De bastidor: Café frio e entre amigos


Cafezinho frio só para quem sai da prefeitura

Servir café frio é a senha de que o chefe está desprestigiado e o poder dele chegando ao fim. Um servidor de carreira que trabalha há anos na sede da prefeitura disse que no fim da gestão o café já sai gelado da cozinha para a mesa do prefeito. Ou seja, ninguém mais respeita o homem.

O que esta história tem a ver com o candidato que se apresentou aos ouvintes-internautas do CBN SP, nesta sexta-feira ? Muito pouco, talvez. Mas lembrei dela quando vi a produtora Fabiana Boasorte servindo cafezinho para Renato Reicheman (com i e não y como escrevi mais embaixo), do PMN, antes da entrevista se iniciar. A xícara ficou sobre a mesa durante os 25 minutos de conversa e ao se encerrar o tempo regulamentar ele ensaiou dar uma bicada. Não deixei. Café frio só no fim da administração e como provavelmente o ex-correligionário do saudoso Doutor Enéas (meu nome é Éneas, lembra ?) jamais terá a oportunidade de testar suas idéias na prefeitura, não quis lhe proporcionar este dissabor logo na CBN.

Quais idéias ? As que integram o plano de governo discutido com os amigos da época da faculdade ou conquistados durante a carreira profissional, hoje dedicada ao mercado editorial. Publica livros didáticos e científicos. Alguns do falecido Doutor Enéas, amigo da família. Quem, aliás, o incentivou a entrar na vida político-partidária. Saudades do Prona, pensa em voz baixa.

Qual plano de governo ? Aquele que será divulgado pela internet em um site que até agora não conseguiu colocar no ar devido a inabilidade dos técnicos contratados para realizar o trabalho.

Reichman é simpático dentro do terno e da gravata que veste. Fora do ar mostra-se mais natural do que quando faz pose para falar no microfone. Não dá para reclamar. Conforme ele próprio lembrou, a estréia no rádio foi há dois anos lá mesmo na CBN quando concorreu ao governo do Estado pelo Prona, partido que acabou com a morte do seu líder.

Mudou de sigla, mas manteve o discurso nacionalista ilustrado pelo pin na lapela do terno: uma bandeira do Brasil.

Antes de deixar o estúdio ainda lembrou da frase de seu avô: “tem três coisas que quando saem não voltam mais: bebida, rolha de champagne e idéias”. Sorriu, se despediu e deu uma bicada no café. Quente, por favor !


Participação no Twitter foi pequena desta vez

Perguntômetro

Foram dez mensagens entre críticas e perguntas na caixa de correio. No blog, apenas três e a turma do Twitter não se entusiasmou com a discussão do programa. Uma pergunta apenas. Boa pergunta para nos servir de consolo.

Um comentário sobre “De bastidor: Café frio e entre amigos

  1. SEMPRE OUÇO VC FALANDO DO TRANSITO PEDAGIO URBANO USAR TRASPORTE PUBLICO EU ATE QUE FAÇO MINHA PARTE DEIXO O CARRO EM CASA E VOU TRABALHAR DE METRO QUANDO DA, TAMBEM SOU A FAVOR DO PEDAGIO URBANO MAS ACHO QUE VC ESTA PULANDO UMA ETAPA NESTE ASSUNTO EU PAGO UM IPVA DE 1800 REAIS PARA TER UM CARRO EM SP E OS CARRO QUE NÃO SÃO LISENCIADOS NA CIDADE COMO OS CARROS QUE PRESTA SERVIÇO PARA TELEFONICA E TV A CABO E OS CARROS QUE NAO PAGA IPVA COMO UM CONHECIDO QUE NÃO PAGA IPVA A 3 ANOS E NADA ACONTECE

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