PIB, IDH, FIB, IFF, você sente e pressente

Por Carlos Magno Gibrail

Siglas variadas para buscar única sensação, a do bem estar.

PIB, Produto Interno Bruto, representa a soma em valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos num determindo período.

O Brasil está em 9º lugar no ranking do PIB mundial.

Como sabemos, índices gerais não mostram condições específicas, que as escondem, quanto maior a concentração da riqueza.

Para considerar saúde, renda e educação, criou-se o IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, que além de calcular a renda per capita, leva em conta a expectativa de vida ao nascer para definir as condições de saúde. Para a educação inclui-se o percentual de adultos alfabetizados e a taxa bruta de matrícula, medida pela razão entre o total de estudantes nos ensino fundamental, médio e superior e a população em idade escolar.

O Brasil ocupa o 70º posto na classificação geral do IDH.

“O PIB foi elaborado na década de 1950 e está defasado há muito como indicador de desenvolvimento de um país. O FIB, Felicidade Interna Bruta, complementa os indicadores de qualidade de vida, juntamente com o IDH”, afirma o economista Ladislau Dowbor, da PUC SP.

“A idéia do FIB é incorporar a felicidade, medida por critérios técnicos”, explica Susan Andrews, psicóloga e antropóloga de Harvard, e coordenadora do FIB no Brasil. Para medir o FIB, a percepção dos cidadãos em relação a sua felicidade é analisada em nove dimensões: padrão de vida econômica, critérios de governança, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico.

Pela pesquisa World Values Survey, deste ano, que envolveu 350 mil pessoas em 97 países e territórios, a Dinamarca lidera, Rússia e Iraque estão entre os dez menos felizes e o Zimbábue, na África, ficou em último lugar. O país mais rico, os Estados Unidos, ocupou o 16º lugar na lista.

O Brasil é o 30º país no ranking do FIB.

Um protótipo do FIB foi colocado em prática em abril, em Angatuba, São Paulo. Na capital paulista, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, propõe, a partir de 2009, iniciar pesquisas de medição do FIB em subprefeituras.

O IFF, Índice de Felicidade Futura, foi concebido e pesquisado para o BID pela FGV. Foram 150 mil entrevistados pelo Gallup World Poll, em uma amostra de 132 países. A pesquisa mostra a satisfação prospectiva de um cidadão do mundo com a vida. A perspectiva de felicidade futura cai com a idade do indivíduo, de 7,41 aos 15 anos até 5,45 para aqueles com mais de 80 anos, quando a felicidade presente e futura se equivalem.

A juventude é um estado de espírito não determinado pela idade em si, mas pela postura da pessoa diante do seu futuro. O jovem acredita que o melhor da vida ainda está por vir.
No Brasil, é particularmente alta a expectativa em relação ao futuro – na escala de 0 a 10, nossa nota média é 8, 78, mais do que qualquer um dos 132 países pesquisados.

O Brasil é número 1 no IFF do mundo.

“Em estudo da FGV, sobre a classe média – O brasileiro é aquele que apresenta a maior expectativa de felicidade futura, superando inclusive os EUA, 9º do ranking, e Dinamarca, líder mundial de felicidade presente, mas 3ª do ranking de felicidade futura”. Marcelo Néri, FGV.
PIB 9º, IDH 70º, FIB 30°, FIF 1° demonstra acentuada concentração de renda e que somos efetivamente um país do futuro. Condição, que bem trabalhada pode nos levar mais rápido a presente próspero e mais justo. Ou não?

Dê a sua opinião.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda semana escreve neste espaço para a felicidade geral da nação (do blog, com certeza).

9 comentários sobre “PIB, IDH, FIB, IFF, você sente e pressente

  1. Caro Carlos Magno,
    Quantas questões importantíssimas você coloca à nossa reflexão… Confesso que siglas e economia não são nada atrativas! Não tenho paciência mesmo! No meu ponto de vista, o único economista que conseguiu me “atrair” em todos os sentidos: inteligência, cultura, competência, criatividade, personalidade forte e charme além de uma produção acadêmica vastíssima publicada em livros é o prof. Marcio Pochmann/Unicamp. Me desculpe a sinceridade.
    Adorei o seu post: PIB, IDH, FIB, IFF, você sente e pressente. Sabe adoro provocações filosóficas e textos inteligentes e reflexivos!
    Por mais que o comércio esteja aquecido e as compras de Natal estejam uma loucura, não entro no clima de consumir desvairadamente. Todo Natal e Ano Novo o meu elixir de felicidade suprema: cuidar do meu jardim, dar atenção aos meus pets: Madonna e Cora Coralina (minhas gatas siamesas), ler e reler os meus livros preferidos e estar junto dos amigos, ouvir as pessoas e o meu próprio silêncio. Bom Natal!
    Neide

  2. Neide, adorei o seu comentário. Na verdade tem tudo a ver com o IFF, que nós brasileiros estamos em primeiro lugar no ranking mundial.
    É esta a felicidade comentada no final de seu relato, cuidar do jardim, dos animais, dos amigos. O que também é uma forma de consumo, embora sustentável.
    Que o nosso PIB se desconscentre e mantenhamos a liderança no IFF.
    Grande abraço e um super 2009.

  3. Cara Neide,

    Já houve quem disse: “Intelectuais” ficam presos no casulo de sua intelectualidade. Quando os ditos intelectuais se preocuparem menos em discutir seus conhecimentos eruditos com outros intelectuais e, para além de seus bichinhos de estimação, explanarem seus conhecimentos para seu pais, estado, município e bairro, com certeza nosso IFF, PIB, IDH, FIB, serão melhores, inclusive para nossos cães e gatos.

    Feliz Natal,

    Beto

  4. Dois índices importantíssimos que devemos estar sempre atentos são: índice de corrupção e o índice de “burrocracia” nacional. Em ambos o Brasil está péssimo. Quem já se aventurou, por exemplo, a abrir um negócio nesse país já sentiu na pele isso. Aos micros e pequenos empresários, desejo feliz natal e própero ano novo, pois vocês são heróis. Aos políticos, aproveitem esse período para refletir sobre as suas verdadeiras responsabilidades. Feliz Natal a você e ao Milton Jung.

  5. Beto, bem lembrada a questão da intelectualidade.Gostaria de acrescentar também o outro lado, que é o desinteresse em chamar o conhecimento existente em nossas universidades.
    Nos meus artigos tenho consultado dissertações e teses universitárias e venho me surpreendendo com a quantidade e qualidade do material existente.
    Quando se verifica o nível de alguns politicos talvez explique a falta de visitas à universidade.

    Obrigado pela participação.
    Feliz Natal

  6. André, a boa notícia é que no municipio de são paulo teremos indices a partir de 2009, monitorados pelo Instituto Ethos através do Movimento Nossa São Paulo.
    Veja que a Dinamarca exibe pleno emprego ao lado de corrupção zero.
    Será o inicio, mas vamos começar.
    Com certeza as árvores ainda correrão riscos de “cupins”

  7. Carlos Magno,

    Gostaria de acrescentar uma sigla que esta em baixa

    I A D (Indice de amizade duradoura)

    Nós estamos muito preocupado como nosso umbigo, esquecendo o gande calor que são as amizades.
    como eu sempre digo – Amigo é aquele que vc passa tempo sem ve-lo em continua a conversa da onde parou -.

  8. Jarbas, muito boa a sua intervenção. Fica aí a sugestão para os economistas, sociólogos e filósofos.
    E, principalmente para nós mesmos que nesta época propicia de Natal e final de ano possamos fazer um balanço desta relação tão importante.

    Abraço e feliz natal

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