Avalanche Tricolor: cabeça no lugar e bola no chão

 

Vitória 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Barradão

 

 

Foi na pequena tela do Iphone que assisti à partida de sábado à noite, em Salvador. Estava em São Paulo, na casa de um amigo para comemorar mais um ano de vida. Acompanhei por um desses aplicativos de internet que atualizam o resultado com descrições que, se não ajudam muito a entender o jogo, ao menos nos mantêm informados do placar. É uma sensação curiosa, pois com nova informação a cada minuto, sempre fica a esperança de que naqueles 60 segundos anteriores – e talvez somente naqueles – seu time tenha acertado a troca de passe, os jogadores de meio tenham se movimentado com maestria para confundir os marcadores, um dos laterais tenha aparecido na linha de fundo para cruzar a bola no pé do atacante que, com um drible desconcertante, tenha superado o zagueiro e chutado de forma indefensável para nos colocar em vantagem. Assim que o novo texto surge na telinha e o placar permanece imóvel, a esperança anterior se frustra e uma nova surge, pois não se consegue ter ideia clara de quem domina as ações, qual o desempenho de seus jogadores nem o quanto o juiz atrapalha. Portanto, nunca se deixa de acreditar que o gol vai sair daqui a pouco.

 

Soube mais tarde (e fui conferir o lance em um site) que nosso ala Pará, com boa visão, virou o jogo para seu colega na ala esquerda, Alex Telles, escorar a bola para Barcos que estava acossado pelo zagueiro. O nosso volante mais avançado, Riveros, se deslocou em direção ao meio da área e chamou atenção da defesa, abrindo espaço para Kleber aparacer do lado direito livre, no ponto onde o passe feito por Barcos alcançou. O atacante poderia ter chutado forte, mas fez a melhor escolha e atravessou a bola na pequena área, onde já estava Alex Telles pronto para concluir em gol. Foi o que fez, mas o auxiliar, de quem não sei o nome (nem quero saber), viu irregularidade onde não havia e impediu que o Grêmio abrisse o placar ainda no primeiro tempo, o que poderia mudar a história contada pelo redator que atualiza as informações no serviço pelo telefone.

 

Das poucas vantagens de não assistir às imagens da partida ao vivo está o fato de não ficarmos influenciados pelo desempenho ruim de alguns jogadores e menos ainda incomodados com os passes errados que, me informaram, foram 101, somados os dois times. Nossa visão fica menos catastrófica do que a maioria, mesmo porque, convenhamos, nada do que está acontecendo foge da normalidade. Empatar fora de casa diante do bom momento do adversário não chega a ser um desastre, apesar da sequência ruim nos últimos três jogos. Campeonato com a extensão do Brasileiro sempre terá percalços, haja vista o que aconteceu na rodada desse fim de semana com alguns dos principais candidatos ao título (nós, inclusive). Portanto, só nos cabe por a cabeça no lugar, a bola no chão, precisar mais o passe, enxergar o companheiro livre e acertar o chute no gol. (se o juiz não atrapalhar, melhor ainda).

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: cabeça no lugar e bola no chão

  1. Renato vai ter de dar uma mexida no seu esquema,imagino,se quiser obter resultaos capazes de fazer a torcida pelo menos sonhar com a permanência do seu time entre os quatro mais bem colocados. A bola gosta de se esfregar na grama e não de imitar aeroplano. Não suporto mais o exagero de chutões e a demora para a troca de esquema durante os jogos não resolvidos com o três-cinco-dois.

  2. Milton Pai, acho que está na hora do futebol contratar alguns treinadores de tênis. O Tênis tem avançado muito, com utilização de tecnologia de ponta, tanto em equipamentos quanto com a busca da justiça na arbitragem. Ao mesmo tempo a velha e boa repetição tem aumentado bastante a precisão.
    Não consigo entender como os chutes em direção ao gol tem alta porcentagem de erro. Ora entregam na mão do goleiro, ora para São Pedro.
    De outro lado vejo os novos gramados, que tanto alardearam em grandes avanços tecnológicos se apresentarem em estado bem ruim.
    Saudade das gramas gaúchas, tanto de colorados quanto de gremistas.

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