Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

A Estrada de Itapecerica,altura do número 1.530, região do Campo Limpo , Zona Sul, tem um dos grafites mais provocativos da Cidade: O “Leia Mais ! Gente Muda” , que retrata uma figura humana encolhida – parecida com extraterrestre – olhando um livro aberto. Não é possível identificar o autor da obra de arte. Seu nome foi manchado pela pichação.
Perfeita caricatura e mensagem.
Com leitura a vida fica mais agradável.
Prezado Milton Yung,
a mensagem:“Quem não lê, encolhe”
Para que o homem possa se manter atualizado deve autoeducar-se de modo constante.
Em vista disso, a leitura e os livros têm hoje um novo significado, que é o de permitir a atualização das pessoas e tornou-se assim, indispensável ao homem moderno.
Cabe à escola não só ensinar ao aluno a ler, mas também ensiná-lo a utilizar a leitura como fonte de informação e recreação.
Prezado Milton Yung,
se antes tínhamos que nos sujeitar à tradução de obras estrangeiras, hoje o que se vê é outra realidade. Desde que pais, professores e pedagogos passaram a se preocupar com o conteúdo dos livros dirigidos às crianças, surgiu em nosso meio editorial o que se pensou que fosse um fenômeno, um boom, mas na verdade, era o florescimento dos nossos competentes autores e ilustradores.
E onde entra Monteiro Lobato, depois do surgimento dessa corrente?
Simplesmente ele é imbatível. A literatura infantojuvenil brasileira tem nele o seu divisor de águas. Apesar de ter sido um escritor conservador para os adultos, Monteiro Lobato era modernista para as crianças. E foi o primeiro a criar a fantasia “abrasileirada”, sem trenós, neves e outros elementos estranhos à nossa realidade, numa época em que o pouco que produzia era uma cópia de modelos estrangeiros.
Vivemos o mundo da eletrônica, com todas as facilidades momentâneas. A nossa literatura infantojuvenil precisa conviver com os novos tempos. No rádio e na TV, infelizmente, também existe uma quase total ausência de espaço para a literatura infantojuvenil. É preciso que a mídia eletrônica seja estimulada a participar desse importante processo.
Abraços,
Nelson Valente
O autor É o grupo Gente Muda, que não existe mais.