Que venham, logo, mais ciclovias

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Há muito tempo Porto Alegre pede que a Prefeitura providencie a implantação de ciclovias. Este é o meu assunto nesta quinta-feira,dia 2 de fevereiro de 2012. A cidade conta com uma via para uso exclusivo de ciclistas na Avenida Diário de Notícias. Em seu primeiro trecho pode-se pedalar sem medo de ser atropelado. No segundo,interrompido por uma rotatória com sinaleiras,há espaço para bikes na calçada que margeia um dos lados da Avenida. Os ciclistas, principalmente os que pilotam bicicletas de corrida ou outras que são equipadas com pneus finos, queixando-se do tipo de piso, recusam-se a usar a ciclovia. Seja lá como for, ciclistas diletantes ou que treinam para competir, preferem arriscar-se a andar em fila indiana no asfalto da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, apelidada de Beira-Rio, porque acompanha trecho de alguns quilômetros do Rio Guaíba (recuso-me a chamá-lo de Lago Guaíba, ”novidade” com a qual não concordo).

 

Não concordei, também, quando, em ciclovia que está sendo construída na Avenida Ipiranga, uma das mais longas de Porto Alegre, a Prefeitura começou a instalar, para proteção dos futuros ciclistas, um guard-rail de toras de eucalipto de reflorestamento. Foi a segunda polêmica provocada por desencontros de opinião entre as autoridades responsáveis pela obra. Na primeira, houve quem dissesse que, como a ciclovia seria implantada debaixo de fios de alta tensão, seus usuários ficariam expostos a sério risco. Ambas as polêmicas foram substituídas por uma ideia muito bem recebida: a de entregar o projeto do guard-rail e seu entorno a um arquiteto. Dentre 37 propostas, a vencedora foi de Rodrigo Troyano. Seu projeto, bem bolado, prevê guard-rail neutra, possibilitando a visão do outro lado do Arroio Dilúvio e conta com vegetação na sua estrutura, para que se integre à paisagem. Caso o ciclista se desequilibre, será protegido por bolas de plástico reciclável, que funcionará como uma almofada. Troyano receberá um prêmio de R$4,5 mil e o diretor-presidente Da EPTC, Vaderlei Cappellari, prometeu que o projeto será iniciado imediatamente ao longo dos 9,4 quilômetros da Ipiranga, a um custo estimado de R$1,9 milhão. Que venham, porém, outras ciclovias. Assim, talvez, os que protestam sosseguem o pito. E possam pedalar mais.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

3 comentários sobre “Que venham, logo, mais ciclovias

  1. Panettone parlamentar/ Este é só uma das mazelas da democracia.
    A democracia representativa, causa isto , falta mecanismo para a gente retirar esta gente antes dos 4 anos, já temos a internet , poderíamos ter um site com o nome de cada vereador deputado senador , governador e prefeitos juizes , para se votar para tirar fora,muitos desses que são eleitos nem a mae deles votariam neles, portanto temos que ter mecanismo para excluir. A democracia permite que voce não vote, não vote por tres eleicoes, deixa o bicho pegar ate eles e a sociedade sentir que els os parlamentares não tem a dita representatividade.. Em principio todo politico, como do estado de são paulo, vai no minimo pelo caminho de se vender,imagina voce que qualquer cargo, gasta mais para ser eleito do que recebera de salarios. Ta claro como vive esta gente, vide os vereadores que desviaram as roupas que iriam para os que precisava no caso das cidades que tiveram enchentes, lembram do caso do vereador que usava notas fiscais da empresa da mulher, vide a assembleia legislativa, não faz nada de util, se fechar não perdemos nada, se indicar 10 ou 5 não altera em nada. Se temos que votar eo picareta, scaneia os elitos , hoje com tantos meios eletronicos, temos que ter o direito de coloca-los para fora antes dos 4 anos. É muito tempo para conviver com tanata sacanagem, videos tablets de 14 mil.. O coeficiente de ser util , desta gente é zero, pense nisto!!!

  2. Ninguem noticiou “Santo André_SP” tem a maior ciclovia do País. É um furo de reportagem, ou será um furo de administração de trânsito?
    Explico, aqui ciclistas insistem em pedalar sobre as calçadas – porisso é a maior ciclovia do mundo – sem que ninguem proiba. Duas vezes quase fui “atrope-cic-lado” na calçada. Pior quando eles chegam pelas nossas costas, aí o perigo é enorme. Pode Isto??

  3. Motofaixas ou ciclovias são mais privilégios para o transporte individual, privilégios mais graves que os já conferidos ao auto de passeio, principalmente no caso da bicicleta, meio de transporte individual e insuficiente, pois tem de ser completado por outros. Se o uso da bicicleta se propagar, teremos de construir um metrô com trens de carga.
    Acresce o fato de os ciclistas serem clandestinos: sem placas, sem respeito às leis de trânsito, sem respeito ao pedestre. Transitam impunemente sobre calçadas e calçadões; cruzam as ruas pedalando pela faixa de pedestre; quando no leito carroçável, transitam na contramão. São choramingas quando colhidos por um ônibus, mas têm menos respeito pelo pedestre.
    Até como esporte o cilismo é discutível, pois exige postura danosa à coluna e pressão exagerada sobre a próstata.

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