Foto-ouvinte: Arte no rio morto

 

Arte no Rio Tietê

Por Marcos Paulo Dias

Passando pela Marginal Tietê, no bairro da Penha, zona leste da capital, me chamou atenção este grafite às margens do rio. A primeira vez foi há cerca de um mês, e o trabalho ainda não estava pronto. Não conseguia, porém, parar no local para fotografar devido ao trânsito. A espera foi rentável, a arte foi ganhando forma, contorno, cor e dimensão, contribuindo para a revitalização do local onde o rio “corre morto”, sem oxigênio e com mal cheiro. Não posso dizer o nome do artista nem do personagem, pois das diversas vezes que passei por lá não tive a sorte de encontrá-lo. Mas aqui fica o registro, para compartilhar com vocês a coragem e determinação dele (ou deles), que no meu ponto de vista acredita em uma cidade melhor.

Quem souber o autor deste trabalho, não deixe de nos informar.

Foto-ouvinte: Rotatória improvisada reduz acidentes

 

 

Rotarória de pneus

Por Marcos Paulo Dias
Colaborador do Blog

Fui surpreendido ao passar no cruzamento das ruas Dr. José Ferreira Crespo e José de Aguiar no Jardim São Vicente – São Miguel Paulista, zona leste – por uma rotatória improvisada com pneus velhos, alguns comprados outros doados. A ação  partiu de moradores devido ao alto índice de acidentes ocorridos neste cruzamento e a falta de ação do  poder público.

Fui até lá  conversar com os  construtores-moradores.

Marcos Rogério disse que “no local já houve até capotamento  e vários acidentes envolvendo motos e veículos, inclusive de transporte de passageiros”. É a segunda rotatória que constróem. A primeira, a CET  retirou.

José Aurino Soares falou que está cansado de ver  tantos acidentes na porta de casa, um deles chegou  a derrubar  o portão e mostrou os sinas na árvore que também foi diversas vezes atingida.

Marcelo Macedo contou que se não fosse o “orelhão” um carro teria invadido seu comércio. Comentou, também, que a construção da rotatória de pneus reduziu o número de acidentes. O amigo dele Francisco Dias, um dos idealizadores, disse estar preocupado pela falta de sinalização e fiscalização: “é  preciso ser feito algo urgente , pois  há grande fluxo de veículos , já registraramos  vários protocolos , mas até agora não fomos  atendidos”.

Em um desses protocolos, que tenho em mãos, registrado por Marcelo Fernando Macedo (CE DAM 7855/09/10  PS 00.25.16523/10-60- REf. C5867899), a resposta é para que os moradores aguardem oportunamente os resultados da análise e um posicionamento sobre a questão. Quem assina é Enso Egídio Simoni do Departamento de Atendimento ao Munícipe – DAM.
 
No local,  é grande a  circulação de veículos e pedestres, sem contar que a menos de 50 metros existe uma escola pública.

Canto da Cátia: Explosão na padaria

 

Uma explosão seguida pelo desabamento causou ferimentos em três pessoas em uma padaria na zona leste de São Paulo. No local havia venda de gás de cozinha. Os bombeiros utilizavam cães farejadores para verificar se havia outras vítimas.

O imóvel que desabou é um prédio de três andares localizado na rua Padre Manoel da Nóbrega, 1037, bairro Terceira Divisão. Duas casas também foram atingidas.

A Cátia Toffoletto registrou estas imagens.

Zona Leste, a terceira maior cidade do Brasil

 

A possibilidade de o estádio do Corinthians se transformar em sede da Copa 2014 abre perspectivas para a zona leste de São Paulo. Já falamos sobre isso no CBN SP recentemente. A história e os desafios da região estão sob o olhar do jornalista Wellington Ramalhoso, do Jornalirismo, que tem pesquisado e analisado a ZL, apelidade de Zona Lost, como ele bem explica na introdução de sua reportagem:

radial_leste

Rendo aqui minha homenagem ao anônimo morador de São Paulo que apelidou a região mais populosa da cidade, a Zona Leste, de Zona Lost. A expressão bilíngue que inventou não é superpopular, mas é ouvida aqui e ali com frequência entre jovens, carrega uma incrível precisão e tem forte sintonia com a história da região.

Se você é de fora da Zona Leste, provavelmente já ouviu falar na Mooca italiana, no comércio popular do Brás, no alvinegro Parque São Jorge, no Tatuapé e seu anexo luxuoso, o (plim-plim!) Jardim Anália Franco.

Embora lhe faltem cartões-postais, a ZL, como também é conhecida, é isso e muito mais. É Itaquera, Guaianazes, Penha e São Miguel. É Ermelino Matarazzo, Aricanduva, Itaim Paulista, Cangaíba e Sapopemba. É Belém, Água Rasa e Ponte Rasa.

São os bairros com nome de cidade: Cidade AE Carvalho, Cidade Líder, Cidade Patriarca e Cidade Tiradentes. São as muitas vilas, Alpina, Carrão, Diva, Ema, Formosa, Matilde, Nhocuné e Prudente. São os santos de casa que não fazem milagre: Santa Clara, São Lucas, São Mateus e São Rafael. E uma lista infindável de bairros, alguns com nomes um tanto irônicos, como Jardim Imperador, Vila Califórnia, Vila Nova York e Vila Rica.

A Zona Leste paulistana é uma grande região dormitório: tem quase 4 milhões de habitantes. Ou seja, se fosse um município, seria o terceiro mais populoso do país! E desde o início de sua configuração urbana, no século 19, a região é habitada pela classe operária.


Leia o texto completo na última edição do Jornalirismo

Conte Sua História de São Paulo: Brincadeira de criança

 

Geraldo GarducciNo Conte Sua Historia de São Paulo, o paulistano Geraldo Garducci Junior fala de momentos importantes e engraçados da sua infância. Nascido em 1961, morou na então distante região de AE Carvalho, zona leste da capital, onde fazendas ainda eram mantidas por imigrantes enquanto a vida urbana se aproximava. Foi lá que seu Geraldo, o pai, e dona Odília criaram o garoto, em uma casa, ao lado da sede do Esporte Clube Urca. Aliás, o bairro era rico de agremiações, onde o garoto se divertia com os amigos.

Ouça o depoimento de Geraldo Garducci Junior, ao Museu da Pessoa, que foi ao ar no CBN SP

Seja também um personagem do Conte Sua História de São Paulo. Agende uma entrevista pelo telefone 2144-7150 ou pelo site do Museu da Pessoa.

Foto-ouvinte: kombi reciclável

 

kombi reciclagem

A cidade faz de conta que leva a coleta seletiva a sério enquanto uma rede paralela faz do material reciclável sua forma de vida. E usa dos recursos que tem em mãos para levar tudo aquilo que seria desperdiçado na lata de lixo do paulistano por falta de um serviço oficial capaz de atender a demanda existente na capital. A kombi acima, fotografada pelo ouvinte-internauta e colaborador deste blog Marcos Paulo Dias, passava pela rua Manuel Jorge Ribeiro, no bairro da Penha, zona leste. Capenga, assim como a estrutura montada por São Paulo na coleta seletiva, mas sobrevivente.

Arena do Corinthians em Itaquera interessa à São Paulo

 

Estadio Corinthians

Desde que Ricardo Teixeira descartou o Morumbi para a Copa do Mundo, surgem ideias de todos os lados. A última é a construção do estádio do Corinthians no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista. Não sei quanto de fantasia existe na proposta que estaria conectada as comemorações dos 100 anos do clube, mas que investidores coloquem dinheiro naquela região me parece mais interessante para a cidade.

Em 2002, o fundo americano Hicks Muse negociou com a prefeitura terreno ao lado da rodovia Raposo Tavares para levantar uma arena esportiva que seria usada pelo Corinthians. Na época, lembrei várias vezes do erro estratégico para a cidade se aceitasse a proposta.

Já que é para levantar um estádio – sem dinheiro público, é lógico – que o seja onde mais possa interessar a São Paulo. A Arena do Corinthians poderia induzir o desenvolvimento da zona leste, alvo de uma série de projetos que pouco andam por falta de interesse do poder público. Com Poá, Ferraz de Vasconcelos e parte de Guarulhos e Itaquaquecetuba, o leste metropolitano de São Paulo tem a maior concentração populacional da região.

O aeroporto internacional de São Paulo está para aquele lado, assim como as rodovias Dutra, Fernão Dias e Airton Senna, o que facilita o acesso de outras partes do País. Já existem linhas de metrô e trem atendendo aqueles bairros. Teriam de aumentar sua capacidade de transportar passageiros.

Há carência de equipamentos culturais, artísticos e esportivos na zona leste paulistana. A Arena atenderia esta demanda transformando-se em boa opção para os moradores que, atualmente, precisam cruzar a cidade em busca de atrativos.

Melhoria da estrutura viária, saneamento e rede hospitalar seriam bem-vindos para aqueles moradores, também.

Os recursos voltados à zona leste teriam reflexo no mercado de trabalho e, a partir de ações bem planejadas, se teria um plano de expansão que poderia tornar a região auto-sustentável, benefício para toda a cidade com renda mais bem distribuída, redução no número de viagens e qualidade de vida.

Duvido muito da capacidade de se construir um estádio com 65 mil lugares que comporte a abertura da Copa do Mundo de 2014, já que o projeto corintiano chega ao máximo de 45 mil. Verdade que, há dois anos, o jornalista Victor Birner divulgou um esboço da Arena que poderia ter até 77 mil assentos – é o desenho que você vê reproduzido aqui no post.

Não, sei também, se há dinheiro para tocar esta obra em tempo de receber jogos do Mundial. Há quem aposte que sim.

Mas quanto a Copa da Fifa que se preocupem aqueles que se comprometeram em fazê-la. Eu, ao acreditar no desenvolvimento da zona leste, tendo a Arena do Corinthians como âncora, penso em São Paulo e seus moradores, apenas.

Foto-ouvinte: Campanha eleitoral antecipada ?

 

Propaganda eleitoral atrasada ou antecipada ?

Não, atrasada. A propaganda que restou na fachada deste comércio em São Miguel Paulista é da campanha de 2006. E como a política brasileira não é dada a novidades, seja nos nomes seja no conteúdo, todos que aí estão estampados estarão pedindo seu voto mais uma vez, quatro anos depois. Só os “ponteiros” mudaram de posição. Enquanto Serra concorria ao Governo do Estado, Alckmin se lançava à presidente.

A curiosidade foi flagrada pelo colaborador do Blog do Mílton Jung, Marcos Paulo Dias, na na rua Mohamad Ibraim Saleh com Avenida Rosária, em Cidade Nova, São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.

Canto da Cátia: Um lixo de cidadão

 

Flagrante de despejo

Chegou sorrateiro, com olhar desconfiado apesar dos gestos certeiros. Parecia já conhecer o local, sentia-se em casa. A Kombi foi mal e porcamente estacionada ao lado de toda a sujeira. De dentro dela, sacos de entulho foram arrastados com habilidade típica dos experts no assunto. Em poucos minutos a tarefa estava concluída. Ninguém iria perceber aquele gesto em meio a um cenário no qual o lixo não está apenas espalhado no chão, está no carro que polui o ar e o visual, e no comportamento do cidadão. A Cátia Toffoletto percebeu ao passar pela rua Xavier de Oliveira, na Vila Nhocuné, zona leste