompia com os modelos propostos durante as revoluções industriais, caracterizados por um único centro ao redor do qual iam se agregando bairros periféricos, com traçados de ruas estanques e sujeitos a todo tipo de descaracterização, principalmente as advindas do adensamento populacional”.

Ou seja, a Cia. City mostrou ao mundo há 107 anos que Londres e São Paulo propunham um novo urbanismo para áreas residenciais, onde moradores, flora e carros viveriam prazerosamente. As ruas sinuosas eram essenciais para não prevalecer o tráfico de veículos e não descaracterizar a convivência urbana de casas em ruas abertas, jamais fechadas.

O cluster é o bairro e não a rua.

O processo gradativo e anômalo de fechamento e isolamento a título de premissas apressadas, como segurança, segmentação e estilo de vida, que nada mais é do que uma demonstração de autoritarismo e egoísmo refletido escandalosamente nas Câmaras, Assembléias, Congresso Nacional, poderes Executivo e Legislativo.

Tal qual no Senado das medidas secretas, iremos fechar ruas, que irão beneficiar uns poucos ao mesmo tempo em que se contrabandeia para a mesma pauta legislativa a “traffic calm” que irá beneficiar todo um bairro .

Lembremos que o direito de ir e vir é como pedestre, não de automóvel, e o direito de dormir é como morador. Fato consumado, não há necessidade de fechamento de rua, além de evitar a criação de um cidadão que não mais respeitará o que estiver fora de seu cluster.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Milton Jung e quer garantir o direito de andar na cidade.

Promotor quer impedir fechamento de rua

 

Rua interditada por moradores 1A lei aprovada pelos vereadores de São Paulo que permite o fechamento de ruas, em determinadas condições, com barreiras móveis, restringindo o acesso de carros, será contestada na Justiça pelo promotor José Carlos de Freitas. O projeto de autoria do presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR), reuniu textos de leis já existentes na cidade, mas que causavam uma série de questionamentos jurídicos. Parece que a situação não vai mudar, pois o promotor que atua na área de habitação e urbanismo disse que não é possível impedir o acesso das pessoas a áreas públicas.

Durante entrevista ao CBN SP, José Carlos de Freitas comentou que mesmo a regra que permite intervenções urbanísticas para reduzir o uso de vias locais por automóveis é questionável, pois ao exigir que os moradores financiem as mudanças somente beneficiará os bairros nobres da capital.

Ouça a entrevista com o promotor José Carlos de Freitas

Painel do Corinthians 100 anos fere Cidade Limpa

 

Reprodução do site do Corinthians

Reprodução do site do Corinthians

As comemorações dos 100 anos do Corinthians começaram com uma pisada na bola da presidência do clube. Pelo menos um dos dois painéis eletrônicos montados no Parque São Jorge que farão a contagem regressiva para o centenário fere a lei Cidade Limpa. É o que foi montado na fachada do lado da Marginal Tietê. Alertado agora à noite pelo CBN Esporte Clube, do Juca Kfouri, a diretoria ligou para a redação da rádio e anunciou que vai retirar parte do painel, deixando apenas o cronômetro que estaria dentro dos limites impostos pela legislação municipal.

Há dúvidas sobre o painel eletrônico que está na entrada social da sede, pois apesar de estar há quatro metros de distância da calçada e em área interna, pode ser visto do lado de fora. Merecia um olhar da fiscalização da subprefeitura da região, assim como a do Butantã fez com o São Paulo, que havia instalado um totem no portão 16 do estádio do Morumbi, conforme denunciado aqui no Blog.

Curiosidade é que a festa contou com a presença destacada do vereador Antonio Goulart (PMDB), que integra comissão das comemorações do centenário do clube, que esteve ao lado do presidente Andres Sanchez no momento em que o painel foi inagurado. A princípio, espera-se que o vereador zele pela lei que aprovou. Talvez embebecido pela alegria dos festejos não tenha se atentado para a ilegalidade.

Aproveitando o assunto, reproduzo duas informações que publiquei no Twitter, nesta tarde. Primeiro, o Corinthians se antecipou a Lei Azeredo, que está em discussão no Congresso Nacional, e só entra no site do clube quem se cadastrar. Segundo, o serviço que deveria ser de divulgação da imagem do clube, não permite que se reproduza as fotos publicadas no site. Clique lá e você verá o recado: “Proibido a reprodução”. E quem leva a fama é a Portuguesa.