Na mesma data, na mesma hora e em dois locais diferentes, autoridades e técnicos discutirão os efeitos da poluição provocada pelos carros na cidade de São Paulo. Conforme informamos, ontem, aqui no blog, o Ministério Público promoverá audiência pública na qual questionará o resultado do programa de inspeção ambiental veicular, em vigor desde o ano passado na capital paulista, nessa quarta-feira, às duas da tarde, na sua sede no centro da cidade.
Mais para o lado do Ibirapuera, na sede da Assembléia Legislativa, também às duas da tarde, a qualidade do combustível que abastece a frota paulista será debatida pela Petrobrás, fabricantes de carros, ministérios Público Federal e do Meio Ambiente, Cetesb e o Movimento Nossa São Paulo.
A procuradora federal Ana Cristina Bandeira Lins poderá explicar o termo de compromisso assinado com o objetivo de implantar no Estado a distribuição de combustível menos poluente que deveria ter se iniciado em janeiro de 2009, mas por irresponsabilidade do Governo Federal, Petrobrás e Anfavea, teve de ser parcialmente adiado. Com isso se perderá ainda mais tempo no programa de combate a poluição veicular nos grandes centros urbanos.
Petrobrás e Anfavea, provavelmente, repetirão a desculpa que tem usado para se defender do fato de não cumprirem com a resolução nº 315 do CONAMA que previa a utilização do diesel S-50 na frota de São Paulo. No Brasil, o diesel queimado por caminhões, por exemplo, tem 2 mil partículas por milhão de enxofre, enquanto o diesel previsto na resolução tem 50 partículas por milhão de enxofre.
O seminário “Poluição Veicular. Controlar é Possível – A Importância de Combustíveis Menos Poluentes e o Futuro do Programa de Controle de Emissões Veiculares (PROCONVE)” é promovido pelo deputado estadual Donisete Braga (PT-SP).
O interesse pelo tema se justifica quando se sabe que, segundo o laboratório da poluição da USP, são 12 pessoas por dia as que morrem vítimas da poluição na cidade de São Paulo.
Parabens ao Deputado Donisete Braga pela iniciativa. Ações como essas ajudam a população a entender melhor e participar mais efetivamente de discussões que dizem respeito as suas vidas e ao seu futuro.