Existe vida além do carro

 

Quatro personagens foram escolhidos para que possamos fazer deste Dia Mundial Sem Carro um momento de reflexão. Da autoridade pública que tem em mãos a responsabilidade de transportar quase 3,5 milhões de passageiros por dia ao filósofo que ao anunciar que jamais dirigiu um automóvel na vida se transforma em referência; do engenheiro de trânsito que usa os números para provar que o pedestre tem de ser prioridade ao jornalista que alerta para o risco que a humanidade corre ao apostar no automóvel. Todos nos fornecem subsídios para pensar se existe vida além do carro.

“Nunca se investiu tanto na expansão do metrô como agora”

Ouça a entrevista de José Luiz Portella, secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo

“Cometemos suicídio em massa com a política de incentivo do automóvel”

Ouça a entrevista com Washington Novaes, jornalista especializado em meio ambiente

“Faz a obra, mas coloca um corredor de ônibus na Marginal Tietê”

Ouça a entrevista do engenheiro de trânsito, Horácio Figueira

“O paulistano não se incomoda de transportar duas toneladas de ferro para comprar 100 gramas de pão”

Ouça a entrevista com o filósofo Mário Sérgio Cortella

2 comentários sobre “Existe vida além do carro

  1. Milton, concordo que o transporte público em SP não é perfeito, mas muitos dos entrevistados que alegam não usar o ônibus ou metrô por não acharem adequado, ou não usam, ou não sabem qual é a filosofia do transporte público.
    O transporte público é voltado para percursos, relativamente, curtos. A capacidade do ônibus é de aproximadamente 90 pessoas. Assim sendo, pessoas precisam viajar em pé. Pode consultar especialistas, ônibus e metrô vazios é dinheiro público jogado fora.
    As pessoas que moram nas periferias e não podem escolher entre ir ou não de carro, fazem seus trajetos de ônibus e precisam de melhorias.
    As pessoas que se deslocam de carro, principalmente em percursos curtos, não iriam no transporte público, nem que fossem transportados em ônibus executivos.
    O problema é muito mais de status do que de transporte.
    Se não me falha a memória, o transporte público de Paris é considerado o melhor do mundo e é pouco utilizado.
    A questão é muito mais profunda… Não fosse tâo “vergonhoso” para alguns se deslocar de ônibus, não dariam tanta ênfase ao fato do prefeito e comitiva estarem indo para o trabalho de ônibus.

    That’s all…

  2. Apesar do transporte em São Paulo estar muito aquém do aceitável, temos que parar para pensar que o ser humano das grandes cidades, principalmente os que residem em São Paulo, em uma maioria esmagadorar é comodista, preguiçoso, mimado, mal acostumado, principalmente o paulistano que adora mostrar como um equivocado status, o seu carrão do ano, mesmo financiado em dez anos, ou melhor, alugado da financeira.
    Os citados acima na maioria das vezes utilizam os seus carroes para irem aos seus locais de trabalho a dois tres, quatro quarteirões, e chegam ao absurdo como já presenciei algumas veses, moradores de um predio proximo onde resido, moradores considerados “new richs” mas na pura verdade são é emergentes, irem ao supermercado no outro lado da rua com os seus carrões.
    Bastaria uma ou duas sacolas, carrinho de feirra para transportarem as suas compras do outro lado da rua.
    Mas preferem ir de automovel e ainda por cima importados!
    Para estes, irem ao trabalho a pé transpira, o suor proporciona odores desagradaveis, não gostam de se misturarem com o povão dentro dos onibus, em fim no transporte publico.
    Ai não é culpa somente da prefeitura e sim uma razão estritamente cultural imposta pela midia, pelo consumismo desenfreado, infantil.
    “Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”
    Então cabe também ao alienado, mal acostumado paulistano, aquele obviamente viciado, fanático por automoveis, são capazes de deixar de comer, para ter uma porcaria de um carro, que as rodas dos seus veiculos passaram a serem suas pernar acordarem e viverem a realidade.
    Criarem vergonha na cara tanto a população assim como politicos, administradores, etc., colaborarem para melhorarem o caos que chegou São Paulo.
    Tentar pelo menos minimizar o sofrimento de todos, a qualidade de vida.
    E o governo parar com esse negocio de liberar financiamentos em “trocentas prestações” a perder de vista.
    O governo deveria é dificultar o máximo possivel a aquisição de automoveis, e circulação dos mesmos em determinadas regiões da cidade.
    Pedágio como esite em paises mais desenvolvidos surtem um ótimo efeito e serve de exemplo para paizinhos de quarto mundo, “que se acham do primeiro”
    Ledo engano!

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