Petrobrás nasceu com alerta de corrupção

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Segunda feira, no CBN Brasil, o jurista Modesto Carvalhal, autor de “O livro negro da corrupção”, disse a Sardenberg que a Petrobras pode tocar sua produção sem o auxílio das empresas contratadas. Como sempre fez até tempos atrás. Lembrou inclusive que algumas destas empresas que nunca tinham operado neste setor, foram treinadas pela Petrobras. O medo de o Brasil parar é, portanto, infundado. Carvalhal propugna a total condenação das empresas pela conduta corrupta, inclusive da Petrobrás. Recuperação dos prováveis 80 bilhões e multa de 20% sobre o último faturamento.

 

É uma postura dentro do contexto da criação da Petrobrás, quando Vargas, em 3 de outubro de 1953, assinou o Projeto Monopolista da Petrobrás. De autoria de Aliomar Baleeiro, da UDN, o partido liberal, que surpreendentemente propôs o monopólio. Inimigo de Vargas e antevendo a importância da nova Companhia preferiu o engessamento da empresa estatal a entregar ao adversário o capital misto, mais factível a corrupção.

 

Em 1967 a preocupação da relação entre grupos privados e funcionários governamentais foi atestada por Galbraith, economista de Kennedy, em seu livro “O novo Estado Industrial”:

 

“Com a simbiose burocrática forma-se um quadro de crescente interação que acaba contaminando as políticas de governo e colocando-as a serviço de interesses especiais e particulares”.

 

Em 1997, a Petrobras se configurou como empresa de capital misto. Hoje, passados 17 anos, tanto os pressupostos monopolistas dos liberais udenistas, quanto às previsões de contaminação de Galbraith, se concretizaram.

 

A solução aponta para o caminho do sistema único. Publico ou Privado. Purificar, para evitar defesas como a do café da manhã com a Presidenta na segunda-feira, que alegou não ter provas que Graça Fortes sabia ou não da corrupção. Ora, em qualquer dos casos a demissão é imprescindível. Se não sabia, deveria saber. Se sabia deveria coibir.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

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