Ouça o debate sobre o Plano Diretor de São Paulo

(reeditado às 13:15, abril 04)

Wilhein, Bucalen e Luiz Carlos

Foram quase duas horas de discussão sobre a revisão do Plano Diretor Estratégico nas quais concordâncias foram apresentadas e divergências reforãdas em torno do texto elaborado pela prefeitura de São Paulo que estão em discussão na Câmara Municipal.

Fica muito claro o temor de setores da sociedade com a qualidade do debate que se realizará entre os vereadores e as barreiras para a ação das entidades organizadas. Assim como também a desconfiança sobre a forte influência que o mercado imobiliário terá nas decisões finais do Plano.

Pela prefeitura, o discurso é que o debate será democrático e a cidade terá oportunidades iguais na forma de construir o Plano Diretor Estratégico. Além da certeza de que apresentou uma revisão muito mais voltada para a ideia da cidade sustentável do que aquela aprovada em 2002.

Participaram do CBN São Paulo o secretário de Densenvolvimento Urbano Miguel Bucalen, o ex-secretário de Planejamento Jorge Wilhein, e o arquiteto Luiz Carlos Costa, do Movimento Defenda São Paulo.

A intenção do CBN São Paulo é ampliar este trabalho com o intuito de socializar as decisões em torno do projeto, conforme pediu o arquiteto Luiz Carlos Costa ao fim do programa. Aceitamos sugestões de como atender este objetivo.

Ouça aqui o debate que está separado por blocos, na ordem em que foi ao ar, para faciliar sua audição:

Debate do Plano Diretor – Abertura (10h00 – 10h30)

Debate do Plano Diretor – Parte 2 (10h30 – 10h45)

Debate do Plano Diretor – Parte 3 (10h45 – 11h00)

Debate do Plano Diretor – Parte 4 (11h00 – 11h15)

Debate do Plano Diretor – Parte 5 (11h15 – 11h30)

Debate do Plano Diretor – Parte 6 (11h30 – 11h45)

Debate do Plano Diretor – Final (11h44 – 12h00)

14 comentários sobre “Ouça o debate sobre o Plano Diretor de São Paulo

  1. Mílton, as Operações urbanas foram ampliadas “inchadas” nos seus perímetros e foram criadas mais 3 operações urbanas, diferentemente do que o secretário falou.

    Outra questão: a revisão na fase do executivo poderia ter também “reduzido” o perímetro das Operações Urbanas, mas por que será que isso não aconteceu?

    Será que foi a opinião do setor imobiliário que a Prefeitura ouviu? Porque a sociedade civil pediu para diminuir tais perímetros, mas…

  2. Como cidadão testemunhei a audiencia publica no butanta onde existem mais de 350.000 habitantes e na audiencia muito mal divulgada e realizada em local pequeno só estavam presentes aproximadamente 200 pessoas das quais apenas os primeiros 30 inscritos podiam falar por apenas 2 minutos .
    houve muitos protestos e mesmo assim até hoje não recebemos as atas pedidas formalmente e não houve nenhuma devolutiva posterior a audiencia sobre quais daquelas poucas demandas que a sociedade pode fazer haviam sido incluidas no projeto da prefeitura atropelando frontalmente o Estatuto da Cidade .
    Sr secretário Bucalen o sr. não acha que com uma Camara onde como divulgado oficialmente , o setor imobiliário é um dos maiores financiadores ,o debate já não estará comprometido devido ao desequilibrio de forças ?!
    Porque tanta dificuldade em seguir o clamor da sociedade civil e do proprio ministerio publico e fazer com que o processo seja retirado da camara e seja reiniciado de maneira correta ?

  3. Muito interessante o debate. Alerto para o impacto causado pelo direito de outorga, por exemplo no Jardim Paulista. O trensito de caminhões pesados deixou várias vias da região destruídas (Alamedas Cmpinas e JE de Lima, Pamplona e muitas outras. Alerto também para o aspecto urbanístico que permite edifícios de 24 andares à quatro metros do alinhamento causando um asfixiamento definitivo da região. A infraestrutura da região realmente suportava estas outorgas? .

  4. Por que não foram feitas 96 audiências públicas pelo Executivo, se a sociedade organizada clamou por isso?

    Aliás, as APs do Executivo foram feitas, muitas delas, com um texto objeto de discussão que foi posteriormente separado (alterou seu conteúdo) por decisão judicial.

  5. Mílton,

    O cidadão leigo fica confuso com a discrepância entre as opiniões daqueles que estão contra a proposta de revisão do plano e daqueles que defendem as alterações.
    O prof. Bonduki é enfático ao dizer que a revisão mutilará o plano e o secretário Bucalen diz que a proposta não é alterar as diretrizes essenciais.
    O que sei é que, infelizmente, fica difícil dar crédito àqueles que estão ligados ao executivo e legislativo municipal, visto que a história do ordenamento urbanístico de nossa cidade, de responsabilidade desses poderes, mostra o caos e o descaso pelo bem estar coletivo.

  6. Como o assunto é polêmico e devido a falta de conhecimento do cidadão, percebo que deveria ter muito mais discussão sobre o plano.

    Eu mesmo confesso que fiquei boiando na maoiria das vezes durante o debate.

    Na minha opinião e percebendo o relato dos outros ouvintes acima, o cidadão deve ser melhor orientado e ouvido com mais espaço e sem atropelos, pois o interese do setor imobiliário não pode sobressair sobre a opnião do cidadão comum desta cidade.

  7. São paulo chegou a tal ponto de saturação imobiliária, vide predios, cpndominios, shoppings, face a falta de terrenos adequados e disponíveis para a construção dos tais.
    Então o negócio(político e de integral interesse das incorporadoras e da prefeitura para arrecadar mais e mais) estão literalmente “espremendo a cidade” em um todo.
    Resultado:
    Novos planos diretores, outorga, e outras “artimanhas legais” que são criadas a todo custo e assim as construtoras e incorporadoras ficam lieradas para construir as suas monstruosidades onde bem entendem
    Se não tem lugar, sem problemas, “nós criamos” e achamos um.

  8. a intenção da gestão serra-kassab para o centro de são paulo, como se sabe, é expulsar os pobres, promovendo limpeza étnica (vide prestes maia, são vito, nova luz, etc)

    ou seja: ela pretende mandar os pobres para as periferias cada vez mais distantes, sem transporte coletivo

    não vejo como isto gera uma cidade mais “sustentável”

  9. Preocupa-me, sem dúvida, a influência das Sociedades nitidamente comerciais, pois elas são fortemente organizadas no intuito de obter lucros e anda a margem dos interesses da Cidade.
    A preocupação ficou clara também com o Arquiteto Luiz Carlos Costa e sem dúvida é difícil para nós, cidadãos, conseguirmos fazer frente às estas Sociedades que vivem e se organizam para o lucro. Há um enorme contingente dos que especulam o momento e não se preocupam com as conseqüências do futuro.
    É triste para nós e fica evidente pelo depoimento dos colegas, que temos dificuldades em combater estas Sociedades organizadas. Para cada 100 mil habitantes há uma incorporadora, opinando, agindo e participando seja lá de forma lícita ou ilícita. Se subtrairmos os cidadãos que mal ouviram falar de Plano Diretor ou como eu, pouca informação a respeito das suas conseqüências, chagamos a uma cruel desvantagem frente às Sociedades financeiramente organizadas.
    A Cbn tem que provocar a nossa participação e influência no que será nosso futuro e da nossa Cidade, chamando aos fóruns de discussão, participação nos momentos de discussão da Câmara de Vereadores e outras formas de inconformismo, porque não demos cheque em branco prá ninguém.

  10. Rafael, vc esta coberto de razão. Fui a um churrasco no bairro do tatuapé, onde as incorporadoras estão agindo ferozmente e, em uma roda de mais ou menos 10 pessoas, comentei sobre este debate. Niguém sabia do que se tratava. Fiquei até sem graça! Infelizmente, a participação do cidadão comum na organização de nossa cidade é precária, e sabendo disso, as incorporadoras e políticos, fazem o que querem dela.

  11. Tem que sair….esse povo chato que fica reclamando tem que ir morar lá algum tempo pra ver o que é bom antes de ficar defendendo esses vagabundos que ficam naquela região sujando a imagem de São Paulo em um lugar que tem um potencial incrível de turismo, negócios, etc.

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