Por Maria Lucia Solla

Ouça “De pai e mãe” na voz e sonorizado pela autora
Somos dependentes de deuses, da mesma forma que são dependentes de nós, os filhos. Somos dependentes, cada um na sua medida, de objetos, sensações, hábitos, entidades, crenças. Não resistimos ao invisível, intocável, inatingível, impensável. E lhes conferimos poder. Nas suas mãos depositamos a responsabilidade que deveria ser nossa.
Há deuses para todos os gostos: os que exigem algumas coisas, os que são contra outras, os que têm emoções humanas como ira, vingança, preferência; e todos têm seus inimigos também. Como nós.
Não sei como são os teus deuses, nem qual é o grau da tua dependência. Nem você sabe, mas vou enfrentar a minha, com tudo; com minhas células, meu sangue, meus músculos. Com a consciência.
Quando digo: Deus! – Criador, Pai, Mãe, Grande Ser – me dirijo a uma entidade desconhecida, raras vezes intuída, questionada, idolatrada, traduzida nas mais diversas línguas, pelos mais diversos corações.
E digo: Pai! – Mãe – dá-me força para que eu não bata o pé feito criança mimada, sempre que alguma coisa não toma o rumo que eu esperava que tomasse. Pai! – Mãe, Irmãos invisíveis, Anjos, Arcanjos, Entidades de todas as raças, de todos os credos, Devas da Natureza, Natureza – olha para mim que sou pequena, frágil, solitária e que vivo em busca do ponto de origem que mora em mim, e que é a fagulha que faz existir tudo o que deve existir. Eu sei que está ali, em algum lugar, em mim, no outro, em tudo o que é; um ponto mágico para ligar e desligar, aqui e ali, para que eu me equilibre, que possa oferecer amor, respeito, consideração, solidariedade, e para que eu aprenda a atrair para mim, o mesmo, e mais.
Pai! – Mãe, Senhor dos Mares dos Ares, da Terra, Ondinas, Fadas Silfos, Senhor da Lua e do Sol – ilumina minha consciência, para que eu, de algum modo, encontre o que procuro. Ilumina minha consciência para que ela perceba quanto ainda é pequena, e quanto espaço ainda precisa ocupar.
Mãe! – Pai, invisíveis, visíveis, faz o mesmo a todo aquele que demonstrar no coração, que busca o mesmo que eu. Mesmo que não saiba expressar esse desejo. E o mesmo a todos os outros, à minha esquerda, à minha direita, que vão lá na frente e aqueles de quem ouço os passos, ali atrás.
Você ouve? você pensa nisso? ou não…
Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung
Que analogia tão linda e completa sobre maternidade e paternidade , num dia tão especial ! Bjs para ti. Maryur
Somos curiosos de nascença, tudo queremos entender ,ver provar. Difícil ser assim e conviver com a idéia de que possa haver coisa cuja definição é exatamente não ser sabido e nunca poder se visto. Difícil só de entender Malu. Porque é leve de ser sentido e protege como o colo de mãe. Como o rosto sereno da tua e o teu próprio.
Até daqui a pouco Malu.
O cuidar e o cuidar-se. Andar com fé pisando com cautela para não esbarrar em problemas. Dissolver conflitos em angústias angelicais. De crenças nisso e naquilo. Lindo, Maria Lucia! Abração.
A todas as mamys presentes as ausentes.
Feliz dia das mães que Deus abenções a todas!
Que cada um contemple seus Deuses e o seu tempo.
Armadno Italo
Alpha India November.
Maryur querida,
beijo pra ti também,
ml
sérgio,
concordo contigo em gênero, número e grau!
Não sabido, não visto, além de intraduzível, impensável.
Sinto a divindade da forma como sinto a vida, com intensidade desenfreada na descida.
Mas essa coisa de colo de mãe é pra lá de relativa, porque tem mãe que joga o filho no lixo porque é só o que sabe fazer.
O ser mãe é endeusado e perfeccionado, porque precisamos da ilusão, uma vez que é nela que escolhemos nos abrigar a maior parte do tempo. Colo é bom sempre, venha de onde vier. O nó é que tá todo mundo precisando dele, e tem poucos à disposição. Como agulha no palheiro.
E então, nos agarramos ao que não vemos e desdenhamos o que vemos.
Pena…
Beijo e obrigada pela lindas palavras no e-mail logo cedinho. Me emocionaram.
beijo,
ml
Suely,
“Dissolver conflitos em angústias angelicais.”
Taí! gostei.Nunca tinha visto assim. Baita presente!
Obrigada.
beijo,
ml
Alpha India November,
Obrigada pelo cumprimento pelo dia, e principalmente espero que Ele atenda o teu pedido!
Bênçãos são precisas!
E preciosas.
beijo,
ml
Maria Lucia,
que encontro maravilhoso!!!
beijo.
Marcos Paulo
também sinto o mesmo cada vez que um velho – ou novo – amigo vem até aqui prosear comigo.
beijo,
ml