Avalanche Tricolor: está na hora de decidir o que queremos

 

Bahia 1 x 1 Grêmio
Brasileiro – Salvador (BA)

 

As eleições fatiaram a rodada do Campeonato Brasileiro, anteciparam jogos para quinta-feira, empurraram outro para semana que vem, enfiaram alguns no sábado à tarde e deixaram os demais para o início desta noite – o do Grêmio foi um destes. Nesse domingo, dia sempre dedicado ao futebol, teremos o segundo turno das eleições em 50 cidades brasileiras, dentre as quais São Paulo, momento em que decidiremos quem será o prefeito da nossa cidade nos próximos quatro anos. Será a hora de fazermos nossas escolhas. Em alguns municípios, o cidadão pode manter o mesmo governante dando-lhe o prazer da reeleição, escolher um novo nome entre os candidatos que se capacitaram para disputar esta etapa ou mesmo levar de volta para a administração alguém que já tenha exercido a função. Levando em consideração os resultados do primeiro turno quando a abstenção passou dos 16%, é de se prever, nesse domingo, um grande número de não-eleitores, gente que prefere ficar em casa. Assim como também muitos eleitores devem optar por votar em branco ou anular. É comum disto acontecer no segundo turno pois parcela do eleitorado não simpatiza com nenhum dos candidatos. Ou sai da campanha sem ser convencido por nenhum deles.

 

Dou preferência às eleições nesta Avalanche porque de futebol tenho pouco a escrever. O desempenho do Grêmio, tanto quanto de seu adversário, no estádio do Pituaçu, em Salvador, se equiparou ao nível daquelas disputas eleitorais nas quais os candidatos se esforçaram muito mais em destruir o concorrente do que revelar seus talentos e potencial. A quantidade de erros cometidos e lances desperdiçados fez com que poucos se safassem nesta campanha (refiro-me agora ao futebol, lógico). De todos que estiveram em campo talvez apenas Marcelo Grohe levasse meu voto.

 

Agora é a hora de decidir se queremos sair desta disputa como vencedores, lutando até o fim, acreditando sempre, suando e sangrando se necessário, dando orgulho a seus torcedores ou se aceitamos o papel de coadjuvantes. E, entenda, não estou aqui a pedir o título (que está cada vez mais distante). Falo do espírito de conquistador que sempre prezamos em nossa história. Apesar do desânimo que o quarto empate seguido nos sugere, estou sempre disposto a rever minhas posições e a acreditar na força de recuperação desta agremiação. Por isso e pela campanha feita na maior parte deste campeonato que nos deixa na privilegiada zona da Libertadores desde o primeiro turno é que deposito meu voto de confiança nestes que aí estão a nos representar em campo. Que não nos decepcionem.

4 comentários sobre “Avalanche Tricolor: está na hora de decidir o que queremos

  1. Bahia x Grêmio foi,pelo menos dentre os jogos a que assisti neste Brasileiro,um dos piores,seja pela pobreza técnica dos jogadores,seja pelas patacoadas protagonizadas pelos dois times,algo capaz de fazer corar um frade de pedra. Fiquei tão horrorizado que precisei buscar nos alfarrábios da minha memória a expressão que acabo de usar. Pela primeira vez fui forçado a concluir,depois de uma partida, que Bahia e Grêmio não mereciam sequer empatar,mas,se possível fosse,ambos deveriam perder. Concordo com o Mílton:salvou-se no Grêmio – e é o Grêmio que me procupa – Marcelo Grohe. Que falta fez Zé Roberto. Que volte logo!!!

    • Ainda contaminado pelas eleições, se este jogo fosse uma pesquisa eleitoral a margem de erro teria sido de 100 pontos percentuais … com certeza de quatro dezenas de passes errados.

  2. É duro, é de doer, mas temos que concordar. Jogo fraco, onde os melhores lances foram as defesas do nosso goleiro. E ver um jogador de 18 anos perdendo gol (e dois ainda por cima) e cansar de ouvir que este jogador é driblador, que tem que ir pra cima do adversário, não faz bem aos meus ouvidos. Está certo que certos dias não se levanta bem e tudo que se faz neste dia dá errado, mas bem que dentre os dez jogadores que sobraram (fora o Marcelo Grohe), ao menos uns 3 ou 4 teriam que ter levantado com o pé direito e assim terem acertado ao menos alguns passes. Horroroso!
    Me faz lembrar dos tempos que ouvia jogos na Guaíba e o narrador descia o verbo na ruindade dos jogadores. Hoje deve ser politicamente incorreto fazer isso na TV, ainda mais na toda poderosa rede global.
    Mudando de assunto, pois hoje é domingo e a alguns anos atrás, a noite aos domingos, era prazeroso assistir as 21h na TV Cultura (ou era na Rede TV!) a um programa chamado Leitura Dinâmica (ou seria Revista Eletrônica). Deves se lembrar, não é Milton?
    E quando o time joga mal no final de semana (e isso nem sempre quer dizer perder o jogo) a semana começa, vamos dizer, torta. Ou melhor, os passes que terei que dar na segunda, terça, serão passes errados.
    Ainda bem que na quarta o Imortal Tricolor volta a campo e voltamos a sonhar.

    • Olá, Gunar

      Concordo com você. O Leandro parecia estar com medo de decidir. E isto não é bom. Quanto ao programa de TV era o Leitura Dinâmica, na Rede TV, que na época ia ao ar apenas aos domingos. Gostava muito de fazer este programa.

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