Foto-ouvinte: Analfabetismo cidadão

 

Analfabetismo cidadão

“Apesar da simpatia do grafite, o descarte irregular de lixo ocorre naturalmente na calçada da Escola Estadual Professor Astrogildo Arruda, na Avenida Afonso Lopes Baião – Vila Jacuí, bairro de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo”, escreveu Marcos Paulo Dias, colaborador do Blog do Mílton Jung. É o que dá não ir à escola, vira analfabeto cidadão.

Conte Sua História de SP: Nasce Cidade Tiradentes

 

No Conte Sua História de São Paulo, Márcia Cristina de Oliveira. Ela nasceu em 1975 e, nos primeiros anos da década de 1980, se mudou para a Cidade Tiradentes. O hoje famoso bairro da zona leste de São Paulo era, então, apenas um conjunto habitacional em construção, com poucas crianças para Márcia e seu irmão brincarem. Mas logo ela ganhou dois grandes companheiros para a aventura de testemunhar o nascimento de um bairro. História que Márcia contou ao Museu da Pessoa em maio de 2008:

Ouça o texto que foi ao ar no Conte Sua História de São Paulo

Eu tinha 7 anos quando vi um bairro nascer. O bairro em questão é a Cidade Tiradentes, uma Cohab que virou bairro. Mudei-me para a Cidade Tiradentes aos 7 anos. Quando cheguei, não tinha nada. Nenhum tipo de comércio ou escola e até por causa disso eu perdi um ano de estudos.

O que mais me deixava contente em morar nesta Cohab era a promessa que meu pai fez, a mim e ao meu irmão: assim que tivéssemos nossa casa, ele nos daria um cachorro e duas bicicletas de corrida. Então, morar em um lugar onde não havia muitas criança para brincar, somente mato por todos os lados, me deixava muito contente. Meu pai cumpriu sua palavra e nos deu nosso primeiro cachorro, chamado Buner. Ele era lindo.

Alguns meses depois, ganhamos as duas bicicletas. Já era Natal nessa época. Com o passar do tempo, a Cohab, que começou com poucos moradores, virou um bairro da zona leste de São Paulo. E, por incrível que pareça, tirando minha casa, eu vi cada prédio, cada loja, cada escola ser construída, tijolo por tijolo. É muito emocionante poder dizer que eu vi o nascimento de um novo bairro.

Marcia Cristina de Oliveira, personagem do Conte Sua Historia de SP. A sonorização é do Claudio Antonio. Conte você tambem mais um capitulo da nossa cidade. Vá ao site do Museu Pessoa, http://www.museudapessoa.net, publicque seu texto ou agende uma entrevista. Se você quiser ler e ouvir outras histórias de SP visite o meu Blog, o Blog do Milton Jung, sábado que vem tem mais.

Conte Sua História: Nos tempos de Itaquera

 

Wilson De Oliveira Souza

As ruas não eram asfaltadas quando Wilson De Oliveira Souza foi morar em Itaquera, na zona leste. Havia poucos serviços à disposição e os amigos inventavam todo tipo de brincadeira pelo direito de se divertir. Ter crescido no bairro e conhecido as dificuldades que muitas famílias enfrentam levaram Wilson a realizar trabalhos comunitários. Hoje, ele não vive mais por lá, foi para o centro da cidade, mas não esquece de Itaquera e torce para que a Copa do Mundo de 2014 mude o destino da região. Estes desejos e lembranças estão registrados no depoimento gravado para o Conte Sua História de São Paulo.

Ouça trechos do depoimento de Wilson de Oliveira Souza, gravado pelo Museu da Pessoa e sonorizado pelo Cláudio Antonio

Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

Conte Sua História de São Paulo: Minha Vila Esperança

 

Imagem 093Uma vida inteira na Vila Esperança rendeu muitas recordações ao Seu Osvaldo Valente, personagem do Conte Sua História de São Paulo. Em depoimento gravado ao Museu da Pessoa, durante festa de aniversário da cidade, promovida pelo CBN SP, no Pátio do Colégio, este senhor de 83 anos, contou momentos que marcaram o desenvolvimento da região. O bairro que na época de criança era “paupérrimo, não tinha rua calçada” cresceu, ampliou seu comércio e recebeu o metrô. Ele lembra bem da primeira viagem, em 1974.

Seu Osvaldo conta como era o bairro, considerado um reduto do samba, cita as festas juninas e os times de futebol. Em um dos seus depoimentos, fala de uma história interessante que une o esporte e o Carnaval:

Ouça o Conte Sua História de São Paulo com Osvaldo Valente, sonorizado pelo João Antônio

Córrego está engolindo rua, em São Miguel

 


Por Marcos Paulo Dias
Ouvinte-internauta e jornalista

Ao passar pela  Rua Ubirajara Pereira Madeira, na  Vila Rosária, São Miguel Paulista, zona Leste de SP, fui surpreendido por uma placa artesanal com a mensagem: “proibido passar caminhões – perigo não entre”. De imediato fui  “garimpar”, apurar os fatos, e encontrei o autor da sinalização pirata, Sr. Antonio Alves Soares,  72 anos, comerciante.   Da iniciativa, explicou: “a rua está desbarrancando, ficando  estreita, há muito lixo , ratos e alagamentos, esgosto,mal cheiro e moradores de rua também tomam banho  neste local, por isto resolvi tomar esta iniciativa”.

Córrego na RosáriaOutro morador,  Marcelo  Helano, no bairro há 15 anos, disse que percebe que com o passar dos anos a situação só vem piorando, o trânsito de caminhões como o de coleta de lixo, entregas de gás, entre outros, terá de ser interrompido devido ao desmoronamento da rua. Ele também pontuou que acontece com frequência descarte irregular de lixo e entulho de todo tipo de material como sofá, armários, pedras, areia, garrafas, roupas velhas, animais mortos durante a madrugada. “A falta de consciência e desrespeito dessa parcela da população contribui para a proliferação de insetos e até mudança do percuso do corrégo, assoreando as bordas”. Acabou tornado-se perigoso, pois é muito comum queda de animais como cavalos  e veículos afirmou o morador que mostrou-se indignado com a situação.

A  moradora Ednéia Santana aproveitou para lembrar que há uma creche municipal paralela ao Córrego e, mesmo assim, nenhuma providência foi tomada pelo Poder Público. informou ainda  que há alagamentos na avenida Rosária, próximo dali, por conta do corrégo e bueiros entupidos. Nesta avenida,  há grande movimentação de pedrestres, veículos e ponto de parada de ônibus. Disse que já  recebeu  visitas de candidatos em tempo de eleição, prometendo a limpeza e canalização do córrego e nada foi feito até agora.  “Somos Cidadãos e pagamos impostos ” desabafou a moradora.

No local observei que foram executadas obras apenas em um trecho mais a frente ou seja ainda falta canalizar a parte de cima, onde está a Rua Ubirajara Pereira Madeira. Moradores já fizeram abaixo-assinado e registraram protocolo (o último deles de número 9707 695 em 12 /01/ 2011) na subprefeitura da região. Eles também me mostraram uma pastinha com cartas, registros, documentos e fotografias –  inclusive de acidentes ocorridos recentemente.

Que saber o pior, na subprefeitura o córrego de nome de batismo Una consta como canalizado.

Foto-ouvinte: Kombi da sucata

 

Coleta seletiva

A prefeitura que critica – e com razão – o cidadão que despeja lixo na rua bem que poderia olhar com mais carinho o trabalho realizado por esta turma que roda a cidade em situação precária e integra, informalmente, a rede de coleta seletiva.

A kombi em questão é um risco no trânsito, sem dúvida. Deveria estar na sucata em vez de transportá-la, mas sinaliza o espaço que existe para o poder público atuar neste mercado.

O colaborados do Blog do Mílton Jung, ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, encontrou este ‘catador’ na estrada do Imperador, região da Vila Verde, São Miguel Paulista, zona leste da capital:

… evitando o desperdício, recuperando o material que poderia ir para a lata de lixo e, de alguma forma, gerando renda, talvez até um meio de sobrevivência; fazendo uso da ferramenta que tem em mãos, no caso a kombi.

Minha pergunta é a seguinte: falta um serviço oficial capaz de atender a demanda que existe na capital ?

Resolvi ir mais longe, semana passada, após as festas de fim de ano. Fui visitar alguns depósitos de material reciclável – conhecidos por ferro-velho – e para minha surpresa a maioria estava com as portas fechadas, trabalhando internamente ou com horário reduzido par atendimento ao público e aos carroceiros. Conversei com alguns proprietários que informaram estarem organizando e separando o material coletado inclusive em escolas e condomínios e que a demanda é muito grande.

Sinal de que o consumo aumento nos últimos anos.

Cátia visita o maior parque de São Paulo

 

Parque do CarmoA Cátia Toffoletto segue seu passeio pelos parques de São Paulo e nesta sexta-feira estará no Parque do Carmo, zona leste da capital. Com 1,5 milhão de metros quadrados,  está é uma rara área na região marcada por enorme aglomerado urbano e pouco verde. O Carmo, inaugurado em setembro de 1976, é o maior parque da cidade e mantém algumas peculiaridades como o bosque de cerejeiras mantido pela comunidade japonesa.

Em texto enviado ao blog, a Cátia lembra:

A área do Parque, pertencia à fazenda de propriedade de Oscar Americano de Caldas Filho,  um engenheiro de construção civil que loteou e vendeu parte da propriedade, na metade do século passado. No local, passava os finais de semana.  Oscar Americano faleceu em 1974 e anos depois, sem muitos interesses por esta fazenda, seus herdeiros resolveram vendê-la. Uma parte ficou com a Prefeitura e outra (a maior) ficou com a COHAB.

Você participa desta série sugerindo o nome de locais que a Cátia pode visitar na cidade de São Paulo nos próximos dias. Mande sua opinião para fabiola.cidral@cbn.com.br e não deixe de acrescentar informações e personagens que podem colaborar com a reportagem, ao vivo, na CBN. Se você tiver fotografias envie para nós para fazer parte do álbum digital do CBN SP no Flickr.

Conte Sua História de SP: Minha Cidade Tiradentes

 

No Conte sua História de SP, Márcia Cristina de Oliveira nascida em 1975 que nos primeiros anos da década de 1980, se mudou para a Cidade Tiradentes. O hoje famoso bairro da zona leste de São Paulo era, então, apenas um conjunto habitacional em construção, com poucas crianças para Márcia e seu irmão brincarem. Mas logo ela ganhou dois grandes companheiros para a aventura de testemunhar o nascimento de um bairro. História que Márcia contou ao Museu da Pessoa:

Ouça o texto de Márcia Cristina de Oliveira, sonorizado por Cláudio Antonio

Eu tinha 7 anos quando vi um bairro nascer. O bairro em questão é a Cidade Tiradentes, uma Cohab que virou bairro. Mudei-me para a Cidade Tiradentes aos 7 anos. Quando cheguei, não tinha nada. Nenhum tipo de comércio ou escola e até por causa disso eu perdi um ano de estudos.

O que mais me deixava contente em morar nesta Cohab era a promessa que meu pai fez, a mim e ao meu irmão: assim que tivéssemos nossa casa, ele nos daria um cachorro e duas bicicletas de corrida. Então, morar em um lugar onde não havia muitas criança para brincar, somente mato por todos os lados, me deixava muito contente. Meu pai cumpriu sua palavra e nos deu nosso primeiro cachorro, chamado Buner. Ele era lindo.

Alguns meses depois, ganhamos as duas bicicletas. Já era Natal nessa época. Com o passar do tempo, a Cohab, que começou com poucos moradores, virou um bairro da zona leste de São Paulo. E, por incrível que pareça, tirando minha casa, eu vi cada prédio, cada loja, cada escola ser construída, tijolo por tijolo. É muito emocionante poder dizer que eu vi o nascimento de um novo bairro.

Márcia Cristina de Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. O texto foi enviado ao Museu da Pessoa. Conte a sua historia de São Paulo, agende uma entrevista em áudio ou vídeo ou envie seu texto para o site http://www.museudapessoa.net. Sábado que vem, tem mais.

Morador usa charge virtual para protestar contra Kassab

 

Por mais que se esforce, Lourivaldo Delfino, morador em São Mateus, na zona leste, não consegue convencer a prefeitura a fazer a obra de canalização do Riacho dos Machados, no Jardim Tietê. Incomodado com o silêncio dos vereadores paulistanos, usou de sua habilidade no computador para dar voz aos 55 parlamentares e levá-los – nem que seja virtualmente – a reclamar do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Na charge eletrônica, os vereadores cobram a obra em um trecho de 400 metros que estariam prejudicando a vida de 130 mil moradores da região. Em seguida, aparece o prefeito dizendo aquilo que o Lourivaldo e vizinhos sonham ouvir um dia: a obra está sendo feita. O morador lamenta apenas que o fato só foi possível porque ele próprio dublou os vereadores e o prefeito. Pois se depender deles …

Escolhi um dos vídeos para reproduzir neste post, mas se você visitar a página Tietê News (http://www.tietenews.kit.net/n35.htm) terá acesso a todo trabalho realizado por Lourivaldo Delfino que há algum tempo briga pela liberação de verba e início das ações no riacho que, se nada for feito, voltará ao noticiário assim que as chuvas de verão despencarem sobre nossa cabeça