Por que o mundo não acabou em 11 de agosto de 1999

 

Por Julio Tannus

 

Esta é uma questão que certamente nos incita a pensar, e um sem-número de hipóteses poderia ser levantado. Uma explicação científica poderia ser dada pela própria Física atual. De acordo com a teoria da probabilidade de ocorrência de fenômenos, nenhum acontecimento no tempo referido ocorreu que pudesse causar tal destruição, o que, diga-se de passagem, tem uma probabilidade tendendo à zero.

 

Entretanto, ao lado das inúmeras explicações possíveis, existe outro aspecto desta afirmação que nos chama a atenção. Por que se pensou que o mundo poderia acabar em 11 de agosto de 1999? Uma boa hipótese não seria o fato que nessa mesma data ocorreu um fenômeno de eclipse total solar?

 

Diríamos que essa resposta seria plausível se estivéssemos vivendo há cerca de 1.000 anos atrás, onde as consciências, instrumentais e percepções eram de tal ordem que a simples percepção de um fenômeno de eclipse solar poderia causar a sensação de fim de mundo.

 

Mas o que nos instiga a continuar pensando sobre o tema é que, “sensações de fim de mundo” estão cotidianamente presentes em nossa vida. Com todo o arsenal de recursos que temos hoje somos não raramente surpreendidos com essa “sensação de fim de mundo”.

 

E aqui indagamos:

 

Será que nossa sina é caminhar contra o vento?
Por que somos tão susceptíveis às oscilações do mercado em geral?
Por que vivemos e sobrevivemos debaixo de escândalos, desvios de dinheiro público, corrupção?
Por que para o país ser governável é preciso fazer alianças espúrias as “ideologias” partidárias?

 

Pensamos que uma boa chance que temos para nos livrarmos dessas sensações seria termos instituições que efetivamente nos represente. Instituições que, em seu significado prático, dêem conta de nosso coletivo, nas suas mais variadas formas: Governo, Política, Trabalho, Segurança, Cidadania. E que além de mudança na forma de democracia que vivemos – passar da representação para a participação – deveríamos mudar o modelo de governança, viabilizando as práticas ideológicas prometidas nas campanhas políticas.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças, escreve no Blog do Mílton Jung

2 comentários sobre “Por que o mundo não acabou em 11 de agosto de 1999

  1. Está difícil. Há situações obvias que passam batido. O que o Gilmar estava fazendo com o Jobim? Não é proibido?. Perguntinha esperta do Maierovitch. Nos Estados Unidos se o CEO da General Motors é pego almoçando com o CEO da Ford, terão que prestar esclarecimento. Lá o oligopólio pelo menos é combatido.
    Por que o Flamengo só agora descobriu o vídeo do Ronaldinho? Este material não depõe mais contra o próprio Flamengo?
    Como pode ser legal entrar na conta bancária privada do Roberto Carlos sem comunicar e tentar retirar 320mil reais? Só mesmo um lobby de bancos para legalizar tal conduta.
    Como pode tirar o carro de um cidadão na estrada por falta de pagamento e deixá-lo sem chance de efetivar a dívida e sem poder se locomover?
    É o poder. Quanto mais forte mais protegido. É o fim do mundo?. Ou o começo novamente? Com caçadores e canibais.

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