Avalanche Tricolor: De Lara a Douglas, a imortalidade

Grêmio 5 x 1 Ceará

Brasileiro – Olímpico Monumental


“É craque mas muito lento”. Foi das primeiras coisas que ouvi de colegas ao ser anunciada a contratação de Douglas.

“Está com data de validade vencida”, me provocou amigo de redação após vê-lo carregando com sofreguidão a bola em um time desmontado.

Mesmo entre torcedores havia dúvidas sobre o comprometimento do nosso camisa 10 com a nossa camisa tricolor. O topete de ator canastrão e o olhar neutro de poucos amigos colaboravam para a construção dessa imagem.

Qualquer dessas visões se desfaz, porém, quando Douglas começa a dialogar com a bola. Poucos no futebol brasileiro são capazes de se entender tão bem com ela.

A suposta lentidão é negada pela forma como conduz o jogo, sem ansiedade para se livrar dela, e pelo toque que desconserta o adversário, sempre disposto a servir da melhor maneira possível o companheiro de equipe.

Consegue ser preciso, decisivo e solidário.

Foi assim ao lançar a bola na cabeça de André Lima, no primeiro gol; ao cruzar de pé trocado para Jonas completar, no segundo; ao distrair a defesa na falta de Rochenback, no terceiro; ao marcar de maneira excepcional o quarto gol.

E no quinto gol ? Onde estava Douglas ?

Provavelmente, aplaudindo a jogada de Jonas e André Lima. E descansando seu talento para as próximas quatro decisões que temos pela frente nesta caminhada em que a cada jogo escrevemos mais um parágrafo desta história marcada pela imortalidade.

Uma história que começou a ser contada há 75 anos, em um seis de novembro, quando o maior goleiro que já pisou o planeta Terra foi viver em outra encarnação e nos deixou este legado, Eurico Lara.

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: De Lara a Douglas, a imortalidade

  1. Fui um dos que não ficaram satisfeitos,no primeiro momento,com a contratação de Douglas. Bem feito,acreditei nas bocas malditas dos que,principalmente em se tratando do Grêmio,costumam fazer pouco das nossas aquisições. Ainda bem que arrependimento não mata,porque Douglas joga bem como você resumiu com grande propriedade,Mílton.Mano Menezes,que não é bobo,vai vê-lo com a camisa da seleção e no teste mais forte dos que foram vistos até agora.

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