A solução está na própria cidade e no seu comportamento

 

A boa gestão nas cidades é fundamental para a qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento sustentável como se percebe em duas reportagens publicadas neste início de semana. Em O Globo, em interessante entrevista, o economista Ladislau Dowbor, professor da PUC-RJ, se mostra otimista em relação as cidades com até 50 mil habitantes, o que inclui 4,7 mil dos cerca de 5 mil municípios brasileiros. Para ele, é uma realidade administrável para assegurar melhores condições ao cidadão, tratar esgoto e não poluir ambiente. O desafio está nos maiores aglomerados urbanos como São Paulo, onde perde-se pelo menos duas horas por dia devido ao tráfego e R$ 20 milhões a cada hora de atraso no trânsito. “Mas há mais pressão por investimentos em carros do que em transporte de massa”, lamenta. Dowbor conclui que estamos muito mal em planejamento urbano e este é vital para o desenvolvimento sustentável.

 

Na Folha, o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil/SP José Armênio de Brito Cruz chama atenção para a necessidade de se usar o ambiente urbano para integrar as pessoas. Ele explica que a segregação que aparece tanto com os ricos nos condomínios fechados como com os pobres nas favelas aumenta a insegurança: “temos que começar a entender o nosso território como nacional. Ainda que dentro da cidade, ele é de toda a população”. Na entrevista, Armênio destaca a importância de as regras sobre a ocupação do solo serem claras porque a construção da democracia na cidade demanda transparência na informação. A ideia é que o cidadão tem o direito de saber e opinar sobre o que será construído ao lado da casa dele e as compensações que foram impostas pela administração municipal.

 

Apenas mais um ponto que me chamou atenção. O presidente do IAB/SP entende que a população tem de compreender que a cidade é fruto dela própria, a população não é vítima da cidade.

 

Duas entrevistas que deveriam pautar as propostas dos candidatos a prefeitos de todas as cidades brasileiras. E nos fazer repensar nosso papel no ambiente urbano.

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