Calçadas são barreiras urbanas em São Paulo

Dr Zuquim Dez 16

Para proteger as árvores, o condomínio da avenida Diogenes Ribeiro de Lima, em Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, construiu canteiros que tiraram espaço da calçada. Os cadeirantes tem dificuldade para andar no local e deficientes visuais perdem referência ao encostar a bengala no pequeno muro próximo do meio fio. A história foi contatada por um ouvinte-internauta que pediu para não ter seu nome publicado, mas que ficou sensibilizado com a situação.

Provocado pela mensagem enviada ao Cidade Inclusiva, o comentarista Cid Torquato trouxe, nesta segunda,  a discussão sobre o calçamento na capital paulista, uma encrenca sem fim: “ Elas são esburacadas, estreitas, feitas de materiais inadequados, fora as árvores, postes, jardineiras, degraus, camelôs etc. Mesma coisa com prédios e locais públicos. É uma reclamação recorrente dos ouvintes”.

Para Cid, seria necessária intervenção mais efetiva da prefeitura nestes casos, semelhante ao que foi feito na avenida Paulista. Na ideia dele, o poder público reformaria a calçada e mandaria a conta para o proprietário dos bairros mais ricos que subsidiariam a conservação nos mais pobres.

Comentei com Cid  sobre a sequência de imagens feitas por ouvintes-internautas que fazem parte do nosso álbum no Flickr e mostram o desrespeito às calçadas e ao cidadão. Reproduzo neste post algumas destas fotos:

Foi o assunto entrar em pauta no Cidade Inclusiva e as mensagens começaram a chegar no CBN SP, assinadas por ouvintes-internautas indignados com as condições do calçamento na capital e cidades vizinhas. Jesulino Alves, por exemplo, fala de Guarulhos: “Não tem coisa que agride mais o direito de ir e vir do que uma calçada ocupada, mas ninguém consegue resolver isso, é incrível !”. Ele relata que pequenos supermercados costumam usar a calçada como extensão do seu negócio. E no centro, camelôs tomam o passeio. Nada que não tenhamos visto em São Paulo.

Sérgio Gigli fez fotos na Ataliba Leonel, na zona norte da capital, para mostrar como oficinas e borracharia exploram o espaço público. A imagem que você vê no alto deste post é no início da Dr. Zuquim. Basta passar por lá e todos conseguem enxergar a irrgularidade. Até os fiscais conseguiriam fazê-lo se interesse tivessem.

Francisco Piedrahita traz sua experiência de Montevideo, Uruguai:  “La há calçamento padrão nas ruas e o proprietário está obrigado a manter a calçada de sua propriedade em condições segundo as disposições legais”. Aqui também Francisco.

A diferença: “Se não o fizer (a conservação) a Prefeitura as repara e acrescenta a despesa ao valor do imposto equivalente ao IPTU. O preço do serviço feito pela Prefeitura é muito maior, porque o serviço é terceirizado”

E você, qual a sua experiência com calçadas ?

Presente e passado nos 60 anos do trólebus

Trólebus de gerações antigas foram colocados ao lado de modelos moderno e provocaram clima de saudosismo entre os busólogos que visitaram no fim do mês passado, a exposição que comemorou os 60 anos deste modelo de transporte, em São Paulo. A praça da Independência, no Museu do Ipiranga, foi o lugar escolhido pela SPTrans para “estacionar” veículos como os imponentes americanos ACF Brill e os tecnológicos Urbanuss Pluss de piso baixo.

O Ádamo Bazani não perderia esta viagem no tempo por nada. Esteve por lá e na quarta reportagem da série em homenagem ao trólebus apresenta mais um slideshow com imagens históricas.

Para aproveitar melhor as fotos do álbum amplie na tela do seu computador. Se quiser as informações clique no icone disponível no alto e a direita da tela.

Dona Lola

Por Fernando Gallo
Blog Miradouro

Agora que começa a passar o luto da morte do marido, companheiro da vida toda dos tempos de Barcelona, Espanha, onde nasceram, e de Córdoba, Argentina, onde foram viver, dona Lola, avó da minha amiga Soledad Miralles, começa a sair de casa novamente.

Tem buscado em um centro de convivência para aposentados, gerenciado pelo governo de Córdoba, algo que preencha o novo vazio de seus dias.

Sim, porque mesmo que a ela, como à maioria dos amigos que fez, falte dinheiro, a província não deixará que lhe falte um mínimo de dignidade para levar os dias que lhe restam.

Para isso, não paga mais do que 10 pesos mensais, algo em torno de 7 reais, e nesse centro, além da companhia, que vem espantar os fantasmas, encontra um cabeleireiro que lhe põe os ralos brancos cabelos em dia, uma manicura que lhe corta as unhas e um clínico geral que cuida para que chegue ao último suspiro com a melhor saúde de que seu organismo disponha.

Também lá, pode comprar – e tem comprado, uma vez por mês, ao menos – por 40 ou 50 pesos, pacotes de viagens para cidades da própria província, ficando às vezes um final de semana, às vezes até 4 dias fora.

– Claro, são quartos coletivos, a comida muito simples e o banheiro às vezes fica fora, e nós temos que caminhar uns 50 metros para chegar até ele. Mas é tudo limpo e organizado e ninguém reclama. Todos têm a opção de não ir, mas está sempre cheio – conta ela.

Dona Lola têm sido verdadeiramente cuidada pelos seus governantes agora que, aos 78 anos, a potência e as possibilidades vão se esvaindo, e tudo o que ela agora mais precisa é justamente disso, cuidado.

Fernando Gallo é repórter da CBN e escreve com mais quatro amigos para o Blog Miradouro. Vá até lá e conheça outros textos desta turma.

Acordo com AIB será questionado na Justiça

Adote um VereadorO Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelo Ministério Público Eleitoral e a Associação Imobiliária Brasileira, no qual a entidade se compromete a não doar mais dinheiro em campanhas eleitorais, será questionado na Justiça. A ideia está em discussão na Câmara de Vereadores de São Paulo que tem 29 dos seus representantes na mira do promotor de Justiça Eleitoral da 1a. Zona da Capital Maurício Antonio Ribeiro Lopes. Eles receberam R$ 3,1 milhões em ajuda financeira durante a campanha eleitoral de 2008 da AIB que “encontra-se impedida de ofertar doação em dinheiro ou estimável em dinheiros, nos termos da legislação eleitoral (arts.24, inc. VI e 81, § 2º, da Lei nº. 9504, de 30 de setembro de 1997)”, segundo interpretação do MPE.

Vereadores tem criticado com veemencia o acordo assinado pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes e a AIB. Assim que surgiu a informação do TAC que beneficiou a entidade, alguns alegaram que a “anistia” deveria se estender aos parlamentares. Houve quem acussasse o promotor de ter “afinado” para os empresários. Ao entrar com a ação na Justiça para derrubar o acordo, a intenção é enfraquecer a posição do procurador e a tese defendida por ele de que a Associação não estaria habilitada para fazer doações eleitorais.

O procurador nunca aceitou a ideia de que a AIB estaria sendo anistiada. Para ele a preocupação teria sido evitar que o erro se repetisse: “se fosse aberta uma representação contra a AIB, os únicos beneficiados com a possível condenação da entidade seriam os próprios partidos políticos, já que a lei obriga que a multa seja paga ao Fundo Partidário, que reverte o montante aos partidos políticos”, explicou na época ao CBN SP.

Deputados do Rio criam cota para “moções”

Saudar a D. Josefa pelos trabalhos realizados na comunidade pode ser algo que vá  enchê-la de orgulho. Regozijar-se com a conquista de um cidadão se justifica em alguns casos. Assim como louvar o trabalho de um colega. Todos estes atos estão na categoria das moções, comuns no parlamento brasileiro mas de pouquíssimo ou nenhum impacto na sociedade.

Criticados pela baixa produtividade no parlamento, os deputados estaduais do Rio de Janeiro decidiram criar uma cota para moções. Cada um dos 70 parlamentares fluminenses apenas poderá fazer 24 por ano. Convenhamos que 1.680 proposições de saudação, apoio, regozijo, louvor, repúdio ou seja lá o que for já é moção pra burro, mas pelo menos se tentará reduzir o tempo desperdiçado na Assembléia Legislativa com estas solicitações. No texto que propôs a alteração, há a informação de que apenas entre fevereiro e novembro de 2007, época na qual o projeto foi apresentado, haviam sido feitas 3.500 moções.

Ao criar a cota-moção, os deputados fluminenses cedem a pressão da ONG Transparência Brasil que, anualmente, publica levantamento sobre a produtividade das principais casas legislativas do País e destaca o elevado percentual de proposição com pouco ou nenhum impacto.

Subprefeitura faz campanha contra caça-níquel

caça-niquel

O cartaz acima estará em todos os bares, botecos e padarias dos bairros atendidos pela Subprefeitura de Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, para lembrar seus donos e clientes algo que todos já deveriam saber – se é que já não sabem: caça-níquel é proibido. E o estabelecimento pode ser fechado, segundo a lei 12.879/99.

A Subprefeitura quer que as pessoas denunciem pelo 156 os locais que mantém estas máquinas funcionando. Confesso que não entendo para que tanto esforço. Basta os fiscais da subprefeitura passearem na região e logo irão encontrar a turma de “divertindo” nos caça-níqueis. É flagrar e punir.

Avalanche Tricolor: De camisa nova e técnico também

Jonas, o goleador, e a nova camisa do Grêmio

Grêmio 2 x 0 Botafogo – RJ
Brasileiro – Olímpico Monumental

A camisa nova tem desenho diferente sobre os ombros, dá a impressão que tem um capote pendurado atrás a espera para cobrir a cabeça dos jogadores, mas não perde a tradição das listras que fazem parte da história do tricolor. Ao lado do campo, o técnico novo é mais comedido do que os anteriores, grita pouco, não gesticula como muitos, parece preferir o cochicho tático ao grito estérico, mas não abre mão da escalação que fez do Grêmio a melhor campanha da Libertadores.

Do uniforme vou falar pouco, ressalto apenas ser mais bonito do que aquele que nos vestiu no vice-campeonato brasileiro do ano passado. Deixo o resto para que você dê a sua opinião.

Do time, apesar de estar com os mesmos jogadores, exceção a presença de Tulio que substituiu Adílson, suspenso, havia um comportamento diferente em campo. A defesa esteve mais consistente e só levou susto quando o ataque veio de longe, na cobrança de falta. E que cobrança !?

No meio, Souza segue o melhor e Douglas Costa é serelepe quando entra, mas a boa notícia é que Tcheco está de volta ao jogo. Nosso capitão recebeu autorização para criar, driblar, passar e chutar de vez em quando, e de preferência fazer tudo isso próximo da área do adversário.

No ataque, Maxi demonstra talento (você viu o passe para que Fábio Santos marcasse o segundo gol ?) e Jonas  parece que vai resistir a todos os preconceitos que sofrem os jogadores baratos e pouco badalados pela mídia marcando um gol atrás do outro. Já foram 11 ou 12 neste ano. Ele é o goleador. Que assim continue !

Autuori precisou apenas de cinco dias de treino para deixar sua digital no time. Na quarta-feira, contra o Caracas, na Venezuela, é a vez do Grêmio mostrar a ele que seja qual for o desenho da camisa, seja qual for a escalação em campo, este clube quando disputa vaga na Libertadores não pode abrir mão da alma dos Imortais que construíram nossa história.