Avalanche Tricolor: Para curar a ressaca

 

Grêmio 2 x 0 Flamengo
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

Jogos tensos costumam provocar uma tremenda ressaca na partida seguinte. O desgaste físico e emocional é enorme, principalmente após uma frustração como a sofrida na Copa do Brasil. Assim, não era de se esperar muito na partida desta tarde de domingo, ao menos de minha parte. No entanto, ao ver o céu azul, claro e bonito, em Porto Alegre, logo na abertura da transmissão da televisão entendi aquela imagem com um sinal de bons agouros. Aqui em São Paulo, o domingo também estava bonito e quase me arrependi de deixar de lado tudo o que havia programado para este dia. Excessão a ida à missa dominical todo o resto foi transferido para outra data qualquer. Preferi ficar em casa, descansando, me preparando para a semana que sempre se apresenta complicada, ao lado da família e deixando o tempo passar. O único compromisso à tarde era ver o que seria da ressaca tricolor. Fui recompensado, assim como boa parte da torcida gremista.

 

Depois de duas partidas de muita tensão, nós bem que estávamos merecendo um jogo como o de hoje. A troca de passe lateral e a falta de criatividade chegaram a incomodar em um primeiro momento e sinalizavam mais um desempenho pífio e sofrível, mas de repente a dupla Kleber e Marcelo Moreno começou a se entender. E de uma tabela deles, fazemos um a zero em uma jogada de muita paciência. Digo isso porque Moreno não se impressionou com a impaciência da torcida, dos locutores e do técnico. Esperou o momento certo para matar. Nem bem havia começado o segundo tempo e já havíamos aberto dois gols de diferença, graças a uma cobrança de escanteio e a forma como Werley se antecipou a defesa adversária.

 

Perdemos muitos gols durante o restante da partida, o que poderia ser motivo de irritação dos torcedores – como parece ter sido em alguns momentos. Para mim, relaxado no sofá, satisfeito com o resultado e sempre confiando de que algo novo está para aparecer e renovar nossas esperança, revelava uma mudança de postura em relação aos jogos anteriores em que os chutes a gol e as jogadas de ataque eram cenas raras. Por falar em algo novo, a postura de Tony na lateral direita foi entusiasmadora para um time que não tem chegado a linha de fundo há algum tempo. Confesso que não o conhecia, mas fiquei satisfeito com a performance dele.

 

Terminamos a rodada no G-4, o que nos põe no caminho de nossa obsessão, a Libertadores, esta mesma que desperdiçamos ao não sermos capazes de chegar ao título da Copa do Brasil. Estamos a apenas dois pontos do líder, o que, levado em consideração o desempenho das últimas temporadas, é uma excelente notícia. E estamos a espera de Zé Roberto, que pode dar um jeito na meia cancha (como diziam os mais antigos).

 

Não sei se foi aquele céu que apareceu no início da transmissão, mas com certeza o domingo foi muito mais agradável em campo do que eu imaginava. Parece até que descobrimos um ótimo antídoto para resolver a ressaca: jogar futebol.

9 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Para curar a ressaca

  1. Os permanentemente insatisfeitos,um time recheado de comentaristas,acharão mil razões para seguir aumentando os defeitos do Grêmio. Esses não querem acreditar que,enquanto curtimos presença na zona da Libertadores,a nossa equipe se ajeita. Zé Roberto estréia em seguida. Confio que será o articulador que desejávamos. Não desacredito do futebol de Fábio Aurélio. Deve ser o lateral até aqui inexistente. Gladiador começa a esquecer a fratura na tíbia e,nesse domingo,começou a se enteder bem com Moreno,como disseste,Mílton. Ah,Rondinelli vem mostrando que tem futuro. Vai ter gente mordendo a língua.

    • Milton Pai,

      Apressados comem cru, ouvia sempre em casa. Deixem que se antecipem, os resultados serão a melhor resposta. Aliás, que venham os resultado, é claro.

    • Bruno,

      E o momento será ótimo também para mostrar a real capacidade do Grêmio, pois pegaremos um time disposto a conquistar a liderança. É jogo pra gente grande e estádio cheio.

  2. Fala Milton, estava no estádio trabalhando e percebi o mesmo “nervosismo” do torcedor gremista. Infelizmente isso já está acontecendo há um bom tempo. E sobre o Tony, vem treinando muito bem. Ainda parece um pouco verde, mas o Luxa, que é muito bom técnico no dia a dia, está o preparando.

    Grande abraço.

    • João,

      Bom tê-lo neste espaço para falar de futebol. O Tony pode ser um grande reforço em posição na qual o Grêmio tinha o jogador ideal e desperdiçou: Mário Fernandes.

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