Mundo Corporativo: conviver, liderar e criar

 

As atitudes são importantes na definição de quem cada pessoa será. Se você quer mudar, deve transformá-las, também. A sugestão é do consultor Dill Casella, entrevistado do Mundo Corporativo da rádio CBN e autor do livro “Atitude e Altitude – uma história sobre convivência, liderança e criatividade” (Editora Vozes). No programa, Casella falou, também, sobre como os profissionais devem se organizar para atingir suas metas: detalhando, orçando, planejando, priorizando, estipulando uma data e, talvez, a reavaliando no futuro.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, no site da rádio da CBN, às quartas-feiras, às 11 horas, ao vivo, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn.

Adote um Vereador ajuda a construir uma cidade melhor, diz Alecir

 

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A rede Adote um Vereador foi destacada como exemplo de ação  para construir uma cidade melhor, durante o programa CBN São Paulo, em homenagem aos 459 anos da capital paulista. Alecir Macedo, um dos mais ativos integrantes do Adote, esteve no Pátio do Colégio, e foi entrevistado pela Fabíola Cidral, quando falou sobre o papel importante que têm os moradores na fiscalização do trabalho do Legislativo. Provocado pela jornalista, Alecir citou o nome de alguns vereadores que demonstraram desconformidade com a ideia de serem monitorados pelos cidadãos. Ele aproveitou para convidar os moradores de São Paulo a adotarem um dos vereadores da Câmara Municipal: “ainda faltam 34 para serem adotados”, lembrou. Para conhecer a lista dos que estão “a espera” de um padrinho, visite o site do Adote um Vereador.

 

OUÇA AQUI A PARTICIPAÇÃO DE ALECIR MACEDO, DO ADOTE UM VEREADOR, NO CBN SP.

Conte Sua História de SP: futebol na Sé antes da televisão

 

Por Nivaldo Cândido de Oliveira Júnior
Ouvinte-internauta do Jornal da CBN

 

 
Ouça o texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

1958. Junho. Copa do Mundo na Suécia.

 

Na época, com dez anos, iria fazer o “vestibular” para o Ginásio tendo aulas de reforço de Português e Matemática (acho que eram as matérias solicitadas). Aluno do Caetano de Campos, escola estadual, então na Praça da República (sem a fama que depois lhe foi imposta), saia duas vezes por semana em direção à Praça da Sé, onde teria as aulas.

 

Como tínhamos tempo, no gramado do prédio dos Matarazzo, onde hoje é a sede da Prefeitura, marcávamos o gol com nossas mochilas (de couro e sempre muito pesadas), a bola de meia e, sem medo de nenhuma violência externa, a não ser as discussões próprias do jogo, fazíamos nossas peladas. Eu joguei bola nos jardins da prefeitura.

 

 
Ah, sim, por oportuno, convém lembrar que na praça da Sé, havia um grande telão (atenção, não tínhamos transmissão de TV, evidentemente), com o campo desenhado e, conforme o locutor transmitia o jogo, com imã a bolinha era deslocada (se não me engano pelo Atílio Ricó) e nós víamos o jogo da Copa.
É mole?

 

Nivaldo Cândido de Oliveira Júnior é personagem do Conte Sua História de São Paulo. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade, escreva para milton@cbn.com.br e comemore os 459 anos de São Paulo.
 

 

A cara de São Paulo aos 459 anos

 

 

Foram dezenas de imagens, enviadas desde o primeiro dia em que convidei os ouvintes-internautas a participarem desta série no Blog. Imagens de pessoas pedalando, conversando, caminhando, passeando pela cidade. Imagens de prédios, casas, praças, pontes e horizontes de São Paulo. Algumas de hoje, outras de um passado gostoso de lembrar. Feitas de helicóptero, de dentro do carro, da janela de casa, do topo do prédio, em pé na calçada. Todas revelando um pouco da cara da nossa cidade que completa 459 anos de fundação, nesta sexta-feira, 25 de janeiro. A todos que participaram desta promoção, meu agradecimento por entenderem o espírito deste ato, o de compartilhar a história de São Paulo

Avalanche Tricolor: quem se importa !?

 

Grêmio 1 x 2 Canoas
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

A garotada gremista teve a oportunidade de voltar a jogar no estádio Olímpico Monumental, do qual nos despedimos oficialmente ano passado, na última partida do Campeonato Brasileiro. Alguns poucos torcedores que estiveram por lá, neste início de noite, aproveitaram para guardar lembranças em suas máquinas de fotografia. Pareciam mais interessados em curtir cada cena que o estádio nos proporciona do que assistir ao jogo, pois, convenhamos, não dá para nos importarmos com estes compromissos enquanto temos o time principal envolvido em sua primeira decisão na temporada. Aliás, chega a ser difícil de entender como o Grêmio que esteve em campo, ontem, em Quito, no Equador, para disputar a Libertadores, hoje já estava pronto para uma partida pelo Gaúcho, em Porto Alegre. Sei que já fomos expostos a situações ainda mais incríveis como em 1994 quanto tivemos de jogar três vezes no mesmo dia, façanha que cumprimos de maneira invicta e colocou nosso nome no Guiness Book – o livro dos recordes. Mas é impossível querer o mesmo empenho, a mesma determinação, por mais que os meninos que têm nos representado nos compromissos estaduais se esforcem. Apesar da derrota, voltamos a perceber que há valores importantes que podem, em breve, brilhar na equipe principal, basta que saibamos trabalhar com estes novos talentos, sem nos precipitarmos. E sem nos influenciarmos por quem esteja apenas querendo criar polêmica onde não existe, como alguns colegas que se dedicam a questionar a reabertura do Olímpico, depois de todas as festividades de encerramento. Esquecem ou fazem de conta que esquecem que esta é uma decisão exclusiva da diretoria do Grêmio e de mais ninguém, afinal nenhum outro clube tem o privilégio de ter à disposição dois estádio de futebol. Por que se importam tanto?

No encerramento do JCBN: conta de luz mais barata, pra frente Brasil!

 

 

A presidente Dilma Roussef não se contentou em anunciar corte na conta de luz maior do que se esperava ou a inexistência de risco de falta de energia elétrica. Aproveitou a rede de rádio e televisão, convocada na noite de quarta-feira, para desafiar os “alarmistas” e opositores que previam apagões. O comportamento da presidente (ou presidenta, como Dilma prefere) inspirou o encerramento do Jornal da CBN.

 

Ouça a charge do Jornal, produzida pelo Clésio, Thiago, Felipe e o Paschoal.

Conte Sua História de SP: nasci no aniversário de São Paulo

 


Por Décio Blucher
Ouvinte-internauta do Jornal da CBN

 

 
Ouça o texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

Meus pais se casaram no início de 1960 e passaram a lua de mel em um cruzeiro que partiu de Santos com destino a Buenos Aires. Na mesa do jovem casal outro par de “pombinhos” recém-casados foi instalado: Helena Maria e Giusti. Ambos os casais permanecem saudáveis e muito amigos, 53 anos após o primeiro encontro. Mas a nossa história se passa no dia 24 de Janeiro de 1962.

 

Meus pais, Diva e Edgard Blucher, compartilham, novamente, a mesa do Restaurante Le Casserole, com os amigos Helena Maria e Giusti. Meus pais já tinham uma filha, Thais, primeira neta dos dois lados e ganhadora do prêmio de bebê Johnson ao completar um ano. Já era o orgulho da família. Diz a lenda familiar que as duas avós Clara e Fanny esgotaram a tiragem da revista O Cruzeiro.

 

Retornando a fatídica noite de 24 de janeiro de 1962. Meus pais jantaram com seus amigos. Minha mãe novamente grávida de nove meses. Ao fim do encontro, os casais se despediram em frente a banca de Flores no então glamouroso centro da cidade. Após alguns momentos a procura de um taxi que os levaria ao bairro do Bom Retiro, meus pais decidiram iniciar a jornada a pé. As estatísticas mudam conforme a versão, mas após percorrerem aproximadamente metade da distância encontraram um taxi que os levou a residência.

 

Na primeira hora do dia 25, minha mãe comunicou ao meu pai que a bolsa havia rompido. Bem, nós três nos dirigimos à Maternidade Pro Matre. Às seis horas da manha, eu nasci. No dia da fundação da cidade, aniversário de minha mãe, a meia quadra da mais Paulista das avenidas.

 

Para manter a tradição, todo dia 24 de Janeiro, retorno com minha esposa Patrícia, meus pais, irmão, irmã, cunhada, cunhado e alguns de nossos seis filhos ao Le Casserole para comemorar esta data marcante.

 

Há alguns anos, meu pai sugeriu que talvez fosse o momento de repensar o restaurante devido à deterioração do velho centro, mas esta data mágica é uma combinação do encontro da família com o local. Nenhum dos dois teria significado sem o outro. A caminho dos 51 anos de nosso primeiro jantar, eu, mamãe e papai receberemos os demais membros da família no próximo dia 24, sempre no Le Casserole.

 

Décio Blucher é personagem do Conte Sua História de São Paulo. Conte mais um capítulo da nossa cidade, escreva para milton@cbn.com.br e comemore os 459 anos de São Paulo.
 

A velocidade supersônica do tempo

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Parece mentira, mas já chegamos, nesta quinta-feira, ao vigésimo-quarto dia de janeiro. Estivesse eu com 18 anos, idade na qual, para um certo desgosto paterno, iniciei minha carreira no rádio, não estaria preocupado com o que me parece ser, para não exagerar, a velocidade supersônica do tempo. Janeiro de 2013 está mais perto de fevereiro do que eu gostaria. Lembro-me, ao citar este tipo de velocidade, que alguns motoristas aqui do sul, segundo levantamento do jornal gaúcho Zero Hora, estão tentando rivalizar com o tempo em matéria de correria. Não é que, na manhã do último sábado, um desses destemperados foi flagrado voando a 167 quilômetros por hora na Estrada do Mar, a RS-389.

 

Explico, para quem não conhece essa rodovia, que ela liga Torres, cidade balneária situada na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, a Osório. Trata-se de uma estrada utilizada principalmente nos meses de verão. Possui 90 quilômetros de extensão e dá acesso as praias do litoral norte do estado. É controlada por 12 pardais que multam os motoristas que ultrapassam a velocidade máxima permitida na via, isto é, 80 km/h. Os controladores, porém, não impedem que muitos excedam esse limites. Por força disso, o número de acidente, muitos deles fatais, não sei se crescem a cada verão, mas, no mínimo, não diminuem. Apesar dos pesares, os velocistas se queixam de que os controladores de velocidade – um a cada 7,5 km – são demasiados.

 

Demasiados? Não, são é suficientes para desaconselhar os maluquinhos a romperem o limite. Ah, sim, os danados acham que esse limite de velocidade deve ser mais amplo. Na free-way passou para 110km/h, o que, para mim, é um exagero. No que diz respeito à Estrada do Mar, para que os meus leitores de outros estados percebam que não existe demasia no número de pardais, lembro mais dois que foram flagrados pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar, no último fim de semana, além do que citei no início deste texto: os pilotos (?) de um Fiat Strada que trafegava a 145km/h, e o de um Gol, conduzido a 130km/h. Os três dirigiam no sentido Norte-Sul. Já no sentido contrário, 150 motoristas (não sei se devo os chamar de motoristas) foram detectados pelo radar fotográfico dirigindo acima do limite de 80 km/h.

 

Trato de assuntos de trânsito, neste blog, com alguma insistência. Em geral, encerro os textos lembrando que os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos para que se transformem em bons motoristas. O que as crianças aprendem deles necessita, porém, de um grande reforço na escola. Todos os colégios que se prezam têm de manter aulas sobre a matéria trânsito, tão importantes quanto as de matemática, português etc. Afinal, se essas preparam os alunos para as suas futuras profissões, as de trânsito, aprontam-nos para viver socialmente no tráfego.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)