Pela lei do barulho, vereadora abandona o silêncio

 

grito_munchHá mais de um ano, Sérgio Mendes que participa do Adote um Vereador envia e-mails para a vereadora Marta Costa (DEM), de São Paulo. Estava frustrado com o silêncio da parlamentar até que nessa quinta-feira foi surpreendido ao questioná-la sobre a lei do barulho que mudou as regras do PSIU. Uma mensagem eletrônica chegou a caixa de correio dele explicando que a “democrata” apoio as mudanças pois representa a comunidade evangélica, na Câmara:

“Como sabe, pois me acompanha na CMSP, sou representante da comunidade evangélica do Município de São Paulo, portanto, meu voto foi favorável. Tendo como principal motivo as multas aplicadas pela legislação anterior. Certo de que há, ainda, muito a ser ponderado relativo à legislação do PSIU para que esta alcance o devido consenso sem que haja maiores ponderações, como ainda existentes e pendentes, o que é claro, ensejará no Parlamento Municipal, maiores discussões”.

Independentemente de concordar ou não com os argumento de Marta Costa, Sérgio escreveu para o grupo do Adote um Vereador, otimista:

“É um dia muito especial por que mesmo sem um encontro pessoal, fica claro que é possível para a cidadania, acompanhar, sugerir, criticar ou apoiar os seus representantes sempre que os nossos assuntos( de todos os cidadãos) forem discutidos na casa que é nossa e da maneira como eu concebo ser a meta do projeto, impessoal e objetivo”.

O e-mail da vereadora é martacosta@camara.sp.gov.br

Site tem opinião dos vereadores

Lei do barulho Adote

O site Adote um Vereador criou página especial para a lei do barulho, onde você pode ler algumas opiniões dos parlamentares, saber quais são as mudanças feitas na Câmara, tem acesso as reportagens sobre o tema e deixa a sua opinião. O site está aberto para que os próprios vereadores publiquem o que pensam sobre o assunto, ajudando o ouvinte-internauta a se posicionar, também.

11 comentários sobre “Pela lei do barulho, vereadora abandona o silêncio

  1. Boa tarde, Milton

    Que ótima a iniciativa de criar uma página especial no Adote um Vereador, com foco na “Lei do Barulho”!

    Uma página que apresenta e compara o posicionamento dos vereadores em relação a um tema específico ajuda muito o eleitor na escolha do candidato para as próximas eleições. E este tema é um dos tantos que afetam diretamente a vida de muitos cidadãos paulistanos.

    Tentei encontrar a página que você copiou na imagem acima e não consegui. Qual o link que leva a ela?
    Achei 2 links que me levaram a páginas diferentes da retratada aqui. São eles:
    http://vereadores.wikia.com/wiki/Psiu e http://www.wix.com/adote1/psiu

    Mais uma observação e uma pergunta:
    Não encontrei o e-mail de todos os vereadores no site Adote um Vereador. Eles é que não autorizaram a divulgação?

  2. A nova “lei do barulho” serve apenas aos interesses dos baderneiros – e de quem faz a lei – e deixa na mão os cidadãos que desejam e têm direito à tranquilidade. A câmara municipal faz pouco caso do nosso direito ao silêncio.
    Moro numa rua de baladas e botecos, que além do barulho que já é comum num local desses, ainda atrai aqueles veículos-boates, que têm caixas gigantescas de som, atrás do carro, e ficam estacionados na porta dos bares até cansarem.
    Já chamei polícia, sem resultado. Perguntam se vamos esperar a viatura na porta e comparecer à delegacia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ah, tá bom. No meio da madrugada? Mostrar minha cara aos vadios dos botecos e donos de veículos barulhentos? Ficar marcada?
    Medir o barulho na casa de reclamante é uma piada. Dá vontade de fazer um teste, só pra descobrir se a prefeitura irá à minha casa às três da matina. Com certeza, ainda esperam que eu lhes sirva um cafezinho já que estou acordada mesmo e dificilmente voltarei a dormir, ainda mais porque logo terei que ir trabalhar, enquanto os desocupados que nos perturbam estarão dormindo, quando amanhecer, com toda a certeza.
    Acabar com a denúncia anônima é nos expor à insegurança, não acreditar em quem denuncia, desrespeito à privacidade e ao nosso direito ao sigilo.
    Não tenho a obrigação de aguentar vagabundo, ainda por cima com veículos estacionados na calçada do meu prédio, com o som ligado.
    Espero que nossos “representantes” no governo reflitam bastante sobre essa questão.

  3. Prezado Milton

    É com orgulho que acabo de tomar conhecimento que o Desembargador Dr.Eros Picelli concedeu a liminar para suspender a Nova Lei do Psiu em uma Ação Direta de Insconstitucionalidade.
    Óbivo que este trabalho magnífico encampado por voce através do Adote um vereador trouxe este resultado, mas devo ressaltar que em boas mãos foram parar esta Ação (já que a distribuição é automática via computador) pois o Desembargador Dr.Eros Picelli, que tive o prazer de ter como professor, é daquelas pessoas, como voce, indignadas, mas que contribuem em muito para um mundo melhor. Parabéns a vc. e ao Dr.Eros Picelli por protegerem nós os anonimos.
    Grande Abraço

  4. Fora Barulho

    Viva!
    Eu também quero parabenizar Milton Jung e os colaboradores deste blog e do Adote um Vereador!
    O trabalho de vocês foi muito importante neste regate de direitos dos moradores da cidade.

    Há muito o que se fazer para garantir o respeito à lei, mas HAVEMOS LEI.

  5. A sensatez venceu a incompetência!

    Com inicativa como essa, os munícipes que deixam os seus afazeres para se dedicar em fiscalizar os nossos vereadores através do ADOTE mostra que inciativas como esta tem efeito e precisa continuar. Eles precisam ser vigiados para que façam o mínimo em favor da da sociedade e não para legislar em prol de um grupo, por interesses.Parabéns ao cidadão Claudio Vieira e a todos do ADOTE; e por favor, continuem esse trabalho maravilhoso.
    Parabéns

  6. Parabéns Sérgio,

    por dedicar parte do seu tempo precioso para fazer pela população uma fiscalização do mandato da Vereadora Marta Costa.

    Adilson, obrigado pelo reconhecimento ao meu trabalho voluntário e apartidário! Não sei como agradecer direito!

    Valeu!

  7. No sábado, dia 27/03, à uma hora da manhã, telefonei ao serviço 156, da prefeitura, para reclamar da baderna na frente do meu prédio, vinda de um carro estacionado na calçada, com som ligado à exaustão. Eu já havia telefonado à polícia e reforcei, com o 156. A atendente do 156 pediu meus dados completos. Recusei e falei que queria fazer denúncia anônima. Como ela insistisse, eu disse que a justiça havia derrubado a lei que abrandava o Psiu. Ela não me deu ouvidos, explicou que não podia fazer a reclamação sem meus dados. Desliguei, avisando que reclamaria com a ouvidoria da prefeitura. Afinal: a atendente está desinformada ou a antiga lei ainda não vale?

  8. Renata, comentário 9

    Eu também tenho dúvidas sobre o funcionamento da burocracia das subprefeituras e do PSIU com relação às queixas anônimas, como expressei em comentário à “Pauta do dia no #cbnsp 26.03.10”, em http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/miltonjung/2010/03/26/pauta-do-dia-no-cbnsp-26-03-10/#comments. Mas acho que consigo esclarecer uma parte de suas dúvidas recomendando que dê uma olhada no site da Prefeitura, http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/subprefeituras/psiu/0001.

    “De acordo com a legislação, o PSIU está autorizado a fiscalizar apenas locais confinados, como bares, boates, restaurantes, salões de festas, templos religiosos, indústrias e até mesmo obras. Porém, a lei não permite que vistorie festas em casas, apartamentos e condomínios, por exemplo.”

    Não sei se, além de procurar a polícia, no caso relatado por você, haveria alguma outra possibilidade.

    Realmente, o procedimento dos atendentes do 156 é, no mínimo, ambíguo no que se refere ao direito de anonimato.
    Eu já fiz queixa anônima sobre barulho de bar no balcão da subprefeitura.

  9. Milton, acabei de ouvir a entrevista com Darcy Ribeiro, da Promotoria de Justiça. Parabéns pelas reportagens em defesa dos cidadãos. Fiquei besta em saber que a maioria das reclamações ao Psiu não são atendidas!! Por que então um serviço que não funciona? A população não está pedindo nada absurdo, apenas direito ao sossego. A prefeitura deveria fechar os locais barulhentos (incluem-se os estacionamentos abertos, clandestinos) e nem deixar funcionar, negar o ‘habite-se”, é esse o nome?
    Aproveito para solicitar ao governo, em mais uma revitalizaão do centro da cidade, que inclua nos seus planos a região do Anhangabaú, ruas Álvaro de Carvalho, João Adolfo e Quirino de Andrade, infestadas por bares, boates, lanchonetes, cortiços, estacionamentos e prédios que servem de comércio de prostituição e depósito para mercadoria contrabandeada/falsificada de camelôs que residem na região. O governo poderia transferir para a região repartições públicas, a exemplo do que está fazendo na Luz.
    Obrigada.

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