Mundo Corporativo: como construir rede de franquias

 

 

Antes de começar o negócio, Jae Ho Lee já tinha o modelo de negócio: queria ser franqueador. Entendia ser um sistema “muito aderente ao mercado brasileiro” e parece não estar arrependido da escolha que fez. CEO do Grupo Ornatus, Jae Ho Lee, mantém sete marcas nos segmentos de acessórios femininos e alimentação, com mais de 280 lojas, no Brasil, e prestes a lançar-se no mercado de Portugal e Estados Unidos. Nesta entrevista ao Mundo Corporativo da CBN, o executivo fala de estratégias que devem ser adotadas para o crescimento da rede de franquias e os cuidados que os empreendedores devem ter ao entrar neste segmento. Lee conta ainda algumas curiosidades sobre o trabalho que desenvolve na empresa, desde a abertura da primeira loja de alimentação, na década de 1990. Hoje a Ornatus é responsável pelas marcas Morana e Balonè, referências em acessórios femininos; e Jin Jin Wok, Jin Jin Sushi, MySandwich e Little Tokyo, no segmento de alimentação; e esta à frente, também, da rede Love Brands, que trabalha com multimarcas.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Você, também, pode discutir os temas propostos no grupo Mundo Corporativo da CBN, no Linkedin.

Conte Sua História de SP: a gaita de fole paulistana

 

Por Cybele Meyer
Ouvinte-internauta da CBN

 

Nasci em São Paulo por opção própria.
Achou estranho?
Então vou lhe contar como tudo aconteceu:

 

Meus avós maternos vinham frequentemente a São Paulo na década de 50. Meu avô tinha fazenda de café em Martinópolis e vinha negociar em São Paulo. Habitualmente, ficava no Hotel Fasano com minha avó que não perdia uma única oportunidade de desfrutar das iguarias servidas no restaurante do hotel. Como sua vinda ficava cada vez mais habitual resolveu comprar um apartamento em São Paulo, na Rua Augusta, para que pudessem, inclusive, receber visitas com mais liberdade.

 

Ouça este texto que foi ao ar no Conte Sua História de Sp da CBN e sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Minha mãe, que já era casada nesta época e morava em Mandaguari, no norte do Paraná, sempre, ao saber que minha avó estava em São Paulo, vinha visitá-la e aproveitava para passear sob a garoa das tardes paulistanas. Sua loja preferida era a Sears, na Paulista, que tinha como lema “satisfação garantida ou seu dinheiro de volta”, uma das primeiras iniciativas de marketing. Adorava andar de bonde e aproveitava que o bonde 5 passava pela Bela Vista, bem em frente ao prédio de três andares da minha avó.

 

Em fevereiro de 1955, minha mãe grávida de mim de oito mês, veio passar o Carnaval em São Paulo. Apesar do meu nascimento estar previsto para março, não desperdicei a oportunidade e às 2h05 do dia 16 de fevereiro, terça-feira de Carnaval, na casa da minha avó, na esquina da Rua Augusta com a Dona Antônia de Queiroz, eu nasci não dando tempo nem da minha mãe ir para o hospital.

 

Por isso digo que sou paulistana por opção.

 

Quando tinha 4 anos meus pais se mudaram para Santos e todos os fins de semana íamos para São Paulo passear. Nosso lugar preferido era o Ginásio do Ibirapuera, pois sempre tinha grandes atrações. Íamos na UD – Utilidades Domésticas, Salão do Automóvel, Salão da Criança. Assisti a inúmeras apresentações do Holiday on Ice, Circo de Moscou, Disney on Parade e outros.
Quando não havia nenhum show novo íamos ao Comodoro Cinerama, na Rua São João, pois o filme era projetado em uma tela com uma enorme curvatura  e trazia em destaque ao lado do título a referência – “formato 70 mm”. Devido ao meu tamanho pequeno tinha a impressão de estar participando das cenas. Era o máximo! 

 

Eu estudava no Colégio “Imaculado Coração de Maria” em Santos e tocava na banda da escola. Em 1970 o colégio comprou oito gaitas de fole também conhecidas por gaitas escocesas e eu fui uma das que optaram por este instrumento. Para nos ensinar a tocar veio a Santos o sargento Fernando Werneck Teixeira, do corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 24 de outubro, o Colégio participou do Concurso Nacional de Bandas e Fanfarras, em São Paulo. Desci o Vale do Anhangabaú tocando Asa Branca e, na sequência, o Hino da Escócia. Concorremos com 104 bandas e fomos campeãs. Assistindo estava o governador Laudo Natel que anunciou o Colégio Coração de Maria campeão nacional de 1971, e nos entregou o troféu Comendador Siqueira. Ao retornarmos a Santos desfilamos pelas avenidas da praia em um caminhão do Corpo de Bombeiros.  O colégio ainda ganhou o diploma de “Amigos da Marinha de Guerra do Brasil.”. Pura honra e emoção!

 

Hoje, sou educadora e moro em Indaiatuba, há 90 km de São Paulo. Não há uma só semana que não esteja na cidade participando de eventos, feiras, simpósios, reuniões, Congressos ou mesmo encontrando amigos queridos que moram na capital, nos reunindo nos  inúmeros barzinhos, restaurantes ou casas de chás. Também não perco os espetáculos teatrais, exposições, Mostras e shows que São Paulo oferece.

 

Assim como São Paulo não para nunca, eu, como exemplar paulistana, compartilho do mesmo bordão, pois estou em constante movimento.

 


Conte a sua história de São Paulo em áudio e vídeo, no Museu da Pessoa. Agende uma entrevista pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Ou mande um texto para milton@cbn.com.br.

Triste dia em que as telefônicas inventaram o call center

 

Por Milton Jung

 

No “Tô de saco cheio”,que li neste blog na última segunda-feira,o Mílton se queixava da TIM. E com inteira razão. Essa empresa andava cobrando-lhe dívida inexistente,eis que ele jamais foi assinante dessa telefônica. Lembrei-me do tempo em que,aqui no Rio Grande do Sul,éramos atendidos por uma concessionária apenas:a Companhia Telefônica Nacional,que somente não atuava em Pelotas e Capão do Leão,servidas pela CTMR. A CTN,mais tarde,foi encampada durante o governo de Leonel Brizola e passou a se chamar CRT – Companhia Rio-Grandense de Telecomunicações,que foi a primeira companhia telefônica brasileira a ser privatizada.

 

Fiz o intróito para justificar o que vou contar a seguir e que faz parte das lembranças que ainda guardo na cabeça desde a minha mais tenra infância. Nunca esqueci,por exemplo,o número do telefone da casa paterna: telefone da casa paterna:35-11. Esse ganhou depois um acréscimo. Virou 2-35-11. Em Caxias,onde nasci,os aparelhos telefônicos ainda não haviam adquirido um mínimo de modernidade. Eram bem diferentes dos atuais. Em em armazém, que ficava pouco adiante da casa do meu avô, cujo funcionamento sequer me atrevo a explicar. Demorava-se muito para completar uma ligação,ainda mais quando se tratava de fazer contato com Porto Alegre. Seja lá como fossem as traquitanas telefônicas da época,ao recordar-me delas, sinto muita saudade. A gente era feliz e não sabia.

 

Por que sinto saudade delas? Ah,naquele tempo não se sabia que,em um triste dia,as empresas telefônicas inventariam os famigerados “call centers”. Após a criação dessas pragas,acordam a gente de manhã cedo,interrompem a nossa sesta,deixam-nos furibundos e nem sempre temos o “prazer” de ouvir, do outro lado,uma pessoa querendo nos vender um serviço da sua empresa,mas umas ligação robótica,com voz masculina ou feminina.

 

Aqui em casa,temos sido assediados pela Oi, que assinamos,várias vezes a cada dia. Não faz muito,ligavam dizendo que falar da “central de provedores” e que iriam trocar o nosso modem. Os caras que nos contatavam tiveram o peito de fazer um telefonema após outro,obrigando-nos a deixar o telefone fora do gancho. Quem possui celular também sofre com “torpedos” enviados por suas concessionárias com ofertas variadas de produtos e de serviços. Nossa privacidade vem sendo, sempre mais, invadida por telefonemas indesejáveis de toda espécie.

 

Não deixem de ler,todas as segundas-feiras,o “Tô de saco cheio”,criado pelo Mílton Jung. Ele aceita colaborações.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Afim de um programa no feriado?

 

Por Dora Estevam

 

O feriado prolongado, como este de Corpus Christi, é grande oportunidade para se assistir àqueles shows que nunca temos tempo. E muita gente gosta de aproveitar esta folga para se atualizar com as diversas opções culturais da cidade: teatro, cinema, exposições e música para todos os públicos. Por isso, passei os olhos na agenda e destaco para você algumas das sugestões que mais me agradaram, em São Paulo.

 

 

Vamos começar com música erudita. Alondra de la Parra, maestrina mexicana, comanda a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo na execução da Sinfonia nº7 em lá maior, opus 92, do compositor alemão Ludwig van Beethoven e o poema sinfônico Paraísos Artificiais, do português Luís maria da Costa de Freitas Branco. É na Sala São Paulo, praça Julio Prestes, 16 – Luz, domingo, 11 horas, entrada franca.

 

 

Tem, também, muita música popular. Laércio Ilhabela, violonista, compositor, arranjador e intérprete, se apresenta no Memorial da América Latina. O show Violão ao pôr do sol mescla ritmos como bossa nova, choro, caipira, flamenco espanhol e a música clássica – representando a musica de vanguarda brasileira. O violonista vem acompanhado do Quinteto de Cordas e no repertório algumas pérolas de composições consagradas como João Pernambuco, Som de Carrilhões; Paulinho Nogueira, Bachianinha nº1. É no dia 31, quinta-feira, às 21 horas, entrada franca.

 

 

No cinema, além dos filmes em circuito nacional, há opções atraentes também em lugares bem legais como o MIS – Museu da Imagem e do Som, que traz a Caixa de Cinema, uma invenção inspirada no encontro das antigas jukebox musicais com as cabines de foto 3×4. A ideia é fazer o público relembrar ou conhecer uma grande cena de cinema. O espectador escolhe uma cena, entra na cabine e a assiste como se estivesse numa pequena sala de cinema, semelhante às antigas salas francesas. Na programação o visitante poderá assistir ao O Mágico de Óz; A bela da tarde; A Ciência dos Sonhos e a atuação do incrível David Bowie em Labirinto, de 1986. Tudo de graça. O MIS fica na Avenida Europa, 158

 

 

Na Pinacoteca do Estado de São Paulo, a atração fica por conta da mostra Santa Fabíola, reconhecida como protetora das mulheres com casamentos infelizes. O artista belga Francis Alÿs conta a história de uma mulher romana, canonizada no ano 547 em razão de seu trabalho de caridade aos doentes e pobres, tendo fundado em Roma o primeiro hospital cristão, público e gratuito em todo o Ocidente. A mostra apresenta uma série de imagens de uma mulher coberta por um véu vermelho, expostas parecem ser todas iguais, mas o público se surpreende ao chegar perto. Os trabalhos foram confeccionados com materiais bordados, esmaltes, sementes e grãos de feijão. A Pinacoteca está na Praça da Luz, 2. Vá lá conferir!

 

Desculpe-me se falei apenas de São Paulo, mas é por aqui que estarei neste feriado. Uma busca nas agendas culturais da sua cidade certamente oferecerá excelentes opções para o feriado.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung.

Brasileirão teima em não entrar na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Essa gente que dirige o futebol é realmente coerente. Quando se trata de organização, métodos, processos e tecnologia, são todos do passado. Envelhecidos até na idade, o que neste caso é um problema, porque ao seu envelhecimento cresce simultaneamente o envilecimento. Ao mesmo tempo, quando a oportunidade de altos investimentos se apresenta, como no caso de novos estádios, surge uma surpreendente modernidade celebrada por unanimidade entre o futebol e a política. O início do campeonato brasileiro de futebol e a pesquisa com os atuais jogadores de futebol ilustram estas coerências tão incoerentes dessa tribo de “velhos” que manda no futebol.

 

Aficionado do futebol e partícipe da moda, a comparação entre estes setores me é inevitável. Em qualquer parte do mundo, o mundo da moda celebra o lançamento das coleções, mais do que o sucesso final delas, como o momento supremo desta atividade que exalta antes de tudo a criatividade e o talento. No futebol brasileiro isto não faz sentido. Muito pelo contrário, só se festeja no final e se ignora o lançamento. Por insegurança, ou pura ignorância, não sabemos. O mais provável é que ambos expliquem o que foi feito até então. Ainda mais porque este ano agregou-se o espírito de “vira-latas”. A cúpula da CBF e seus convidados abandonaram a primeira rodada do Brasileirão para assistir à final da Liga dos Campeões da Europa em Londres. Colonialismo puro!

 

Esta mesma CBF, auxiliada pela FIFA, ignorou o estádio do Morumbi para abertura da COPA. É justamente o estádio que, em recente pesquisa com os jogadores, é apontado como o preferido pelos atletas. Esta é a outra face da coerência pela modernidade de todos estes dirigentes. De clubes, de federações e de confederações. Tudo pelo maior gasto. Onde surgem números inexplicáveis, como os 350 milhões privados gastos na arena do Grêmio comparados aos 800 milhões públicos previstos para o estádio do Corinthians. E a arena gaúcha é bem maior que a corintiana.

 

Em plena época da espetacularização, o grande espetáculo do Brasileirão 2013 foi coerente a estas incoerências. O único ganhador fora da primeira rodada deu 44 passes errados, e foi impedido de levar a sua torcida por falha do mandante, que levou a própria para se auto digladiar. Enquanto no novo Mané Garrincha o também novo recorde de renda passava distante do subserviente Santos, que de R$ 7 milhões ficara com R$ 800 mil.

 

O nosso futebol está numa fria, mas parece que Nero vem aí.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Pais idosos

 

Por Julio Tannus

 

Cada vez mais a idade média da população aumenta. E surgem várias questões. Entre elas: os filhos tem obrigação de cuidar dos pais idosos?

 

Para responder a esta pergunta nada melhor do que o Estatuto do Idoso, em alguns artigos específicos:

 

Art. 1º. É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Art. 3º. É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Art. 37º. O idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou privada.
Art. 43º. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II – por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento;
III – em razão de sua condição pessoal.
Art. 45º. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 43, o Ministério Público ou o Poder Judiciário, a requerimento daquele, poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:
I – encaminhamento à família ou curador, mediante termo de responsabilidade;
II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III – requisição para tratamento de sua saúde, em regime ambulatorial, hospitalar ou domiciliar;
IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas, ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação;
V – abrigo em entidade;
VI – abrigo temporário.

 

À medida que crescemos e que os nossos pais envelhecem, os papéis dentro da família acabam por se inverterem: os mais velhos tornam-se cada vez mais dependentes dos mais novos. Ainda assim, estima-se que 85% da população idosa quer continuar a viver na sua própria casa.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Diretor da SPObras explica problemas em relógios de rua

 

Os novos relógios digitais de rua são bem mais bonitos do que os que tínhamos na cidade, até então. Porém, muitos ainda apresentam problemas nas informações da hora e da temperatura como registrou, nessa segunda-feira, a repórter Cátia Toffoletto. Na região pela qual passou, apenas dois dos sete relógios funcionavam corretamente. A ouvinte-internauta Isaura Maria Rocha também encontrou problemas nesses equipamentos, conforme se percebe nas fotos que ilustram este post. O relato da repórter e de ouvintes me levaram a lembrar Nelson Rodrigues e a peça “Bonitinha, mas Ordinária”, crítica que rendeu nota de resposta, assinada pelo diretor de Gestão Corporativa da SP Obras – São Paulo Obras, Sérgio Krichanã Rodrigues, que faço questão de reproduzir aqui no Blog:

 

Jornalista Milton Jung,

Sobre o comentário hoje, 27/5, pela manhã no Jornal CBN a respeito dos novos relógios digitais de rua, informamos que:

 

Os relógios, que estão nos números 335 e 336 da Av. Francisco Matarazzo, foram montados no dia 17 de maio e aguardam a ligação de energia, por isso continuam com a tela institucional, ou seja, ainda estão em processo de instalação.

 

Esse processo de instalação dos relógios não é simples, uma vez que exige uma instalação subterrânea de cabeamento por onde as informações serão passadas, além da ligação de energia. Essa instalação só pode ser feita à noite, após às 23 horas, horário permitido para a realização desses serviços no centro expandido.

 

Cabe aqui ressaltar o ótimo trabalho realizado pela ELETROPAULO, que, aliás, faz um serviço profissional que não encontra paralelo em nenhuma cidade onde se tem serviço semelhante, seja Yokohama, Paris, Rio ou Salvador, que tiveram seus relógios de rua funcionando três meses após sua instalação física ser disponibilizada para a concessionária de energia. Aqui em São Paulo a média de espera para a ligação de energia nos relógios à rede é de no máximo 72 horas.

 

A temperatura de cada relógio é medida no local e estará disponível quando da ligação à rede da ELETROPAULO. Esclarecemos também que a qualidade do ar é obtida em tempo real por um software fornecido em tempo real pela CETESB.

 

Acreditamos que a ausência dos relógios por longos três anos despertou a ansiedade de vê-los integrados rapidamente ao dia-a-dia da Cidade. E isso é muito bom.

 

Já a citação a Nelson Rodrigues seria mais inspirada e consentânea com a expectativa e a aceitação que os relógios vêm despertando se o saudoso dramaturgo houvesse cunhado a expressão após conhecer a silhueta esguia e o conteúdo generoso das informações de utilidade pública que os relógios, de concepção dos renomados arquitetos Carlos Bratke (modelo em implantação) e Ruy Ohtake (cujos relógios serão instalados em parques e áreas verdes), trazem à Cidade.

 

Um outro Rodrigues parece ter servido de inspiração, entretanto: o também e igualmente genial Lupicínio, que, além de tudo isso, tem algo em comum conosco: somos tricolores, gremistas, sofredores compulsivos, esperançosos de ver aqui em São Paulo uma cidade mais gentil, mais moderna, cujo desenho urbano venha a garantir sua permanência entre as mais importantes capitais cosmopolitas deste século.

 

Um grande abraço. Estamos à disposição.

 

Sérgio Krichanã Rodrigues (também Rodrigues, como podes ver, Che!)
Diretor de Gestão Coorporativa de São Paulo Obras – SPObras

Tô de saco cheio: TIM cobra dívida que não existe

 

Há dois meses, talvez um pouco mais, a TIM liga para o telefone fixo da minha casa todos os dias, inclusive aos sábados e domingos, cobrando dívida que jamais contraí.

 

De acordo com a mensagem automática que VOCÊ PODE OUVIR CLICANDO AQUI é “um comunicado de extrema importância” no qual sou informado que tenho pendência financeira que pode ser resolvida se eu ligar para o número 0800-8882373.

 

(Quer ouvir a mensagem de novo?)

 

No início imaginei que fosse algum golpe, desses que tentam copiar seus dados, tais como nome completo, número de telefone, CPF e endereço residencial. Antes de retornar a ligação, reclamei pelo Twitter ao @TIM_AJUDA que, um dia após, me respondeu pedindo um telefone de contato. Uma funcionária da empresa me procurou, mas não conseguiu explicar o motivo da cobrança.

 


(Quem sabe você ouve a mensagem mais uma vez?)

 

Algumas mensagens automáticas depois, decidi retornar para o 0800-8882373 porém novamente o problema não foi resolvido. A informação que recebi é que o meu telefone fixo está registrado em nome de algum caloteiro da TIM e, por isso, estou sendo cobrado. Passei meus dados, mostrei que sou o proprietário da linha, que não devo nada para a empresa mas isso não foi suficiente. A TIM informa que, apesar de mandar recados de cobrança, não encontra o meu telefone fixo nos seus registros. Ou seja, tem meu número para cobrar, mas não sabe de quem está cobrando. Legal, não?

 

(Já não aguenta mais ouvir esta mensagem? Eu também não)

 

Quer mais uma curiosidade nesta história: eu não sou cliente da TIM.

 

A coluna #ToDeSacoCheio é publicada às segundas-feiras, aqui no Blog, e funciona como uma espécie de divã do consumidor, onde a gente descarrega a raiva das empresas que desrespeitam seus clientes (e seus não-clientes, também)

Avalanche Tricolor: se é o que temos para vencer, venceremos

 

Grêmio 2 x 0 Náutico
Brasileiro – Alfredo Jaconi (Caxias-RS)

 

Gremio x Nautico

 

Aprendemos com o tempo que o Campeonato Brasileiro se conquista a cada rodada, na soma de pontos de cada jogo, e, portanto, toda partida é uma decisão. Sendo assim, vencemos a primeira de 38 finais que temos para sermos campeões. Distante de casa, pela punição que sofremos no fim da temporada passada, mas próximo da torcida que praticamente lotou o Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, fizemos uma boa partida, na qual nosso meio de campo se destacou com os gols de Zé Roberto e Elano. Houve destaques nas laterais, com Pará e Alex Telles se revezando nas subidas. E a defesa jogando com seriedade.

 

Era evidente o ressentimento de muitos com a desclassificação na Libertadores, e as vaias para Vanderlei Luxemburgo que soaram das arquibancadas revelaram este sentimento. Há muita desconfiança com o que este elenco qualificado é capaz de fazer quando desafiado em campo. Mesmo os jogadores não escondiam a ferida aberta pela derrota há pouco mais de uma semana. Ou seria a lição aprendida? A comemoração de Zé Roberto, logo após o gol, que correu para abraçar Cris no banco, pareceu-me uma forma de tentar reconstruir este grupo que, segundo palavras do próprio craque da camisa 10, precisa encarar o Brasileiro como um novo tempo para o Grêmio. Tempo de mostrar que projetos pessoais jamais poderão se sobrepor ao interesse coletivo. Que talentos individuais somente se consagrarão se impulsionados pelo espírito guerreiro que sempre marcou nossa histórias.

 

Ao fim do jogo, Souza resumiu o desejo de todos: se é o Brasileiro (e a Copa do Brasil) que temos para vencer, vamos vencer. Que assim seja, da primeira à última rodada.