Avalanche Tricolor: com a petulância que a idade me permite

 

Corinthians 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Pacaembu (SP)

 

 

A demora para escrever esta Avalanche pouco tem a ver com o resultado ou mesmo o horário da partida da noite dessa quarta-feira. Mesmo tendo se encerrado perto da meia-noite quando já deveria estar na cama qualquer pessoa com o mínimo de prudência que acorda às 4 da madrugada, poderia tê-la escrito após o Jornal da CBN, nesta manhã, como já fiz em outras oportunidades. Contudo, não bastassem meus compromissos profissionais terem se estendido além do normal, este 1º de agosto não era um dia qualquer, estava comemorando mais um aniversário, data que não conseguiria esconder por mais que me esforçasse, dada a indiscrição de meus colegas de estúdio na CBN que fazem questão de lembrá-la a todos. De qualquer forma, por ser leonino, ou ser gaúcho, ou ser gremista, não me importo com esta badalação, mesmo que às vezes fique constrangido. Menos ainda me incomoda envelhecer mais um ano, pois cada novo ano que chega é mais uma chance que a vida me oferece para acertar. E por tudo que já errei, quero muitos anos de vida para me recuperar.

 

Por falar em erros, vamos ao jogo de ontem à noite. Melhor, vamos aos comentários que li hoje sobre o jogo de ontem à noite. Um dos que me motivaram a estar aqui nesta Avalanche foi escrito por reconhecido comentarista esportivo gaúcho com quem dividi redação de rádio, no Rio Grande do Sul, por algum tempo, no início da minha carreira. Wianey Carlet é jornalista do Grupo RBS, escreve na Zero Hora e fala na rádio Gaúcha, além de manter blog no ClicRBS. Experiente e conhecedor das lides esportivas, sempre encontra uma forma de colocar de maneira clara sua opinião sobre os mais diferentes temas, muitas vezes causando polêmica. Merece todo meu respeito, seja por suas qualidades seja por sua experiência, mas, talvez influência da chegada dos meus 50 anos, peço licença para discordar da ideia central de post que ele publicou no blog que leva seu nome. O Grêmio de Renato é igual ao Grêmio de Luxemburgo, escreveu Wianey Carlet e justificou, como devem fazer os bons cronistas esportivos, com base no seu conhecimento técnico (leia aqui).

 

O Grêmio de Renato jamais será igual ao de Luxemburgo, mesmo que as campanhas se assemelhem e a forma de distribuir os jogadores em campo possam ser iguais – o que não me parece ser verdade, apesar de me faltar visão tática para fazer esta análise. Por Renato do Grêmio não tenho constrangimento em torcer como acontecia com Luxemburgo, e isso, Wianey e meus caros e raros leitores, faz uma baita diferença para este humilde torcedor que aprendeu a ver sua equipe honrando a camisa que veste, mesmo diante das mais fragorosas derrotas que já tivemos de encarar neste mundão do futebol. Apesar dos resultados negativos que têm se repetido, principalmente nos jogos fora de casa, inclusive no de ontem no Pacaembu, tenham certeza, que pelo Grêmio de Renato estarei torcendo, vibrando e reclamando, também, mas com orgulho de um Imortal.

4 comentários sobre “Avalanche Tricolor: com a petulância que a idade me permite

  1. Renato não é mágico e,por isso,precisa de mais tempo para acertar o que Luxemburgo,impunemente, estragou. Não se faz tal coisa tão depressa.

  2. Grêmio de Renato igual ao Grêmio de Luxemburgo? Nunca será! E que os 100% de aproveitamento na Arena que tem conseguido com Portaluppi se mantenham domingo, contra os coirmãos.

    Abs

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