Morumbi em choque

De Pitta à Kassab, passando pelo Governo, a defesa de novo Minhocão


Por Carlos Magno Gibrail

Morumbi, marca urbana das mais respeitadas do país, vê sua população mais tradicional em choque, e em rota de colisão com os trilhos aéreos do Metrô paulistano.

O monotrilho anunciado efetivamente coloca em risco a categoria e os atributos de sua marca, através da ameaça à qualidade de vida da região, cujos moradores planejam colocar em xeque o poder municipal e estadual, para reverter a demolição florestal e concreta que se anuncia. Justamente por parte dos políticos que tanto apoiaram e acabam de eleger. O futuro governador em entrevista à CBN afirmou que apóia e executará o projeto. Embora reportagem da Folha sinalize mudanças em várias Secretarias.

O atual governador ao lançar o edital da linha ouro disse: “Eventualmente o metrô aéreo pode afetar a paisagem de quem vai estar na beira da avenida, mas não é justificativa suficiente para deixar de fazer um metrô que vai custar um terço ou 40% em relação ao metrô que custaria duas vezes e meia a mais”.

Goldman apenas deixou de citar os alertas da própria companhia do Metrô, no estudo de impacto ambiental, que dentre outros itens já tínhamos destacado em artigo anterior:

O morador que não tiver seu imóvel demolido deve sofrer outro impacto negativo de ALTA RELEVÂNCIA: a mudança da paisagem devido à presença de vigas de até 15 metros de altura …

Será um grande causador de incômodo à população vizinha, que pode ter uma redução da qualidade de vida. A obra será usada por mais de 200 mil passageiros por dia …

Haverá ainda impacto sonoro. É sugerida uma proteção com barreira acústica para minimizar a propagação do ruído …

Nas vias de baixo tráfego haverá aumento significativo do movimento devendo atrair também camelôs e desvalorizando alguns espaços do entorno…

O padrão residencial vertical faz com que o impacto visual do monotrilho seja intensificado, pois alguns domicílios ficarão no mesmo nível que as estruturas permanentes.

Isto é, não escapará nada, nem casas nem apartamentos.

A tarefa de reversão que os moradores terão que executar não é das mais fáceis, pois a preservação de casas de alto padrão e de vigorosa área verde não é eleitoreira. Pelo contrário, pode parecer elitista e protecionista à cidadãos abastados pelo restante da população paulistana, se não enxergarem as vantagens da manutenção de área tão qualificada como visual e pulmão verde, essencial para toda a cidade. Aliás, região considerada como “área de preservação ambiental permanente” pelo poder municipal, e endossado por lei.

Foi um dos objetivos da reunião que aproximadamente 100 participantes de entidades representativas de moradores da região realizaram segunda-feira. Unindo especialidades jurídicas, técnicas econômicas e sociais através das entidades locais: a SMM Sociedade dos Moradores do Morumbi, a SAJM Sociedade amigos do Jardim Morumbi, a SAVIAH Sociedade amigos da Vila Inah, o CONSEG Morumbi e o Movimento Defenda São Paulo propõem uma abertura de negociação com Prefeitura e Governo de São Paulo. Almejam alertar para a questão ambiental, que acreditam pode ser preservada através de mudanças a serem realizadas.

De contato agendado com o líder do Prefeito, vereador José Police Neto PSDB, estarão a seguir buscando o atual e o futuro Governador, assim como o Ministério Público.

Que a técnica e a civilidade proposta pelas respectivas entidades enumeradas possam receber a mesma receptividade do poder público paulista, visando apenas o interesse público. Principalmente quando estão envolvidas gigantescas corporações, a começar pela estrangeira Bombardier, acirrada competidora da verde amarela Embraer.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

72 comentários sobre “Morumbi em choque

  1. Sob o titulo O MONOTRILHO EM SÃO PAULO QUER DESAPROPRIAR ATÉ PRÉDIO NA PLANTA a FOLHA de hoje no caderno Cotidiano traz matéria dos jornalistas José Benedito da Silva,Cristina Moreno de Castro e Raphael Veleda.
    A reportagem pode também ser vista no portal UOL.

  2. Carlos

    Mais este absurdo, comprova mais uma vez , Infelizmente, ainda a cidade de São Paulo está nas mãos dos grandes lobbys e são os mesmos que ditam as regras como governar este verdadeiro inferno que se torinou a cidade que crescia mais no Brasil.
    Foi os tempos em que eu ia literalmetne caçar no morro do Morumbi.
    O Morumbi graças aos lobbys, construtoras, incorporadoras acabou por ficar descaracterizado.
    Agora mais essa.
    O metro de superficie, sendo que existem outras soluções.
    Como por exemplo o metro subterraneo como você comenta no seu artigo de hoje.
    Quem será o maior interessado pela construção desta porcaria chamado metrô de superficie?
    Quem foi o político que teve a absurda ideia?
    Quanto vavi rolar de dinheiro nesta brincadeira de trenzinho?
    E os moradores que serão extremamente prejudicados, tendo os seus imoveis avaliados muito abaixo do valor de mercado quando forem desapropirados?
    E os moradores que não terão os seus imovies desapropriados, mas irão continuar residindo ao lado deste monstrengo a exemplo do que aconteeu com o minhocão?
    Não seria sensato o Ministerio Publico de São Paulo começar a pensar numa intervenção nesta obra para uma possivel auditoria minuciosa?
    Será que realmente este metro de superficie sera importante e necessário e favorecera a quem, quantos?
    Certamente, depois desta porcaria ser concluida, a prefeiturra vai liberar construção de torres e mais torres ao lado da linha.
    Olha ai o lobby!
    O mesmo querem fazer com o historico Bairro da Barra Funda.
    Também sai na folha nao faz muito tempo.
    Tudo em beneficio dos lobbys, dos automoveis.
    Com a desculpa que tais absurdos beneficarão a população!
    Me engana que eu gosto!

  3. Como moradores há mais de vinte anos eu e meu marido estamos chocados com a solução apresentada pelo governo.
    Se existe necessidade de resolver o problema da mobilidade na região porque não discutir com os interessados outras formas-ou será que só existe esta: a do minhocão. Além disto,se já existe esta idéia porque entao um aumento de 30%no IPTU deste ano? as casas estão desvalorizadas,ninguém consegue vender nada, na minha rua o -considerada Z1,já esta aberta ao trafego inclusive de onibus. Como pode?

  4. Esta se repetindo, o que o Maluf fez no “Buraco Quente” – Brooklin, Água Espraiada ou mais recentemente Av. Roberto Marinho. Com o pretexto de canalizar o riacho, lá existente, dividiu-se a FAVELA ao meio e pouco a pouco se acabou com ela , para fazer a propalada Manhattan brasileira.
    Falo de cátedra, pois tenho um sobrado lá, que margeia a avenida e hoje toda área está tomada por um enorme empreendimento imobiliário.

    Em nosso caso, venho assistindo outro empreendimento imobiliário nestes últimos anos de governo Serra e Kassab no entorno da Av. Giovani Gronchi, a despeito da falta de saneamento, todos os efluentes vão parar em um riacho próximo e de lá no Pinheiro e Tietê (o forte mau Cheiro na região mostra isto de forma contundente), nos dá uma amostra do apetite do setor aos empreendimentos na região. A absoluta inconseqüência, como aliás estamos sendo tratados agora, dá até saudade do orçamento participativo do PT, com consulta a população atingida pelos projetos.

    Agora, esgotada esta área, procura-se uma nova e nada melhor que a FAVELA DO PARAISÓPOLIS, infelizmente, nós estamos no caminho. Os argumentos para convencer o povo lá assentado é exatamente o mesmo, levar “benefícios para a COMUNIDADE”.

    Sou de opinião que devam ser alertados e penso que a Dilma também, sobre o que os adversários dela vão fazer com os recursos do rico do PAC. Ahhh.. e porque não à Marina, para que saiba com quem ela eventualmente está se aliando e com que métodos trabalham. O Alckmin já se diz usando gravata verde, mas está aprontando uma de gravata roxa, apesar de já ter acenado com mudanças nas linhas de metro e monotrilho. Mais uma razão para ser procurado e levar uma pressão política para reconsiderar a linha adotada por Kassab/Serra. Devemos explorar as pretensões políticas futuras de Alckmin.

    São algumas contribuições e pitadas de como se poderia POLITIZAR O INCIDENTE!

    Para mim, o São Paulo Futebol Clube, um dos beneficiários, vai, assim por dizer, fazer parte do trabalho sujo do empreendimento, mas coisas bem maiores estão por trás deste empreendimento. Uma indenização milionária, como a nossa, só se justifica, para algo muito maior. A eliminação da favela, encravada no meio do Morumbi, havemos de convir, é algo interessante, mas vamos nós pagar o custo disso????

    Há exemplos, onde um trem de superfície, mergulha em uma via subterrânea, o que seria o caso de nosso e de outros trechos da linha 17, devido a questão ambiental e porque não do alto custo das indenizações.
    Mas infelizmente não se abriu e nem vai se abrir o diálogo sobre o tema, logo devemos ir a confrontação e a politização, neste momento da eleição, é um bom caminho!

  5. Isso é ridiculo!!!! Um lado querem destruir o velho minhocao…
    E agora querem contruir outro … Trem sobre trilho. Pra que??? Numa area que todo mundo tem carro. Vai deonde ate aonde essa linha?? Morumbi ate Paulista???
    Todo mundo tem carro e os empregados que trabalham nesta regiao nao tem dinheiro pra pegar metro .

  6. A cada dia que se passa tenho mais certeza que toda luta que nós ambientalistas travamos para ajudar a manter o que resta de verde em nossa cidade vem perdendo forças contra os nossos políticos que para o desenvolvimento urbano passam por cima de tudo e principalmente de nossas áreas verdes. Precisamos olhar para os maus exemplos que os paises de primeiro mundo nos deu devastando tudo .

  7. É óbvio a importancia em encontrar “caminhos” para resolver o problema de deslocamento em São Paulo..
    Entretanto a pergunta que fica é a seguinte: Metro de Superfície?Derrubando umas das últimas áreas Verdes dessa cidade? O Governo do Estado diz que Metrô de superfície é mais rápido(Por que toda essa pressa heim?) e barato.
    Ultima pergunta: Por que só agora e justamente no Morumbi resolveram usar essa “tecnologia” que já existe a décadas no Mercado.

  8. Devemos estar conscientes, que há muito mais por trás deste monotrilho que a maioria pode imaginar.

    Esta se repetindo, o que o Maluf fez no “Buraco Quente” – Brooklin, Água Espraiada ou mais recentemente Av. Roberto Marinho. Com o pretexto de canalizar o riacho, lá existente, dividiu-se a FAVELA ao meio e pouco a pouco se acabou com ela , para fazer a propalada Manhattan brasileira.
    Falo de cátedra, pois tenho um sobrado lá, que margeia a avenida e hoje toda área está tomada por um enorme empreendimento imobiliário.

    Em nosso caso, venho assistindo outro empreendimento imobiliário nestes últimos anos de governo Serra e Kassab no entorno da Av. Giovani Gronchi, a despeito da falta de saneamento, todos os efluentes vão parar em um riacho próximo e de lá no Pinheiro e Tietê (o forte mau Cheiro na região mostra isto de forma contundente), nos dá uma amostra do apetite do setor aos empreendimentos na região. A absoluta inconseqüência, como aliás estamos sendo tratados agora, dá até saudade do orçamento participativo do PT, com consulta a população atingida pelos projetos.

    Agora, esgotada esta área, procura-se uma nova e nada melhor que a FAVELA DO PARAISÓPOLIS, infelizmente, nós estamos no caminho. Os argumentos para convencer o povo lá assentado é exatamente o mesmo, levar “benefícios para a COMUNIDADE”.

    Sou de opinião que devam ser alertados e penso que a Dilma também, sobre o que os adversários dela vão fazer com os recursos do rico do PAC. Ahhh.. e porque não à Marina, para que saiba com quem ela eventualmente está se aliando e com que métodos trabalham. O Alckmin já se diz usando gravata verde, mas está aprontando uma de gravata roxa, apesar de já ter acenado com mudanças nas linhas de metro e monotrilho. Mais uma razão para ser procurado e levar uma pressão política para reconsiderar a linha adotada por Kassab/Serra. Devemos explorar as pretensões políticas futuras de Alckmin.

    Para mim, o São Paulo Futebol Clube, um dos beneficiários, vai, assim por dizer, fazer parte do trabalho sujo do empreendimento, mas coisas bem maiores estão por trás deste empreendimento. Uma indenização milionário, como a nossa, só se justifica, para algo muito maior. A eliminação da favela, encravada no meio do Morumbi, mas vamos nós pagar o custo disso????

    Há exemplos, onde um trem de superfície, mergulha em uma via subterrânea, o que seria o caso de nosso e de outros trechos da linha 17, devido a questão ambiental e porque não do alto custo das indenizações.
    Mas infelizmente não se abriu e nem vai se abrir o diálogo sobre o tema, logo devemos ir a confrontação e a politização, neste momento da eleição, é um bom caminho!

  9. As autoridades convenceram a comunidade de Paraisópolis que a melhor opção para eles seria o monotrilho porque estaria pronto em 3 anos, enquanto que o metrô convencional levaria 20 anos.
    E mais, disseram para eles que construiriam um metrô subterrâneo logo após a entrega do monotrilho.
    Isso foi dito por um representante da comunidade de Paraisópolis na audiência do dia 20, semana passada. Está gravada em vídeo. Não estou inventando nada.
    Obviamente, temos aí três grandes mentiras: a primeira é que um metrô subterrâneo leva 20 anos para ser construído A segunda é que teremos um metrô convencional após a construção do Monotrilho e a terceira e a pior de todas é que poucos serão prejudicados, aqueles que perderão seus lares e seu ganha-pão, em benefício de milhares que terão um transporte de massa.
    Na verdade todos sairão perdendo, porque o monotrilho é um meio de transporte de baixa velocidade, com capacidade limitadíssima e que fere o meio ambiente, ao contrário do metrô convencional que é rápido, de grande capacidade e subterrâneo.
    O monotrilho é principalmente utilizado para pequenos percursos em aeroportos, onde o fluxo de pessoas de terminais para terminais é bastante baixo. Também é utilizado em inúmeros parques de diversão, porém, em cidades é pouco utilizado pelo seu alto custo e pelos danos ambientais.
    Com a incompetência do metrô de SP, pode ser que a construção de um metrô leve 20 anos, porém, hoje em dia o prazo para construção de um metrô convencional não passa na pior das hipóteses de 8 anos.
    Os únicos beneficiados com esta obra serão os governantes, o pessoal do Metrô, a empresa que venderá o sistema e as empreiteiras.
    Somente estes irão ganhar com este projeto.
    Mas porque o Metrô quer o monotrilho: as razões principais são políticas e financeiras. O monotrilho ficaria pronto em 2014, véspera de eleições e o dinheiro entra no curto prazo.
    O estudo de impacto ambiental foi feito sob encomendA. Quem contratou e pagou pelo estudo foi o Metrô. Imaginem a seguinte situação: vocês precisam contratar um advogado para defendê-los em uma causa. Será que ele vai ajudar a condená-los? Claro que não. Ele vai defender o seu cliente até o fim.
    No caso aqui, a empresa contratada, considera de baixa intensidade o impacto ambiental desta monstruosidade chamada monotrilho.
    Trata-se de um estudo totalmente parcial por ter sido contratado por uma das partes interessadas.
    O correto seria a contratação de uma empresa independente que não tivesse vínculo com nenhuma das partes.
    O metrô de São Paulo tem míseros 65,9 km, está em quadragésimo lugar, num ranking de quilometragem.
    Só para vocês terem uma idéia, nosso metrô tem 40 anos, o de Seoul tem 36 e é o quarto maior do Mundo com 286,9 km, ou seja, quase 5 vezes mais extenso. É uma vergonha.
    Esqueci de dizer uma coisa em que o Metrô de São Paulo é competente: em fazer greves.
    A empresa que vai vender o sistema já está escolhida. Não vou citar nomes, mas é uma multinacional conhecida por escândalos de corrupção ao redor do Mundo. As empreiteiras que farão as obras de infra-estrutura, também, já estão alinhadas com este projeto. Também é desnecessário mencionar os inúmeros escândalos envolvendo estas empreiteiras. Mensalmente nos jornais, aparecem denúncias de corrupção em obras públicas. Já está sendo contratada uma multinacional que fará a avaliação dos imóveis a serem desapropriados.
    Estas audiências públicas são feitas apenas para justificar que a população foi ouvida. É apenas para constar. Já está tudo acertado.
    A cada dia aumenta a indignação da população contra mais esta barbaridade que está sendo imposta.
    Estamos nos organizando para combater mais esta atrocidade e evitar que a cidade tenha mais um elefante branco e que nosso dinheiro seja desperdiçado em uma obra absurda.
    Não poderia deixar de mencionar que a malfadada perimetral que está sendo utilizada neste projeto só vai transferir os congestionamentos de local, pois os gargalos continuam.

  10. O que os moradores do Morumbi querem é metro e nao monotrilho. Sao Paulo, uma cidade que gera tanta riqueza as custas do trabalho de cada cidadao que contribiu com impostos mensalmente, deveria ter verba suficiente para investir em metro no Morumbi, um bairro que contribui de forma singular como pulmao dessa cidade. Descaracterizar o morumbi, tirando suas arvores e casas antigas é desvalorizar a cidade de Sao Paulo. SIM AO METRO. NAO AO MONOTRILHO.

  11. O monotrilho ´me parece uma proposta de rápida configuração e mais barata solução; porém equivocada para a função a que se propõe. Por sua característica é um veículo mais frágil que o metrô, VLT ou trem suburbano, com menor capacidade de transporte e menos segurança e eficiência. Em Poços da Caldas há (desativado) um bom exemplo do que seria o monotrilho. Um dos principais problemas é a segurança. Imagine-se o ocorrido na linha vermelha do metrô dias atrás em um monotrilho. Não há como sair dos vagões com segurança e, caso se consiga sair o usuário estará até a 15 metros do chão. Imagine-se uma situação de pânico entre idosos e crianças! Este foi o grande problema em Poços. Por outro lado, não se mostra um veículo eficiente para transporte de grande massa, sendo preferido, m várias partes do mundo, como veículo turístico ou para linhas de pouca demanda. Imagine-se que o mesmo sistema fará a ligação entre Cidade Tiradentes e Vila Prudente, integrado ao metrô convencional. Como este veículo poderá transportar com segurança a quantidade de pessoas oriundas do extremos da zona leste? Os moradores de Cidade Tiradentes apoiam o projeto porque as autoridades estão divulgando o monotrilho como metrô. Isto é manipulação de informação para a maioria das pessoas que não sabem a diferença entre os dois modais. Diga-se à população o que realmente é. Monotrilho não é metrô!
    Porque não se opta por VLT ou Tram, um sistema muito mais robusto e seguro, que pode trafegar em via segregada em grandes avenidas, necessitando de viadutos pontuais para transpassar vias de maior movimento como o caso da marginal Pinheiros. As vias segregadas de VLT podem ser planejadas, inclusive para evitar invasão de outros veículos na área – o que infelizmente ocorre com corredores de ônibus – As desapropiações serão bem menores, correndo em nível necessitará abrigos mais simples e baratos, e causando menor impacto ambiental. Basta uma vista d’olhos nos novos sistemas de VLT que estão sendo implantados em cidades como Paris, Londres e Barcelona entre outras.
    O Monotrilho não é um equívoco somente para o Morumbí, também o é para a Cidade Tiradentes.

  12. O monotrilho, por suas características é um modal mais apropriado para curtas distâncias, rotas turisticas e de baixa densidade.É um veículo mais frágil que o metrô, trem suburbano e VLT, além de oferecer maior risco aos usuários. Imagine-se o ocorrido com a linha vermelha do metrô, dias atrás, em um monotrilho. Não há como sair dos vagões e, se assim fosse possível, estariam os usuários – dentre estes idosos e crianças – a 15 metros de altura do chão – sob ventos e chuva então, seria um caos! A mesma proposta foi idealizada para a cidade de Poços de Caldas, e qualquer paulistano pode i até lá para ver que não deu certo e permanece como um “minhocão” estagnado ao longo do eixo central da cidade. Este projeto também foi lançado para fazer a ligação entre Cidade Tiradentes e Vila Prudente. As pessoas deste bairro da zona leste dizem satisfeitas com a chegada do metrô em sua região. Porém isto é uma manipulação sutil da opinião pública! O monotrilho não é metrô! As pessoas estão pensando que terão metrô em seu bairro, mas na verdade será um veículo mais frágil, menor e mais inseguro. Como um veículo mais adaptado a circuitos curtos ou turísticos poderá transportar a grande massa de população de Cidade Tiradentes até o metrô Vila Prudente?
    É um engodo!
    Me parece que o melhor vaículo é o VLT, mais robusto e seguro que o monotrilho porque corre em superfície, em corredor segregado e estruturado de forma que outros veículos não inadam a pista – como infelizmente ocorre hoje com os corredores de ônibus. Os viadutos do trajeto podem ser pequenos e mais baratos, pois serão pontuais e a linha percorrerá o lito de avenidas já existentes, barateando, inclusive, a construção de plataformas de embarque. O VLT é mais integrado a paisagem, mais eficiente e seguro. Cidades como Paris, Londres, Buenos Aires e Barcelona, dentre outras, estão criando suas linhas desde o ano 2002 com excelentes resultados. Basta buscar na internet por “tram”. Este monotrilho será mais uma aberração apra São Paulo como o são o minhocão e o fura-fila!

  13. prezado Milton

    queremos sim o metro no morumbi, e não o monotrilho conforme projetado.
    as estações, conforme informado, não resolverá a vida dos usuarios, nem para o Paraisopolis e nem para os alunos do colegio Porto Seguro, que são as grandes fontes geradoras de fluxo de carros, onibus e lotações.

    ou seja, é um projeto feito de forma errada! outro ponto é a falta de amplo estacionamento de carros que propicie uma interligação carro x metro.

  14. Mais uma vez o poder público opta por soluções de eficiencia questionável, que não consideram minimamente a qualidade do ambiente urbano.
    A época dessas aberrações urbanas deveria ter sido encerrada com o fracasso do Minhocão .
    Será que não aprenderam a lição que intervenções urbanas dessa magnitude devem necessariamente ser objeto de analise cuidadosa e de projeto de qualidade?
    São Paulo não precisa de urbanistas desse quilate !

  15. Lendo as diversas matérias a respeito do “Minhocão do Morumbi” fico revoltado da forma como o Metro e as
    áutoridades minimizam o impacto. Falam por exemplo que apenas 9 casas serão desapropriadas na Rua Sen.Otávio Mangabeira. E as que ficarão em frente ao ‘minhocão” ou no seu entorno? Podemos falar que se poderá morar nelas?
    O atual Governador do Estado comentando o assunto disse
    que realmente haveria uma pequena interferência na paisagem com o “minhocão” elevado a 15mts do solo!! Que cinismo!!!

  16. Esse projeto é tão absurdo técnicamente, tão na contra mão de tudo que se preza atualmente, como proteção do verde, respeito ao direito do cidadão etc, que tenho certeza que mobilizados do jeito que estamos conseguiremos que prevaleça o bom senso!

  17. Olá Carlos Magno,

    Como sempre estão testando a paciência do cidadão e querendo empurrar goela abaixo esse troço! Faltou planejamento, faltou gestão!

    Querem recuperar um tempo que foi perdido com essas desculpas de baixo custo e rapidez na entrega de um transporte que foi inventado para áreas sem densidade demográfica. Não quero nem falar em mexer em APP pois sabem muito bem que é CRIME AMBIENTAL, está na LEI. Se mexerem mais dia menos dia vão pagar por isso!

    Já disse, a receita do bolo é simples: PRESSÃO DO POVO!

    “Não existe governo ruim para POVO organizado” (Dizia Mário Covas).

    Não se trata de governo A ou B! Quem deve escolher o melhor transporte para o bairro/cidade é o cidadão, o contribuinte!

    Não serão aceitas ações à forcéps! Vamos procurar o Ministério Público para impedir essa sandice!

    Também podemos mobilizar todas as associações do bairro e fazer manifestações ordeiras mostrando nossa insatisfação!

    Temos o direito de nos manifestarmos!

    Quem decide somos nós!

  18. Se a FIFA já excluiu o estádio do Morumbi para a COPA de 2014 , então esta pressa em começar o projeto é injustificável. Os moradores do Morumbi querem o METRO e não um monotrilho, que vai acabar com a última área verde existente na região.

  19. Boa tarde.

    Sou morador do bairro onde existe o projeto da linha 3 ouro.

    Realmente estao fazendo todos nos de marionetes como pode mudar um plano diretor com zoneamento residencial e uma area de preservacao ambiental, a velocidade que vem ocorrendo é fora dos padroes brasileiros, por que será?
    Como uma obra desse porte e as empresas participantes (interessadas) já estao com todo projeto, custos,licencas e aceite de todos os orgaos responsaveis se no proprio projeto do metro nao constava a linha 17 – ouro ate dias atras e com isso o nome da construtora responsável pela construção da Linha Ouro será conhecido no dia 18 de novembro, rapido não!
    Queremos transparencia e nao ao monotrilho.

  20. SOCORRO MILTON JUNG, JORNALISTAS….!!!!!!
    O PROJETO DA LINHA 17 – TRECHO TRÊS NÃO TEM CABIMENTO!!! VAI ACABAR COM O BAIRRO.
    LEMBRO QUE MEIO AMBIENTE URBANO NÃO É SÓ ÁREA VERDE, MAS TAMBÉM PAISAGEM, CONTROLE VISUAL (LEMBRA-SE – LEI CIDADE LIMPA??) E DA POLUIÇÃO SONORA ETC… TAMBÉM O BAIRRO TEM UM MONTÃO DE PÁSSAROS QUE FUGIRÃO CERTAMENTE…

    A JUSTIFICATIVA SERIA O ESCOAMENTO DO PESSOAL DA PARAISOPOLIS PARA A LINHA AMARELA… ORA, SERÁ QUE A DEMANDA É TÃO GRANDE QUE JUSTIFIQUE UM MODAL DE MÉDIA CAPACIDADE???
    NÃO PODERIA SER EFETIVADO UM SISTEMA PARECIDO COM O BAIRRO DO LEME NO RIO DE JANEIRO, EM QUE MICRO-ONIBUS COM AR CONDICIONADO LEVAM AS PESSOAS DO BAIRRO À ESTAÇÃO DE METRO NUMA LINHA ROTATIVA FIXA, E OUTRA QUE LIGUE O TERMINAL JOÃO DIAS ATÉ A ESTAÇÃO VILA SONIA (LINHA AMARELA) POR FORA (GUILHERME DUMONT)!!! … ESTA É A SOLUÇÃO BARATA E RÁPIDA, E ESTES PEQUENOS ÔNIBUS PODEM SER ECOLOGICAMENTE CORRETOS ORAS…!!!

    SERÁ QUE HÁ EFETIVO INTERESSE PÚBLICO NESTE CUSTOSO E EXCÊNTRICO PROJETO??? OU O INTERESSE É DE ATENDER O ESTÁDIO DO MORUMBI?? DIGA-SE, PARTICULAR DO MEU AMADO TRICOLOR….

    DIGAM NÃO PARA A LINHA GOLD!!!!!!!!!!!!!!!!

    AO MENOS, PEDE-SE A DISCUSSÃO DO PROJETO DE MANEIRA AMPLA COM A SOCIEDADE CIVIL, NÃO APENAS REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIAS PÚBLICAS PRO FORMA COM A TORCIDA TRICOLOR!!!!!

    RESPEITO AOS MORADORES DOS BAIRROS!! NÓS AJUDAMOS A CONSTRUIR A REGIÃO POR LONGOS ANOS!!!

  21. Carlos

    Parabéns pelo seu artigo

    Acho importante frisar que os moradores dos bairros afetados desejam soluções eficientes para resolver o problema do transporte público que hoje não atende de forma eficiente a população (ricos e pobres), obrigando a utilização maciça de transporte individual.

    Outro ponto importante tem a haver com a própria característica dos bairros que serão impactados pelo projeto, bairros estes que funcionam como áreas de baixa ocupação e alto índice de cobertura vegetal, que serão afetados por um processo de degradação contínua e rápida em função da desorganização dos sistemas de acesso viário e transformação da região de residencial para uma de alta ocupação comercial e futura verticalização. A cidade de São Paulo precisa prestar mais atenção para questão ecológica, a complexidade do sistema urbano (o todo), depende da harmonia com as partes (bairros).

    Como morador do bairro e eleitor do Ilmo Governador Geraldo Alckmin, tenho confiança que ele e o seu futuro secretário de transportes, proponham uma agenda construtiva junto à sociedade organizada e demais entidades representativas a fim de poder ouvir exaustivamente todas as partes e conseqüentemente tomar uma decisão ponderada e digna como se espera de um homem com o perfil do novo Governador.

    abraço Bruno

  22. Milton, ouvi parte da entrevista da diretora de comunicação do movimento Defenda São Paulo, que foi ao ar hoje (06/10) e também ouvi que a CBN não conseguiu um contato com o Metrô (a não ser por escrito). Acredito que ainda faltem, no mínimo, mais dois interessados, os moradores de Paraisópolis E os moradores de outras regiões do Morumbi.
    Entendo as críticas de parte dos moradores, mas ouso discordar. É evidente que as críticas tem origem naqueles cujos imóveis sofrerão uma desvalorização.

    É fato que um metrô subterrâneo é melhor, mas é mais caro e demorará mais para ser construído. Os contra-argumentos dos críticos ao monotrilho não se sustentam, na entrevista de hoje a diretora disse que o monotrilho iria precisar de mais escadas rolantes e elevadores, como se o metro subterrâneo já não utilizasse dos mesmos equipamentos. Ademais, o edital da linha ouro já foi lançado, contando até com uma parte já financiada, enquanto que um suposto metrô subterrâneo sequer tem um projeto licitado!

    Quanto a degradação visual ela é fato, como é fato que as marginais, pontes, ônibus, carros, aeroportos, corredores de ônibus, metrô subterrâneo e principalmente ruas e avenidas são todos degradantes visualmente, mas infelizmente ninguém apresentou outra opção.

    Por fim, é necessário salientar que a diretora de comunicação apresentou como alternativa ao monotrilho, especialmente para os moradores de Paraisópolis, o corredor de ônibus!!! Não é necessário maiores digressões, para verificar que a alternativa proposta é altamente poluente, degradante visualmente e, principalmente, prejudicial na logística de deslocamento diária da população de baixa renda.

    Milton, como você bem sabe, é fundamental para a região um transporte público que seja uma alternativa viável aos ônibus e carros. Sou morador do Morumbi e sou defensor da linha ouro, até agora não ouvi qualquer alternativa viável ao monotrilho, além de contra-argumentos com força suficiente para mudarem minha opinião.

  23. Falam de impacto sonoro… E as pessoas que moram ao lado do Elevado Costa e Silva, que sofrem com ruído de carros E caminhões, desde os anos 70… Os trens do metrô, ainda mais o mais modernos, são muito mais silenciosos. Mas fico preocupado realmente com a área verde que será afetada.

  24. Não faz muito tempo, uma grande incorporadora inciou a construção de um predio no bairro da Lapa, e os moradores indignados com o descaso da prefeitura em aprovar o projeto, ingressaram com ação civil publica junto ao Ministerio Publico de São Paulo.
    Os anjos da guarda do paulistanos, os promotores, iniciaram a ação e ganharam a causa.
    E o predio não foi construido e a sua estrutura inicial demolida.
    É o caso dos moradores do Morumbi fazer o mesmo.
    Se ficarem quitos de nada adiantara reclamarem.
    Apesar que a CBN tem muita força no que se diz respeito a injustiças.
    Este blog, por exemplo.
    Quem não arrisca, não petisca.

  25. A questão é que os contrários estão muito mal informados, não haverá minhocão nenhum, o monotrilho corre sobre vigas de poucos centímetros de largura, sem ruído algum (usa pneus) e sua velocidade e capacidade de passageiros é bastante alta, geralmente onde há monotrilhos (Japão, China, Malásia) eles dão um ar de modernidade e civilidade por onde passam, jamais degradando a região.
    Muito preconceito e insensatez por parte dos moradores de um bairro que deveria ser de gente informada e progressista, mas está mais para elite egoísta de república das bananas.

  26. O Movimento Defenda São Paulo e o Condomínio Palm Springs entraram com representação e o MInistério Público pediu através do promotor Raul de Godoy Filho pediu informações à SPTrans, á Casa Civil do governo de SP e à Prefeitura sobre o monotrilho.
    Os jornalistas José Benedito da Silva e Juliana Granjela em matéria na Folha de hoje dão todos os detalhes.

  27. Carlos
    Esta manifestação aqui no forum, é democrática e de direito do cidadão paulistano que só faz pagar impostos e pouco rtecebe em troca.
    Se “tal projeto” for ou não de interesse da população este deve ser discutido e não imposto como de costume.
    Li hoje na folha.com que o MPSP iniciou investigações.
    O Vereador Eliseu Gabriel, meu afilhado no Adote um verador, tem projeto em adamento na câmara, se for aprovado coibira abusos, cometidos a exemplo deste monotrilho, novos empreendimentos.
    Se tal projeto for aprovado creio que muito será moralizado, direitos respeitados.
    Seria interessante uma entrevista com o verador Elizeu Gabriel.

  28. PREZADOS SRS,

    QUEM SÃO AS PESSOAS QUE TENTAM APROVAR ESTE ABSURDO PROJETO?? – RESIDEM ELES NAS ÁREAS QUE SERÃO AFETADAS ?? TIVERAM O MÍNIMO RESPEITO COM OS MORADORES DESTAS REGIÕES QUE ALÍ VIVEM HÁ DECADAS, PAGANDO ALTOS IMPOSTOS, PRESERVANDO DIVERSAS ÁREAS COM RECURSOS PRÓPRIOS, EIS QUE, A PREFEITURA SE ENCONTRA PERMANENTEMENTE AUSENTE E SEMPRE SEM RECURSOS PARA CONSERVAR E MELHORAR O QUE QUER QUE SEJA E, AGORA ENCONTRA NÚMEROS MILIONÁRIOS PARA EXECUTAR PROJETO QUE DEIXARÁ GRANDE PARTE DOS MORADORES DESCONTENTES E PREJUDICADOS .

    E O QUE DIZER DOS ALTOS INVESTIMENTOS EM SUAS PROPRIEDADES, TENDO INCLUSIVE ESCOLHIDO OS LOCAIS EM FUNÇÃO DO ZONEAMENTO EXISTENTE ??

    NÃO EXISTE MAIS NA LEI ( ORA A LEI), SITUAÇÃO DE DIREITOS ADQUIRIDOS ?? – ELES PODEM SER PREJUDICADOS POR UMA DEZENA DE INDIVIDUOS QUE, UNILATERALMENTE DECIDEM O QUE BEM ENTENDEM ??
    ONDE ESTÁ A DEMOCRACIA NESTE PAÍS ???

    COM CERTEZA DEVE EXISTIR SOLUÇÃO MAIS INTELIGENTE PARA ESTE TEMA – ALGUMAS JÁ FORAM SUGERIDAS – OUTRAS VIRÃO.

  29. Fábio Luiz Donizete,comentário 6
    Acredito em reação positiva contra a destruição.
    A onda verde é uma realidade, entretanto as corporações estão cada vez mais poderosas. Fusões,incorporações, e o próprio crescimento , atuam do outro lado.
    A luta permanece.

  30. Hugo Kovadioff,comentário 17
    É a sucessão do pensamento de Paulo Maluf, que fez o minhocão, acabou com o Tamanduateí, propôs o enterro do Tietê. Além de ter criado Pita que executou o Papa Fila.
    É obra civil como meta da Administração Pública.

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