O poder transformador do cidadão

 

Foto de Ullysses Martins Moreira Neto - 1o Concuso de Fotos de Árvores SP

Há muito tempo se defende no CBN São Paulo a ideia de que está nos centros urbanos a solução para frear o aquecimento global. Mudanças de hábitos que começam com escolhas simples como a embalagem do produto que você vai comprar ou o modelo de transporte que pretende usar para chegar ao trabalho. Não há como deixar o carro na garagem, pois é baixa a qualidade do transporte público ? Então acelere menos, mantenha o motor bem regulado, queime combustível mais limpo ou troque aquele “beberrão” por algo mais econômico.

Assim como está nas mãos do cidadão o poder de comprar de um fabricante mais verde, também está o de escolher um político comprometido com o combate as mudanças climáticas. Ou de pressionar seu representante a votar em projetos de lei que beneficiem o meio ambiente.

Este poder transformador do cidadão esteve ausente em boa parte das discussões na Conferência do Clima em Copenhague, na Dinamarca, de acordo com a avaliação do diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar que conversou com o CBN São Paulo. A instituição que incentiva o consumo consciente está convencida de que não haverá sustentabilidade sem uma mudança no estilo de vida das sociedades.

Ouça a entrevista de Helio Mattar do Instituto Akatu, ao CBN SP, e mude seus hábitos

3 comentários sobre “O poder transformador do cidadão

  1. “Não há como deixar o carro na garagem, pois é baixa a qualidade do transporte público, então”

    Não concordo completamente com isso. Nosso transporte público é péssimo, mas se nos defendermos dele comprando um carro só vamos contribuir para piorar ainda mais nossa cidade.

    Proponho que as pessoas façam esforços, quem mora até 10 km do trabalho, dá sim para usar outros meios de transportes que não o carro. Experimente caminhar uns dias, verá que as calçadas são horríveis, mas pelo menos teremos mais um para reclamar por melhores calçadas.

    As vezes você mora longe do Metro para ir a é, mas de bicicleta não é tanto. Veja que muitas estações tem bicicletários e paraciclos, utilize-os. Se a sua não tem, cobre.

    Dá pra viver sem carro, ou ser menos dependente dele. Mais da metade da população de São Paulo não sabe que é ter um carro e ninguém morre por causa disso.

    Vamos mudar nossos péssimos hábitos, compre só carros que não poluam. Eles ainda não existem? Então não compre. Se todos parassem de comprar carros porque eles poluem, em dois meses teríamos carros limpos circulando por aí.

    Bom 2010 para todos.

    André Pasqualini

    • André,

      Sua mensagem me chamou atenção para um problema no meu texto. A frase que você destacou não era afirmativa, era interrogativa. Tentava reproduzir o que muitos nos questionam quando falamos de mudanças na forma de se deslocar na cidade. Por falta de atenção ou de habilidade, construí a frase como se eu estivesse afirmando um fato. Já corrigi.

      Obrigado e feliz 2010 !

  2. Meses atrás, resolvi ir do bairro do Ipiranga até à Rua Boa Vista no centro, usando transporte público Fura Fila:
    1- por não conhecer o sistema, fui tratado com grosseria por todos os funcionários que recorri. Além de um veículo imundo cheio de pessoas com caras de maus amigos, vi um Parque D Pedro imundo com restos de comidas de ambulantes pelo chão, cidadãos sem educação que não respeitam sinalizações, além do sentimento de poder ser assaltado a qualquer momento. Tomar um banho e trocar de roupas assim que cheguei em casa, foi o mínimo.

    2- Meu irmão que trabalha uma média de 10km de sua casa, resolveu trocar seu automóvel por bicicleta: Em dois meses foi atropelado sem gravidade, mas com dano material e psicológico que, o induziram a abandonar esta prática.

    3- Minha mãe e seus amigos da terceira idade, resolveram ir à Igreja de São Judas Tadeu de ônibus e ouviram a seguinte manifestação do motorista : “to de saco cheio dessis véio”. Na volta usaram dois táxis (risos).

    Esta mais do que claro que, precisamos mudar nossa maneira de transporte, usando todas aa alternativas possíveis. Porém, se qualquer alternativa não for acompanhada de uma forte campanha de educação urbana, o conforto dos automóveis irá prevalecer.

    Devemos ampliar os alertas de educação ambiental e urbana, levando-os para além dos bairros nobres e de classe média. A Periferia precisa conhecer este assunto. Quem sabe assim, com consciência, diminuamos sujeiras nas ruas, nos rios, invasão de várzeas, no transporte píblico e etc.

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