Avalanche Tricolor: No divã com o Grêmio

 

Grêmio 1 x 3 Figueirense
Brasileiro – Olímpico Monumental

Foram alguns anos de análise e em todos fui um fracasso no desafio de lembrar o sonho sonhado. Apesar da insistência da terapeuta junguiana (que outra linha seria?), raras foram as vezes que consegui descrever para ela trechos do que minha imaginação havia desenhado na noite anterior. Ontem foi diferente. Sem precisar trabalhar no feriado de Nossa Senhora Aparecida, dormi após a virada do Brasil sobre o México, satisfeito muito mais com o resultado do que com o futebol jogado. Acabara de ver Jonas em campo, atacante que fez história com a camisa do Grêmio e deixou saudades. Anda meio perdido na Europa e parecia sem rumo com a camisa amarela da seleção, que o deixou desfigurado. Confesso que ao vê-lo na beira do gramado não o reconheci. Mas tive boas lembranças.

Sei lá se foi a falta que tenho sentido dele no comando do ataque gremista ou qualquer outro fenômeno que a mente misteriosamente nos impõe. A verdade é que no meio da madrugada tive um sobressalto na cama, após ver o Grêmio ser goleado por um adversário imaginário. Foi um sucessão de gols tomados somente interrompida quando eu acordei. E, se não me falha a memória, o placar estava cinco a zero para sei-lá-quem Fiquei envergonhado com o pesadelo, mais ainda de ter lembrado dele no dia seguinte. Minha terapeuta teria ficado orgulhosa.

Não acredito em premonições, mesmo assim assisti ao jogo da tarde desta quarta com os dois pés atrás. Havia algo que me incomodava a cada tentativa de ataque gremista assim como nas investidas do adversário contra nossa defesa. Uma fragilidade inexplicável tomava conta de mim. E do meu Grêmio, também. Nada, porém, tinha a ver com o meu sonho/pesadelo mas com a falta de imaginação de quem dirige este clube e não foi capaz de dar a Celso Roth e a qualquer outro treinador um elenco com competência para encarar uma competição tão longa, difícil e equilibrada como o Campeonato Brasileiro. Sem falar na falta de habilidade para manter talentos como o de Jonas.

Seja como for, seguirei sonhando, desta vez com os olhos bem abertos. Porque torço por um time que não aceita ser coadjuvante por onde passa; e está sempre disposto a aprontar alguma para cima daqueles que se atrevam a cruzar no caminho dele. Pode ser no próximo domingo, na Vila Belmiro, como pode ser na última rodada, no Beira Rio. Tenho a convicção de que algo muito bom ainda vai acontecer conosco neste campeonato, apesar dos pesares. Ou estará na hora de mandar o Grêmio para o divã?

8 comentários sobre “Avalanche Tricolor: No divã com o Grêmio

  1. Que os deuses do futebol te ouçam,Mílton. É a última chance de o Grêmio se recuperar antes de ser encaminhado ao divã,preferentemente de um terapeuta junguiano. Ah,e muito cuidado com essa história de assistir ao jogos do nosso time com dois pés atrás. Não há equilíbrio que resista a tal tipo de postura.

    • Carlos,

      Curiosa esta relação de Grêmio e Figueirense, pois temos levado desvantagem nestes últimos anos mesmo quando o Grêmio está melhor e com time mais competitivo. Deve ser algum penitência que pagamos por explorarmos as praias catarinenses.

  2. Bom dia Milton Jung!
    É… meu TIMÃO perdeu, mas continua(pelo menos até agora) como LÍDER…
    Mas, seu Grêmio…..perdeu e em que lugar se encontra????
    Fica bravo não….
    beijo
    Dione

    • Jair,

      O problema é que tem muita gente que não está peleiando no time. Vão ter de ser tratados pelo método mais eficaz do Analista de Bagé, o joelhaço.

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