Em três meses, ônibus a hidrogênio na cidade

 

Com projeto de U$ 16 bi, e testes com resultados positivos, ônibus não-poluentes vão rodar no corredor do ABD, anuncia EMTU

HIDROGÊNIO 2 DVT 5988

Por Adamo Bazani

Depois do anúncio com muita pompa no ano passado, contando com a presença do então Governador de São Paulo, José Serra, o ônibus movido com célula combustível de hidrogênio caiu no esquecimento. O veículos estava em testes e a EMTU anunciou, finalmente, que o ônibus, com tecnologia desenvolvida e emissão zero de poluentes servirá a população em até 90 dia.

De acordo com a Empresa Metropolitano de Transportes Urbanos, que gerencia os transportes intermunicipais por ônibus nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas, o veículo vai operar no corredor metropolitano ABD, ligando São Mateus, na zona leste, a Jabaquara, na zona sul da Capital, pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, com extensão para a região da Berrini, na zona Sul de São Paulo, e para Mauá, no ABC Paulista.

O desenvolvimento do projeto deste ônibus custou U$ 16 milhões de dólares e teve a parceria de empresas privadas, governos federal e estadual e instituições internacionais. Os testes realizados com sacos de areia e galões de água no próprio corredor e, também, dentro da garagem da operadora Metra, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, surpreenderam positivamente a EMTU e a empresa.

O desempenho, segundo a EMTU, não ficou em nada atrás dos ônibus diesel e trólebus. Mas a grande novidade em relação aos testes foi a economia de combustível. A expectativa dos fabricantes era de que o ônibus percorresse 100 quilômetros usando 15 quilos de hidrogênio. O consumo médio foi de apenas 12 quilos para os mesmos 100 quilômetros percorridos, no corredor, que é de via segregada, com pavimento especial, considerado modelo mundial de transportes.

Mais ônibus a hidrogênio em São Paulo

A EMTU anunciou também que, em um ano, aproximadamente, serão comprados mais três ônibus a hidrogênio. O tempo de teste será bem menor e eles já devem rodar comercialmente dias após a aquisição. A gerência de planejamento da Empresa declarou que pretende comprar ônibus de 15 metros de comprimento, com três eixos, para serem abastecidos com o hidrogênio. Ainda não foi definida a carroceria, mas o chassi deve ser da TuttoTransport, o mesmo utilizado para o ônibus atual, Padron de 12 metros, com carroceria modelo Gran Viale, da Marcopolo, de Caxias do sul.

Além de planejar a compra de mais ônibus, a EMTU, em parceria com a Petrobrás, finaliza a construção de uma estação de geração e abastecimento para os ônibus. Esta estação está sendo construída dentro da garagem da Metra, em São Bernardo do Campo. Nela será feita a dissociação das moléculas de água em oxigênio e hidrogênio por um processo chamado eletrólise, um procedimento eletro químico que transforma o hidrogênio para a célula de combustível e libera oxigênio em forma de vapor d’água.

O ônibus a hidrogênio se trata nada mais nada menos que um veículo elétrico híbrido. O Hidrogênio é colocado nos tanques que ficam no teto do ônibus. Por meio de processos eletroquímicos, é transformado em eletricidade, que moverá o motor de tração do ônibus. A célula e o processo ainda são de materiais importados, mas carroceria, chassi e integração do conjunto são nacionais. O veículo também usa o princípio da frenagem regenerativa, no qual a energia é armazenada em situações nas quais o motor não precisa de força máxima para funcionar. Essa energia é utilizada depois em condições mais severas. Toda a energia extra é reservada num banco de baterias que pode mover o ônibus sem o hidrogênio.

Adamo Bazani, jornalista da rádio CBN e busólogo, escreve no Blog do Mílton Jung

9 comentários sobre “Em três meses, ônibus a hidrogênio na cidade

  1. antes tarde do que nunca!!
    É Preciso elogiar esta atitude da EMTU,pois é melhor começar com 3 do que com nenhum!! é lamentável contudo,ver que a mesma EMTU QUE SE MOSTRA TÃO PREOCUPADA COM O MEIO AMBIENTE EM SEU CORREDOR NÃO TENHA A MESMA PREOCUPAÇÃO COM A FROTA SUCATEADA DE EMPRESAS INTERMUNICIPAIS COMO TRANSMETRO DE GUARULHOS E IMIGRANTES DE DIADEMA ,QUE CONTINUAM A CIRCULAR COM VEICULOS COM MAIS DE DEZ ANOS DE USO( E AÍ NÃO NÃO ESTÁ O PROBLEMA,MAS SIM A FALTA DE MANUTENÇÃO E CUIDADDO DAS EMPRESAS) POLUINDO E MALTRATANDO O USUÁRIO COM DESCONFORTO,ATRASOS E POLUIÇÃO SONORA E AMBIENTAL!!! DA MESMA FORMA É LAMENTÁVEL QUE A PREFEITURA DE SÃO PAULO NÃO TENHA A MESMA PREOCUPAÇÃO,UMA VEZ QUE SEGUNDO REPORTAGEM DA FOLHA DE S.PAULO DE 20/06 QUE DENUNCIA A FALTA DE INVESTIMENTO DA REDE DE TRÓLEBUS OU MESMO O INCENTIVO AO ÔNIBUS HÍBRIDO.

  2. Bastante louvável essa atitude do governo! Apesar de areditar que a tecnologia do hidrogênio seja para daqui a uns 10-20 anos (pois ainda não compensa utilizá-la comercialmente), é imprescindível que a gente já esteja pensando no futuro e é um colírio ver que o Brasil é um dos pioneiros nessa pesquisa importante, para os transportes e para o meio ambiente.

    PS: Na verdade, são US$ 16 milhões, certo?

  3. POIS O PROBLEMA É , JUSTAMENTE , ESSE : SER COMERCIALMENTE VIÁVEL . E É .O QUE PRECISA ACONTECER É COLOCAR A INICIATIVA DE UMA NOVA TECNOLOGIA , O INTERESSE DA COLETIVIDADE , O ESFORÇO PARA QUE SE TENHA UMA ALTERNATIVA AOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS ACIMA DA PLANILHA DE CUSTOS.FAZENDO COMPARAÇÕES EXDRÚXULAS QUANDO HITLER VIU SEUS TANQUES PARAREM POR FALTA DE COMBUSTÍVEL EN EL ALAMEIN , RAPIDAMENTE OS CIENTISTAS ACHARAM UM SOLUÇÃO E A ALEMANHA COMEÇOU A PRODUZIR GASOLINA EM LABORATÓRIO .DIZEM QUE AS MELHORES SOLUÇÕES E OS MAIORES AVANÇOS SÃO CONSEGUIDOS EM TEMPOS DE GUERRA , DEVIDO A URGÊNCIA DE SOLUÇÕES.
    TEMOS , AGORA , UMA REALIDADE DIFERENTE , UM LONGO PERÍODO DE PESQUISA E TESTES QUE TORNARAM VIÁVEL A UTILIZAÇÃO DE UM COMBUSTÍVEL QUE PRODUZ ZERO DE POLUIÇÃO . RESTA , ENTÃO , PREMIAR A TECNOLOGIA E DAR FÉRIAS COLETIVAS AOS CONTADORES DE PLANTÃO E DIZER SIM É POSSÍVEL , OU PARAFRASEANDO BARACK OBAMA ‘ YES WE CAN” !
    NOS ESTADOS UNIDOS ELES JÁ RODAM , E NINGUÉM FALOU QUE E´CARO , NA EUROPA ELES JÁ RODAM , NINGUÉM FALOU QUE É CARO , NA AUSTRÁLIA ELES JÁ RODAM ,NINGUÉM FALOU QUE É CARO , RESTA AO BRASILEIRO DIZER …. NÃO É CARO E , SE MAIS CARO FOR , INSISTIR NUMA POLÍTICA DE AUMENTO NO VALOR DO VALE TRANSPORTE , AFINAL , ONDE ESTARÃO NOSSAS EMPRESAS POLITICAMENTE CORRETAS ?

  4. É uma pena que nem todos os governates brasileiros pensam no bem estar da população,enquanto alguns lutam para que o planeta tenha um futuro melhor,outros o destroem ainda mais,assim são as autoridades políticas brasieleiras,que pensam encher mais os seus bolsos do que fazer alguma coisa benéfica para o país,
    aí eu me pergunto,será que compensa votar em alguém??

  5. É um grande passo para o o futuro, mas ainda é pouco para a necessidade atual, temos que cobrar mais investimentos em transportes publicos e limpos.

  6. Amigos Milton Jung e Adamo Bazani

    É uma excelente noticia em se tratando de indústria nacional, o problema é que o custo deste ônibus é altissimo, mas é um inquestionável progresso, mas particularmente fiquei intrigado com a noticia dada pelo veiculo Folha de São Paulo intitulado CORREDOR DE TROLEBUS, SERÁ OPERADO POR ÔNIBUS DIESEL, isso para mim é o CÚMULO DO ABSURDO.

    Este corredor a que se refere o jornal é nada mais nada menos do que o corredor DIADEMA-BROOKLIN que deveria de operar com trolebus, mas com o atrazo da obra, ficou para outra oportunidade eletrificar o corredor, então que se fizesse assim enquanto não há estrutura para os trolebus que se coloque para operar estes ônibus a Hidrogênio, ou a Alcool e o Hibrido que são tecnologias semi-limpas pois por ser um novo corredor deveria de ter um novo conceito e também um corredor exemplar pois o restante do corredor ABD ou seja o CORREDOR VERDE o seu conceito é ser o primeiro corredor da AMÉRICA LATINA a ter somente TROLEBUS e tecnologia limpa ou seja este corredor DIADEMA-BROOKLIN não tem lugar para DIESEL.

    Abaixo Diesel, vida longa ao trolebus e as tecnologias limpas.

    Abraços
    Marcos Galesi

  7. Ótima notícia!!!

    Qual a possibilidade de que haja um intercâmbio com os técnicos da UFRJ, que, há algumas semanas, anunciaram o primeiro híbrido 100% nacional, para substituição dos itens importados deste ônibus pelos nacionais desenvolvidos por aquela instituição?

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