Mulher no volante, assalto constante

 

Sempre que chego a uma terça-feira sem ter encontrado assunto capaz de agradar, como o Milton sempre diz,”os caros e raros leitores do blog”, fico preocupado. Gosto de entregar o texto bem antes da quinta-feira. Quem me conhece, está cansado de saber que sou cheio de preocupações, herança genética, com certeza. Meu pai passou a vida preocupado comigo e com meus irmãos. Ainda bem que foi a única coisa desagradável que herdei dele. Em compensação (se é que esta palavra cabe para o que vou escrever a seguir), quando eu era menino e papai demorava para chegar em casa, depois da sua faina diária, eu me postava diante da janela da sala e apenas me tranqüilizava ao vê-lo estacionar o Citroën negro na frente do portão da garagem.

Esta – a de entregar o texto com razoável antecedência- é, porém, uma das minhas menores preocupações. Afinal, se algum dia não descobrir assunto que valha a pena digitar, não temo ser demitido. Por motivos óbvios. Já uma das maiores refere-se à segurança da minha família nestes tempos cada vez mais difíceis de serem vividos. Maria Helena, minha mulher, acha que trato a questão da segurança com cuidados exagerados. Preocupa-me, faz muito, vê-la sair de carro sozinha. Sempre que possível, prefiro acompanhá-la, dirigindo o automóvel. Pois não é que, nesse domingo, dia 11 de setembro, data de má memória para o mundo civilizado, Zero Hora estampou a seguinte manchete: ”MEDO FEMININO. Roubo de veículos assombra gaúchas”

A seguir, numa “cartola”, Francisco Amorim, autor da reportagem, escreveu: “A cada quatro horas, uma mulher tem o carro roubado. Esta, entre outras estatísticas de Porto Alegre e do Estado, assusta as gaúchas ao volante”. E não é para menos, digo eu. Recentemente li neste blog a história de uma mulher, em São Paulo, que parou o carro num semáforo, e foi surpreendida por uma vozinha que lhe pedia passasse seus pertences. Para seu espanto, era um pivetinho que a “ameaçava”. Perto do local, meninos mais velhos esperavam o resultado do assalto. O aprendiz de ladrão não teve sucesso, mas estava apenas sendo treinado para futuros e exitosos roubos. Desfecho fatal, porém, ocorreu em Porto Alegre, lembra o jornal, com uma fotógrafa de eventos, ao sair de um banco do qual retirara 150 reais. Ela se dirigia ao seu carro, falando com o marido pelo celular, quando foi empurrada para dentro do veículo e, em seguida, friamente assassinada pelos assaltantes. A estatística mostra que quase 1,4 mil mulheres foram atacadas em Porto Alegre (é daqui que envio meus textos), entre janeiro e julho deste ano, foram vítimas de assaltos. Diante deste número, sabendo que os ladrões imaginam encontrar mais facilidade para assaltar mulheres ao volante e que as autoridades pouco podem fazer para evitar a ação dos criminosos, como não ficar terrivelmente preocupado com a situação? Invejo aqueles que não ficam.

Um comentário sobre “Mulher no volante, assalto constante

  1. Carissimos

    Todos estes desmandos devem-se a falta de leis mais severas para criminosos, maiores ou os “dimenores” a exemplo de paises realmente desenvolvidos.
    Inglaterra. Estados Unidos, australia, alemanha, que mandam “dimenores” criminosos, para a cadeia como “dimaiores”.
    Os “dimenores” são presos em entidades para menores e quando atingem maioridade penal são transferidos para presidios de adultos, para “dimaiores”
    Até prisão perpetua ja foi aplicada para um garoto com apenas dez anos de idade que matou uma coleguinha de escola na Inglaterra.
    Mas tem um porém:
    O sistema prisional nos paises de primeiro mundo é outro assunto
    Em qquanto no Brasil nosso sistema prisional além de ser uma verdadeira bagunça genelarizada, falido é faculdade do crime.
    O sujeito entra como ladrão de lata de sardinha, galinha e sai assaltante de banco, traficante, estuprador, assassino.
    Sem esquecer de mencionar o descaso das nossas autoridades dos crimes e agressões de todos os tipos que sofrem as mulheres nãs mãos de seus companheiros, maridos, namorados, animais.
    E a lei maria da penha pouco faz.
    Muitas mulheres são assassinadas pelos seus ex depois de darem queixas nas delegacias da mulher por algumas veses.
    Os malditos e covardes são presos e postos em liberdade depressinha com ajuda de bons advogados e das brechas las lais penais brasileiras.
    A criminalidade infantil começa dentro de casa, nas familias destruturadas, miseráveis, sem educação escolar e religiosa.
    O destino destes “dimenores” todos ja sabem
    O crime, a droga.
    Infelizmente nosso congresso os ministros da justiça parecem que não quer ver a guerra civil que a população brasileira enfrenta nas ruas.
    Porque todas as atenções estão voltadas somente para as proximas eleições, para a copa do mundo de 2014, da politicagem barata e traiçoeira, pelos beneficios dos amigos dos reis, para o corporativismo, para recriarem o CPMF, para encorbertarem a corrupçãop deslavada, etc.
    E a mulher o povo que se virem quando for pego de surpresa pelas ruas das grandes cidades brasileiras.

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