Fluminense 2 x 3 Grêmio
Copa do Brasil – Maracanã
Jonas surgiu rápido dentro da área, driblou um, driblou dois e cortou três de uma só vez. Jonas disparou para receber fora do alcance dos dois zagueiros, parou, sapateou, olhou e deslocou o goleiro. Douglas correu na diagonal, em direção à área, ignorou a água no gramado, passou por um, passou por dois e limpou a jogada.
Em um lance e noutro – e no outro, também -, a bola foi parar dentro do gol adversário, em uma noite em que o Grêmio foi muito além do próprio Grêmio. O Brasil acostumado ao lugar-comum do time guerreiro, de raça e lutador, talvez tenha tido dificuldade para entender o que levou o Imortal à vitória no Maracanã.
Vencermos com um a menos, não nos surpreende mais. Mesmo que este “a menos” seja o Patrão da Área, Rodrigo, o zagueiro que dá consistência à nossa defesa. Convenhamos, para quem já venceu um campeonato com apenas sete….
Foi a categoria de um time que vem sendo construído pouco a pouco, o talento de jogadores habilidosos e experientes, a personalidade de jovens que não se intimidam com o grito de uma torcida inteira no maior estádio do mundo (nem a cara feia de um técnico mal-humorado ao lado do campo). Todos estes elementos se somaram a mística que faz parte da nossa história.
Em noite de inspiração, Silas deu seu drible ao manter dois atacantes quando nos faltava um defensor e mostrou que pode ser ousado. Termina a primeira metade das quartas-de-final com o melhor desempenho de todos os oito participantes.
Jogamos com personalidade, inteligência e, sim, muita garra, pois este sentimento está impregnado em nossa camisa, nosso Manto Tricolor.
E pensar que domingo tem Gre-Nal !
Milton,
Sem o teu talento, postei com o mesmo espírito e mesmo entendimento do jogo.
Temos um TIME.
Algoz fala em talento no texto, então visite o Blog http://blogremio.blogspot.com/ que ele escreve e você lerá um texto com muito mais conhecimento técnico do que os que costumo escrever por aqui.
Interessantíssima esta quarta e esta quinta. Os brasileiros estão jogando futebol para ninguém botar defeito. Maracanã e Mineirão que o digam.
Até para quem torce para o SPFC foi um prazer ver os ex no CAM na quarta e na quinta na vitória do ex Silas e cia. contra o ex Muricy, completo com 11 mas sem Conca e Fred.
Melhor do que assistir Ricardo Gomes e Richarlyson fora dos parâmetros normais.
Pena que tanto na quarta quanto na quinta a chuva não deu trégua.
CAM e GFPA devem despontar neste ano.
E que não venham que futebol de qualidade é na Europa.
Quando um time joga com a camisa branca e o calção negro algo acontece e ele transcende os aspectos técnicos esportivos superando adversidades e joga com a alma alvinegra. Isto já aconteceu em1976, no mesmo Maracanã e com o próprio Fluminense. Abraço
Edivaldo,
Já escrevi sobre este assunto quando o Grêmio fez a primeira partida com esta camisa branca, neste ano. Não são as cores, é o emblema que está no lado direito do peito que faz a força.
Esses jogos, que começam noite alta só não dão sono se são como o que ocorreu,ontem,no Maracanã. Fluminense e Grêmio,com certeza,fez com que os assistentes televisivos se mantivessem com os olhos bem abertos para não perder nada do que acontecia em campo. O Imortal Tricolor deu um show de futebol e raça. Que isso se repita neste domingo.
Voces vão me desculpar, mas não ouvi nínguem falar sobre o roubo que foi tirar o título do Santo Andre, pois o 2º gol foi um gol legítimo, a bandeirinha que deveria estar passando baton na hora do lançamento não viu que o jogador que fez o gol estava em condições.
Pelo amor de Deus voces tem a tv o radio os jornalistas de campo e não falam nada.
Voces estão de brincadeira.
Mauro, falamos do assunto no Esquina do Esporte.