3 comentários sobre “Eduardo Paes diz que político tem que confessar pecado ao Papa

  1. Meu amigo! Se esse milagre acontecesse (os políticos confessarem seus pecados!!!) o Papa não ia fazer nada durante toda a sua visita ao Brasil tamanha a quantidade e a qualidade dos confessados!!!

  2. MISSÃO RESGATE

    Alceu Sebastião Costa

    Quando a tempestade amainou, o menino esgueirou-se sorrateiro entre as pernas dos adultos e foi ter com o velho pajé envolto em trapos, deitado sobre a maca de madeira apodrecendo, ambos consumidos pelos maus tratos ao longo do tempo.

    O moribundo estendeu a mão esquerda ao menino e com a direita tocou-lhe com extrema delicadeza a testa, tracejando a seguir um arremedo de cruz pelo corpo. Por um instante, um e outro se olharam fixamente até se tocarem num longo e profundo abraço. Lágrimas rolaram copiosamente, brotadas do fundo da alma do bisavô e do bisneto, que há muito não se viam. Motivo? Pouco importa. Ambos emotivos, isto sim importa… porque se amam! E Amor não se descarta.

    Ao desfazerem o abraço, o velho pajé, sentindo as forças exauridas, procurou revelar logo para o seu pequeno guerreiro a missão que lhe restaria:

    Filho do Grande Espírito, os humanos pensam pequeno demais. Você é o escolhido para redirecionar o curso do pensamento. A essência do ser humano é Divina e precisa ser resgatada. Eis a sua Missão. ”

    Um flash estranho iluminou o rosto sereno do amado Pajé, então já posto em mortalha.

    As exéquias se encerraram com a cremação do corpo, conforme costume da tribo herdado dos antepassados.

    Filho do Grande Espírito retornou ao "mundo civilizado do celular e da internet”, remoendo o enigmático legado do bisavô no leito de morte. Estava decretado o rumo da pré-adolescência de Renato, nome de batismo do Filho do Grande Espírito na sociedade dos brancos.

    Anos se passaram, mas não calaram a pergunta: Afinal, Renato, que significa renascido”, levou a sério a missão que recebeu na aldeia do bisavô?

    Eu, leitor assíduo dos gibis e acostumado aos feitos positivos dos apaches norte-americanos, acreditava piamente na bravura de Renato. E não me enganei.

    Assim, feito o ordenamento das peças em questão, apurou-se que Renato assumiu de fato o papel decisivo de investigador do "Santo Ofício Tupiniquim.”.

    No momento, procura parceiros para avaliação da primeira premissa para decifrar o enigma: a questão da transparência e da credibilidade. O vírus da descrença assola a humanidade carente e marginalizada. Como convencer a grande massa abaixo da linha da pobreza da importância da reflexão transcendental para um efetivo reposicionamento seu na esfera da Criação, abdicando da presunção de ser criador e não criatura?

    Daí a importância da poesia e da música, irmãs gêmeas aceitas por todas as etnias como linguagem universal.

    Na esteira desse pressuposto, Renato amadureceu embrenhado na Poesia, buscando nos meandros da arte do poetar a pista objetiva para salvaguardar as conjecturas registradas.

    Sua afeição à música erudita levava-o a se fazer presente nos eventos musicais, sempre que possível.

    Numa dessas ocasiões, após grande desempenho da Orquestra de Moças Cegas, resolveu descer até o palco para os usuais cumprimentos. Ao aproximar-se do maestro, que trocava aperto de mãos com uma das pupilas, pôde ouvi-la dizer: “

    Maestro, sou feliz porque vejo tudo através do coração”.

    Quando estendeu a mão ao notável maestrino, notou a sua dificuldade em conter as lágrimas. Pior para ele, Renato, que, assolado pela emoção, passou a noite em claro. Mesmo acordado, os cenários se sobrepunham, como sonhos e pesadelos em série desconexa.

    Então só lhe restou ligar o computador e dar início à rotina do dia. Como que por encanto, seus dedos puseram-se a teclar sem que conseguisse pará-los, enquanto o ambiente era invadido por um agradável cheiro de terra e mato.

    Em curtíssimo espaço de tempo, tinha o seguinte poema gravado no computador:

    De que vale retesar o arco,

    Se não há inimigo aparente,

    Se a flecha e o próprio dardo

    Podem atingir gente inocente?

    Será que vale a pena a guerra,

    O bem e o mal sem consenso,

    Não zelar pelo clima da Terra,

    Abrasada pelo calor intenso?

    Ó homem, por que tal desatino?

    Não lhe bastou matar o Inocente?

    A vaidade macula o seu it divino

    E faz de você um mísero doente.

    Mais de dois mil anos passados,

    A história nunca o Cristo esqueceu,

    De pai para filho, os fatos são contados,

    em detalhes, de como padeceu e morreu.

    Porém, pouco se fala da Ressurreição,

    Do triunfo sobre a morte do Cristo Jesus,

    Sangue e morte fazem a melhor atração,

    À morbidez pouco interessa o além cruz.

    Sentado à direita do Pai, o Filho, agastado e atento,

    Vê que poucos entenderam o mistério da Salvação,

    Então, prosseguindo na realização do sagrado intento,

    Faz do poeta o novo arauto da velha Missão:

    “Despir o ser humano da vaidade,

    Retomando o “status” da Criação.

  3. E quem disse que politico tem em perdão? Se for brasileiro então, coitado da papa. Ele vai ser roubado pelos politicos. Ele que não marca bobeira que se não, vai voltar para o Vaticano só de sirola. Se ele passar por Brasilia, nem a sirola sobra.
    E em SP! meus DEUS.

    Abr,

    Sinval.

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