Dá prazer de ver !

 

Por Abigail Costa

 

A gente trabalha porque precisa, mas se tiver prazer ajuda muito.

 

Às vezes, o sujeito nem chegou ao trabalho. E já está de cara fechada. No trânsito mesmo. Dá uma olhada para o motorista ao lado e você, certamente, verá alguém assim. Isso se este alguém não estiver atrás do seu carro dando luz alta para pedir passagem.

 

Essa é só uma introdução para falar que tem gente que encara o trabalho não como obrigação. O dinheiro, claro, é bem-vindo, mas é possível conjugar o verbo labutar numa boa. É sério! Conheço gente assim.

 

Val é personal trainer, acorda por volta das cinco da manhã, às seis está na academia ou no condomínio para dar aula. Além de deixar o aluno fisicamente em forma, Val funciona como terapeuta, daqueles bons! Dois anos de convivência e nunca vi esse cara de mal com a vida. Ele simplesmente gosta do que faz!

 

É muito bom quando encontro alguém que encara o trabalho como merecimento, um luxo.

 

Por vezes a TV me faz companhia, e nesses anos como jornalista aprendi a diferenciar o profissional que apenas está interpretando daquele que se coloca diante da câmera por prazer. Foi o que me chamou a atenção no programa “Encontro com Fátima Bernardes”. Na maioria das vezes estou de costas para a imagem, ocupada com outras coisas. Mas ouço. E o que escuto tem leveza, prazer na palavras.

 

Imagine terminar seu trabalho dando risadas !? Sabendo que amanhã tem mais !? E que aquilo que é bom hoje, pode ficar melhor ainda.

 

Abigail Costa é jornalista, faz MBA de gestão de luxo e escreve no Blog do Mílton Jung

8 comentários sobre “Dá prazer de ver !

  1. Ola Abgail

    Realmente trabalhar naquilo que não gostamos, não nos sentimos felizes é massante, estressante, triste, frustrante!

    Melhor procurar outra coisa para fazer, outra atividade, mudar de emprego, de ramos, de profissão ou até de cidade e estado.

    Por outro lado, muitos são felizes no exercicio da profissão que abraçaram, da atividade, porém em muitas ocasiões passam a incomodar colegas de trabalho “não felizes” totalmente ao contrario do até então felizardo.

    Se correr o bicho pega, se correr o bicho come.

    Existem casos do funcionario feliz, acabar ficando isolado de alguns colegas porque sua felicidade, realização passa incomoda-los.

    Um bom domingo e uma excelente semana!

  2. Armando, isso é fato: felicidade incomoda.
    Sabe que seu comentário me fez lembrar de um um dia ter chegado a redação lá pelas cinco da manhã…. Havia duas ou três pessoas já trabalhando…. E eu: Bom dia! Uma pessoa me pergunta assim: Bom dia por que?
    Até tive vontade responder… Mas vc sabe quando as palavras saem atravessadas….
    Beijos e uma ótima semana!

  3. Abgail

    Pessoas assim infelizes no ambiente de trabalho que se sentem incomodadas por aquele profissonal feliz, realizado no que faz, sem se importar em querer ganhar somente altos salarios, promoções, etc são incompetentes natos, medrosos, covardes que falam e denigrem o feliz e competente pelas costas, pois não tem coragem de expressar seus sentimentos cara a cara!

    São perdedores natos, sofredores, presidiarios em suas próprias mentes e corpos doentes, sem visão de futuro, que vivem no presente se escondendo da sua propria realidade.

    Aliáz este é um tema de suma importância que vem ocorrendo com maior frequencia nos dias de hoje, valendo uma ótima materia ou artigo “mais abrangente e aprofundado

    Certamente irá gerar muitas discussões acirradas

    Infelizes dos pés a cabeça.

    Bjus e dá um abração ai no maridão

  4. Tem gente que acha que para ser sério é preciso ser triste. No meu trabalho, tempo faz, ríamos muito e trabalhávamos ,ais ainda. Porém, quem via, dizia que não éramos tão responsáveis, nem tínhamos muito o que fazer. Gostar do que faz e trabalhar contente custa caro. Muito boa sua colocação aí. Continue nos prestigiando com seus textos.

  5. Big,

    Adorei seu artigo! O trabalho é um assunto tão complicado…ou melhor dizendo, tão “mal trabalhado internamente” pelas pessoas…principalmente no Brasil, onde existe uma política de “coitadismo”, onde muitos se fazem de vítimas. Claro que estou generalizando. Há vítimas, muitas vezes. Mas há incompetência, má qualificação, falta de profissionalismo, pessoas dedicando-se a uma atividade que não tem “o dom”, maus empregadores também em alguns casos…e do outro lado (este sim incomoda muita gente) há ótima qualificação, bom humor, prazer em fazer o que faz, sabedoria no relacionamento entre as pessoas…o que torna a própria vida mais fácil…até mesmo com o trânsito de Sampa…
    A verdade é que a relação empregado x empregador é e sempre será uma relação de troca onde a satisfação total dficilmente será atingida. E sempre: É do ser humano estar insatisfeito e sempre querer algo a mais…
    Privilégio tem quem consegue discernir o que é certo do errado, trabalha com o que ama e entrega-se de coração àquilo. O bom humor é fundamental e até ajudará no resultado final. Sábio é aquele que consegue rir (ou ainda gargalhar) diante de situações difíceis.

    Beijos e ótima semana!!!

  6. Suely,
    Existe uma necessidade em mostrar para os outros que você está em constante produção no trabalho, caso contrário você pode ser visto como um “desocupado”, “desinteressado”…. Principalmente em ambientes competitivos. A gargalhada com o companheiro ao lado, para os “críticos de plantão” significa falta do que fazer…. Mas deveria ser entendida como: eu estou de bem com a vida, e você?
    Beijos e uma semana bem divertida no trabalho!

  7. Ric,
    De fato essa relação é complicada, e contagia! Já percebeu?
    Quando o presidente fala torto com o diretor, sobra para o gerente, que repassa para a secretária, que joga para cima do estagiário, que desconta no porteiro….. Na mão certa, a educação do presidente gera a gentileza suficiente para uma onda de trabalho/produção+prazer. O que vem de cima pode ser uma benção! Ou um raio!
    O bom dos dois lados é que isso depende da nossa escolha.
    Fuja do raio!
    Beijos
    Big

    • Big,

      Recentemente, aqui mesmo no Blog, reproduzi entrevista que fiz com o jornalista Alexandre Teixeira no Mundo Corporativo na qual falamos sobre ser feliz no trabalho. Uma das conclusões que tiramos foi de que esta satisfação está ligada ao fato de você ter um propósito muito claro quando desenvolve uma função, de você saber porque faz o que está fazendo, encontrar um sentido no trabalho. Apesar de a resposta ser simples, a busca deste propósito é complexa. De qualquer forma, é isto que explica um profissional consagrado mudar de ambiente, deixar seu trabalho em troca de algo que lhe dá alguma felicidade, mesmo que não lhe ofereça a fama e o destaque do emprego anterior. É preciso, contudo, coragem para tomar uma atitude dessas.

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