São Paulo, uma das cinco cidades do tênis mundial

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

São Paulo recebe esta semana o Brasil Open de tênis. Hoje, o maior torneio em nosso território. Alguns destaques como Nadal, Almagro, Monaco e Wawrinka, 5º, 11º, 12º e 17º do mundo, deverão apresentar um espetáculo condizente com a expectativa. O público certamente corresponderá e estará provando que o único ingrediente em descompasso é a estrutura local.

 

O Ginásio do Ibirapuera é a arena. Sem climatização, com dificuldade de estacionamento e sem a tecnologia requerida a um grande evento de tênis. Há pouco mais de um mês, neste mesmo ginásio, tivemos a Gillette Federer Cup. Com a presença de tenistas do topo do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Federer, Tsonga, Serena Williams, Sharapova e Wozniacki trouxeram a imensa simpatia e alegria que os caracteriza e levaram a memória da “sauna” paulistana do Ibirapuera com mais de trinta graus.

 

Roger Federer, apreciador de nosso país de longa data, talvez até pelo futebol, aconselha a melhorarmos as condições para efetivarmos um antigo sonho dos brasileiros fãs do tênis profissional. Apresentar instalações que atendam as exigências da ATP para abrigarmos o ATP World Tour Finals. Este disputadíssimo evento, atualmente em Londres, foi oferecido à cidade de São Paulo em 1999, quando Celso Pitta era prefeito. Por falta de instalações adequadas, a cidade não o sediou. Perdermos a oportunidade de estarmos entre as maiores cidades do tênis mundial que ficam na Austrália, França, Inglaterra e Estados Unidos.

 

O ATP Wolrd Tour Finals, por sua característica, é o ultimo torneio do ano e reúne os oito primeiros tenistas da temporada, é considerado por alguns como o mais importante de todos. A cidade de São Paulo pela Fórmula 1 já sabe contabilizar o retorno deste tipo de evento. É hora de Haddad rever Erundina e apresentar uma arena condigna para o tênis. Como foi feito com Interlagos. Ou Alckmin completar de vez a reforma do Ginásio do Ibirapuera.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

5 comentários sobre “São Paulo, uma das cinco cidades do tênis mundial

  1. A dificuldade para trazer competições internacionais de tênis sempre esteve relacionada aos prêmios oferecidos, pouco atrativos para as estrelas globais, insuficientes para incluir o Brasil no circuito principal da ATP. Com a migração de investimento para o país seria fundamental oferecermos estrutura aos grandes eventos neste esporte pois corre-se o risco de desperdiçarmos esta oportunidade. E a estrutura passa, inicialmente, por quadras e arenas apropriadas para o esporte e não arremedos de última hora.

  2. Neste caso do ATP World Tour Finals o que se exigia era uma arena adequada, pois os obstáculos da escolha da cidade e da premiação já estavam resolvidos. Neste torneio a dotação é de US$ 5 milhões, o que dá para cada tenista o mínimo de US$ 300 mil. O campeão leva US$ 2 milhões.

  3. De forma ilustrativa: a dupla alemã, durante partida nesta quarta-feira, foi punida após um dos seus integrantes ter dito um palavrão em quadra incomodado que estava com a qualidade do saibro. Certamente, não deixarão o Brasil satisfeitos com as condições oferecidas para a competição.

  4. A surpresa do torneio até agora foi o gaúcho Guilherme Clezar, de 20 anos e 234 do ranking que deu imenso trabalho ao Bellucci, 35 do ranking. Levou a partida para o tie break no 3o set.
    As condições inadequadas de ginásio e quadra já não mais surpreendem.

  5. Hoje as coisas pioraram.
    Alguns tenistas usaram as redes sociais para ofender o Brasil, utilizando a ironia.
    A ATP deverá intervir internacionalmente.
    Quanto mais se alongar o caso realmente teremos nossa imagem prejudicada, independente da agressividade dos tenistas envolvidos.
    Quando tivemos no ano passado o caso do saibro azul, os tenistas reagiram, mas não ofenderam o país que usou.
    É o preço ainda da fase de país emergente. Por isso todo o cuidado é pouco, quando se coloca a imagem diante de um público maior e “qualificado”.

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