Não culpem as árvores, culpem a Eletropaulo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

6605982519_0bede1313c_z-2

 

A lei municipal 14.023 de 2005 e regulamentada em 2006, assinada pelo então prefeito de São Paulo José Serra, exige o aterramento do cabeamento das concessionárias de serviço – rede elétrica, cabos telefônicos, TV a cabo e assemelhados. A lei obriga o aterramento de 250 km por ano.

 

Ressaltamos que ela ainda não foi cumprida. Prefeitura, concessionárias e demais prestadoras de serviço discutem os custos e suas responsabilidades e obrigações. Além disso, há contas a serem feitas, pois os números não são palatáveis. Tanto pela grandiosidade quanto pela falta de credibilidade recentemente atestada de algumas empresas.

 

Uma lei que obriga, mas não é cumprida. E, a mesma lei, se cumprida, precisaria bem mais que um século para resolver o problema. Como a rede paulistana tem 30mil km, e a obrigação é de efetivar 250 km por ano, levaremos 120 anos para cobrir o que existe. Sem considerar o inevitável crescimento.

 

Em relação às previsões de custos, estamos bem próximos do que ocorreu na Petrobrás e nos estádios da Copa. Há estimativa de R$ 2 milhões por km, enquanto outras apontam para R$ 5,5 mil por metro. Bem diferente da previsão que está no texto, de R$ 436 mil por km.

 

Uma hipótese que a Prefeitura está levantando é sistema da PPP onde as construtoras arcariam com a construção e alugariam às concessionárias.

 

Enquanto isso, a cada temporal ficamos sem energia em intervalos de tempo cada vez maiores. No escuro, onde claro é o fato de que a ELETROPAULO é a grande responsável. Enquanto o governador não cumpre a lei, e o prefeito não faz cumpri-la.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung.

4 comentários sobre “Não culpem as árvores, culpem a Eletropaulo

  1. Falta de concorrência. Só isso. Por isso não cumpre as Leis, deixa o povo às escuras, péssimo atendimento. A Eletropaulo reina única e exclusivamente na área da rede eletrica igual a Sabesp na água. Então, gostando ou não eu não posso trocar de concessionária de água e luz. No passado a gente era obrigado a engolir a Telesp e depois a telefônica. Hj se eu não gostei do atendimento pelo menos mudo de operadora. Com luz e água não posso fazer nada. Se existe a Lei e a Prefeitura e o Governo não fazem cumprir a Lei como eu vou fazer a Eletropaulo cumprir a Lei?

    • Prezado Daniel, hoje a ELETROPAULO se manifestou através da entrevista dada ao Thiago Barbosa da CBN pelo Sidney Simonaggio , vice presidente de operações.
      Colocou a culpa nas chuvas e nas árvores.
      A verdade é que a solução é o aterramento. Aí encontramos outro problema que é a variação de estimativa de custo. Segundo Simonaggio o custo é 16 vezes o da eletrificação aérea, e o valor por km seria de 6 milhões.
      Sendo assim o valor do km aéreo seria de R$ 375 000,00.
      Os valores contidos no texto acima não batem com este.
      E aí, como ficamos? Na OSCAR FREIRE a obra total cujo aterramento consistiu apenas em parte dos serviços , os 700m custaram 8,0 milhóes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s