Avalanche Tricolor: consolidados na vaga da Libertadores, ganhamos um ponto

 

Cruzeiro 0x0 Grêmio
Brasileiro – Mineirão

 

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

 

Fui colecionador de times de botão, esporte que era muito praticado antes do surgimento dos jogos eletrônicos conquistarem a garotada com as franquias do Fifa e do PES – Pro Evolution Soccer. Claro que os botões com as cores gremistas eram os que mais faziam sucesso na minha mesa com vitórias heróicas sobre os adversários. Um deles também tinha o azul em destaque, era o do Cruzeiro, time que havia sido comprado pelo pai, se não me engano devido a admiração que ele tinha pelo volante Piazza.

 

Era uma época em que as informações não circulavam com a mesma velocidade de hoje nem era possível assistir aos jogos pela televisão com a mesma frequência. Mas os mineiros tinham conquistado a Libertadores e disputado o Mundial de Clubes, naquele tempo chamado de Copa Intercontinental, quando foram vencidos pelos alemães do Bayer de Munique. Talvez isso tenha levado o pai a encomendar o time de botão do Cruzeiro. Se não me engano, aquele time segue por aí guardado em alguma gaveta entre Porto Alegre e São Paulo.

 

Os tempos mudaram, o Grêmio já até foi campeão mundial enquanto seu adversário ainda não foi capaz de alcançar esta glória. Jogar botão não é mais uma prática tão comum, ao menos para mim, apesar de ainda ser possível encontrar muitos adeptos e minha mesa estar armazenada no depósito de casa. De qualquer forma, as partidas lá em Minas são sempre complicadas, especialmente depois da sequência de títulos que o adversário conquistou no Brasil. E hoje não seria diferente, a começar pelo fato de estarmos enfrentando um daqueles técnicos que admiramos: Mano Menezes, chegado recentemente à equipe de Belo Horizonte.

 

Muitas vezes quando empatamos é comum dizermos que perdemos dois pontos, mas, pelas circunstâncias da partida, arrisco dizer que ganhamos um. Sei lá por quais motivos, atacamos pouco e chutamos menos ainda. Foram apenas duas tentativas no gol adversário e em cobranças de escanteio finalizadas pelo zagueiro Geromel, que voltou ao time (será coincidência que ele voltou e não tomamos gol apesar da pressão sofrida?).

 

Aquela troca de bola precisa e movimentação veloz de nossos jogadores não se repetiram. Fomos incapazes de superar a marcação no meio de campo, coisa que já fizemos contra times muito mais competentes neste campeonato. Até parecia que ainda estávamos de ressaca dos acontecimentos do meio de semana.

 

Bem que Roger fez suas tentativas ao colocar no time, no segundo tempo, Fernandinho, Bobô e Max Rodriguez. Mesmo assim, nosso desempenho ficou aquém do nosso potencial. Menos mal que lá atrás nos mostramos firmes e fortes, reduzindo ao máximo o risco de gol.

 

Alguém haverá de lembrar que desperdiçamos a chance de nos aproximarmos do líder, mas jamais devemos esquecer que se há um título que queremos, este será disputado ano que vem na América, não no Brasil. E, a nove rodadas do fim do Brasileiro, estamos cada vez mais consolidados na vaga que nos credenciará a disputar a Libertadores, campeonato que na época dos meus times de botão jamais imaginara ter o direito de vencer.

 

Obs: nessa terça-feira, o técnico Roger será o entrevistado do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, e eu estarei na bancada de entrevistadores. Se você tiver alguma curiosidade e quiser fazer perguntas a ele, pode deixar registrada aí nos comentários.

6 comentários sobre “Avalanche Tricolor: consolidados na vaga da Libertadores, ganhamos um ponto

  1. Concordo integralmente com o comentário do Mílton sobre o comportamento do Grêmio no jogo com o Cruzeiro: não repetiu o futebol caprichoso que mostrou em um bom número de partidas. Hoje. parecia estar apático e precisou ser salvo de perder graças à sua defesa e,especialmente,ao retorno de Geromel. Este e Marcelo Grohe permitiram que o nosso time saísse do campo com um bem-vindo empate. Não escrevi acerca do adversário – o Cruzeiro – que despertou em meu filho uma saudosa lembrança:o time de botões meu e dele. Para sua alegria,os azuis não estão entre Porto Alegre e São Paulo,mas guardados em uma caixa especial,na qual estão também as goleiras e o Santos do Rei Pelé.

  2. Caro Milton excelente resultado obtido em BH o que comprova o quanto o Geromel é importante no nosso sistema defensivo. Estivesse ele nos 6 jogos anteriores certamente estaríamos classificados para as semifinais da CB e ainda melhor classificados no Brasileirão. Mas isso é coisa do passado que não dá para lamentar. Bola pra frente. Quanto a oportunidade de falar com o Roger não poderia perder essa oportunidade através da sua representação como legítimo canal dos verdadeiros Gremistas. Desta forma gostaria que você fizesse pelo menos 1 das considerações/perguntas abaixo relacionadas para ele:

    – Primeiramente gostaria de dizer que a massa gremista está com ele. Independentemente dos resultados a serem alcançados neste ano. Considero que nem mesmo a remota possibilidade de ficarmos fora da LA deveria interromper o trabalho por ele iniciado. Ele resgatou a dignidade ao nosso time. Voltamos a ser respeitados. Confiança total!

    – Nas ausências esporádicas dos titulares Geromel e Erazo ele nunca pensou em utilizar o Edinho na posição? Lembro que ele também é um baita zagueiro. Joga pelo lado direito e esquerdo com a mesma naturalidade. Tendo a sua frente o Walace e o Maicon teríamos a mesma solidez defensiva que não apresentamos nas ausências eventuais dos nossos titulares.

    – Você tem declarado que não sairá do Grêmio antes de dar um título ao seu clube, o que não acontece há praticamente 15 anos. Qual a garantia que temos de que isso ocorrerá, ou seja, um titulo importante (menos Gauchão) e a sua permanência?

    – Com a grande possibilidade de disputarmos a LA em 2016 (nosso grande objetivo real no momento) não podemos pensar somente em participar. Desta forma como a politica adotada pela Direção Gremista é de pés no chão, corretíssima por sinal, o que podemos esperar da nossa participação nessa competição ao mesmo tempo tão desejada e acirrada, contra times com maior poderio como Corinthians, Atlético e até mesmo Palmeiras, Flamengo e São Paulo?

    – A torcida tem clamado por uma maior participação dos jovens atletas da base no time, a exemplo dos meias/atacantes Everton, Erick, Nikolas, Lincoln, bem como dos laterais Junior e Arthur, estes últimos nem mesmo relacionados para posições que apresentamos algumas dificuldades de reposição. Você não acha que isso poderá desestimular esses jovens ou mesmo eles serem cooptados por outros grandes do futebol brasileiro? Ou existe algum trabalho especial com eles que os torcedores não sabem? Já imaginou um Everton no Corinthians ou Atlético ou mesmo no Inter?

    – Como um estudioso que ele é do Grêmio como um todo não somente dentro das 4 linhas o que ele imagina que o Grêmio poderá agregar com a compra definitiva da Arena(nosso sonho também) em termos de outros negócios/parceiros comerciais, aumento dos sócios efetivos, faturamento anual e o que isso poderá contribuir para o fortalecimento do time em campo?

  3. Milton, pergunte ao Roger se, de fato, essa situação de não ter um título nacional há 14 anos influencia no desempenho dos jogadores nos jogos decisivos. Se positivo, como resolver isto?
    Claudio Rubbo
    Campo Grande/MS

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