O diretor geral brasileiro da Usina de Hidroelétrica de Itaipu concedeu uma entrevista à CBN, hoje pela manhã, que me chamou atenção pelo palavreado e comportamento adotados. Tive a impressão de que após a noite e madrugada tensas devido ao corte de enérgia elétrica em 9 estados e no Distrito Federal, Jorge Samek havia conseguido relaxar enquanto esperava o avião para Brasília. Deu risada, falou em gíria e soltou até mesmo um palavrão de alívio ao relatar o momento em que todas as 18 unidades de Itaipu voltaram a funcionar às cinco e 15 da manhã. Até lá, disse ele, “foi uma barra”. Depois, “puta, aí foi uma farra”. Nada como falar a língua que o povo entende.
Ouça a entrevista com o diretor geral brasileiro de Itaipu Jorge Samek
DIG DIM DIM
(Vicente Longo e Waldemar Camargo)
É hoje que eu vou pra farra
Ninguém me agarra
Eu vou me espalhar
Maestro manda aquela brasa
Saí de casa pra vê bumbo furar
Mas se bumbo furar
Deixa a cisa pra mim
Eu vou de garrafa batendo assim
Dig dim, dig dim, dim
Dig dim, dig dim, dim BIS
Milton
Depois de ouvirmos de autoridades, melhor, otoridades o famoso “relaxa e goza”, não gosto de ler, etc, nada mais me espanta neste pais.
E assim vamos “sendo “adiminstrados”
Sera que o dignissimo senhor diretor da Itaipu estudou “naquela facuRdade” que expulsou a moçoila da minissaia e depois voltou atraz e readmitiu etc e tal?
pois é, Armando, do tipo: “se tiver com apetite sexual, estupra mas não mata!” – verdade, ja que é pra comparar…
_
Sei lá, eu não vi problema na fala do tal diretor. Qual o problema de se falar de maneira informal? A expressão que ele usou transmitir a emoção e o alívio que eles tiveram na hora em que tudo voltou a funcionar. Não deve ser fácil ter um problema desses nas mãos para resolver, sem saber exatamente onde e como atuar. A equipe que atuava nesse momento devia estar extremamente tensa e a notícia de que poderiam religar tudo lhes foi maravilhosa. Deve mesmo ter sido uma farra, devem ter comemorado. E a interjeição chula, mas popular, usada pelo Jorge, relatando uma emoção pessoal, transmitiu bem a imagem do momento.
Boa parte de nós usaria a mesma expressão recontando um momento como esses. Prefiro mil vezes alguém que fale assim do que alguém que fique rodeando e falando difícil para contornar sem responder.
pois é, Willian, concordo com você, mas eles preferem pegar um fragmento da notícia e trabalhar para que se crie polêmica; é a função do jornalismo…mais uma vez: lamentável…
_
Pois é. Não há problema algum o diretor de Itaipu soltar um “puta” numa entrevista.
Se eu ou você fizermos o mesmo em uma entrevista de emprego, pode esquecer.