Reminiscências – 30 ditos populares

 

Por Julio Tannus

 

… De minha memória:

 

Quem tudo quer nada tem
Quem pode, pode; quem não pode se sacode
Quem não tem cão caça com gato
Quem ri por último ri melhor
Quem não chora não mama
Quem conta um conto aumenta um ponto
Quem tem pressa come frio
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma

 

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Macaco velho não põe a mão em cumbuca
Devagar se vai ao longe
Escreveu não leu, pau comeu
De grão em grão a galinha enche o papo
Nem tudo que reluz é ouro
Gato escaldado tem medo de água fria
Negócio é negócio, amigos à parte
Foi para Portugal, perdeu o lugar
Filho de peixe, peixinho é

 

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come
É melhor um pássaro na mão do que dois voando
Comprou gato por lebre
A mentira tem perna curta
Em boca fechada não entra mosca
Dinheiro pouco é bobagem
O peixe morre pela boca
Sorte no jogo, azar no amor
Nadou, nadou e morreu na praia
A esperança é a última que morre
Acabou-se o que era doce, quem comeu regalou-se

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

4 comentários sobre “Reminiscências – 30 ditos populares

  1. Correções dos ditos populares:

    Dito Popular: “Quem tem boca vai a Roma”.
    O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).

    Dito Popular: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
    O correto seria: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.

    Dito Popular: “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.
    O correto seria: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.

    Dito Popular: “Cuspido e escarrado”. (alguém muito parecido com oura pessoa).
    O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de mármore).

    Dito Popular: “Quem não tem cão, caça com gato”.
    O correto seria: “Quem não tem cão, caça como gato”. (ou seja, sozinho, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente).

    Cor de burro quando foge
    A frase original era “Corra do burro quando ele foge”. Tem sentido porque, o burro enraivecido, é muito perigoso. A tradição oral foi modificando a frase e “corra” acabou virando “cor”.

    Fontes: Na Boca do Povo, Wikipédia, Câmara Cascudo

    • Nilson,

      Obrigado pela sua colaboração. Não há correto e errado neste caso. O que existe é o original e o dito desvirtuado pela língua do povo. Os ditos foram sendo modificados de acordo com o passar do tempo e ganhando novas formas. Caso, por exemplo, da expressão cuspido e escarrado, que, originalmente, era esculpido em carrara.

  2. Me perdoe meu caro Mílton Jung, mas foi este o único espaço que encontrei para fazer um breve desabafo. Não costumo ouvir os comentários do Kennedy Alencar, mas o considero uma pessoa altamente imparcial, pró governo Dilma. Sempre puxa uma brasa para o braseiro do do governo petista. Como ele consegue dizer que o Joaquim Barbosa fez seu pior discurso? Ele só falou tudo aquilo que o povo já está cansado de saber. Outra coisa, Joaquim não generalisou sobre os partidos, simplesmente disse que tem partidos. Ou será que o nosso comentárista está preocupado com a grande popularidade do presidente do STF? E mostra-se um eventual candidato para a presidência. Ele tem seus erros,porém, senhor Kennedy, Joaquim Barbosa acerta muito mais que erra. Este brasileiro é o maior fato político nos últimos anos no Brasil.

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