Avalanche Tricolor: estratégias, ironias e esperanças

 

Náutico 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Recife (PE)

 

 

Como se estivesse em uma corrida de gato e rato mal sucedida, cheguei em Porto Alegre assim que o Grêmio acabara de deixar a cidade a caminho de Recife onde enfrentaria o Náutico. E voltei para São Paulo no momento em que o time jogava no estádio dos Aflitos, de tão boas quanto sofridas memórias. Como se não bastassem estes desencontros, fui visitar o Olímpico Monumental e dei com a cara na porta da loja onde me abasteço de pequenas lembranças do Imortal Tricolor. Era fim da manhã de domingo e na capela no Pórtico dos Campeões uma missa estava sendo rezada com os bancos todos ocupados. Sem contar os fiéis, ainda era possível ver uma boa quantidade de famílias curiosas em conhecer o estádio e perambulando por ali. Por isso, fico sem entender esta estratégia de marketing do clube que fecha sua loja de camisas e souvenir com tantos potenciais consumidores em seu entorno, não percebendo que o Olímpico, é ponto turístico na capital gaúcha, principalmente para uma torcida que aproveita cada dia para se despedir deste palco de conquistas. Ainda que mal comparando, imagine visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e as lojinhas de badulaques com a imagem da estátua estarem fechadas em um domingo. Inacreditável. A propósito, não entendo esta estratégia de marketing tanto quanto não entendo a do presidente Odone que desestimula seus torcedores ao demonstrar desânimo em relação a recuperação na semifinal da Copa do Brasil, nem a do técnico que monta e faz o time jogar de uma forma estranha – quanto a este último, porém, prefiro que você que assistiu a todo o jogo deste domingo faça seus comentários e críticas.

 

De minha parte deixo apenas a ironia de que Luxemburgo ao menos já conseguiu um feito histórico no Grêmio: é nossa primeira derrota para o Náutico em 21 anos. E uma esperança: de que tudo isso não passe de apenas mais uma provação para a grande vitória de quarta-feira.

4 comentários sobre “Avalanche Tricolor: estratégias, ironias e esperanças

  1. Sorte a tua – e não azar – não ter assistido 85% do jogo,se não me engano. A impressão que tive ao saber que Luxa escalara o Grêmio com três atacantes foi a de que o técnico está louco para ser mandado embora. Somente os idiotas desconhecem que a bola (ou “essa bola”,como dizem os ex-jogadores transformados em comentaristas e alguns comentaristas de fato)somente chega ao ataque passando pela meia-cancha,de preferência com a presença de um articulador qualificado para atuar na função mais importante das onze posições de qualquer time confiável. Sem tal figura,goleiro,zagueiros,laterais etc. obrigam-se a dar chutões estúpidos e lotéricos para o ataque,na esperança de que um dos três atacantes,pelo menos,esteja de aniversário. O Grêmio desse domingo não contou com tal coincidência. Pelo que contaste,Mílton,o Grêmio,fechado para vitórias há dois malditos jogos em sequência,parece querer imitar o seu marketing,cuja loja,no Olímpico,perdeu a chance de faturar por ter ficado com a porta cerrada,desprezando a presença de turistas num Olímpico em ritmo de despedida.

  2. Ficou claro que o esquema com três atacantes não deu certo, assim como começo a me preocupar com a desatenção da zaga gremista ao final de cada partida. Tomar gol após os 40 minutos do segundo tempo é inaceitável. Foram dois contra o Palmeiras e agora um contra o Náutico, que não perdíamos, como bem lembrou, há 21 anos.

    Pior que a atuação gremista ontem, foi o narrador do Premiere em Recife, que insistia em falar o nome do Lúcio, ex-lateral do Grêmio, mesmo após ele ter sido substituído há vários minutos.

    Espero que o time esteja guardando a vitória para quinta-feira. Mais essa, um dia a mais para a gente ficar na ansiedade. Tomara que seja mais um lindo capítulo escrito na Imortal história do Tricolor Gaúcho!

    Abs

    • Bruno,

      Ao contrário do presidente do Grêmio, sua mensagem deixa claro isso, nós não desistimos, estamos sempre na esperança de um sinal de recuperação. Quem sabe o erro do fim de semana não tenha sido a lição que o técnico precisava para não cometer o mesmo erro no jogo decisivo.

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