Avalanche Tricolor: Ele é o goleador

 

 

Grêmio 3 x 2 Caxias
Gaúcho – Olímpico Monumental

Foi o André Sanchez ou o Deva Pascovicci, não lembro mais. No Esquina do Esporte, um deles apostou na qualidade superior de Washington como atacante na comparação com Borges que havia estreado no Grêmio, no fim de semana. Aceitei compará-los, jogo a jogo, gol a gol. Mesmo porque o atacante do Imortal Tricolor havia começado em vantagem.

Logo na primeira partida fez um daqueles gols com personalidade de atacante. Daqueles que recebe a bola de costas, gira sobre o zagueiro, dispara com força para dentro da área e bate firme no gol. Pouco antes, havia desperdiçado uma boa oportunidade. O desempenho de seu adversário virtual no jogo de estreia na temporada se resumiu a três chances perdidas de gol.

Nesta noite, lá estava Borges mais uma vez com a camisa do Grêmio. Joga com cara de satisfação, mostra talento no toque de bola, se dá bem com o companheiro de frente, Jonas. E voltou a marcar, o segundo gol em dois jogos. Desta vez com oportunismo, bem colocado, na posição de quem está a espera para matar. Matou, correu para a torcida, deu cambalhotas, abriu os braços e foi recebido com a paixão da Avalanche.

Borges está na frente desta disputa de dois grandes atacantes brasileiros que até o ano passado jogavam em um mesmo time, mas não conseguiam ser parceiros em campo.

Mais a frente deles, porém, está Jonas, um cara estranho, difícil de entender, que comemora os gols com uma dança esquisita. Foi taxado de o pior goleador do mundo ano passado. Já havia deixado o Grêmio há algum tempo. Voltou sem prestígio e terminou a temporada como goleador. Neste ano, começou no banco, depois de uma polêmica com o presidente do clube que admitiu colocá-lo em uma negociação qualquer. Entrou, virou o jogo e ouviu seu nome ser festejado pelo torcedor.

Nesta noite, saiu como titular e marcou mais dois gols. Um deles o árbitro vai registrar para o zagueiro que desviou a bola para o próprio gol, não levando em consideração o esforço do atacante e a esperteza de chutar forte e cruzado na pequena área a espera de um esbarrão.

Estou desconfiado que entre Borges e Washington, eu, o Deva e o André ainda iremos bater palmas mesmo é para Jonas. Ele merece.

Nos descontos: o Grêmio completou hoje 40 partidas sem derrota dentro do Olímpico Monumental. Não perde por lá desde setembro de 2008. Quem se atreve!

3 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Ele é o goleador

  1. Você tem razão,Mílton,sua desconfiança (quem sabe,a de seus dois companheiros – Deva e André – encaminha-se para a confirmação. Jonas é o cara,mais que isto,tem a cara do Grêmio.A crônica esportiva gaúcha,porém,não se conforma e vai continuar dizendo que Jonas é um centroavante fraco. Que bobagem faria o Presidente do Grêmio se tivesse incluído o goleador numa troca por Vítor. Lateral se inventa,centroavante se cultiva.

  2. Olá, Milton.

    O gol do Jonas, o terceiro da partida, foi uma pintura de gol. Há tempos o Lúcio não cruzava tão bem. A cabeçada foi forte, certeira. E ainda por cima foi na risca da marca do pênalti. É de atacantes assim que o Grêmio precisa. Ainda bem que a direção voltou atrás e não trocou ele pelo lateral Vitor, do Goiás.

    Abraço

  3. Milton,
    Nosso time neste ano é o mais forte dos últimos dez anos. Isso mesmo, acho que ele é mais forte, ao menos no papel, do que aquele que lhe proporcionou aquele ótimo texto sobre a conquista da Copa do Brasil de 2001. Temos time e temos elenco, espero que o Silas consiga montar o melhor para conquistarmos muitos títulos.
    Abraço.

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