Conte Sua História de SP: a grega que adorava os cinemas da cidade, mas era proibida de ver cenas de beijo

 

Melpomene Perides Lawand nasceu em São Paulo, em 1 de agosto de 1928, apesar do cartório insistir em registrá-la no dia 9. O nome foi o pai que escolheu, Seu Nicolau Miguel Perides, que adorava a mitologia grega. Ele, ao lado da mulher Maria Perides, trocou a Turquia pelo Brasil para escapar da guerra entre turcos e gregos, em 1923. Sempre viveram em casarões na capital paulista. O primeiro era um palacete do Barão de Mauá, na Brigadeiro Tobias. Os pais mudaram depois para próximo da São Caetano, onde mantinham loja de malas. E foram morar na rua Mauá, onde Melpomene nasceu e cresceu. Em depoimento ao Museu da Pessoa, ela lembra das caminhadas no centro, as compras na feira e as visitas aos cinemas. Dona Melpomene sempre foi incentivada a apreciar a arte e a cultura, especialmente pelo pai que fazia questão de levar as filhas nas salas que inaguravam, mas com todos os cuidados para impedir as más influências da tela:

 

 

Melpomene Perides Lawand é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. O depoimento foi feito ao Museu da Pessoa. Você também pode registrar sua memória, basta marcar entrevista pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Ou então mande suas lembranças de SP para milton@cbn.com.br.

2 comentários sobre “Conte Sua História de SP: a grega que adorava os cinemas da cidade, mas era proibida de ver cenas de beijo

  1. REFLEXÃO DE NATAL
    2014

    Há um Anjo postado, apreensivo, na porta da confraria.
    Seguro segura os restos sertanejos da viola enluarada,
    Que despencou na madrugada com uma asa quebrada,
    Agora procura bom banho para tirar a poeira da estrada.
    Superado o fastio junto da mesa farta e mui bem arrumada,
    Antes de voltar à mágica função de maestro da banda,
    O Anjo, ainda parado, tenta descobrir de que lado a fila anda,
    Sem perceber a aproximação de uma horda inusitada,
    Histericamente aos gritos, deixando para trás o fogaréu,
    Um mar de labaredas querendo alcançar os limites do céu,
    Desafio dos ousados incendiários, solidários aos salafrários,
    Que, sem se importar com o brilho da esperada Estrela Guia,
    Na trilha do pó, nas nervuras do nó, sem perdão nem dó,
    Tingem de sangue o cenário de apocalíptico presságio,
    Ignorando o lastro sagrado a unir a Família de José e Maria,
    No seio da qual, segundo a Profecia, o Cristo nasceria,
    Para remir os pecados do Mundo naufragado na selvageria.
    Então o Anjo, assumindo o seu verdadeiro papel neste enredo,
    Sereno, pede a palavra aos crédulos expostos ao medo,
    Logo lhes dizendo da importância da Paz e da Tolerância,
    Do sair da sombra, escolher o caminho, vir para a Luz,
    Sentir a magia, a força da energia, as vibrações positivas
    Do Natal do Menino Deus, chamado Jesus.

    Poeta Alceu Sebastião Costa
    DEZ/2014

    • Poeta, obrigado por sua passagem neste espaço e por compartilhar este texto conosco. De tão belo, não seria justo mantê-lo escondido em um comentário de post. Nesta semana ainda estará aberto e exposto aos caros e raros leitores deste blog.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s