A saia justa da Uniban

 

Por Carlos Magno Gibrail

“Pu-taaa! Pu-taaa! Pu-taaa!”

Cerca de 700 alunos da Uniban, Universidade Bandeirantes de São Paulo, campus de São Bernardo, pararam as aulas do noturno para perseguir, xingar, tocar, fotografar, e cuspir. Tudo isso contra uma aluna do primeiro ano do curso de Turismo, 20 anos, 1,70 metro, cabelos loiríssimos esticados, e olhos verdes, que compareceu à escola em um microvestido rosa-choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15, maquiagem de balada, na quinta-feira da semana passada (22)”. FOLHA.

De lá para cá, todas as mídias abriram todos os tipos de espaço. Com razão, pois não é um fato pontual e ocasional. Há que estudá-lo, tal a complexidade da causa e a perplexidade do efeito. Não só momentâneo, mas também extemporâneo, pois Mary Quant, o pessoal de Woodstock e os estudantes revolucionários dos anos 60 jamais poderiam imaginar tal retrocesso social, político e comportamental. Nem mesmo as moças da foto de 37 publicada acima.

Mais do que o resultado do ENEM, que avalia apenas comparativamente o conhecimento, esta manifestação de massa certamente traz o reflexo de fatores primários inconsistentes diante de um ambiente universitário culturalmente acima daquele que os novos participantes não conseguem absorver, tal a diferença do meio que vieram.

O despreparo é gritante e deixa de ser intrigante a reação que se viu diante de um símbolo de moda colocado num ambiente não pertinente. Fato que se observa cotidianamente em todos os ambientes, sem que haja reações de massa e muito menos com a agressividade verificada.

Sociologia, psicologia, pedagogia e economia podem explicar setorialmente esta manifestação, mas a filosofia numa pegada freudiana, marxista e fascista, através da Escola de Frankfurt na passagem da predominância dos economistas para os filósofos, com os trabalhos de Theodor Adorno e Max Horkheimer na primeira metade do século 20, é que tem a resposta mais contundente. É o que confirma Paulo Ghiraldelli Jr. proeminente filósofo brasileiro, em sua análise “A moral por centímetros – o caso Uniban”:

“Adorno e Horkheimer apontaram o choque que as pessoas arcaicas, provincianas e vindas do meio rural tiveram ao chegar às cidades. Ficaram oprimidas pela organização que desconheciam e ficavam revoltadas ao perceber que existiam outros que se davam bem nesta estrutura.

No episódio Uniban, pessoas sem tradição familiar de frequentar faculdade, saem muito rápido de um ambiente que exige pouca capacidade intelectual para a Universidade. A Uniban ensina mal, paga mal, recruta mal. Absorve os alunos que não entraram ou não entrariam na USP, PUC, FGV, etc.

A menina de minissaia simboliza toda a Universidade com sua característica do diferente. O diferente simboliza todo o aparato novo que está oprimindo os que vieram de ambientes menos exigentes.

Se a Uniban tivesse obstáculo para entrar, obrigando a esforço de obtenção de conhecimento, se tivesse obrigado a estudar, a adaptação seria facilitada. Pois, por pior que seja é uma Universidade e apresenta enorme dificuldade de introdução dada a diferenciação de ambientes. Ainda há neste caso a questão do preconceito contra a mulher”. (Adaptado de Paulo Ghiraldelli Jr)

Definimos Moda como uma forma de comunicação, e Elegância como uma maneira pertinente ao ambiente de se vestir.

A Moda é o centro aparente da ocorrência e a não Elegância sua resultante, porém como quase tudo em nosso Universo, a causa do episódio não é aparente. É muito mais profunda.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Milton Jung e nunca se constrangeu diante de uma saia justa.

63 comentários sobre “A saia justa da Uniban

  1. Prezados ouvintes internautas, a perplexidade aumenta.
    Todos os sites , a começar pelo G1 acabam de noticiar que os alunos de Turismo da UNIBAN, não satisfeitos com o infeliz episódio, aguardavam na noite de hoje, o retorno da estudante ,com nariz de palhaço. Em protesto pela atitude e uso da mini saia.
    Mais, ainda declararam consciência (finalmente com alguma coisa) que o reboliço causará problemas no mercado de trabalho.
    Adorno e Horkheimer não devem estar acreditando que suas análises sobre fascismo pudessem ainda valer em 2009. Freud talvez esteja mais acostumado pois loucos e desequilibrados nunca deixaram de existir.

  2. Olá Carlos,

    Não podemos nos esquecer que, no ano de 2005 no Jornal de Estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco USP, continha piadas de conotação racistas.

    Dois anos depois em 2007, na UFRGS por conta das cotas, houve por parte de um grupo de estudantes de direito, manifestações racistas com conotações nazistas, segundo o que foi constatado.

    Ou seja, imbecilidade não é atributo apenas de estudantes de universidades tidas como de “baixo nível“. Os alunos de universidades chamadas “alto nível“, tb sabem descer bem baixo.

    Eu bati palmas para o filósofo, educador e teólogo Mário Sérgio Cortella que disse no Telejornal Hoje:

    “Numa escola, onde a lógica é você poder debater, trazer a reflexão, aceitar aquilo que não é idêntico para poder crescer e criar, isso implica numa intolerância num lugar que chama universidade, onde se acolhe tudo o que é diverso”.

    Este disse tudo!

    Na minha opinião de simples mortal não filósofo, arrisco a dizer que, o que essa moça sofreu foi a ditadura do “bichogrilismo”: Não ir para Universidade de camiseta, calça Jeans surrada e rasgada de fábrica e não se entorpecer com artigos “fumacentos” e etílicos; não é de bom tom, é um erro que pode ser fatal, como constatamos.

    Uma coisa é certa, conforme seu ultimo post: Além de sofrerem previsível discriminação pelo nome e a qualidade de tal universidade, dizer que cursou nesta instituição será mais um ponto negativo, diferente dos alunos de faculdade de ponta em que, atitudes desprezíveis são tidas como destemperos normais de juventude.

    Abraços

  3. Esse é o retrato da nossa juventude, retrato dos jovens que frequentam a universidade a amanhã serão os profissionais que estarão no mercado de trabalho. São jovens fúteis, intolerantes e preconceituosos que não sabem aproveitar a oportunidade que uma universidade pode oferecer por pior que ela seja. É lamentével e vergonhoso ver episodios como este aconetecer dentro de uma universidade.

  4. O que me impressionou foi ver nos jornais distribuidos nos semáforos que os estudantes que fizeram este ato absurdo contra a estudante ficarem ultrajados com a resposta da sociedade e da propria universidade. Eles deviam por a mão na consciencia e se olharem no espelho.

  5. É uma pena a sociedade debater certos desvios de conduta como este, somente quando eles explodem nos veículos midiáticos. Este, na minha humilde opinão, é só mais um retrato da intolerância entre as pessoas. O respeito, a cortesia, o amor ao próximo como ser humano, soam esquisito nos dias de hoje! Porque será?

  6. Caro Beto, não fale sobre o que não sabe,

    O episódio de 2005 nada tinha de racista. Foi uma piada (de gosto duvidoso, é verdade, mas não racista), inserida dentro de proposições absurdas (e por isso, supostamente cômicas), tomada e divulgada como se racista fosse, por interesses político-acadêmicos.

    Engraçado que piadas com conotação muito mais ifensivas sempre foram, e ainda é, proferidas pelo Casseta e Planeta, por ex.

    De qualqu3er forma, é engraçado como um episódio como esse, noticiado sem grande profundidade ou debate, fica marcado na história como o “caso do jornal racista da Faculdade de Direito”.

    Ps. Eu estava lá na época, não tenho nenhum interesse pessoal nesses fatos, mas não me conformo em ver toda essa bobagem papagaiada

  7. Ilustres ouvintes-internautas, vamos deixar as garotas lindas do nosso Brasil em paz, só vamos pedir um pouco de calma, um pouco de pacimônia na hora de se vestir.

    O calor está forte, entendemos, mas não vão errar no comprimento, porque todos nós vamos ficar olhando.

    Nem muito curto, nem muito longo… Na medida.

    O resto…Nariz de palhaço, oba-oba…É só pra chamar a atenção…

    Temos que nos preocupar com os estupros financeiros que nossos queridos políticos espetos dão na população, ai sim, é um bom motivo para ficar colocando nariz de palhaço, não por causa de um belo par de pernas.

  8. As posturas e atitudes insanas, medievais, perversas, sem um pingo de amor ao proximo, criminosas, discriminatorias, mesmo a moçoila estando vestida “inadequadamente” cometidas pelos jovens de hoje a exemplo do lamentavel acontecimento, evento na UNIBAN retrata exatamente que o exemplo parte de casa, lá de cima, principalmente dos nossos governantes.
    Para ser politico atualmente basta mal saber assinar o proprio nome e pronto, já pode ser candidato a algum cargo politico.
    Para estes jovens o que mais interessa é o dipRoma!
    Obtidos em facuRdades tipo pagou passou.
    Não irei comentar sobre pois estarei sendo redundante ao artigo de hoje.
    Ai acham ruim, os jovens, o porque as empresas a cada dia exigem mais e mais para serem admitidos.
    Com raríssimas excessões.
    Se essea manifestação tivesse acontecido em “outros tempos” certamente a borracha ia comer solta!
    Sou apolitico, apartidário, contra qualquer tipo de discriminação, sistema ditatorial, feudal, tortura, e afins.
    Como dizia o Sr Spok
    Fascinante!
    Para o mundo porque eu quero descer!
    Abraços
    Armando Italo

  9. Caro rafa, o que sei é o que foi noticiado e não defendido com veêmencia pelos acusados. Portanto, o que prevaleceu foi a imagem. Imagem de pessoas tidas de “elite”, em uma faculdade de elite apesar de publica. Uma “elite” que não se comporta como tal, vai para mesma vala da escória, e isso acredito que não seja teu caso.

    Abraço!

  10. Quem sabe esses “manifestantes” tenham tanto orgulho de seus atos de barbárie coletiva que, no futuro, até ponham em seus Curricula que participaram dessa horda. Como dizia Renato Russo: “Que país é esse?”

  11. Infelizmente, a maioria da massa é ignorante.

    Da mesma forma que o ato dessa massa é digno de repúdio, a generalização apresentada me soa igualmente atroz.

  12. não só a Uniban “ensina mal, paga mal, recruta mal. Absorve os alunos que não entraram ou não entrariam na USP, PUC, FGV, etc.” como outras Uniesquinas por aí; fruto de uma sociedade patriarcal, é a dominação dos mais fortes ($$$)sobre os mais fracos. Vocês não entenderam ainda????

    Abs,
    _

  13. É uma atitude quase que medieval, um linchamento público .
    Estou abismado com os comentários de algumas alunas que ouvi hoje pela CBN , todas essas condenando moça ! , inclusive alunas do curso de moda
    Comentários inclusive dizendo que ela não respeitou os namorados e maridos das outras alunas ! Como se o problema fosse dela por essas moças namorarem , machistas , tarados e portadores de disfunção sexual crônica !
    A moça tem sim o direito de se vestir mal e isso não é da conta de ninguém !

  14. Beto, com.2, Concordo plenamente. A ressaltar o fato da massa de 700 alunos, gritando e ameaçando estupro, enquanto alguns tentavam fotos enfiando a mão no meio das pernas da menina.
    É o processo das massas. Assim também se gritava Hi Fuerer!

  15. Leticia,com.3,É o despreparo para estar neste ambiente, que exige universalidade,pluralidade.
    Provávelmente esta gente teve pais duros e sem informação. Não importa se com recursos financeiros ou não , mas desprovidos de recursos de civilidade.

  16. Silvio,com.4,Sabemos que o primeiro passo para que se resolva um problema é reconhecer que existe o problema. Assim é no alcoolismo, nas drogas e também nas convicções sociais e politicas.
    Daí protestar com nariz de palhaço, ou simplesmente protestar é atestar que o problema está com os alunos e não com a aluna de micro vestido.

  17. Beto,com.5, A PUC SP já teve seus momentos de confrontação com autoridades constituidas, mas nunca contra alunas vestidas deselegantemente.
    Parece então que está voltando ao confrontamento, e desta vez desrespeitando os colegas não fumantes.

  18. Armando Italo,com.9, Não podemos desistir. Afinal não só de UNIBANs vivem os nossos universitários.
    Nem vou citar os debate da Rua Maria Antonia, entre FILOSOFIA USP e MACKENZIE, para não ser saudosista.
    Era pancadaria da grossa, mas não se discutia nada mais além de politca e regimes socio economicos.
    Havia de tudo em termos de trajes , rock etc, menos preconceitos. A não ser o pollitico.
    Daí surgiram os lideres de hoje , PT, PSDB e DEM que o digam.

  19. Luiz Carlos Chaimsohn, com.15, O assunto aparentemente é Moda, o que tem levado figuras ilustres da moda, como Gloria Kalil, a embarcarem nesta corrente e passarem a dar explicações de moda.
    A moda como forma de comunicação está indicando exatamente que o assunto é de outra área, a moda é apenas a linguagem, o conceito , o conteúdo é da Filosofia politica e da psicologia social. É Freud e Adorno. É a escola de Frankfurt do inicio do século XX.

  20. Bem, Beto,

    Imagem é tudo né?

    Os fatos não interessam…

    Mas o que quer dizer com “defendido com veemencia pelos acusados?” Pra começar, sequer houve acusados…

  21. Nobre causídico Rafa,

    Troque o acusados por apontados. Não estamos em um tribunal!

    Por um acaso, ontem à noite conversei com uma moça que, na época cursava direito no UFPR e lia o jornal de alunos da sua instituição e é da opinião de que foi uma atitude infantil. Sendo assim, me conforta saber que ela como vc, além de brilhantes formados pela USP e UFPR, serão árduos e competentes defensores dos direitos civis. Quem sabe até, sua saudável preocupação, seja o começo de uma liderança que irá empunhar a bandeira em defesa e mantimento do belo nome da instituição.

    Bom, eu continuo com a opinião de que foi um erro grotesco de pessoas de quem se espera o melhor. Pois, o curso de direito da USP, não é para qualquer um. Portanto, a melhor postura possível de tais alunos, é esperado e, qualquer desvio espanta quem os admira. Isso é minha opinião, não significa nem sonho que seja a mais adequada.

    Quanto a imagem: Fui empresário de publicidade e clinica de estética e sei que, a mesma tem o mesmo poder da palavra e da escrita. Em alguns casos, até mais.

    Grande abraço

  22. Junior Produtor, só o diploma não chega ser ascensão, mas convenhamos é um reforço inicial razoável.
    Entretanto, vale mais o valor da Faculdade do que o curso escolhido. Questão de marca.Afinal aluno e faculdade são marcas como qualquer produto.

  23. Beto e Rafa, Sugeri ao Milton que marcássemos um almoço com os ouvintes internautas mais assiduos.
    Assim seria uma oportunidade para conhecimento pessoal e divagações mil.
    Inclusive agora, para ambos dirimirem estas dúvidas.
    Está faltando apenas a data e o patrocinador.
    Alguém se habilita?

  24. Junior Produtor, Afinal de contas estamos ou não em um regime capitalista?
    No aniversário da queda do muro de Berlim, é propício perguntar se restou algum sistema econômico e social diferente do capitalismo.

  25. Nobre Rafa,

    Vc tem toda razão, não estamos em um tribunal!

    Retiro o acusados por apontados!

    Quanto a imagem: Fui empresário de publicidade e clinica de estética e sei que, dependendo da situação, a mesma tem igual valor da palavra e da escrita. Em alguns casos, pode ser prova definitiva.

    Obrigado por este debate saudável e democrático, nesta tribuna eletrônica.

    Abraços

  26. Carlos Magno,

    e desde quando capitalismo é sinônimo ascensão social? Sim porque, até agora o projeto de elitização da educação do sistema capitalista só trouxe resultados como esse da UNIBANdo, além do declínio do sistema público de educação.

    E no aniversário da queda do muro de Berlim será propício, também, perguntar a respeito do ‘escândalo do diploma’ comprado por doutores brasileiros lá na Alemanha? Daqueles que o Gilmar Mendes (presidente do STF) conseguiu de mestrado e doutorado (mesmo sem dominar o idioma) em menos de – pasmem – dois anos. Será propício?

    Um abraço,
    _

  27. questão de marca? ah sim, entendi…a faculdade é uma marca e o aluno é um produto dela? Mas é claro, vale o quanto pesa – elementar. É por isso que no ano passado as escolas particulares daqui de SP tiveram a segunda pior queda em avaliação nacional. Teve até uma reportagem da CBN sobre isso.

    Vale o quanto pesa…claro!
    _

  28. Beto, agora aguardar para ver o comentário é inevitável, por medida de segurança.
    É o que Freud explica, ao mostrar que loucos existem.E é bom lembrar que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
    De repente aparece algum taleban da Uniban e posta alguma indiosincrasia impublicável e o blog fica mal visto.
    É melhor evitar, você não acha?
    O Milton, pela sua verve democrática até que arriscaria, mas há que seguir normas.

  29. Beto,com. 37, belo debate. Vamos ver quando marcarmos o almoço ou o jantar.
    Já começaram a procurar patrocinador?
    Vamos de permuta, jabá ou racha?
    Jabá é proibido e não condiz com as aspirações éticas dos comentários vistos até aqui.
    Mesmo porque o editor chefe não vai permitir.

  30. Junior Produtor,com.39, Quanto à avaliação das faculdades e universidades, o ENEM não tem nem método nem metodologia de pesquisa, pois a amostra não é técnica.Por isso algumas entidades de renome se recusavam a participar.
    O incidente com a última prova escancarou que além de não haver metodologia de pesquisa também não havia método de controle administrativo.
    Uma vergonha, mais uma vez explicada pela terceirização descuidada. Coisa que vemos em várias prestadoras de serviço, como por exemplo a Eletropaulo.Neste ultimo caso com experiencia pessoal .

  31. Ainda assim Beto, não houve indivíduos mesmo apontados, bem como não houve espaço para que qq um se defendesse com ou sem veemencia.

    Quanto à imagem, entendo a importancia a ela atribuída na nossa sociedade. Mas não acredito que sirva como prova definitiva de qq coisa, principalmente de grave acusação como racismo.

    De outro lado, receba também os meus cumprimentos pelo saudavel debate. Deixo para reflexão frase que diz muito a respeito daquele episódio da USP nesses tempos de ditadura do politicamente correto:

    “Eu não quero viver num mundo em que não possa fazer uma piada de mau gosto” @millorfernandes

    Abraços

  32. O falso moralismo impera no País do Carnaval onde as celebridades desfilam apenas com tapa-sexo ou em alguns casos nuas mesmo. Ultimamente é comum programas de humor com aquelas lindas gatas andando na Paulista e fazendo brincadeira com o público apenas usando roupa de praia ou minissaia curtissima e todo mundo leva na esportiva. Ainda este ano alguns ciclistas fizeram uma manifestação andando pelados na Paulista e até a minha tia que tem 67 anos achou engraçado o pessoal pelado numa bike. E a Parada Gay que cada ano que passa faz mais e mais sucesso e todo mundo passou a gostar e respeitar. A não ser é claro que meia duzia de idiotas que às vezes partem para violência porque ainda não aceitou que cada ser humano é feliz do jeito que lhe convém e ninguém deveria partir para violência por causa da sua escolha de vida. No caso dessa aluna da Uniban é a mesma coisa. Foi agredida porque eles acreditam que estão com a razão e são superiores do que essa aluna. Como se o caráter estivesse na roupa e não na pessoa. Engraçado é que não vi esses mesmos alunos fazendo qualquer barulho contra os dólares na cueca, a farra das passagens áereas, contra o Sarney, contra o desmatamento da Amazonia, contra o vazamento das provas do ENEM. No minimo era para os alunos de todas as escolas realizarem uma grande passeata contra o pouco caso que o Governo deu ao assunto e aos alunos. Estou cansado de assistir na mídia alunos em SP fazendo trotes violentos, um aluno da USP já morreu em consequência disso. Alunos quebrando e tomando o campus da USP como se fossem deles. Vira e mexe aparece videos de estudantes de SP e do País de diversas faculdades fazendo festas regradas a bebidas, drogas e sacanagem. E agora querem transformar essa Aluna de turismo na Maria de Magdalena do Século 21 onde só não houve o linchamento porque a POLÍCIA CHEGOU. Realmente, esse País do Carnaval cada vez mais me surpreende. É claro que temos alunos brilha ntes e dignos nas diversas faculdades do País que merecem todo respeito e acredito que esses alunos brilhantes e dignos estão envergonhados desses preconceituosos de plantão. Diga não ao Preconceito. Diga Não A Violência.

  33. O falso moralismo impera no País do Carnaval onde as celebridades desfilam apenas com tapa-sexo ou em alguns casos nuas mesmo. Ultimamente é comum programas de humor com aquelas lindas gatas andando na Paulista e fazendo brincadeira com o público apenas usando roupa de praia ou minissaia curtissima e todo mundo leva na esportiva. Ainda este ano alguns ciclistas fizeram uma manifestação andando pelados na Paulista e até a minha tia que tem 67 anos achou engraçado o pessoal pelado numa bike. E a Parada Gay que cada ano que passa faz mais e mais sucesso e todo mundo passou a gostar e respeitar. A não ser é claro que meia duzia de idiotas que às vezes partem para violência porque ainda não aceitou que cada ser humano é feliz do jeito que lhe convém e ninguém deveria partir para violência por causa da sua escolha de vida. No caso dessa aluna da Uniban é a mesma coisa. Foi agredida porque eles acreditam que estão com a razão e são superiores do que essa aluna. Como se o caráter estivesse na roupa e não na pessoa.

  34. (continua)

    Engraçado é que não vi esses mesmos alunos fazendo qualquer barulho contra os dólares na cueca, a farra das passagens áereas, contra o Sarney, contra o desmatamento da Amazonia, contra o vazamento das provas do ENEM. No minimo era para os alunos de todas as escolas realizarem uma grande passeata contra o pouco caso que o Governo deu ao assunto e aos alunos. Estou cansado de assistir na mídia alunos em SP fazendo trotes violentos, um aluno da USP já morreu em consequência disso. Alunos quebrando e tomando o campus da USP como se fossem deles. Vira e mexe aparece videos de estudantes de SP e do País de diversas faculdades fazendo festas regradas a bebidas, drogas e sacanagem. E agora querem transformar essa Aluna de turismo na Maria de Magdalena do Século 21 onde só não houve o linchamento porque a POLÍCIA CHEGOU. Realmente, esse País do Carnaval cada vez mais me surpreende. É claro que temos alunos brilha ntes e dignos nas diversas faculdades do País que merecem todo respeito e acredito que esses alunos brilhantes e dignos estão envergonhados desses preconceituosos de plantão. Diga não ao Preconceito. Diga Não A Violência.

  35. A Policia chegou em tempo para “salvare a vida” da garotona porque os colegas tiveram a iniciativa de chamar a policia
    Ai pergunto:
    Porque os “responsáveis ou irrponsáveis” desta entidade de ensino, a direitoria, o reitor, os cordenadores desta “famosa e respeitada facuRdade” não tomaram as devidas providencias?
    e se por acaso alcontecesse algo pior com a garota, estando seriamente ameaçada colocando a sua segurança e a integridade física.
    Uma vez eu estava em uma famosa entidade de ensino no bairro da Saúde/SP e sem intenções de escutar a conversa entre diretor, cordenador e um professor.
    Vejam só são as coisas e como funcionam em amitas entidades de ensino particular.
    O professor estava reclamando com toda razãso porque uma aluna estava com o seu telefone celular ligado na sala de aula.
    Obviamente quado o celular tocava incomodava a aula.
    O professor então diante da arrogância da menina, aborrecente, pelo jeito super hiper mimada pelos pais, pos a garota para fora da sala de aula por desreipeitar o mestre.
    Sem problemas.
    A aborrecente saiu da sala e foi direto para a diretoria reclamar porque tinha sido posta para fora da aula.
    O mestre foi chamado a diretoria e foi solicitado e ele que relevasse a sua atitude, pois a menina bem como sua familia e os demais alunos são fieis “CLIENTES DAQUELA ENTIDADE “DE ENSINO”
    Obviamente as mensalidades desta entidade não e das mais baratas
    Em suma:
    O mestre não aceitou a solicitação “dos superiores” e acabou sendo sumariamente demitido.
    Isso chama-se inversão de valores, éticos, profissionais, morais.
    E assim os nossos jovens de hoje “estão se formando” para num futuro dirigirem o Brasil, a exemplo da cambada de marginais, idiotas, muleques mimados, sem um pingo de educação que são os particvipantes da algazarra acontecida na UNIBAN, pior ainda aos olhos dos dirigentes.
    Esse fatro deveria estar sendo investigado pelo MPSP se possível e que tomem as medidas cabíveis
    Essa menina, mesmo estando ou não trajada inadequadamente poderia pedir uma indeniação, porque a faculdade não tomou quaisquer providencias, uam vez que ela se encontrava dentro da faculdade.
    E a sua segurança assim como as dos demais alunos e fundionarios estão sob a responsabilidade da entidade de ensino.
    Ah!
    Mas estes animais que escurrassaram a garota também são clientes da faculdade a exemplo da referida escola acima citada.
    E assim nada acontecerá a êles.
    Vai ficar por isso mesmo, pois estas faculdades são riquissimas, poderosas.
    Ou não?
    Abraços

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